A Usurpadora Depois Do Casamento
5 Capítulo 5 Melhora
Depois do almoço Carlos Daniel e Carlinhos vão para o hospital.
– Carlinhos, — Carlos Daniel olha seriamente para o filho – você não poderá falar alto ou correr pelo quarto. Sua mãe esta se recuperando e mesmo estando desacordada não podemos fazer barulho.
– Ta bom papai. – o menino reponde já na porta do quarto.
Carlos Daniel abre a porta e eles entram. A cama de Paulina esta inclinada de modo que ela fique meio sentada. Carlinhos caminha devagar ate ela e olha para o pai.
– Posso abraçá-la papai? – ele diz com os olhos cheios de água.
– Claro meu filho, mas com cuidado.
Carlinhos abraça a mãe delicadamente e chora.
– Mamãe, mãezinha. – ele diz entre soluços.
Carlos Daniel vai ate ele e o puxa sentando no sofá com o menino no colo.
– Não Carlinhos, — ele diz enquanto algumas lagrimas caem pelo seu rosto – se você chorar eu também vou, e nós dois temos que ser fortes.
– Eu sei papai, — ele diz soluçando e abraçando forte o pai – mas é que ela parece que só esta dormindo, mas não consegue acordar não é?
–É sim meu filho. – Carlos Daniel diz beijando a cabeça do filho – Mas ela vai acordar.
Carlinhos balança a cabeça confirmando enquanto a camiseta do pai vai ficando ensopada com suas lágrimas.
Carlos Daniel fica com o menino no colo abraçado a ele e balançando enquanto não tira os olhos da esposa.
Patrícia entra no quarto.
– Carlos Daniel, vim buscar o Carlinhos. – ela diz indo ate a cama e passando a mão no rosto de Paulina – Ela esta tão serena, parece que só esta dormindo.
– É Patrícia, mesmo assim ela consegue ser tranqüila, não imaginava que Paulina fosse tão forte.
– Paulina é mesmo uma mulher surpreendente Carlos Daniel, vai ficar tão feliz quando souber que esta grávida.
– Vai mesmo, espero que se recupere logo, não suporto mais vê-la assim, sem se mexer.
– Acho melhor levar o Carlinhos embora. – ela diz olhando o menino que olha vazio o chão.
– Carlinhos, — Carlos Daniel diz afastando o filho para olhá-lo – vá para casa com sua tia Patrícia, amanha você volta.
Carlinhos olha para o pai e para a tia, desce do colo de Carlos Daniel e vai ate a mãe, ele passa a mão pelo rosto de Paulina a abraça e diz:
– Acorde logo mamãe, eu te amo mais que tudo. – ele da um beijo no rosto da mãe – Thau papai.
– Thau meu filho, — Carlos Daniel diz abraçando o filho – peça para Pedro te trazer amanha.
– Vamos Carlinhos, — Patrícia diz pegando na mão do menino – thau Carlos Daniel.
– Thau Patrícia, obrigado por estar ajudando a vovó com as crianças.
– Não é nada Carlos Daniel, é o mínimo que posso fazer por você e Paulina. – ela diz e vão embora.
Algumas horas depois, Carlos Daniel esta segurando a mão de Paulina e sente um leve aperto, ele olha para a esposa e vê uma lagrima descendo pelo seu rosto, a boca dela se meche um pouquinho e ela tenta dizer algo.
– Car... Carlos Daniel... – ela balbucia quase inauditivel.
– Meu amor eu estou aqui. – Carlos Daniel diz segurando a mão da esposa que aperta levemente a dele.
E então ela começa a abrir os olhos, Carlos Daniel já não segura as lagrimas.
– Meu amor, eu estou aqui, minha vida, volte pra mim.
Ela abre os olhos e aperta a mão na sua, Carlos Daniel quase grita de alegria, mas se contem e apenas a chama.
– Paulina, meu amor, estou aqui, bem aqui.
Paulina vira a cabeça e olha para ele meio confusa e então sorri e fala baixinho.
– Eu te achei. – então desmaia novamente.
Carlos Daniel a chama desesperado.
– Não, não Paulina, fique comigo, não me deixe de novo. – ele tenta acordá-la e as lagrimas caem pelo seu rosto descontroladas, ele aperta a campainha ao lado da cama – Meu amor, volte pra mim, preciso de você, volte meu amor, minha vida.
