A Vampira, A Loba E A Bruxa
20 Capítulo 18 - Parte 1: Lembranças
Emily's Point Of View:
–- Estranho...
–- O que é estranho? — perguntei abruptamente.
–- Esse vestido era da minha irmã.
–- Mas eu pensei que ela estivesse morta, como ela falou isso?
–- Ela está morta. Ela implorou para que eu a transformasse, mesmo que, anteriormente, eu tivesse negado esse privilégio à ela.
–- Oh... Mas você a transformou?
–- Sim. Bellatriz é a pessoa mais teimosa que eu já conheci.
1837, Moonlight Falls:
Havia poucos dias que a família Black, e outras famílias, como: Silvermoon, Ivory, Bennet, Khan, Wolv e mais umas duas famílias menos importantes da Inglaterra. Os Bennet eram a única família que sustentava o sobrenome feminino, pois todos os seus filhos eram meninas, se fossem meninos, seriam mortos, e todas elas tinham um segredo, e por esse segredo vieram para o Novo Mundo.
Levaram alguns meses para as casas serem construídas, eles seriam vizinhos, na verdade. Depois de pronta, o Sr. e a Sra. Black, com seus filhos Dante, de vinte e um anos — ele já deveria ter arrumado uma noiva, mas eles tiveram que se mudar, e estavam arranjando casamento com a filha mais jovem dos Silvermoon — e Bellatriz, de dezesseis anos, ela se casaria com o filho único dos Ivory, James. Ela não gostava dele, mesmo que ele fosse considerado bonito e rico, mas ela queria se casar com quem ela amava, e ele estava mais perto do que eles pensavam. Junto com os Black, vieram seus empregados e a serva e melhor amiga de Bellatriz, Morgana.
Morgana tinha acabado de preparar o banho, para Belle que acabara de acordar, ela entrou na banheira, e Morgana ajoelhou-se no chão ao lado.
–- Posso te contar um segredo? — Morgana olhou com aqueles grandes olhos verdes acinzentados para Belle.
–- Conte. — ela respondeu, fazendo um coque com seus enormes cabelos castanhos.
–- Prometa que não contará! — ela disse e Belle assentiu. — Eu... eu estou apaixonada por Dante.
Belle riu.
–- Sério? Como consegue gostar dele?
–- Ele é bonito e é amáv...
–- Pode até ser bonito, mas amável ele não é — cortou Belle — ele é arrogante.
–- Bem, ele pode ser arrogante com você, mas comigo ele é amável.
Belle continuou rindo, acabou de tomar banho e foi se arrumar, afinal, teria que ir visitar Elizabeth Silvermoon, a futura noiva de Dante. Ela vestiu seu espartilho azul claro, vestido e luvas da mesma cor.
–- Tem como afrouxar? Não consigo respirar! — disse Belle à Morgana.
–- Mas não é para você conseguir respirar.
Desceram as escadas, e Dante esperava sentado no sofá, Belle viu que Morgana ruborizou, e riu, mas logo parou, pois isso exigia ar. Ela começou a ficar um pouco tonta.
–- Você está bem? — Dante segurou Bellatriz que estava caindo.
–- Estou. Vamos logo.
Dante olhou para Morgana, desentendido.
–- É o espartilho. — ela disse ainda vermelha.
Eles saíram da casa, e foram para a casa dos Silvermoon, que era tão grande quanto a deles. Elizabeth esperava nna porta da casa.
–- Entrem — ela disse.
–- Eu vou ficar aqui fora, tomar um ar. — Disse Belle.
–- O.k. — disse Elizabeth sorrindo para Dante, que entendeu o significado desse sorriso.
Belle observou-os fechar a porta e correu — ou pelo menos tentou correr — até a casa dos Wolv. Embaixo de um carvalho, Andrew Wolv esperava Belle.
–- Pensei que não viria. — ele riu lindamente com seu sorriso perfeito.
