A Usurpadora Depois Do Casamento

3 Capítulo 3 Preocupados


Quando Carlos Daniel entra no quarto, Paulina esta parada ao lado da escrivaninha.

– Paulina você esta bem? – ele pergunta indo para o lado dela que se equilibra na mesa.

– Estou um pouco... – ela desmaia.

Carlos Daniel a segura e a leva para a cama.

– Paulina, meu amor, Paulina acorde. – ele chama tentando acordá-la.

Batem na porta.

– Entra. — Carlos Daniel responde.

– Senhor Carlos Daniel... – Lalinha começa a falar e se assusta ao ver Paulina desmaiada – Meu Deus D. Paulina!

– Lalinha, por favor, pegue alguma coisa para ela cheirar. – Carlos Daniel diz desesperado.

– Claro senhor. – Lalinha sai correndo e volta rapidamente com uma garrafa e um pano molhado – Aqui senhor.

– Me de. – Carlos Daniel pega o pano, ergue a cabeça de Paulina e coloca o pano perto de seu nariz – Paulina, meu amor acorde, Paulina acorde. – Carlos Daniel a chama tentando reanimá-la.

Paulina começa a recobrar a consciência.

– Carlos Daniel... – ela fala abrindo os olhos confusa.

– Graças a Deus meu amor, você quase me mata de susto. – ele diz abraçando a esposa.

– O que aconteceu? – Paulina diz vendo Lalinha e Carlos Daniel assustados.

– Você desmaiou meu amor, o que estava sentindo?

– Tudo estava girando, acho que só estou cansada da viagem meu amor. – Paulina diz vendo que Carlos Daniel esta serio.

– Lalinha pode ir – Carlos Daniel diz – mas, por favor, não comente nada com a vovó ou com as crianças, não quero que fiquem preocupados.

– Claro senhor, pode deixar. Qualquer coisa pode me chamar.

– Obrigado Lalinha. – Carlos Daniel responde.

– Por nada senhor. – ela diz saindo – Ah já ia me esquecendo, a vovó Piedade pediu para ver se vocês querem comer alguma coisa.

– Pode trazer um copo de leite e um pão para Paulina, por favor?

– Claro senhor, volto rapidinho.

Lalinha sai do quarto e Paulina tenta se levantar mais fica tonta novamente.

– Acho melhor ficar deitada aqui por enquanto. – ela diz vendo que Carlos Daniel reprovou sua atitude.

– Paulina amanha iremos ao medico. – Carlos Daniel fala serio.

– Não precisa Carlos Daniel, tenho certeza que só estou cansada, e alem do mais eu não comi nada o dia todo.

– O que? Você ficou sem comer ate agora? Já são quase 15:00 da tarde, por que você não almoçou com as crianças enquanto eu acertava o hotel? Eu almocei depois pensando que você tinha comido com as crianças.

– Eu não estava com vontade de comer meu amor, mas agora esta tudo bem. – ela diz dando um beijo no marido.

Batem na porta.

– Pode entrar. – Carlos Daniel diz.

– Aqui esta o lanche senhor. – Lalinha diz trazendo uma bandeja com leite, pão e frutas – Como esta se sentindo senhora?

Carlos Daniel ajuda Paulina a se sentar na cama.

– Estou bem Lalinha, foi só um susto, estou precisando mesmo comer. – ela diz pegando o leite e o pão.

– Que bom D. Paulina, eu vou ver se as crianças já terminaram o banho. – Lalinha diz saindo.

Paulina devora tudo que Lalinha trouxe e Carlos Daniel a observa sorrindo.

– Estava mesmo precisando comer meu amor, nunca a vi comer tanto. – ele diz se inclinando ate ela e pressiona os lábios nos dela ficando ambos sem ar, ela pega no seu pescoço o puxando para mais perto, Carlos Daniel começa a desabotoar sua blusa e de repente se afasta e diz sorrindo.

– Meu amor, você acabou de desmaiar, melhor descansar agora. Eu vou tomar um banho.

– Ta bom Carlos Daniel, — ela diz soltando seu pescoço e afundando na cama – vai tomar seu banho.

Quando Carlos Daniel sai do banheiro Paulina esta dormindo, ele veste sua roupa e sai do quarto com cuidado para não acorda – la.