Rapidamente a enfermeira Luzia entra no quarto.
– O que aconteceu senhor?
– Ela acordou, e depois desmaiou.
– Ela acordou? – ela pergunta caminhando ate Paulina e abrindo os olhos dela – Eu vou chamar o doutor Lucio senhor.
Algum tempo depois o doutor Lucio entra no quarto.
– A quanto tempo ela acordou?
– Faz uns três ou quatro minutos doutor, ela falou comigo.
O doutor Lucio vai ate ela, abre seus olhos e ilumina uma lanterninha, depois ouve seu coração e confere seu pulso.
– Temos que esperar ela acordar novamente, mas ela esta bem. Ela fez mais alguma coisa alem de falar com você?
– Ela apertou minha mão doutor, e sorriu.
– É um ótimo resultado senhor, e não se preocupe, é muito normal os desmaios depois de um coma. Qualquer movimento que ela fizer me chame por favor, tenho que examiná-la acordada. – ele diz saindo do quarto.
Carlos Daniel não desgruda os olhos de Paulina, e espera ansioso por qualquer sinal que ela possa fazer, ele liga para Rodrigo e conta a novidade, depois de duas horas Paulina acorda.
Ela pisca rápido se acostumando com a luz, Carlos Daniel a olha sorrindo, ela abre a boca devagar e Carlos Daniel se inclina para perto dela.
– Carlos Daniel? – ela diz com dificuldade.
– Estou aqui meu amor, — ele responde apertando a campainha e pegando a mão de Paulina – você esta bem?
– Carlos Daniel eu... – ela começa a falar mas a voz vai sumindo
Doutor Lucio entra no quarto e vai examiná-la, e olha os reflexos dos olhos dela que estão ótimos ela ate tenta levantar a mão para se proteger da luz. Depois de algum tempo examinando-a ele diz sorrindo.
– Ela esta bem Carlos Daniel, um pouco confusa mas muito bem, tente chamá-la para a realidade.
– Como assim doutor?
– Converse com ela, mas não a canse muito, ela não pode se estressar. Nada melhor que ouvir a voz da pessoa amada quando se sai de um coma. – ele diz e vai para a porta – Vou deixar você com ela, se desmaiar de novo não se preocupe é normal. Agora eu vou me preparar para fazer alguns exames nela. – e o doutor sai do quarto.
– Paulina, pode me ouvir? – Carlos Daniel pergunta segurando a mão dela.
Ela aperta com força a mão de Carlos Daniel, pisca rápido e diz baixinho.
–Carlos Daniel.
– Meu amor, você não sabe a alegria que esta me dando.
Paulina vira a cabeça e encontra Carlos Daniel com os olhos cheios de lagrimas, ela o olha confusa e sorri. Carlos Daniel a beija suavamente nos lábios, nos olhos, na face. Aos poucos ela vai conseguindo falar.
– O que aconteceu? Minha cabeça esta confusa, você esta chorando?
– Esta tudo bem meu amor, agora esta tudo bem.
– Eu te amo tanto Carlos Daniel. – ela diz olhando para ele e sorrindo.
– Eu também meu amor, te amo muito, — Carlos Daniel diz e a beija – minha vida, me deixando tão feliz.
– Onde eu estou?
– No hospital meu amor, você foi atropelada não se lembra?
A testa de Paulina se enruga e ela leva a mão ate a cabeça, então ela olha assustada para Carlos Daniel.
– Leda. – ela sussurra.
– Você a viu?
– Vi, ela tentou me matar. – ela fala e lagrimas caem pelo seu rosto.
– Calma meu amor, esta tudo bem agora, por favor não fique nervosa, — ele diz limpando o rosto da esposa – e agora temos que nos preocupa só com nosso bebê que esta vindo.
– Bebê? – ela pergunta confusa.
– Você esta grávida meu amor, — Carlos Daniel responde sorrindo – por isso os enjôos e desmaios.
Paulina olha espantada para ele e leva a mão ate a barriga, Carlos Daniel coloca a sua em cima da dela.
– Grávida! – ela exclama alegre.
– Isso mesmo meu amor. – Carlos Daniel diz a beijando com ternura e paixão – Estou tão feliz por você esta bem.
