A União faz a Força
3 A Garde
Notas iniciais
Maren Elizabeth Petri – numero 6
Depois de uma longa viagem havia chegado a ilha de Madagascar,tive que usar meus legados para não ser vista no aeroporto, os Magadorianos estavam por toda parte e sozinha eu não ia conseguir lutar contra 8 deles.
Queria acabar logo com isso, entra nesse portal e pegar minha arca, mas sem os outros eu não conseguiria!
Assim como Katarina me disse e ensinou cada um tinha um colar com o símbolo de nossos legados.
Quando cheguei a ilha esperava alguma coisa melhor, afinal era ali que os guardiões haviam determinado que iriamos nos encontra e ir para Lorien, mas não havia nada! Chequei a ilha toda e além dos animais e das arvores, não havia nada! Absolutamente nada que indicasse que ali era o lugar certo , nem alguma placa “ Garde aqui e o lugar de vocês” ou algo do tipo, nada!
Fiquei me perguntando se talvez Katarina não errou e fosse outra ilha, mas algo em minha mente dizia que ali era o lugar certo.
Sabia também que ali estava muito evidente e os Magadorianos podiam aparecer a qualquer momento mas eu tinha que ficar ali e chamar os outros.
Voltei a procura nas arvores algum sinal, eu precisava de algo para chamar os outros. Procurei em todas as arvores algum sinal mas nada, quando estava quase desistindo vi uma pedra em um estranho formato de lua crescente, a observei bem, a pedra estava exatamente no mesmo lugar que um raio de sol.
Com cuidado botei minha mao sobre ela e começou a esquentar mas nada aconteceu, cheguei mais perto e notei alguns desenhos em forma de bolas ao redor da pedra, 9 bolas..sera que e essa?
“Quando for para a ilha, devera encontra o local para colocar todos os colares assim ira criar o portal, o sol devera tocar o local. Para chama-los coloque uma chama de fogo em seu colar” – me alembrei de Katarina me dizendo, e parece que foi ontem que ela me disse isso mas já faz 4 anos.
Sim definitivamente e essa pedra, agora so preciso chamar os outros.
Olhei temerosa para a meu colar, havia estado com ele a minha vida toda e agora queima-lo? Se bem que Katarina disse apenas uma chama.
Olhei para o sol e a vegetação ao meu redor, apesar da praia logo a frente, estava quente o bastante e me concentrando fiz com que uma folha pegasse fogo e como infelizmente não sou imune a ele, me concentrei e fiz uma linha de fogo na grama, com cuidado botei meu colar 1 centímetro acima do fogo e quando vi que ele começava a emitir uma luz azulada tirei e botei na pedra.
A luz azul começou a ficar mais forte e por um momento pensei que me cegaria mas não, a luz continuou por alguns segundos e entao se apagou, peguei meu colar e ele estava normal, sem nenhum sinal que havia pegado fogo ou algo havia acontecido com ele, porem quando coloquei de volta senti que algo estava diferente.
será que funcionou?
Estava começando a duvidar quando vi uma pessoa aparecendo na areia pouco distante.
Sorri
Definitivamente deu certo!
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Stanley e Ella Worthington –Numero 9 e Numero 10
Quando abri novamente meus olhos me vi em uma ilha, olhei para baixo e encontrei Ella agarrada a mim, suspirei , pelo menos ela estava comigo.
Comecei a me levantar e logo vi uma mulher morena e vestida de totalmente de preto vindo em nossa direção, há não, ela não nos machucaria.
Comecei a correr e rapidamente agarrei seu braço puxando para trás e coloquei uma mão em seu pescoço a segurando forte.
–você vai pagar pelo o que fez , você e seus amiguinhos – disse começando a enforca-la.
Ella Gritou.
– o que? Me solta seu brutamonte, não sou quem você que e não! – ela disse com a voz abafada.
–você e seus amigos atacaram meu apartamento e machucaram minha irmã!- eu continuei.
Ela respirou fundo e então uma onda do mar me jogou para trás sem toca-la. Cai na areia.
–STANLEYY- Ella gritou vindo ate mim.
A garota somente então olhou para minha irmã.
–dois? –ela sussurrou e então sua voz aumentou de novo- eu já disse que não sou o que você pensa que sou, eu estou aqui para ajudar e não para te machucar.