– Carlos Daniel, — vovó Piedade diz subindo as escadas – e Paulina?

– Esta dormindo vovó, esta muito cansada.

– As crianças também dormiram.

– Que bom vovó, eu vou para a biblioteca. – Carlos Daniel diz dando um beijo no rosto da avó e descendo as escadas.

Na hora do jantar Carlos Daniel vai ate o quarto e Paulina esta terminando de se arrumar.

– Como esta meu amor? – ele diz indo ate ela e dando – lhe um beijo.

– Estou bem Carlos Daniel, eu precisava mesmo de um descanso, agora me sinto ótima.

– Que bom meu amor, vamos descer então, já vão servir o jantar.

– Vamos meu amor. – ela diz se levantando.

Depois do jantar eles vão para sala e Carlinhos e Lizete se encarregam de contar todos os detalhes para vovó Piedade, eles conversam ate tarde e Lizete acaba dormindo no colo da mãe.

– Bom acho que vou dormir também. – vovó Piedade diz olhando para a menina no colo de Paulina – Boa noite meus netos.

– Boa noite vovó. – repondem os três.

– Vou levar Lizete para cama. — Paulina diz se levantando.

– Não meu amor, — Carlos Daniel diz pegando a menina – me de ela que eu levo, Lizete já esta ficando pesada.

– Então vem comigo Carlinhos, — Paulina diz estendendo a mão para o menino – vou te levar para dormir.

– Vamos mamãe. – ele diz pegando na mão da mãe e subindo as escadas.

Quando Paulina volta para o quarto encontra Carlos Daniel na cama.

– Demorou meu amor, — ele diz se levantando e puxando ela para ele, e diz com malicia – Onde foi que paramos?


Na manha seguinte Carlos Daniel acorda e Paulina já se levantou.


Quando chega na sala ele a vê com vovó Piedade conversando no sofá.

– Bom dia vovó.

– Bom dia Carlos Daniel.

– Meu amor porque não me acordou? – ele pergunta se sentando ao lado dela e a abraçando.

– Não meu amor, ontem eu dormi a tarde inteira, você precisava descansar.

– O que estavam conversando?

– Paulina estava me perguntando sobre Estephanie, — vovó Piedade diz se levantando – vou ver o que Cacilda vai preparar para o almoço.

– Como esta Estephanie? – Carlos Daniel pergunta.

– Vovó Piedade disse que ela esta na mesma, pobre Estephanie. – lamenta Paulina.

– É uma pena ela ter ficado assim por causa daquele canalha do Wily, ainda mais com um filho pequeno.

– Tenho fé que ela vai se recuperar Carlos Daniel.

– Tomara Paulina, Adelina não merece isso.

– Vamos na fabrica depois do almoço?

– Bom Rodrigo, Verônica e Osvaldo estão se saindo muito bem na fabrica, não tem necessidade de você ir todos os dias.

– Eu sei meu amor, mas não vou deixar de ir a fabrica, eu quero ajudar no que for preciso.

– Meu amor, você já ajudou mais do que o suficiente, nos livrou da falência e nos mostrou como dirigir a fabrica. Agora você pode pensar mais em você, — ele a beija e sussurra no seu ouvido — e em nós.

– Carlos Daniel isso é golpe baixo. – ela responde sorrindo e se beijam mais uma vez.

Depois do almoço eles vão a fabrica.

– Já voltaram? – Rodrigo pergunta ao verem entrarem.

– Chegamos ontem Rodrigo, e Paulina queria ver como estão as coisas na fabrica.

– Como vai Rodrigo?

– Bem Paulina, e vocês?

– Tudo ótimo Rodrigo. – Carlos Daniel diz sorrindo.

– E a fabrica? – Paulina pergunta.

– Bom a fabrica tem rendido muito, chega pedidos a todo tempo, tivemos que contratar mais funcionários para conseguir entregar tudo a tempo.

– Fico muito feliz que a fabrica esteja crescendo. – Paulina diz sorrindo

– Graças aos seus projetos Paulina, — Rodrigo diz sorrindo e virando-se para o irmão – sua mulher é muito inteligente Carlos Daniel.

