A Varinha Da Feiticeira
2 Capítulo 2 - O meu estranho novo lar.
Notas iniciais
Quando eu sai pela grande porta dourado do hotel, ar quente passou pelo meu rosto quase me sufocando, fiquei paralisada olhando para os milhares de olhos daquele homem, todos virados para mim e minha família, um de cada cor , as vezes alguns piscavam para mim.
O cara “dos olhos” rapidamente pegou nossas malas e colocou em uma van branca escrita na lataria “Entregas de Morangos” estacionada em frente ao hotel.
-Bem, você deve ser Diana, não é? — A menina alta que tinha mais ou menos 18 anos se aproximou de mim – Sou Annabeth e esse é Argos, segurança do acampamento. Vamos, Quíron deve estar esperando por vocês.
Eu ainda estava sem fala, mas entrei na van logo atrás de Annabeth. Dentro era quente e tinha um delicioso perfume de morangos, sentei do lado dos meus pais e tomei coragem para falar.
- O que está acontecendo? — olhei para os rostos dos meus pai e da menina Annabeth na van e logo percebi que estavam escondendo alguma coisa.
- Vocês não contaram a ela ainda? — perguntou Annabeth virando-se para meus pais que negaram com a cabeça – Então, vocês não tem ideia de quem foi...
- Não – Disse papai interrompendo a menina – Ícaro, trouxe-a para casa, entrega dos deuses, só tinha uma carta... nada mais.
Agora sim que eu estava confusa, meu irmão também estava envolvido nisso, ele estava sentado no banco traseiro sem ao menos olhar para mim.
- Hermes, me entregou Diana e disse que ela não poderia ficar no Olimpo.
Certo, estavam falando de mim e eu não estava entendendo, a Van começou a andar.
- Bem, temos muita coisa a explicar – disse Annabeth virando-se para mim – Bem Diana, nós estamos indo para um acampamento que será o lugar mais seguro para você durante toda a sua vida, foi onde seu irmão treinou, onde eu treino e onde todos nós vamos viver até sermos adultos ou até... deixa pra lá.
Percebi que ela ia falar “morrer” pela cara que Ícaro fez ao ouvir as ultimas palavras.
-Nos somos especiais Diana, — continuou Annabeth – você com certeza não sabe quem são seus pais não é?
Assenti com a cabeça.
-É por que seu pai ou sua mãe são um dos Olimpianos.
-Então existem? — perguntei – deuses.
-Sim. Veja, minha mãe é Atena, deusa da sabedoria e da estratégia e Ícaro é filho de Hermes, deus dos viajantes, ladrões, mensageiros...
Olhei para Ícaro que deu um sorriso torto. Então tudo o que meu pai me pedia para ler era verdade? Deuses, olimpo, seres da floresta, sátiros e...
-Monstros... — pensei alto de mais e a van inteira olhou para minha direção, até o olho verde no ombro de Argos que dirigia a van se virou para mim.
-Infelizmente sim e eles querem te matar, o acampamento meio sangue é o único lugar onde os monstros não entram a não ser que sejam convidados – Annabeth parou e olhou para as janelas da van – Bem à muita coisa para explicar e pouco tempo, no acampamento Quíron vai lhe explicar tudo.
-Onde fica esse acampamento? — eu disse olhando para a janela da van, tudo estava diferente, não sabia ao certo onde estava.
-Nova York – Agora Ícaro falava – estamos quase chegando...
-mais é muito longe, não poderíamos chegar tão rápido.
-O carro encantado dos filhos de Hefesto confunde um pouco agente mesmo, você vai se acostumar – Agora Annabeth quem falava e olhava para a janela como quem espera alguém.
Não iria conseguir descrever o acampamento com palavras. Era enorme, lindo, aconchegante, quente e tinha o mesmo cheiro de morangos da van.
O campo era muito cheio de arvores, tinha uma quadra de vólei onde várias crianças atléticas jogavam, um lago com crianças belas remando, chalés ao fundo, uma parede de escalada que soltava lava e no céu, cavalos alados que reconheci das historias. Pegasus
Quando entramos no acampamento Annabeth nos guiou para uma casa de cinco andares pintada de azul, na varanda tinha um velho homem sentado em uma cadeira de rodas jogando cartas com um homenzinho vestido de bermudas floridas e blusa com estampa de onça... Aquela roupa me lembrava um deus olimpiano.... não podia ser, era Dioniso.