– Quanto tempo estou aqui Carlos Daniel? – ela pergunta confusa.
– Três longos dias meu amor. – ele diz segurando suas mãos.
– E as crianças, a vovó, a fabrica... – ela diz ficando nervosa e tentando se levantar.
– Calma minha vida, — ele diz a segurando na cama – estão todos bem, agora esta tudo bem.
– Esta tudo tão confuso Carlos Daniel.
– Eu sei meu amor, você ficou três dias desacordada, — ele diz afagando sua mão – mas não fique nervosa, por favor.
Ela coloca novamente a mão sobre a barriga e olha Carlos Daniel sorrindo enquanto algumas lagrimas caem pelo seu rosto.
– Eu vou ter um filho seu.
– Paulina, não imagina como estou feliz, você vai me dar um filho meu amor. – ele diz e a beija suavemente.
Na mansão Bracho.
– Casa da família Bracho. – Lalinha diz.
– Lalinha sou eu, Carlos Daniel. – ele diz alegre.
– Senhor, parece tão contente.
– É que Paulina acordou Lalinha.
– Que boa noticia senhor, eu vou chamar a vovó Piedade.
Lalinha sobe correndo as escadas com o telefone na mão.
– Vovó Piedade, é o senhor Carlos Daniel. – ela diz sorrindo.
– Carlos Daniel, algum problema? – ela pergunta assustada.
– Não vovó, pelo contrario, Paulina acordou. – Carlos Daniel diz contente.
– Graças à virgem santíssima. – vovó Piedade diz sorrindo – E como ela esta?
– Esta ótima vovó, um pouco confusa, mas bem. Ela esta olhando pra mim e sorrindo.
– Será que posso falar com ela?
– Claro que sim vovó. – ele diz e entrega o celular para Paulina.
– Vovó Piedade. – Paulina diz.
– Paulina que alegria poder ouvir sua voz, você nos deu um grande susto.
– Me desculpe vovó, não queria deixá-los preocupados.
– Não tem que se desculpar, você não teve culpa de nada. Como esta se sentindo?
– Confusa vovó, muito confusa, mas feliz. – ela diz colocando a mão na barriga.
– Isso é normal, você ficou muito tempo desacordada.
– É sim vovó.
– Bom eu não vou te deixar cansada falando comigo, me passa para Carlos Daniel minha filha e que a virgem te proteja.
– Ta bom vovó, thau.
Paulina entrega o celular para Carlos Daniel.
– Vovó. – ele diz.
– Carlos Daniel, será que podemos ir amanha visitá-la? As crianças vão ficar doidas para ver a mãe quando souberem que ela acordou.
– Claro que podem vovó.
– Então ate amanha, e me mantenha informada.
– Pode deixar vovó, ate amanha.
Paulina logo adormece e o doutor Lucio a leva para fazer novos exames.
– E então doutor? – Carlos Daniel pergunta se levantando quando o doutor entra no quarto empurrando a maca com a ajuda de dois enfermeiros que transferem Paulina para a cama que continua dormindo.
– Bom senhor Carlos Daniel, os exames mostraram que ela vem tendo uma recuperação fantástica deixando todos nós espantados, e com o bebê esta tudo bem também.
– Que bom doutor, — ele diz sorrindo – e quando ela vai poder ir pra casa?
– Bom, ela vai ter que ficar por mais dois ou três dias de observação. Agora ela esta dormindo por conta dos medicamentos que aplicamos nela e ela vai dormir a noite toda, então te aconselho a fazer o mesmo porque esta precisando. – o doutor Lucio diz dando um tapinha nas costas de Carlos Daniel.
– Eu vou tentar doutor. – ele diz sorrindo.
Paulina dorme a noite toda, já Carlos Daniel acorda sempre assustado com o menor ruído que ela faça. No dia seguinte Paulina acorda e Carlos Daniel esta dormindo no sofá, ela sorri ao vê-lo dormir numa posição tão estranha.
A enfermeira Luzia entra no quarto.
– Já acordou senhora? – ela pergunta baixinho vendo Carlos Daniel dormir – Como se sente?
– Bem. – Paulina diz – Posso tirar isso do nariz? Esta me incomodando.
– Bom, a senhora vai ter que ficar com ele por enquanto.
– Esta bem então.