– Eu sei Rodrigo. – Carlos Daniel responde dando um beijo no rosto da esposa – A cada dia me surpreende mais.

– E Patrícia, como esta? – Paulina pergunta mudando de assunto.

– Esta ótima Paulina, ela ira passar aqui com Raimundinho para levarmos para ver Estephanie, embora ela não se recorde nem do nome, Patrícia acha importante o menino ter contato com a mãe.

– Ela tem razão Rodrigo, talvez assim ate ajude a Estephanie a se recuperar.

– Carlos Daniel, você me acompanha ate Osvaldo? Vou levar esses papeis para ele assim você fica conhecendo os novos funcionários.

– Claro Rodrigo, — Carlos Daniel diz e se vira para Paulina – você fica aqui?

– Pode ir meu amor, vou ate a sala de Verônica.


No litoral Leda lê um jornal e vê a noticia ‘’Carlos Daniel Bracho e Paulina Martins se casaram’’, ela voltou ao país para vender seu apartamento, mas quando vê a noticia sente um ódio mortal de Paulina.


– Então Carlos Daniel se casou mesmo com a usurpadora, achei que ele não falava serio, mas isso não vai ficar assim. – ela comenta sozinha.


Nos dias seguintes a rotina de Carlos Daniel e Paulina se resumem em ir a fabrica e ficar com as crianças, Carlos Daniel agora tem mais paciência com os filhos e sempre brinca com eles. Chega o aniversario de Carlinhos e eles preparam uma festa para o menino que se diverte muito com os amigos da escola, Paulina convida vovó Isabel e Moacir, e embora Carlinhos não os reconheça mais, eles se alegram de ver o menino tão bem.


A fabrica ganha novos investimentos e já é considerada como umas das mais importantes do país se tornando exemplo de empreendimento.

Carlos Daniel, Rodrigo e Paulina estão em reunião no escritório ate que...

– Acho que vou vomitar. – Paulina diz e sai correndo para o banheiro.

– O que ela tem? – Rodrigo pergunta assustado – Esta branca feito neve.

– Não sei Rodrigo, – Carlos Daniel diz se levantando – ela almoçou fora hoje, talvez comeu algo estragado. Vou ver como ela esta.

Quando chega no banheiro Paulina esta lavando o rosto.

– O que foi meu amor? – Carlos Daniel pergunta preocupado.

– Não sei Carlos Daniel, acho que foi o... – ela começa a dizer e corre para o banheiro outra vez.

Carlos Daniel a olha desconfiado.

– Você comeu algo estragado, ou será que esta...

– Aposto que foi aquela tortilha, — ela diz interrompendo Carlos Daniel – estava mesmo com um gosto estranho, e eu nunca havia ido naquele restaurante antes.

– Deve ser isso mesmo. – Carlos Daniel diz – Se sente melhor?

– Estou bem Carlos Daniel, vamos voltar para o escritório.

Eles vão para a sala.

– Paulina se sente melhor? – Rodrigo pergunta.

– Estou Rodrigo, acho que o lugar que almocei não era tão bom assim.

– Por acaso foi no restaurante ‘’La otra cara Del alma’’? Comi uma tortilha la que me deu um baita de um enjôo. – Rodrigo diz.

– Foi la mesmo Rodrigo, e foi bem essa tortilha, só de lembrar já fico enjoada.

– Vá para casa Paulina.

– É melhor mesmo meu amor, já estávamos terminando a reunião, acho que deu para entender tudo. – Carlos Daniel diz entregando a bolsa para a esposa – Eu vou te levar.

– É melhor mesmo, esse enjôo não ta passando.

– Melhoras Paulina. – Rodrigo diz.

– Obrigada Rodrigo, ate amanha.

Quando chegam em casa Adelina se assusta ao vê-los tão cedo em casa.

– Já voltaram? Esta se sentindo bem D.Paulina, esta pálida.

– Almocei em um restaurante hoje e a comida não me fez bem Adelina.

– Adelina você pode fazer um daqueles seus chás para Paulina, ela esta tendo muito enjôo.

– Claro senhor Carlos Daniel, vou preparar um agora mesmo.