Não a respondi.
Uma parte de mim queria acreditar que aquela morena de olhos cinza não queria machucar a mim e a Ella mas depois do que vi no meu apartamento e agora como aquela onda me pegou sem toca-la...nada faz sentindo.
A garota se virou e foi ate uma mochila que só então eu vi e pegou uma garrafa da agua e veio em nossa direção, ou melhor na direção de Ella que estava ao meu lado.
–você deve estar com sede, tome um pouco da agua- ela disse, minha primeiro intenção foi não deixar Ella tomar aquela agua mas minha irmã precisava.
Me levantei enquanto Ella aos pouco tomava agua olhando para todos os lados como se esperasse que alguma bomba explodisse a qualquer momento.
Fiquei de frente para a mulher, sou alto mas essa mulher também e bem alta.
–se você não quer machucar a mim e a minha irmã por que esta aqui e o que quer com a gente? – perguntei.
–seu colar brilhou? –ela perguntou não respondendo minha pergunta, parecia estar irritada
Confusão se passou por minha mente.
–como você sabe que meu colar brilhou?-perguntei.
Suas mãos rapidamente tocaram meu pescoço e pensei ter me enganado com ela mas então ela tocou meu colar, suas mãos apesar de grandes são macias.
Balancei a cabeça
Ela tocou meu colar e o olhou atentamente.
–obrigada moca – Ella veio ate nos, o olhar da morena caiu sobre ela.
–Ella por favor vá se sentar enquanto converso com essa mulher-eu disse notando a curiosidade no olhar da morena.
Antes que ela se virasse a mulher perguntou.
–o que você e dele? – perguntou a Ella
–irmã! –ella me abraçou mas sorrio.
–impossível-ela disse – não mandaram irmãos, e vocês parecem ter muitos anos de diferença.
–ela e adotada- eu disse não gostando dela falando de nossa irmandade assim.
–há sim entendo mas mesmo assim o feitiço so deveria trazer quem e da Garde- ela voltou a dizer e tocou novamente o meu colar e então ouvi um ‘trec’ e quando olhei o colar havia dois dele, um que eu sempre vi e carreguei e outro que eu nunca tinha visto na vida.
Antes que ela explicasse algo uma luz apareceu na areia e uma mulher de biquini loira apareceu, ela começou a se levantar e a vir em nossa direção, porem parou e então bateu o pé na areia e então a terra começou a tremer e todos caímos na areia.
–PARA! NÃO VAMOS TE ATACAR!- A morena a minha frente gritou , a loira então começou a andar novamente em nossa direção receosa.
– o que você são? –ela perguntou.
–somos amigos e não vamos te atacar- a morena disse, notei como ela disse “somos” já me incluindo e havíamos nos conhecido nem a 10 minutos!
A Loira começou a olhar em volta e quando achou que não havia mais perigo suspirou.
–Sou Eleanor- ela disse estendo uma mão para a morena.
–Maren, sou a numero 6, qual numero você e? – ela perguntou e logo a loira retirou sua mão.
– não sei do que esta falando.
A tal de Maren a morena revirou os olhos.
–você pode criar um terremoto, já começou a desenvolver seus legados, você com certeza deve saber seu numero! – a morena disse parecendo irritada.
–você esta louca? – eu perguntei, as duas olharam para mim, a imensidade dos olhos cinzas pareceu um nuvem de tempestade.
–ótimo! Então eu vou esperar os outros chegarem para mim poder explicar tudo- ela disse se virando novamente e começando a arranca sua jaqueta preta.
–tome você não pode ficar desnuda assim –ela disse entregando a jaqueta a mulher loira.
Peguei Ella no colo e comecei a andar.
–para onde você vai? – ouvi a tal de Maren gritar.
–para casa! – eu respondi não me virando.
–boa sorte com isso! –ela gritou- tente sair dessa ilha e quem sabe os Magadorianos não te peguem! –ela disse e eu parei.
Mogadorianos? Será que ela estava falando daquelas coisas que atacaram o apartamento?
–ley talvez ela saiba de algo- Ella me disse baixo
–me de um tempo e eu juro explicar tudo! –a morena voltou a dizer enquanto eu estava virado para o mar, Ella o olhava- se você tentar sair daqui os mogadorianos te acharam e nos acharam, já e um risco estarmos beirando o mar mas precisamos espera os outros chegarem, não conseguirei defender a todos ,principalmente porque vocês não sabem de nada.