– Vou trocar seu soro. – ela diz trocando o soro e olha pra Carlos Daniel – Seu esposo gosta muito da senhora, não foi dormir nenhuma noite em casa.
– Ele esta muito cansado, coitado. – Paulina diz olhando para ele – Tenho que convencê-lo a ir para casa dormir um pouco.
– Acho que vai ser impossível senhora, vou inclinar sua cama um pouco para ficar sentada. – ele diz mexendo na cama. — Esta sentindo alguma coisa?
– Não, só alguns enjôos, mas é por causa da gravidez. – ela diz colocando a mão na barriga.
– Vou pedir para o doutor lhe passar um remédio para acabar com esse enjôos. – ela diz saindo – eu volto já.
– Obrigada.
A enfermeira sai do quarto e entram vovó Piedade, as crianças, Patrícia e Rodrigo.
– Mamãe! – Carlinhos e Lizete diz e vão correndo para a mãe.
Carlos Daniel acorda assustado.
– O que aconteceu? – ele diz se levantando depressa enquanto o irmão, a cunhada e a avó sorriem da atitude dele – Ah são vocês.
– Mamãe que saudades. – Carlinhos diz abraçando a mãe.
– Eu também mãezinha. – Lizete diz subindo na cama e abraçando a mãe.
– Eu também meus amores. – Paulina fala abraçando os dois.
– Lizete, — Carlos Daniel diz bravo – desce já daí, você vai machucar sua mãe.
– Que bobagem Carlos Daniel, ela não vai me machucar. – ela diz enquanto Lizete se deita ao lado dela.
Vovó Piedade, Patrícia e Rodrigo se aproximam.
– Paulina, — vovó diz dando um beijo na sua testa – que alegria em vê-la acordada.
– É Paulina, — Patrícia diz sorrindo – nos deu um grande susto.
– É sim Paulina, — Rodrigo diz e brinca – não faça mais isso com agente, não sabe o trabalhão que Carlos Daniel nos deu, não querendo comer ou dormir.
– Obrigada por ter cuidado dele Rodrigo, — Paulina diz sorrindo e olha para Carlos Daniel – e imagino o trabalho que ele deu sim, teimoso como é.
– É verdade Paulina, — vovó diz – tive medo dele também ficar doente.
– Deveria ter ido dormir em casa Carlos Daniel. – Paulina diz seria.
– Eu não podia deixar você aqui sozinha meu amor. – Carlos Daniel diz olhando a esposa.
– E como você esta Paulina? – Patrícia pergunta.
– Estou bem Patrícia, só estou sentindo alguns enjôos, mas é por causa da...
– Enjôos? – Carlos Daniel pergunta interrompendo Paulina – Porque não disse antes eu vou chamar o medico.
– Carlos Daniel, — Paulina diz sorrindo – não precisa ,eu estava dizendo que é por causa da gravidez, e, a enfermeira já foi buscar um remédio.
– Vejo que Carlos Daniel te dará muito trabalho durante a gravidez Paulina, — Rodrigo diz sorrindo – ele esta assim por causa de enjôos.
– Nem me fale Rodrigo. – Paulina sorri.
– Vai ser uma menina mãezinha? – Lizete pergunta.
– Ainda não sei meu amor. Você quer uma irmãzinha?
– Quero sim mamãe, pra poder brincar comigo. E você Carlinhos quer que seja um menino?
– O que eu quero é que a mamãe volte logo pra casa Lizete. – Carlinhos diz e abraça a mãe.
– Eu também Carlinhos. – Carlos Daniel diz sorrindo.
A enfermeira entra no quarto com um copo com água e um comprimido.
– Aqui esta seu remédio senhora, – ela diz entregando para Paulina que pega e coloca na boca — com ele vai se sentir melhor rapidamente.
– Obrigada Luzia.
– Qualquer coisa é só chamar. – ela diz saindo do quarto.
– Bom acho que devemos ir embora agora. – vovó Piedade diz olhando os bisnetos – A mãe de vocês precisa descansar para voltar logo pra casa.
– É verdade vovó, — Carlos Daniel fala – Paulina não pode se cansar muito.
– Vamos crianças, — vovó Piedade diz – amanha agente volta para visitar Paulina.
– Ate amanha mamãe. – Carlinhos diz dando um beijo na mãe.