– Obrigada Adelina, eu vou para meu quarto. – Paulina diz subindo as escadas.

– Eu vou com você. – Carlos Daniel diz seguindo a esposa.

Mais tarde Adelina encontra Paulina na porta do quarto de Carlinhos.

– Esta melhor senhora?

– Estou sim Adelina, seu chá resolveu tudo rapidinho. – Paulina responde sorrindo.

– Que bom D. Paulina, vovó Piedade disse para descerem para jantar.

– Vou chamar Carlinhos e já desço Adelina.

No dia seguinte na fabrica Carlos Daniel e Paulina estão sentados no sofá corrigindo alguns documentos.

– Meu amor, vou levar esses relatórios para o Osvaldo. – Carlos Daniel diz se levantando – Você termina de corrigir sozinha?

– Claro Carlos Daniel, só falta mais um. – Paulina diz sorrindo.

Paulina continua corrigindo o ultimo documento quando de repente sente um aperto no peito.

– Paulina esta tudo bem? – Verônica pergunta entrando na sala e vendo Paulina com a mão no peito – Esta pálida.

– Estou com uma sensação ruim Verônica, um aperto no peito. — Paulina diz com os olhos cheios de lagrimas.

– Eu vou chamar o senhor Carlos Daniel Paulina, você esta muito pálida. –Verônica diz saindo da sala.

– Que sensação será essa que estou sentindo? Como se algo muito ruim fosse acontecer. – Paulina pensa alto.

Passa apenas alguns segundos e Carlos Daniel chega com Verônica.

– Meu amor o que você tem? – Carlos Daniel pergunta se sentando ao lado de Paulina e pegando sua mão. – Sua mão esta gelada Paulina e você esta pálida. – ele diz passando a mão no rosto dela que começa a chorar.

– Carlos Daniel estou com uma sensação estranha, como se algo muito ruim fosse acontecer, eu não sei explicar. – Paulina diz chorando muito agora – Estou com medo...

As lagrimas caem pelo rosto de Paulina descontroladas, Carlos Daniel a abraça contra seu peito, Paulina afunda o rosto nele molhando sua camisa com suas lágrimas.

– Estou aqui meu amor, acalme-se. – Mas a atitude de tentar acalmá-la só faz com que ela chore mais e comece a tremer.

– Vou buscar uma água com açúcar pra ela senhor. – Verônica diz saindo da sala.

– Meu amor não fique assim, eu estou aqui e não vou deixar nada te acontecer. – ele diz abraçando ela mais forte e beijando seu rosto.

Paulina não consegue dizer nada e chora descontroladamente.

Verônica volta com a água e entrega pra Carlos Daniel.

– Toma Paulina. – Carlos Daniel diz tentando fazer com ela beba a água, mas ela parece nem ouvir.

– Vou deixar vocês sozinhos. – Verônica diz.

– Obrigado Verônica, pode ir. – Carlos Daniel diz.

Ele coloca o copo na mesa.

– Meu amor não fique assim, não vai acontecer nada, eu não deixarei acontecer nada com você, você é minha vida, não vai acontecer nada.

Paulina chora um bom tempo deixando a camiseta de Carlos Daniel molhada onde suas lagrimas escorrem. Aos poucos ela vai se acalmando abraçada a Carlos Daniel, mas as lagrimas insistem em escorrer pelo seu rosto como se nunca fossem acabar.

– Vamos meu amor, vou te levar em casa, nunca te vi assim antes. – Carlos Daniel diz afastando ela do seu peito e dando lhe um beijo.

Ele limpa o rosto da esposa e se levantam com a mão em volta de sua cintura.

Na recepção ele avisa a Branca.

– Branca eu e Paulina vamos para casa, se Rodrigo voltar hoje da reunião avise ele, e avise a Verônica que não voltaremos hoje.

Branca olha Paulina abraçada a Carlos Daniel e com os olhos inchados.

– Algum problema D. Paulina?

– Paulina não esta se sentindo bem, e eu vou levá-la em casa. – Carlos Daniel diz olhando a esposa – Avise eles por favor.

– Pode deixar que aviso senhor.

– Obrigado Branca.


Quando chegam em casa, Paulina sobe correndo as escadas, Carlos Daniel corre atrás dela.


