Notas iniciais
EAEEEE!! Estamos ai com mais um capitulo e ... um triste aviso. A fic entrará em postagens semanais. Postei esses cinco capítulos nos últimos três dias, mas, vou voltar a estudar e bem... no meu pouco tempo livre estarei escrevendo para vocês. Queria deixar um Abraço de Gonzo para PlasticHeart, que esta dando uma força mt grande pra minha história... mt obrigado guria, espero que goste desse novo capitulo. E bom... vamos lá? Acho que já falei demais. Bom história para vocês, e divirtam-se. (Esse capitulo foi um pouquinho maior, desculpem)

– Tira a mão dela...

– Quem é ... grhhh ... você para mandar em alguém aqui, moleque? – Disse o Licomutante segurando em uma das mãos um grande caneco de Cerveja.

– Mais do que você... Lixo...

[Narrador Personagem]

Ah, o doce aroma de óleo queimado em Hafrades. Dezenas de centenas de milhares de bares, e outras centenas brigas simultâneas, e como de praxe, o nosso protagonista me parecia em graves apuros. E não mais que isso, a noticia que um casal chegara montada em um bisão gigante já havia se espalhado pela cidade. Em Hafrades, havia um ditado bem interessante, devo assumir. E ele dizia “Na cidade dos ferreiros, não há uma rebarba metálica que caia e nós não saibamos.”, em outras palavras meus queridos leitores, nesta cidade, não há nada que aconteça que não seja de domínio publico. Exceto alguns estratagemas de corrupção... Algumas casas de prostit... Enfim, nada de muito relevante, não é?

Pois bem... Estava lá Sano, tinha acabado de chegar à cidade, eram por volta das seis da manha, o que não impedia obviamente de trombar com algum beberrão, e olha que sorte... Não é que ele trombou?

O brutamonte era um Licomutante líder de uma trupe de mercenários conhecidos como os Judas de Yahweh, e para o azar do nosso audacioso protagonista, aquele bar era de domínio daqueles mercenários. Situação pandega, não? Enquanto todo esse fuzuê acontecia no centro do Saloon, um homem com panos excessivos cobrindo o rosto e o corpo observava o casal. Na face do então desconhecido homem “de pano”, havia apenas um espaço para a boca e para os olhos. E bem... Ele estava bebendo, mas... De uma maneira um tanto quanto... Exagerada, digamos assim. Segurava embaixo de um dos braços um enorme tonel de Cerveja, e no braço que lhe ficava livre empunhava um copo largo, de mais ou menos um litro e meio, onde o liquido ia embora a algumas goladas. Aquele tinha uma composição alcoólica absurda para o seu tamanho. E naquele mesmo tonel, enchia seu copo e continuava a se embebedar.

– Esse é o segundo tonel essa semana Mars... Você esta me devendo duzentos ruks.

– Hmmmm...

O homem encapuzado colocou o dinheiro sobre a mesa sem dizer uma palavra se levantou. Apontou para o tonel, olhou para o balconista, e apontou para a adega.

– Ta, ta, ta... Terceira fileira do canto, para manter a temperatura agradável.

– Hmmmm...

– Um dia ainda ouço um obrigado seu Mars... –

Fez um sinal de despedidas, e deixou o senhor de meia idade ali limpando mais um caneco de cerveja. Especialmente, o dele.

Toda aquela confusão de dentro do Saloon estava tomando prosseguimento no lado de fora do bar. Eram cerca de vinte homens e um Licomutante contra Sano e Lea. O líder dos Judas de Yahweh carregava traços de um Guaxinim, ou de algum roedor de porte médio, e seus demais capangas eram homens de todas as partes, independendo cor e gênero. Mas, uma coisa todos tinham em comum... Estavam armados até os dentes. Foices, Espadas, Lanças, Dardos envenenados... Uma infinidade de armas conhecidas e desconhecidas pelos homens.

Vagarosamente, o mesmo mercenário que estava sentado dentro do bar, trajando vestes que o cobriam quase que por completo, se apoiou na pequena varanda de madeira do bar e ficou a observar a roda de mercenários que havia se formado entre Sano e Lea.

“uhmmmm... isso vai ser... Divertido...”

Então, por dentre a infinidade de panos, puxou um pequeno cantil metálico escrito “Bebida Del Satán”. Desenroscou a tampa da pequena garrafinha, que secretamente servia como dosador. Colocou alguns poucos mililitros daquele liquido de cor avermelhada. E exclamou em pensamentos.

“Amém!”

Virou a pequena dose do porre, e antes que pudesse fazer efeito, foi em direção aos homens que circundavam aqueles dois amigos. Saltou por cima de um deles, facilmente, como se seu peso fosse insignificante. Caiu de frente para Sano, e disse.

– Mil perdões...

– O qu...

Sano não teve tempo de responder, o homem misterioso desferiu um ataque certeiro em seu pescoço fazendo com que caísse inutilizado. Lea, até se atentou, mais no instante que ela se movimentou, o ser todo coberto desapareceu de seus olhos e num ataque furtivo e sem escapatória, também tocou um ponto no pescoço da menina, fazendo-a cair como uma arvore cortada.

– Desculpinhas... hihi...

[Mars Pov On]

– Desculpinhas... hihi...

“Droga...” Pensei. Não devia estar me metendo em assuntos que não me desrespeitavam. Mas, era um casal tão fofo... Não podia deixar aquele garoto com rosto tão bonitinho apanhar, muito menos essa menininha. Gente olha o cabelinho dela, é azul... Quem tem cabelo azul não pode apanhar.

– Mars... o que você esta fazendo? – Perguntou o líder dos Judas de Yahweh.