– Thau Carlinhos.
– Se despeça da sua mãe Lizete. – Carlos Daniel diz pegando a menina.
– Thau mãezinha. – ela diz abraçando a mãe.
Carlos Daniel a coloca no chão.
– Carlos Daniel, porque não aproveita e vai para casa descansar um pouco, — Paulina diz puxando o braço dele – você esta precisando meu amor.
– Não vou deixa-la sozinha Paulina.
– Carlos Daniel, se quiser eu fico com Paulina. – Patrícia diz.
– É meu amor, Patrícia pode ficar comigo. – ela fala e sorri – Você já se olhou no espelho? Esta com olheiras enormes.
– Não acho que seja uma boa idéia meu amor.
– Carlos Daniel deixa de besteira e vamos logo. Agora que Paulina esta se recuperando é você que quer ficar doente? Se continuar assim vai parecer um zumbi. – vovó diz.
– Eu estou tão mal assim? – Carlos Daniel diz sorrindo.
– Pode apostar que sim meu irmão. – Rodrigo diz irônico.
– Bom vejo que não tenho escolha, — Carlos Daniel diz se inclinando para beijar Paulina – não pretendo demorar muito meu amor.
– Pode ficar o quanto quiser Carlos Daniel, eu vou ficar bem. Agora vá.
– Ta bom minha vida, — ele diz dando mais um beijo nela – ate mais tarde então.
Patrícia fica com Paulina e lhe conta tudo o que aconteceu nos últimos dias. Depois do almoço a enfermeira volta com uma seringa na mão.
– Hora da injeção, — ela diz – mas essa eu vou colocar direto no soro. Ela vai te dar sono e é bem provável que você durma a tarde inteira.
– Bom, é o que eu mais tenho feito. – Paulina diz sorrindo.
A enfermeira aplica a injeção no soro e sai do quarto, e pouco tempo depois Paulina dorme e Patrícia aproveita para ir ate a cantina comer alguma coisa.
Quando Patrícia volta para o quarto encontra Paulina delirando.
– Mãe, mamãe, não me deixe. – ela diz angustiada — Não mamãe, não vá.
– Paulina, — Patrícia diz indo ate ela e colocando a mão na sua testa – meu Deus Paulina, você esta queimando de febre.
Nesse momento Carlos Daniel chega.
– Patrícia, — ele diz assustado vendo Patrícia com a mão no rosto de Paulina – o que ela tem?
– Esta com muita febre Carlos Daniel.
Carlos Daniel vai ate a esposa e coloca a mão na sua testa que esta muito quente e escorrendo de suor.
– Meu amor, — ele diz e olha Patrícia – ela esta muito quente.
Patrícia aperta a campainha.
– Mamãe, volta, não vá mamãe. – Paulina diz delirando.
– Paulina meu amor, acorde. – Carlos Daniel diz tentando acordá-la.
Nesse momento doutor Lucio entra no quarto.
– Algum problema?
– Ela esta ardendo em febre doutor. – Patrícia diz.
Doutor a examina.
– Não é nada grave senhor, — ele diz pegando no ombro de Carlos Daniel – é uma febre emocional, acontece muito com quem acabou de sair de um coma. Vou buscar um remédio para abaixar a febre.
Ele sai do quarto.
– Mãe, mamãe... – Paulina continua delirando.
– Paulina deve sentir muita falta da mãe Carlos Daniel. – Patrícia diz – Ela me disse que eram muito apegadas.
– Eram sim Patrícia, — Carlos Daniel diz segurando a mão de Paulina – imagino o quanto deve ter sofrido durante o tempo que se passou como usurpadora, sem poder contar com ninguém.
– É mesmo Carlos Daniel, Paulina é uma mulher muito forte. Outra no lugar dela não teria suportado.
Doutor Lucio entra no quarto.
– Me ajuda Carlos Daniel. – ele diz.
– Claro doutor. – Carlos Daniel diz enquanto ergue a cabeça de Paulina e o doutor lhe da o remédio.
– A febre vai abaixar, — ele diz – qualquer coisa é só nos chamar.
– Obrigado doutor.
Carlos Daniel fica ao lado de Paulina que as vezes delira em sua febre que logo começa a baixar.
