A Varinha Da Feiticeira
8 Capítulo 8 - Nas mãos quase erradas.
Notas iniciais
8.Nas mãos quase erradas.
O aparelho grotesco na mão de Paul não fazia som algum.
Será que está quebrado? — dizia Paul batendo freneticamente no vidro do radar.
Atravessamos algumas ruas e descobrimos que estávamos no Rio de Janeiro. Eu sempre quis vir para o Brasil, eu adoro praias, mas eu nunca podia viajar de avião.
Eu estava olhando para o céu claro e sem nuvens quando uma cabeça de alguma coisa muito horrível passou voando por cima de mim. Mas ninguém pareceu notar.
-O que foi aquilo? — perguntei
-Aquilo o que? — percy disse sem a menor atenção.
Eu não queria perder a direção em que a cabeça estava vindo, então sai correndo pela calçada e passei por um aglomerado de pessoas.
-Diana!! — Eles agora começaram a correr atrás de mim como se eu tivesse enlouquecido.
Virei a esquina em uma beco e me deparei com uma menina de costas. Seus cabelos compridos e totalmente preto, estavam embaraçados. Ela carregava uma espada e estava lutando contra uma outra menina, veio outra coisa que não se parecia com uma menina que iria golpeá-la pelas costas.
Tirei minha adaga do cinto e ela rapidamente virou a espada prateada que eu me lembrava. Cheguei mais perto da coisa e bem na hora em ia acertar a menina, eu fechei os olhos e arranquei a cabeça. Não vi mais nada o que aconteceu, eu nem conseguia abrir os olhos.
— Diana? — Percy chegou e viu que eu estava imóvel – está tudo bem agora, abra os olhos.
Quando abri não tinha mais nada, só a meninas de olhos extremamente escuros me encarando com um sorriso no rosto.
— Você me Salvou, Obrigada – ela estendeu as mãos e a peguei – Sou Alice, Filha de Hefesto.
Recobrei um pouco os sentidos e percebi que só eu estava apavorada ali.
— Sou Diana, filha de Poseidon.
— Uau – ela disse me olhando ainda mais de perto – Não havia visto um semideus dos três grandes.
— Então você esta com sorte – eu disse rindo – Este é Percy, filho de Poseidon e Paul, filho de Apolo.
Eu já estava mais confortável naquela hora.
— Oi! — disse Percy – Porque aquelas fúrias estavam atrás de você?
— Por causa disso...
Ela colocou a mão no bolso de trás e tirou de lá de dentro um graveto, na mesma hora, o radar na mão de Paul, começou a apitar como louco.
— O que?... — começou Percy, mas Alice começou a chorar.
— Ela... Pegg..gou..o... meu irmão – disse ela rangendo os dentes com raiva.
Eu abaixei até ela e segurei suas mãos.
-não fique nervosa – eu disse – Ela pegou minha amiga também, vamos conseguir salva-los.
Foi ainda mais difícil voltar a viajar nas trevas com mais uma pessoa, desta vez fui junto com Alice na Sra. O'lerry.
Mas quando chegamos, senti que o Braço de Alice que me segurava na minha cintura, afrouxou, olhei para trás e ela estava sangrando, tinha um corte enorme que pegava quase todo o seu antebraço.
Mesmo perdendo muito sangue, Alice conseguiu subir a colina, Quíron veio correndo socorre-la.
-O que aconteceu? — ele disse.
-Alguma coisa na viagem deu errado – Paul disse quase gritando.
Alice foi levada a enfermaria e como estava bem, decidimos viajar para o mar de monstros.
A viajem seguia calma e rápida, apesar de estarmos ao mar aberto, as coordenadas passavam pela minha cabeça, Percy disse que isso era normal e que logo estaríamos na ilha de Circe.
Eu estava caída de sono e Percy me convenceu a ir deitar um pouco.
O interior do barco do acampamento era aconchegante e perfumado, deitei na cama, macia. Apesar do meu transtorno peguei no sono facilmente.
Estava num sono profundo e sem sonhos, mas comecei a ouvir um som familiar, espadas batendo, risadas maléficas, água, mais espadas, coisas pegando fogo, alguém gritando meu nome...
Acordei suando e ainda escutava todos esse barulhos.
Sai correndo da cabine e levei um susto.
Havia três criaturas que eu não sabia o nome, lutando com meu irmão e Paul. As criaturas tinham a varinha na mão, Percy jogando água para todos os lados e Paul estava tão concentrado, que o punhal da sua espada estava em chamas.
Por um logo momento, fiquei parada, sem saber o que fazer, até que uma das ondas de Percy me atingiu e senti uma grande força, peguei minha espada e automaticamente comecei a me desviar e golpear, tudo que vinha a minha frente.
Quando me dei conta, só sobrou uma criatura, justamente a que estava com a varinha na mão, corri para tentar pega-la, mas ela caiu no mar.
Pulei junto não me importando com nada, apenas em recuperar a varinha,mas já não tinha mais nada na água, apenas eu, tentei nadar mais para o fundo, mas estava escuro, pois já era noite. Foi quando escutei Percy pular na água.
Ele olhou para o fundo mar, pegou minha mão e me puxou de volta.
Sai completamente seca da água, Percy deitou no barco e fechou os olhos, o acompanhei.
-E agora? — Paul perguntou sentando ao lado de minha perna.
— Não sei – eu disse, olhei para o lado e vi que Percy já estava roncando, todo aquele poder sobre o mar havia drenado suas energias.
Paul me ajudou a carregar meu irmão para a cabine, mandamos uma mensagem de Iris para Quíron e ele nos disse para voltarmos para o acampamento, pois Alice sabia de um jeito mais eficaz para achar a varinha ao invés de usar o aparelho do sátiro Fred.
Como Percy estava dormindo, eu conduzia a embarcação, Paul estava sentado na proa e decidi sentar ao seu lado, a noite estava perfeita.
- As estrelas estão lindas não acha? – ele disse me olhando.
Foi só nesse momento que percebi os olhos de Paul, eram de um preto profundo, seus cabelos estavam todos bagunçados e ainda molhados pelas ondas que Percy havia lançado em todas as direções, ele usava a mesma camiseta do acampamento meio sangue que eu usava e um colar com um pingente de arco e flecha.
Ele percebeu que eu observava seu colar.
- Era de minha mãe – ele disse pegando o pingente e esfregando em seus dedos – Ela era uma ótima arqueira, acho que foi por isso que Apolo se apaixonou por ela.
- O que aconteceu com ela? — Me arrependi de ter perguntado, devia ser um assunto delicado para ele – Oh! Desculpe-me.
- Não se desculpe – ele riu, seu sorriso era lindo – Ela morreu tentando me proteger de uma fúria. Mas Apolo me contou que ela está no campo Elíseos.
- Sinto muito – quando abaixei minha mão, toquei na dele e elas simplesmente ficaram ali, uma sobre a outra como um gesto reconfortante.
Então avistamos as luzes do acampamento.
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