Agora eu percebi porque as historias que eu lia para agradar meus pais eram tão importantes para minha vida. Eu fazia parte delas. Era muito irado e assustador.
Meus pais entraram na casa com Quíron (sim, o centauro) e eu fui conhecer o acampamento com a Annabeth. Passamos pelos chalés, calmos e com poucos campistas pois a maioria estavam passando o natal com a família, pelo anfiteatro, pela quadra de vólei e paramos para sentar na areia onde podíamos ver o mar e o campo de morangos.
Estávamos muito silenciosas quando Annabeth quebrou o silêncio.
-Você ficou naquele hotel por 40 anos.
-O que? — eu disse olhando agora para os olhos cinzentos de Annabeth que me encaravam.
-Muitos heróis e mortais ficam muito tempo naquele hotel lótus.
Olhei Annabeth com espanto.
-É um hotel mágico que engana pessoas desde a antiguidade, eu já fiquei lá por cinco dias achando que eram algumas horas.
Elas se virou para o mar.
-Não se preocupe seu pai ou mãe olimpiana vai lhe reclamar à noite na fogueira – ela olhou para mim e percebeu que eu não estava entendendo nada. — Depois de treinarmos, jantamos e vamos para a fogueira cantar e assar doces.
-Ah – eu disse mais para mim mesmo – Vamos treinar para guerra.
Annabeth riu com certeza da cara que eu tinha feito enquanto falei sobre guerra.
-Bem, se você quiser sobreviver – ela disse se levantando e fiz o mesmo – Vamos escolher uma arma para você, venha.
Segui Annabeth até uma pequena barraca lotada de qualquer arma que você possa imaginar.
-Pode mexer nas armas e escolha a que mais se adapta a você.
Olhei para os lados tentando ver qual arma combinava comigo, lanças, espadas, machados, flechas, arcos, escudos... Nada era do meu tipo, na verdade eu não era muito o estilo “armas perigosas”, mas quando passava meus olhos pelas espadas vi uma lamina brilhando, ela era branca e brilhava como uma perola mesmo no escuro, peguei-a e ela se ajustou perfeitamente em minha mão. Annabeth olhou com muita curiosidade.
-Hum... — ela disse olhando para a espada em minha mão – Parece que essa serviu, ela se chama “Amendoim” e foi forjada por um ciclope.
-Amendoim? — eu disse olhando para a espada que certamente não parecia um amendoim- vou ficar com ela.
Coloquei a espada de 40 centímetros no cinto que Annabeth me dera e ela na mesma hora virou uma adaga simples e inofensiva , eu tirava e ela crescia.
Fomos de volta para a casa onde meus pais estavam prontos para se despedir, nós despedimos e Quíron se virou para mim.
-Bom, está na hora do jantar, logo saberemos em que chalé coloca-la.
Fomos para o jantar e eu fui convidada para sentar na mesa de Atena junto com Annabeth, cada deus olimpiano tinha uma mesa e muitos estavam vazios. Depois de oferecer parte do meu jantar aos deuses comecei a comer a comida totalmente vegetariano do acampamento. Eu estava feliz, mas muito confusa por estar ali.
Assim como a Annabeth tinha me falado, a fogueira era muito divertida, cantávamos músicas de campo e assávamos doces na fogueira. O chalé de Apolo estava cantando quando olhei para Annabeth e ela olhava para mim com curiosidade.
-Mas... — ela disse olhando para Quíron.
Então quando olhei para os outros campistas que haviam parado de cantar de repente, percebi que não estavam olhando para mim e sim para algo em cima da minha cabeça. Olhei para cima e a única coisa que vi, foi um clarão verde e o desenho de um tridente.
Estava pasma de mais para tentar lembrar o que aquele simbolo significava quando Quíron falou bem alto para que todos ouvissem:
-Diana Juno falline, a nova filha de Poseidon.
Depois do toque de recolher Quíron me levou para o chalé 3, fiquei confusa o dia inteiro e isso não mudou muito depois que eu soube que era filha de Poseidon.
-Aqui está sua cama – Quíron indicou a cama arrumada do lado direito do chalé – Seu meio irmão chegara daqui a dois dias e vocês poderão combinar o “apagar das luzes”
Quíron saiu e eu estava sozinha no chalé 3.
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