Ella pulou do meu colo.
–eu vou ficar Ley, algo me diz que a numero 6 quer nos ajudar- ela disse ficando ao lado da Maren, ao fundo a mulher loira nos olhava de braços cruzados.
Suspirei
–ótimo, mas se você esta chamando seus amigos aqui para fazemos uma orgia, minha resposta e não, não com Ella por perto – eu respondi piscando, levei um tapa na cara por isso.
–=-=-=-
Marina Marques – Numero 7
Quando abri meus olhos novamente estava deitada no meio de uma floresta, a alta arvore me faziam parecer pequena.
–SOCORRO- gritei assim que levantei.
Como eu havia parado aqui?
Nunca havia saído da Espanha, não me lembro de outro lugar além do convento na qual vivi.
O que aconteceria quando as irmãs vissem que eu não apareci? Falaram com a policia?
Comecei a andar entre as arvores.
Isso só podia ser um pesadelo, ou talvez um sonho, finalmente estava livre daquele convento.
De repente ouvi um barulho e algo se mecheu entre uns arbustos, claro estou na mata e obvio que teria animais!
Olhei para meu lado e encontrei um galho meio grosso, bom se fossem aqueles caras de novo eu não teria a menor chance, mas pelo menos os atrasaria um pouco , mesmo sem saber o porque sentia que devia me esconder e fugir daqueles caras.
O arbusto voltou a se mexer e eu ergui o galho, quando algo pulou dele eu bati sem nem ver o que e.
–ai ai para! – ouvi uma voz meio grossa dizendo e então eu parei de bater e vi o que estava atingindo, era um homem.
– quem e você? – eu perguntei ainda com o galho erguido.
–eu sou Naveen e eu vim em paz, ou melhor, cai em paz! – ele disse colocando as mãos para cima, seus cabelos era cacheados e iam ate sua nuca, seus olhos eram de um castanho escuro exatamente da cor da terra, não parecia ser muito mais velho que eu.- quem e você? De onde veio? Onde estamos?
–sou Marina,eu sou da Espanha ou era e não sei onde estamos, eu apareci a poucos metros no chão- respondi baixando o galho, o garoto não parecia querer me machucar, se bem que ele já esta machucado, havia muitos cortes em seus braços e face e onde eu havia batido com o galho estava começando a ficar roxo, me senti culpada-onde se machucou tanto assim? – perguntei analisando seus cortes, fiquei vermelha quando notei seu sorriso ao me ver.
Ele cocou a cabeça como se não soubesse o que dizer.
– bom vai me chamar de louco mas eu estava na minha casa na India e ai uns caras de uns 3 metros começaram a atacar a mim e ao meu pai adotivo e então um colar que uso desde criança brilhou e então aparecia no topo de uma arvore – ele disse muito rápido.
Arregalei meus olhos.
–você também?-eu perguntei mas ele começou a passar a mão por seu braço que estava debaixo da manga- senta ai no chão deixa eu ver esses cortes, talvez precisaremos encontra agua para limpa-los.-eu disse e ele se sentou erguendo a manga da camisa ate o ombro-Auu- eu disse ao ver os cortes.
Estavam bem grandes, ele deve ter caído da arvore e se ralado todo. Quando ele sentou no chão comecei a passar entre os cortes e ele suspirou, de repente comecei a querer que aqueles cortes sarassem, e que o tal de Naveen ficasse melhor quando comecei a sentir um ar gélido nas pontas dos meus dedos os cortes começaram a se fecharem e a se cicatrizarem.
Olhei abismada para onde havia um grande corte e agora não havia nada mais que um traço totalmente curado.
–como? – Naveen me perguntou, não o respondi comecei a passar a mão pelos outros cortes sentindo o gélido nas pontas de meus dedos e rapidamente todos os que eu podia ver já estavam cicatrizados.
–eu não sei – respondi só então vendo o que eu havia acabado de fazer.
Naveen me olhou e seus olhos demonstravam admiração, corei novamente.
–eu também sou capaz de fazer algumas coisas meio loucas- ele disse e então olhou para uma pedra, se concentrou e de repente a pedra estava flutuando na nossa altura.