– Paulina, o que foi? – Carlos Daniel pergunta batendo na porta do banheiro, ele abre a porta e vê Paulina vomitando e se sentando no chão com a mão na cabeça.

– Com certeza é de nervoso meu amor, – ela responde vendo a expressão preocupada de Carlos Daniel – não sei o que me deu para ficar daquele jeito.

– Você esta trabalhando demais meu amor. – ele diz ajudando ela a se levantar — Você vai ficar aqui amanha descansando, não ira a fabrica.

– Mas você vai para a fabrica não é? — ela pergunta enquanto se prepara para escovar os dentes.

– Hoje não, vou ficar aqui com você, não vou te deixar sozinha. — Carlos Daniel diz passando a toalha para ela enxugar o rosto.

Então ele a pega pela mão e a leva ate a cama.

– Deite-se e descanse um pouco, vou ver vovó Piedade, ela nos viu entrar correndo daquele jeito e deve estar achando que nós brigamos. — ele diz dando um beijo na testa de Paulina e saindo.

Carlos Daniel fica com Paulina a tarde inteira, ela dorme a maior parte do tempo com Carlos Daniel abraçado a ela que a observa dormir muito preocupado.Quando Paulina acorda, Carlos Daniel a beija suavemente e pergunta

– Dormiu bem meu amor?

– Não costumo dormir de dia. — ela se queixa — Você ficou aqui o tempo todo?

– Claro que sim meu amor, eu disse que não te deixaria sozinha.

– Vou tomar banho para gente descer, não vi as crianças o dia todo. — ela diz se levantando, mas antes Carlos Daniel segura seu braço e pergunta.

– Esta tudo bem mesmo?

– Claro Carlos Daniel, acho que eu precisava mesmo descansar. — ela diz se levantando e indo para o banheiro.

Quando os dois descem, Lizete vem correndo.

– Mãezinha, onde estava? Não te vi o dia todo.

– Lizete sua mãe estava descansando, ela anda trabalhando muito. — Carlos Daniel diz pegando a menina no colo.

– Cadê o Carlinhos Lizete? — Paulina pergunta para a menina.

– Ele e vovó Piedade estão na biblioteca jogando dama, mas eu não sei jogar e o Carlinhos não me ensina. — Lizete diz emburrada.

– Você quer que eu conte uma historia para você? — Paulina pergunta para a menina.

– Quero sim mãezinha.

– Paulina, não vá fazer nada que te faça ficar cansada. — Carlos Daniel diz colocando Lizete no chão.

– Que bobagem Carlos Daniel, só vou ler uma historia para Lizete. — ela diz dando um beijo nele, pegando a mão de Lizete e indo em direção a biblioteca.

No dia seguinte Carlos Daniel esta terminando de se arrumar quando Paulina acorda.

– Já esta indo Carlos Daniel? Espere que vou me arrumar para ir com você. — ela diz se levantando.

Carlos Daniel vai ate ela, a beija e diz.

– Não meu amor, hoje você não vai, fique aqui e procure descansar.

– Mas Carlos Daniel, não vejo motivo para ficar. — Paulina se queixa parada ao lado da cama — E tem muito trabalho na fabrica.

– Nós damos conta de tudo meu amor, e eu e o Rodrigo decidimos contratar mais uma secretaria, assim você não precisara se dedicar tanto a fabrica e pode cuidar um pouco de você. — Carlos Daniel diz pegando o casaco.

– Ta bom meu amor, prometo que não vou a fabrica hoje, — ela diz revirando os olhos — mas amanha eu irei. Você e muito teimoso.

– Você que é minha vida, teimosa e linda. — os lábios deles se encontram

quentes e se movendo rápido demais, Paulina se afasta um pouco sem ar sorri e diz.

– Então vai meu amor, não quero ser motivo para você se atrasar.

– Volto na hora do almoço.- ele diz dando mais um beijo nela e saindo.Paulina se arruma e quando desce as escadas Carlinhos e Lizete estão vestidos para o que parece, um passeio escolar.

– Aonde vão meus amores? — ela pergunta se ajoelhando no chão e ajudando Lizete a abotoar seu casaco.