–- Mas aqui estou eu. Então... Por que tudo isso?
–- Por favor, recuse o seu casamento com o Ivory. Por mim!
–- Vou virar uma moça falada se eu fizer isso.
–- Mas pelo menos estará ao meu lado. Ele a beijou e a puxou para dentro da sua casa — escondidos, pois o pai dos Wolv estava em sua casa — e levou-a para seu quarto.
Dante foi até a casa dos Bennet, para falar com Cassandra, ele havia estudado sobre as coisas sobrenaturais, escondido de suaa família, ele queria imortalidade, e o único jeito era virando um vampiro. E se ele não encontrasse um para transformá-lo, teria que recorrer a uma bruxa, que no caso, seria sua vizinha. E foi o que ele fez, naquela tarde depois de sair da casa de Elizabeth, que tanto lhe perturbara para que se aproveitasse dela. A poção já estava pronta, na verdade, Cassandra seria severamente punida por sua mãe quando soubesse o que ela fez.
Ela abriu a porta e Dante entrou.
–- Rápido! Para o porão, seu anel e poção já estão prontos!
–- Anel?
–- Para te proteger da luz do Sol! Ou achou que fosse mentira que vampiros virassem cinzas?
Ele desceu as escadas e viu sobre uma mesinha um anel de prata com uma lápis lazuli e uma poção cor de sangue.
–- Bem, como você sabe, você deve morrer com sangue de vampiro no corpo, que no caso agora seria essa poção. Só isso. E depois você se trasnformará em vampiro, agora, deves saber, a Maldição do Lobisomem, a Maldição do Vampiro e a poção da Fada são irreversíveis. Nem mesmo a poção da Cura pode fazer você voltar ao normal. Você tem certeza?
–- Sim. — Ele colocou o anel no dedo, pegou a poção e bebeu a poção. Cassandra pegou a espada de seu falecido pai e enfiou a espada no coração de Dante.
Algumas horas depois, Dante levantou, sua visão estava embaçada, e seus olhos estavam sensíveis. Cassandra o tinha levado para o lado de fora. Ele começou a ouvir algumas vozes, parecia a voz de Bellatriz e do filho do Sr. Wolv.
–- O que aconteceu? — perguntou Cassandra.
–- Eu ouvi a Belle e o Andrew.
–- Ah, sim, eles andam se encontrando, ela me disse que ela seria o noivo dela.
–- Disse, é?
–- Era mentira?
–- Sim, ela vai se casar com James Ivory.
Dante correu até a porta dos Wolv, bem mais rápido do que ele queria.
–- Ah, você vai desenvolver alguns poderes. Seu sangue tem efeito curativos se bebido por um humano — alertou Cassandra. — E o seu desejo por sangue será eterno. — Depois disso ela se virou e entrou em sua casa.
Ele bateu na porta, e o Sr. Wolv abriu a porta.
–- Eu quero falar com Andrew. A sós.
–- Ah, sim, entre.
Dante entrou, e o Sr. Wolv apontou a direção para o quarto.
Ele subiu as escadas e abriu a porta, Belle e Andrew, entavam "deitados". Eles se assustaram ao ver Dante entrar, eles se cobriram com o lençol.
–- Dante! Por favor, não conte!
–- Vista-se! — ele mandou e ela o fez. Ela começou a se afastar de Dante, pois ela percebeu que hava algo de errado nele.
–- Seus olhos... Seus dentes... — ela gaguejou. Dante avançou em Andrew, pegou-o pelo pescoço e o jogou na parede oposta.
Ele pegou Bellatriz pelos cabelos e a arrastou até as escadas, e a jogou para fora da casa.
–- Desonrando ao nosso nome, vadia! Nem sua serva é tão estúpida quanto você a ponto de fazer isso.
–- É claro, ela é apaixonada por você. — gemeu Bellatriz no chão.
Morgana e Elizabeth sairam para fora.
–- Dante! Onde você esteve? Estive procurando por você! Oh, meu Deus! O que aconteceu com você?