Sorri
Porem Cura as pessoas não era somente a única coisa que eu poderia fazer, eu podia respirar dentro da agua.
–Tem outras coisas que eu nunca soube como eu fazia mas eu sempre fiz coisas loucas, a ultima que descobri foi essa de levanta objetos, eu não sei porque e nem como – Naveen continuou e eu sorri.
–eu sei tem algumas coisa que eu sempre fiz também mas não sei como Naveen – disse e então notei o colar em seu pescoço parecido com o meu – foi esse colar que brilhou e então eu vim parar aqui – eu disse pegando o meu colar e mostrando a ele.
Ele deu um meio sorriso.
–aconteceu o mesmo comigo – ele disse- o que acha que e isso? O que acha que somos?- ele perguntou.
–não sei, mas sempre pensei que tinha algo errado comigo , nunca me senti como as outras garotas- eu disse e ele gargalhou chegando a joga a cabeça para trás.
–também não sei o que somos, mas sempre tive sonhos com um grupo de pessoas e aqueles caras que apareceram na minha casa, eu já havia os vistos antes nos meus sonhos-ele respondeu.
Olhei ao redor.
–onde acha que estamos?
–não sei, mas quando estava no topo da arvore vi o mar para o leste- ele disse apontando para a nossa direita- vamos ate a praia ver se achamos algo e tentarmos descobrir onde estamos.
Comecamos a andar na direção leste e por alguns momentos encontrávamos alguma arvore caída e Naveen os removia com a mente , eu ainda não acreditava como ele conseguia fazer isso , de alguma forma parecia normal para mim, como se eu devesse estar acostumada com isso.
Quando chegamos a praia havia um grupo de pessoas la um homem alto estava ao lado de uma garotinha que parecia ter uns 11 anos enquanto conversava com um outro garoto moreno sentados na praia, uma mulher loira de biquíni e jaqueta de couro conversava com um garoto de cabelos morenos que parecia querer morrer de vergonha, e uma mulher morena olhava ao redor quando ela nos viu veio ate nos.
–Ate que enfim! – ela disse – agora só falta mais dois!
–=-=-=-
John Smith — Numero 4
Estava tonto quando abri meus olhos, uma forte luz solar quase me deixou cego virei de lado, senti que estava em algo fofo, olhei para baixo de mim e vi a areia.
Areia? Onde eu estava? O que havia acontecido comigo?
Sentei-me na areia.
O mar a minha frente era imenso e quando olhei para trás vi a densa vegetação, parecia uma ilha.
Me levantei.
–heyyyyyyy- gritei para qualquer um.
Me virei para o mar e voltei a gritar
–heyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy. Socorrrrooooooooooooo
Eu gritei por alguns minutos e além dos animais se mexendo não havia nenhum sinal de pessoas ou nada, parecia uma ilha perdida.
Como eu havia parado ali? O que aconteceu com Sam? Henri?
Olhei para o meu colar que já não estava mais brilhando, ele foi o causador de me trazer ali, mas o que ele era? O que eu sou?
Nada fazia sentido.
A dor em meu calcanhar havia em parte desaparecido, quando pisei doeu, mas eu tinha que continuar. Não podia passa a noite numa ilha sem proteção nem nada. Se eu fosse passa a noite tinha que ao menos sair da areia por causa dos animais.
Continuei andando pela praia pela esquerda, olhando sempre em volta, mas ao contrario de antes eu não sentia alguém me olhando, me sentia completamente sozinho aqui, o sol alto me dizia que ainda não passavam das 3 horas da tarde, o que significava que eu tinha um tempinho para achar algo ou alguém.
Olhei inúmeras vezes para a mata, estava tentado a entrar nela e subir numa arvore para ver onde eu estava, quando comecei a entra na mata ,cansado de só pisa na areia fofa, senti algo gélido em minha nuca e uma voz fina porem decidida me disse
–levante às mãos para cima agora e se vire- a voz era determinada porem tremida.
Virei-me e dei de cara com uma garota ruiva baixinha que usava óculos, seus cabelos ruivos estavam sujos com folhas. Ela portava uma espada que estava encostada em minha nuca, seu olhar era firme mas por trás pude ver que ela estava assustada, da mesma forma que eu estava assustado.