– Hoje a minha escola e a do Carlinhos vai nos levar ao zoológico mãezinha. — Lizete diz — E vamos ficar lá o dia todo.

– Bom Paulina, eu autorizei elas a irem, achei que você não veria problema nisso. — vovó Piedade diz se aproximando.

– Claro que não vovó Piedade. — Paulina diz se levantando — Se divirta bastante Lizete.

– Mamãe se você quiser eu não vou ao passeio e fico te fazendo companhia. — Carlinhos diz abraçando a mãe.

– Não meu amor, — Paulina responde tirando os cabelos dos olhos do menino — vai se divertir, e cuide bem da sua irmã.

– Ta bom mamãe, mas prometo que da próxima vez eu fico com você.

– Ta certo Carlinhos.

– Vamos logo Carlinhos que o Pedro ta nos esperando. — Lizete diz — Thau mãezinha.

– Thau meu amor, — Paulina diz beijando o rosto da menina e depois

Carlinhos — thau Carlinhos,se comporte.

– Thau mamãe.- Ele diz.

E vão correndo para fora.

Na fabrica Carlos Daniel chega e vai direto para sua sala.

– Bom dia senhor Carlos Daniel, a D. Paulina esta melhor? — Verônica pergunta entrando na sala.

– Esta sim Verônica, ela não vai vir hoje, acho que esta trabalhando demais, aconteceu muitas coisas nesses últimos meses.

– Eu nunca a vi daquele jeito, estava tão assustada.

– Verônica, fiquei muito preocupado com ela, Paulina que sempre é tão forte, não sei que sensação é essa que ela estava sentindo. Pensei nisso a noite toda — Carlos Daniel diz olhando seriamente para ela.

– Bom dia Carlos Daniel,Verônica. – Rodrigo cumprimenta-os entrando na sala.

– Bom dia senhor Rodrigo, — Verônica diz – vou para minha sala, com licença.

– Toda. – Rodrigo diz – Vovó Piedade ligou para Patrícia e contou sobre Paulina, o que acha que a deixou tão assustada e nervosa?

– Ela disse que teve uma sensação ruim Rodrigo, estou muito preocupado, nunca a vi daquele jeito.

– Ela não vem hoje?

– Não, a obriguei a ficar em casa, é muito teimosa, acho que esta trabalhando demais.

– Melhor assim Carlos Daniel. Paulina se esforça demais pela fabrica, acho que devemos contratar mais uma secretaria para ajudar – la.

– Estava mesmo pensando nisso Rodrigo, vou pedir para Branca colocar um anuncio no jornal, assim Paulina poderá ficar mais tempo em casa.

Na hora do almoço Carlos Daniel vai correndo para casa.

– Carlos Daniel chegou, — vovó Piedade diz para Adelina – pode pedir para Cacilda servir o almoço.

– Sim vovó Piedade. – Adelina diz saindo.

– Oi vovó, — Carlos Daniel diz dando um beijo no rosto da avó – cadê minha esposa?

– Ela esta no jardim dos fundos Carlos Daniel, esta um pouco triste, mas acho que é porque não consegue ficar sem ter o que fazer.

– Eu vou vê-la vovó. – Carlos Daniel diz indo para o jardim.

– E voltem logo para almoçar. – vovó diz.

– Ta bom vovó Piedade.

No jardim Paulina esta sentada no banco embaixo de uma arvore, lendo um livro.

– Oi meu amor – Carlos Daniel diz sentando ao lado dela e dando-lhe um beijo.

– Você demorou Carlos Daniel.

– Vim no mesmo horário Paulina. – ele diz pegando sua mão.

– É que não ter com o que me ocupar faz o tempo passar muito devagar.

– E as crianças?

– Foram num passeio com a escola, — Paulina diz – se estivessem aqui eu teria o que fazer.

– Vovó Piedade nos chamou para almoçar, vamos? – ele diz se levantando e estendendo a mão para a esposa.

– Vamos meu amor. – ela responde sorrindo pegando na sua mão.

Eles vão para dentro e vovó já os esperavam para almoçarem.

– Que bom que chegaram, essa casa esta ficando muito vazia. – vovó Piedade diz se sentando na mesa.

– Tem razão vovó. – Paulina diz se sentando também.