Ele estava muito irritado, rapidamente, foi até Elizabetth, e mordeu-lhe o pescoço, drenando o sangue dela, ela caiu no chão, estava morta. Logo em seguida, o pai de Elizabeth saiu para fora, e viu sua filha deitada, os furos no pescoço dela e olhou para Dante, sua boca ensanguentada. Ele correu até a filha.
–- Um demônio! Você é um demônio! Dante Black é um demônio!
Dante limpou sua boca. James Ivory saiu da casa e viu Bellatriz deitada no chão, Andrew estava ao seu lado.
–- O que você fez para ela? — James arregalou os olhos para Dante.
–- Sua futura esposa é uma vadia! — Disse o Sr. Sivermmoon.
–- Ora, como ousa?
–- Olhe para quem está ao lado dela.
Dante foi até sua irmã, mordeu seu pulso, e colocou ela a beber seu sangue, para que pudesse ser curada. Seu pai saiu para fora, também, para ver o que acontecia.
–- Conte para ele o que aconteceu hoje, que eu conto o que você fez. — sussurrou Dante para Belle. Morgana foi até Bellatriz e ajudou-a a levantar.
–- Olhe o que o seu filho fez. Ele matou a minha filha, eu vi os olhos dele, eu vi os dentes dele, ele é um demônio, e sua filha é uma adúltera!
–- Não é verdade! Entrem, vocês três.
Dante ficou ouvindo o que seu pai estava fazendo: Conseguindo a inimizade de todas aquelas famílias, e aquelas famílias fazendo inimizade umas com as outras.
–- Eu tenho uma condição para não contar: me transforme no que você é.
–- Não.
–- O.k., então, eu vou contar para o papai.
–- Não serei eu quem será apedrejado por adultério.
–- Exatamente. Você é um vampiro, tem poderes auto-curativos, e só morre com estaca de madeira enfiada no coração.
–- Como sabe disso?
–- Peguei aquele seu llivro velho emprestado.
–- Não me convenceu. E por que eu deveria?
–- Não quer viver com sua irmã para sempre? — ele fixou seu olhar em Bellatriz. — Ah, vamos, Dante, eu quero ser imortal, quero ter juventude eterna!
–- Eu vou pensar no seu caso, mas, assim, que eu te transformar, se eu fizer isso mesmo, você vai dar o fora daqui, assim como eu sairei desse lugar.
–- Estamos desenvolvendo uma inimizade do nada?
–- Graças a você.
–- E não conta a parte que você matou sua noiva? Não conta a parte que você fez de si mesmo um vampiro?
Dante não falou nada.
–- E por que eu não posso me transformar, por que não posso ficar aqui?
–- Vai trazer mais problema.
–- E você não pensou nisso, pensou?
Ele ficou sem argumentos.
–- O.k.
–- Quando?
–- Amanhã. Se vira para arrumar alguma coisa para te proteger da luz do sol.
–- Onde você arrumou o seu?
–- Com uma bruxa.
–- Que bruxa?
–- Não respondo mais nada.
–- Eu darei o meu jeito.
–- Ótimo.
Ele foi ao seu quarto. Se deitou, mas não conseguia dormir, de repente, sua cama já não era mais confortável. Ele esperou cada longo segundo pelo dia de amanhã. Ele assistiu ao Sol nascer, e ouviu Morgana, do outro lado da parede, chamar Bellatriz para se levantar.
Depois que Bellatriz tomou seu café da manhã, ela saiu para fora, para os fundos da casa, onde Dante estava.
–- Papai não quer falar com a gente por enquanto. Quando se der conta já teremos partido. — ela disse.
–- Está pronta? — ele perguntou.
–- Sim e não, não tenho o anel.
–- Eu te levo para um lugar escuro, para que, à noite, possa caçar.
–- Ótimo.
Dante mordeu seu próprio pulso edeu de beber do seu próprio sangue para ela. Enfim, ele quebrou seu pescoço.