–quem e você? – ela perguntou mantendo a espada agora próxima ao meu coração.
–John Smith- eu respondi- quem e você?
–não interessa- ela respondeu ríspida- sabe onde estamos?- ela perguntou não desviando o olhar de mim.
–não sei ,provavelmente em uma ilh...
–você sabe se os mogadorianos estão aqui?-ela perguntou não me deixando termina.
–o o que?-perguntei, sua espada pressionou mais meu peito me fazendo dar um passo para trás, meu tornozelo se torceu de dor e eu tive que me abaixar para colocar a mão sobre ele, foi o bastante para a garota pula ao meu lado, rapidamente apontei minha mão para a cara dela e uma luz como se fosse uma lanterna se ascendeu da minha mas sabia que podia fazer isso, o que era algo estranho mas eu sabia mas nunca usei contra alguém, e quando aqueles caras me atacaram eu fiquei desesperado demais para me alembrar disso.
A garota ruiva pulou para trás com a mão nos olhos e caiu no chão. Levantei-me rapidamente pronto para pegar sua espada que havia caído no chão, mas quando ela viu o que eu ia fazer se concentrou na espada e a trouxe para perto de si, como eu já imaginava que havia feito outras vezes.
–para! – ela gritou e se levantou, meio excitante parei- calma, eu sou como você, sou uma da Garde como você! – ela disse e eu a olhei espantado.
O que?
–você e uma louca! Ataca-me assim e diz ser algo que eu nunca ouvi falar, você e uma louca!- eu disse enfurecido, minhas mãos se ascenderam de novo.
–calma! –ela disse novamente se afastando de mim, andei enfurecido ate ela, minha raiva me dominou, minhas mãos queimavam- seu colar se ascendeu?-ela perguntou erguendo a cabeça como se fosse lutar, parei, meu colar? Ela sabia algo sobre ele?- eu sei que esta confuso e acredite eu também, mas se você me der um tempo juro que explicarei, sei o que somos mas você não sabe e eu não sei se sou a melhor pessoa para explicar.
Suspirei ,minhas mãos apagaram.
–você não e uma louca como aqueles caras que me atacaram são não he?-ela pareceu confusa e murmurou ‘mogadorianos’ mas respondeu.
–não, não sou, garanto isso a você, mas você tem que confiar em mim- ela disse e eu ri debochado.
–confiar em você? Você colocou uma espada na minha nuca e coração, disse coisas que eu nunca ouvi falar e porque raios eu tenho que confiar em você?-perguntei mas me arrependi, seus cabelos ruivos começaram a brilha e raiva estava estampada em seus olhos.
–ótimo, não confie! –ela gritou avançando contra mim- fique aqui sozinho quem sabe um mogadoriano não te ache e te mate ,assim será menos um da Garde para mim me preocupar, ou se não um animal te mate, eu to nem ai, continue andando pela ilha e quando anoitecer você use essas lanternas que você tem na mão e tente se salvar com elas em alguma luta. Não precisa confiar em mim, quem e você afinal? Eu to nem ai, não será minha culpa se os Mogadorianos te atacarem e eu aposto que o farão. Eu tentei mas já que você não quer, então morra!- ela disse batendo em meu peito com um soco e se virando correndo em direção a praia.
A olhei atordoado, alguma coisa me dizia que eu conhecia aquela garota e o fato dela ser tão estranha quanto eu talvez diga alguma coisa, talvez eu me arrependeria mas comecei a correr ate ela que já estava na praia.
–espera! – eu disse- onde você vai?- eu a perguntei quando ela não parou de andar e caminhava apressadamente na praia em direção a esquerda.- você sabe o que aconteceu comigo? Eu não sei o que ,acho que sou um humano, mas hoje eu vi ,fiz e senti coisas que eu duvido que são humanas, você sabe o que sou?
Ela não parou de andar mas começou a andar menos rápido me dando oportunidade de andar ao seu lado sem que tivesse que correr.
–você e da Garde , como eu, mas eu não sei se posso te dar todas as explicações necessárias, não sei o que aconteceu com a gente mas meu colar brilhou como o seu e acho que tem haver com os outros da Garde- ela disse olhando para frente- temos que andar pela praia, descobrir se estamos mesmo em uma ilha ou em alguma parte isolada do pais, se formos atacados novamente, aqui será mais fácil de lutar mesmo que eu so tenha 1 espada e meus legados.