– Pelo menos ela parou de delirar. – Patrícia diz algum tempo depois.
– É, e a febre esta abaixando. – Carlos Daniel diz passando a mão no rosto de Paulina.
Ele se senta ao lado de Patrícia.
– Obrigado Patrícia, — ele diz gentil – você é mesmo uma grande amiga para Paulina.
– Não tem como não ser, Paulina é um amor de pessoa e sempre foi muito gentil comigo, desde quando chegou na mansão como Paola.
– É, — ele diz e olha para a esposa – Paulina chegou na nossa casa tão doce, gentil, compreensiva. Ainda me sinto culpado por ter duvidado dela.
– Você estava muito confuso Carlos Daniel, não tem que se sentir culpado.
– Ainda bem que você e vovó Piedade sempre estiveram ao lado dela. Obrigado mais uma vez Patrícia.
– Que isso Carlos Daniel, mas e você? Conseguiu descansar? Parece bem melhor.
– É eu dormi um pouco, e confesso que estava mesmo precisando.
Algum tempo depois Patrícia vai embora, Paulina já esta sem febre e Carlos Daniel a observa dormir.
Quando ela acorda Carlos Daniel a beija apaixonadamente ficando ambos sem ar.
– Me desculpe meu amor, — ele diz se afastando e vendo que ela esta sem fôlego – mas é que não consigo me controlar.
– Tudo bem meu amor, eu estou bem. – ela diz sorrindo – Eu tive um sonho estranho com minha mãe. Cadê Patrícia?
– Foi embora, — ele diz pegando a mão de Paulina – quer me contar sobre o sonho?
Paulina conta sobre o sonho que teve com a mãe, no sonho ela era criança e a mãe a deixava sozinha indo embora para longe no mar.
– Acho que o fato de estar grávida me fez pensar muito em minha mãe. – ela diz triste – Sinto muita falta dela. Quando ela morreu eu fiquei sozinha até Paola fazer eu...
– Eu sei meu amor, — ele a interrompe — não precisa falar disso agora, e você nunca mais vai estar sozinha.
Carlos Daniel a beija novamente, mas com mais cuidado. A enfermeira volta pro quarto com outro remédio e Paulina volta a dormir.
No dia seguinte vovó Piedade, as crianças e Patrícia visitam novamente Paulina, e no outro dia bem cedo.
– Paulina, — doutor Lucio diz entrando no quarto – tenho uma boa noticia para você.
– O que é doutor? – ela pergunta olhando para Carlos Daniel.
– Você já pode ir para casa.
– É serio doutor? – Carlos Daniel pergunta sorrindo.
– Claro que sim senhor, só vai ter que seguir algumas recomendações.
– Que recomendações doutor? – Carlos Daniel pergunta.
– Bom, primeiro de tudo devera ficar de repouso nos próximos dias, e nada de se esforçar ou pegar peso nas próximas duas semanas. – ele diz olhando para Paulina.
– Duas semanas doutor? – Paulina se queixa.
– E essas duas semanas é de repouso D. Paulina. – ele diz e olha sorrindo para Carlos Daniel – E quando digo repouso estou me referindo também a... bom você me entendeu não é Carlos Daniel?
– Ah! Entendi sim doutor — Carlos Daniel responde sorrindo enquanto o rosto de Paulina fica um pouco corado.
– E nos próximos dois meses você não devera se estressar nem se esforçar muito, sua gravidez esta no começo e os primeiros meses são os mais importantes.
– O bebê corre algum riso doutor? – ela pergunta assustada.
– Não senhora, esta tudo bem com ele, e você devera se alimentar bem, tomar sol por pelo menos 15 minutos no período da manha ou de tardezinha. E devera também seguir a risca os medicamentos que irei te passar.
– Não se preocupe doutor, eu vou fazer tudo para que ela siga todas as suas recomendações. – Carlos Daniel diz segurando a mão de Paulina.
– Bom, vou deixá-los a sós, podem ir para casa agora mesmo.
Carlos Daniel ajuda Paulina a se arrumar e recolhe suas coisas no quarto, ele liga para Pedro que não demora muito e chega para buscá-los.
– D. Paulina, — Pedro diz sorrindo – que bom que se recuperou.
– Obrigada Pedro. – ela diz sorrindo e vão para o carro.
Fale com o autor