– E como esta a fabrica? Vocês estão trabalhando tanto que quase não os vejo. – vovó Piedade pergunta.

– A fabrica esta indo muito bem vovó, — Carlos Daniel responde – Paulina nos ajuda muito na fabrica. Por isso decidimos contratar mais uma secretaria para não deixar tudo em cima dela.

– Carlos Daniel, acho mesmo que a fabrica precisa de mais funcionários, mas não por minha causa, devemos contratar para colocar no lugar de EEstephanie, Wily e ate no que a Leda quis trabalhar. – Paulina diz olhando para Carlos Daniel.

– Mas meu amor você esta trabalhando demais, por isso anda tão cansada. – Carlos Daniel diz gentilmente – Não quero que se sacrifique mais pela fabrica.

– Não estou me sacrificando Carlos Daniel, você que anda exagerando em dizer que estou trabalhando demais. – Paulina sorri para ele – E acho melhor continuarmos essa conversa depois.

– Paulina tem razão Carlos Daniel, pelo o que vejo essa conversa vai render muito. Vamos terminar de almoçar sossegados.

– Claro vovó Piedade, minha esposa é muito teimosa. – Carlos Daniel diz sorrindo.

Depois do almoço Carlos Daniel e Paulina vão para a biblioteca.

– Eu vou ir para fabrica com você Carlos Daniel. – Paulina diz olhando seriamente para ele.

– Paulina, combinamos que hoje você ficaria aqui, descansando. – Carlos Daniel diz enquanto caminha ate ela e puxa sua cintura – Você é muito persistente meu amor.

– Carlos Daniel, eu estou bem. – Paulina diz sorrindo.

– Eu sei que esta minha vida, mas hoje você fica aqui, amanha pode ir a fabrica.

– Você esta impossível hoje Carlos Daniel, mas tudo bem eu fico aqui. – Paulina se queixa.

Carlos Daniel a beija apaixonadamente.

– Minha vida, agora tenho que ir. – Carlos Daniel diz se afastando sem ar.

– Ta bom Carlos Daniel, eu vou ficar aqui com vovó Piedade. – Paulina diz.

– Te amo demais Paulina. – Carlos Daniel diz dando mais um beijo nela.

– Eu também meu amor, com todo o meu ser. – Paulina diz o abraçando.

– Vocês dois estão se despedindo como se fossem ficar muitos dias longe um do outro. – vovó Piedade diz entrando na biblioteca.

– Tem razão vovó Piedade, — Paulina diz – melhor você ir Carlos Daniel.

– Prometo que vou tentar sair mais cedo para ficar com você. – Carlos Daniel diz dando um beijo no rosto da esposa.

– Ate mais tarde meu amor. – Paulina diz sorrindo.

– Thau vovó. – ele diz beijando o rosto da avó.

– Thau meu neto, e não se preocupe com Paulina, vou cuidar dela.

– Eu sei que vai vovó. – ele diz saindo da biblioteca.

Paulina e vovó Piedade vão para o jardim e ficam conversando um bom tempo.

– Que horas as crianças vão voltar?

– Só as seis Paulina, essa casa sem elas é um silencio enorme não é?

– É vovó Piedade, elas são a alegria da casa. – Paulina diz sorrindo – Uma criança transforma qualquer ambiente.

– É sim minha filha.

Lalinha se aproxima com o telefone.

– Senhora, é a D. Patrícia. – ela diz entregando para Paulina.

– Oi Patrícia.

– Oi Paulina, Carlos Daniel pediu pra te ligar e ver se você quer vir aqui.

– Claro Patrícia, eu vou ligar para um taxi me levar, o Pedro saiu.

– Eu posso te buscar Paulina.

– Não precisa se incomodar Patrícia, eu vou de taxi mesmo, ate mais tarde.

– To te esperando então.

Paulina entrega o telefone para Lalinha.

– Chama um taxi pra mim Lalinha.

– Claro senhora.

– Vovó Piedade, vou ir visitar a Patrícia, você não quer vir comigo?

– Ah não minha filha, pode ir sossegada e que a virgem te proteja.

– Vou me arrumar então. – Paulina diz dando um beijo no rosto da avó.