Não a respondi, eu havia entendido pouco do que ela havia acabado de dizer mas no fundo suas palavras faziam sentido para mim.
Andamos sem conversa muito por um bom tempo, a qualquer momento nos virávamos e víamos se estávamos sendo seguidos ou observados mas a ilha parecia estar vazia.
–qual seu nome?- a perguntei.
–Maggie , sou a numero dois- ela respondeu- qual seu numero?- ela me perguntou, a olhei confuso, ela bufou – claro você não sabe, espero que você não seja o numero três porque eu não perderia minha vida para defender você de forma alguma!
Não conversamos desde então andamos muito, um animal parecendo um macaco apareceu na nossa frente uma vez e ela novamente se concentrou no animal e o levantou e o tirou de nosso caminho.
–e um lêmure, então provavelmente estamos em uma ilha na África, a não ser que tenha um zoológico perto daqui – ela disse , não a perguntei como ela sabia disso mas estava na cara que além de lutar aquela garota estudava muito.
Continuamos a andar ate que ela bufou e perguntou
–o que você estava fazendo indo para a mata?-ela perguntou não me olhando.
–achei que seria uma boa ideia se eu pudesse subir no topo de uma arvore para ver onde realmente estou, sabe para decidir onde devo ir, estava indo para uma quando sua espada me tocou – seu olhar pareceu culpado quando terminei.
–seria uma boa ideia se você não fosse da Garde, não estivesse mancado ,tivesse algum instrumento de segurança e estivesse com alguém por perto-ela disse não mencionando a espada que ela usou para quase me mata, ótimo.
Não a respondi
Quando estava quase começando a começa a anoitecer e andando pela praia encontramos um grupo de pessoas. Maggie me puxou para trás das arvores e ficamos observando o grupo de mais ou menos 7 ou 8 pessoas.
–eu queria muito saber o que estou fazendo aqui! – um garoto moreno sentado na areia perto de uma garota loira de biquíni disse.
–eu também sabe, estamos aqui a horas e não sabemos de nada, exceto que temos que ficar aqui, já que aquela morena doida apenas diz isso- respondeu um cara de cabelos escuros em pé numa arvore respondeu.
A garota loira apenas observava os dois enquanto batucava os dedos na areia fazendo que algumas pedras tremerem.
Do outro lado do trio uma garotinha de mais ou menos uns 10 anos estava deitada nas pernas de uma garota aparentemente da minha idade que vestia uma espécie de uniforme escolar, as duas estavam perto de uma pedra, uma garota de cabelos negros e vestes pretas estava em pé parecendo preocupada.
–Marina já era para eles terem chegado, não posso dizer nada a vocês ate que os últimos cheguem- ela disse se dirigindo a provavelmente garota da minha idade.
–Maren calma, seja quem for que você espera jaja estará aqui- a garota de uniforme respondeu.
–e se os mogadorianos os atacaram? – a morena voltou a pergunta.
Maggie do meu lado colocou a mão na boca, mogadorianos, aquela mesma coisa que Maggie diz que nos atacou.
–você diz àquelas coisas que você diz que atacou a todos nos?
A tal de Maren balançou a cabeça firmemente mas não respondeu.
Mais perto de nos estavam dois garotos, um era alto e magrelo com cabelos ate os ombros, olhava a todo momento ao redor e quase que nos viu, seu olhar parava nas garotas sentadas na areia, a frente dele estava um cara também alto só que este era bem mais forte e parecia ser bem teimoso pelo modo que sua mandíbula ficava o tempo todo fechada e somente poucas vezes se permitia sorrir.
–o que faremos?- o cara de cabelos nos ombros perguntou.
–olha cara eu não sei, só sei que não confio nem um pouco naquela tal de Maren- o cara fortão disse olhando para a garota em pé
–eu também não, mas ela disse sobre o colar nossos que brilharam, disse sobre os caras que nos atacaram individualmente- o cara de cabelos os ombros respondeu- o cara la – ele apontou para o garoto em pé na arvore- chegou voando e aparentemente somente ela soube dizer como ele fez aquilo apesar de eu não entender nada.