Emily's Point Of View:
–- Dante? — parecia que ele estava num tipo de transe. — Você está bem?
–- Sim. Estou lembrando dela, apenas, imagens nítidas na minha memória.
–- Você está com o meu celular?
–- Não, ele está naquele barraco.
–- Ah...
–- Quer ir pegar?
–- Não, não precisa. Eu só queria saber se minhas amigas estão bem, é só. Pode me levar para casa?
Ele se virou.
–- Você pode ser atingida por um raio.
–- Droga! Hoje é sábado ou domingo?
–- Sábado. Vai explorar a casa.
–- O.k. Olha me desculpa por te deixar no vácuo hoje mais cedo. É que eu realmente não estou preparada para isso.
–- Você é... — ele tentou escolher um termo — complicada, como minha irmã.
–- Eu tenho a impressão de que esse lugar seja mal-assombrado. — mudei de assunto.
–- Não é.
–- Eu não acredito em fantasmas, mas só faltava também! Lobisomens, bruxas e vampiros.
–- Bruxas?
–- Vitória.
Ele resmungou algo indecifrável.
Me virei e fui dar uma espiada na casa. Passei o sábado inteiro dentro daquela casa, não parava de chover.
Domingo de manhã, eu estava procurando algo menos estrnho para vestir, Dante rasgou um dos vetidos para que ele ficasse menos estranho, ele me levou para a rua da minha casa, não poderia arriscar que minha mãe me visse com ele.
–- O que eu digo para ela? — perguntei a Dante. — Diga que não lembra, passou um dia inteiro desmaiada, se perdeu, e um estranho te socorreu.
–- É uma boa mentira. Obrigada. Por tudo.
–- De nada. — ele sorriu.
Fui para a casa de Vitória, ela não estava lá.
–- O que diabos estacontecendo? Talvez esteja na casa de Gleyce.
Fui até a casa de Gleyce, mas ela também não estava lá. Na minha casa também, nas casas dos meus vizinhos, ninguém estava lá. Até que um carro chegou. Era o carro de Vitória.
Corri até ela.
–- O que está acontecendo? Onde todos estão?
–- Onde você estava? Estávamos preocupadíssimas.
–- Dante me levou para outro lugar. Mas o que está acontecendo?
–- A mãe de Gleyce foi assassinada.
–- Como é que é?
Minha mãe tinha chegado naquele exato momento.
–- Onde você estava?
–- Eu me perdi, desmaiei, e um estranho me socorreu e me trouxe de volta para cá.
–- Dante — resmungou Vitória, de modo que só eu pudesse ouvir.
Ela me levou para casa, me deu uma bronca, eu teria que ir a pé para escola, para melhorar minhas "coordenadas geográficas".
No dia seguinte, eu me arrumei para ir à escola e fui pegar minha bolsa, até que eu lembrei que eu não estava com ela. Eu a tinha deixado no barraco de Dante, saí para fora de casa, para falar com Vitória para me socorrer e me levar para a escola, mas me surpreendi.
–- Não consegue passar um dia sem mim? — perguntei.
–- Achei isto. — ele pegou minha bolsa.
–- Obrigada. — Eu ia estender a mão para pegá-la, mas ele não deixou.
–- Venha comigo.
–- Por quê eu deveria?
–- Para pegar sua bolsa.
–- Idiota. — eu disse entrando no carro.
Ao chegarmos no estacionamento da escola, eu saí do carro, e fechei a porta, ele me puxou pelo braço e me beijou. Depois me soltou.
–- O que foi isso?
–- Boa aula, não desrespeite o professor. — ele deu uma piscadela.
–- Mais uma vez: Idiota. — eu sorri.
Droga, Gregory viu e vai querer tirar satisfações comigo. Ótimo. Mas ele não estava vindo em minh direção, estava indo em direção a Dante, ele iria arrumar briga, por minha causa!
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