A Varinha Da Feiticeira
11 Capítulo 11
Notas iniciais
POV DIANA
Acordamos quando o sol ainda estava apontado no horizonte. Percy havia falado a noite inteira enquanto dormia sobre Annabeth e jujubas azuis.
Desmontamos as barracas que havíamos montado na noite anterior. Estávamos no meio do nada, a floresta ficou mais fechada depois que Percy e eu havíamos corrido como loucos do escorpião e quando nos demos conta, Paul e Alice não estavam mais atrás de nós.
Percy conseguiu mexer facilmente na bússola, era uma espécie de relógio quadrado, com um botão no centro, ao apertar, ele emitir um “bip” e refletia uma imagem verde com bolinhas vermelhas que indicam a localização da van e da outra bússola que estava com Alice e Paul.
— Eles já estão quase lá, estamos atrasados – Percy disse.
Seguimos na floresta fechada, Percy ia a frete concentrado na bússola e eu guardando suas costas.
Foi quando Percy tropeçou em um ganho no chão e caiu que eu pude ver o que havia na minha frente. Uma imensa teia de aranha que cobria toda a trilha. Pregada nela estava a varinha e uma gigantesca aranha com presas do tamanho da minha espada.
— Mais o que... – disse Percy no chão ainda sem ver a teia.
— Não se mexa – eu disse.
Foi quando Percy olhou para frente e viu a enorme aranha na sua direção.
Percy e eu estávamos atrás de uma moita nos decidindo como pegar a varinha. A aranha estava concentrada no seu almoço, um tipo de animal que eu não sabia o que era.
— Você escala bem? – Percy perguntou
— Não mesmo – eu disse, a única vez que eu havia tentado escalar a parede do acampamento, não tinha conseguido nem tirar os dois pés do chão.
— Se a Annabeth tivesse aqui – Percy disse com tristeza – Já tínhamos um plano.
Olhei ao redor, tinha que ter alguma coisa que poderia nos ajudar. Foi ai que eu vi, bem escondido entre as árvores um pequeno córrego.
— Eu a distraio, você escala – eu disse e apontei o lago para Percy
— Você consegue controlar a água? – ele disse
— Consigo – eu disse, mas até eu duvidei das minhas palavras e por um momento Percy também – Vai logo, eu consigo.
— Só não deixe ela me comer – ele disse foi em direção a arvore mais próxima da teia.
Eu me posicionei em frente à aranha gigante. Ela parou de comer e olho diretamente pra mim com seus olhos assassinos. Concentrei-me no pequeno lago a minha direita e senti meu estomago fervendo. Percy olha para mim de cima da árvore.
Estava quase desistindo quando aconteceu, as borboletas no meu estomago de agitaram e uma onda de três metros vinha na direção da aranha. Foi o tempo de Percy se pendurar em um galho e pegar a varinha quando a onda estourou na teia e tudo foi pelos ares.
POV ALICE
Já estávamos sentados ao lado da van a pelo menos duas horas e eu já estava ficando preocupada. Ficava me perguntando onde eles estavam e se tinham conseguido usar a bússola. Eu não consegui concertar o tablet muito bem, então estava aflita de como iriamos achar a varinha.
Paul estava ao meu lado também inquieto. Ele tinha ficado em silêncio esse tempo todo e eu estava estranhando, já que Paul não para de falar.
Segui meu olhar pela floresta e senti o cheiro de terra molhada. Olhei para o céu que estava completamente azul. Foi quando eu escutei passos ritmados na terra e me levantei. Paul pegou seu arco e colocou uma flecha.
Estávamos preparados para atacar, então saíram da floresta Percy e Diana correndo com a varinha na mão.
— Corre!! – Percy gritou e entendi sua mensagem.
Entramos rápido na van, liguei e sai pela floresta em alta velocidade.
— Acharam a varinha? – Paul perguntou.
Mas eu não prestava muito atenção. Mais um daqueles devaneios me atingiu e eu estava na ilha de Circe.
Eu andava pelo corredor de paredes de ouro com passos largos. Ao meu lado Circe falava, mas eu quase não prestava atenção, pois pensava em meus amigos e minha família humana.
— Você sabe querida, chifre de unicórnio são raríssimos, deve se ter cautela ao usar, principalmente em mulher que são mais doces e... – Circe dizia e parou assim que viu que eu não prestava atenção – Querida, já falei para parar de pensar em sua antiga vida.
Mas eu não conseguia, mesmo estando enfeitiçada, eu sempre me lembrava de pequenos flashes da antiga vida, como quando sentia medo e meu amigo me abraçava. Circe sempre sentia quando eu estava assim.
— Querida, não se deve confiar nos homem, ele sempre vão partir o coração de uma mulher.
Então eu estava de volta a van, estavam em alguma parte do Brasil e eu mal conseguia prestar atenção na estrada. Eu estava pensando muito no beijo da noite anterior, nunca nada havia mexido tanto comigo daquele jeito. Eu estava começando a pensar que talvez tivesse sido uma boa idéia aceitar essa missão, não só pelo meu irmão, mas por Annabeth também. Eu poderia até encontrar uma nova família no acampamento.
E assim o dia foi passando tão rapidamente que quase não percebi quando estávamos no norte dos estados unidos.
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