O cara em sua frente bufou.
–mais um motivo para não confiar nela, ela só diz coisas sem sentido! Eu só quero pegar minha irmã e vazar daqui mas se eu tenta fazer isso ela com certeza vai fazer aquelas coisas estranhas e provavelmente me amarrar em uma arvore.
O cabeludo rio.
–provavelmente, mas não temos muita escolha, aqui todo mundo coisas estranhas! – ele respondeu.
Maggie ao meu lado suspirou aliviada, sera que esses eram os outros da Garde que ela falava tanto?
Olhei novamente para o grupo de pessoas a nossa frente eles com certeza não parecem ser como aqueles caras que me atacou então por que temer?
–Ora ora se não temos vizinhas! –uma voz grossa disse enquanto eu olhava para as três garotas- um loiro de farmácia e uma garota com fogo no cabelo.
Olhei para frente e lá estava aquele cara fortão que estava conversando com o cabeludo.
Rapidamente todos os olhares viraram para nos.
O garoto ia para tocar em Maggie que não havia dito nada mas entrei na frente.
–espera ai rapaz você não vai toca nela!- eu disse, e o cara me olhou com desdém.
O cara levantou a mão para me socar mas eu acendi minha mão na cara dele que revidou com um chute, rapidamente estávamos no chão.
–o que esta acontecendo aqui?- ouvi alguém chegar mas não dei bola, eu so queria acerta aquele cara, ele me chutava e socava com forcar anormais, mas eu não estava disposto a perder, lutei como se a minha vida dependesse disso, como se a vida do Sam meu melhor amigo, Henri meu 2 pai e Sarah dependesse de eu acabar com aquele cara.
–Stanleyyyy-ouvi uma voz infantil grita mas não dei bola, por um momento o cara parou e eu aproveita para soca-lo mais, ele voltou a luta.
–alguém tem que pararem eles! – uma voz masculina disse mas ninguém se mexia.
– eles vão se mata assim!- uma voz feminina disse.
–John pare!- a voz de Maggie disse mas eu não parava , não queria parar, e o cara com quem eu lutava também não!
De repente uma coisa apareceu entre a gente, parecia ser um homem para tinha uns 5 braços de cada lado e possuía uns 3 metros, se esse era uns dos mogadorianos ele não veio em um bom momento, porem a coisa não fez nada além de nos separar e nos colocar de cada lado em pé
Um tremor forte passou pelo chão e derrubou nos dois.
Olhei para o lado e vi a garota loira com uma feição tão brava quanto as outras.
–isso e por serem imbecis!- ela disse.
Olhei em volta e realmente todos estavam muito bravos especialmente as mulheres, a garotinha parecia prestes a chora mas não deu nenhum passo, aquela coisa gigante de 10 braços estava do lado da garota de uniforme e apesar dela parecer um pouco assustada não saiu do lado daquela coisa.
Maggie me olhava vermelha de raiva ou de vergonha talvez.
A garota de cabelos negros veio ate mim mas puxou Maggie pelo braço deixando do meu lado, olhei para a ruiva pedindo desculpas com o olhar.
–Qual seu numero?- a garota morena perguntou a mim, mas não respondi.
–ele não sabe que numero que he, mas eu sou a numero dois- Maggie respondeu, a garota morena sorriu.
–você sabe quem você ? Quem somos? Seus legados?- a garota perguntou demonstrando estar muito feliz, Maggie sorriu.
–sim eu sei, somos a Garde, somos a única salvação de Lorien- ela respondeu, seus olhos brilhavam de alegria- qual o seu numero?
–seis – a morena respondeu, e então as duas se abraçaram sorrindo.
As pessoas ao redor assim como eu ficaram espantadas, as duas pareciam como se fossem amigas a muito tempo e so agora haviam se reencontrado.
A agora morena finalmente se soltou de Maggie e nos olhou, a coisa gigantesca se transformou de volta no cara de cabelos ate os ombros, ótimo, visto ele estava certo sobre todos aqui fazerem coisas estranhas.
–Enfim estamos aqui, a Garde, completa, agora podemos enfim começarmos a nossa missão- a garota morena disse sorrindo para nos.
Olhei ao redor e por mais incrível e estranho que pareça, me senti em casa.
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