– Deixando isso um pouco... bais... juxx...juxxxto...

– O que?... Não estou entendendo...

– Exxtou, deix...deixa....deixando... bais... juxxto...

A bebida havia começado a fazer efeito sobre meu corpo, àquele era o fim de todos eles, e nem sabiam o porquê. Minha consciência estava se esvaindo pouco a pouco, a visão começava a pesar e ficar turva, minha respiração estava lenta, um pouco anestesiado nas pontas dos dedos, e não conseguia raciocinar direito. Minha língua já não me obedecia por mais que eu quisesse dizer alguma coisa, uma tonelada parecia pesar sobre as minhas costas, e então, de súbito cai. Fiquei estirado do chão por alguns segundos, e de fora, só pude ouvir. “Ele é só mais um bêbado...”;”Não vou perder tempo com isso...”. Até que me atentei a um dizer, nitidamente as ordens de Trev, o líder do grupo.

– Acabem com a vida desses miseráveis... Primeiro o bêbado, depois o casal.

Aquela frase soou perfeitamente aos meus ouvidos. Abri pela metade os olhos, as pálpebras aparentavam ser feitas de ferro, e pesavam toneladas. Vi um dos homens então empunhar uma zarabatana, e provavelmente, estava envenenada. Mercenário que era mercenário tinha de carregar um bom veneno consigo, afinal, esse oficio não era para os mais brilhantes guerreiros. Mas, tinha suas poucas exceções no ramo.

O capanga colocou um dardo envenenado, minhas pernas estavam começando a responder pouco a pouco. Até que, a bebida finalmente tinha começado a fazer efeito...

– UUUUhuhuhu... –

– Flup... – Foi o som produzido pelo inimigo ao disparar aquele pequeno dardo. Foram as ultimas coisas que eu consegui me lembrar. O barulho tosco da minha risada diva, e o som da zarabatana.

[Mars Pov Off]

O dardo envenenado foi em direção ao homem que se intitulava Mars. O som daquela coisa cortando o vento fazia um pequeno assobio, quase imperceptível, até que, quando aparentemente seria atingido. O corpo do misterioso beberrão se movimentou involuntariamente. Estava totalmente de bruços, e suas pernas se projetaram para cima de sua cabeça antes que pudesse ser acertado.

– O que?... Como ele desviou? – Exclamou o homem que segurava a zarabatana, portando uma cara descrente do ocorrido.

Colocou um segundo dardo dentro do artefato, e soprou uma segunda vez. E novamente, o som daquele objeto cortando o vento era quase inaudível. Dessa vez, o projétil fora mirado na altura do tórax, a região mais exposta e de menor risco de erro.

E assim, novamente se repetiu uma movimentação estranha. Antes que o objeto pudesse tocar Mars, seu corpo se mexeu novamente de uma maneira involuntária, e dessa vez caiu sobre Sano, mais exatamente com o rosto sobre a barriga do jovem U’tera.

– Ele só pode estar me sacaneando. – Disse Trev, muito irritado.

Aproximou-se em passos largos e fortes. Pegou o homem pela gola da blusa, levantando-o como se fosse um gato.

– Zomba dos meus mercenários, bêbado?

– Eu zombo é da sua mãe... Aquel...aquela... vad...vadgia... uhuhuhuhu.

Segurou as bochechas do guaxinim, espremeu-lhe o rosto e beijou a boca daquele animal um tanto nojento. De imediato o líder do bando de mercenários largou o estranho homem de opção sexual duvidosa, e este se equilibrou meio cambaleando, batendo perna com perna, parecendo mais uma minhoca.

– Você esta MORTO... PEGUEM ESSE DESGRAÇADO!

A dificuldade de se manter em pé era visível, mas, agora, quem estava a mercê do acaso era o tal beberrão. Os homens que empunhavam armas de longa distância se posicionaram a alguns metros da-li. Cerca de quinze homens permaneceram dentro daquela roda um tanto quanto desigual. Eram vinte e um contra apenas um bêbado porco. E assim começou aquela batalha.

O jovem tirou a capa que lhe escondia o corpo, revelando roupas excessivamente largas, de cor preta. Os panos que cobriam seu rosto permaneceram, o sigilo da identidade de um mercenário é a essência de sua sobrevivência. Olhou para os lados e avistou dois inimigos se aproximando. Um pela direita, e outro pela esquerda. Todos pareciam lentos demais, e o homem não sabia dizer se era o efeito da bebida, ou se aquele unicórnio que estava passando logo ao fundo era parte da realidade. Mas isso não importa. Ambos empunhavam espadas médias, de uma mão. O da direita desferiu um golpe perfurante na altura do peito. Aquele sabre, sem sobra de duvidas, transpassaria o pulmão do bêbado, causando sua morte por asfixia. Já o segundo homem, optou por um ataque na altura do pescoço, movimentando a espada no sentindo horizontal. Aguardou, aguardou, e aguardou mais um pouco. E no momento certo, olhou para um dos homens e falou.

– PARA, PARA, PARA...

Todos olharam perplexos... Por que havia se abaixado repentinamente? Pegou algo no chão, e trouxe até mais ou menos perto do rosto do cara da direita. Que, com a espada em mãos, desferiria um golpe em seu peito.

– Olha aqui...

– Olhar... O que?

Abriu a mão revelando um punhado de terra seca, e num sopro, jogou todo o conteúdo dentro dos olhos do inimigo.

– MERDA...

O homem da esquerda continuou o ataque. O corte na horizontal iria pegar no pescoço, mas, só iria. Antes que pudesse ser acertado o bêbado agarrou na roupa do capanga que estava com terra nos olhos, trouxe-o para perto de seu corpo e esquivou se abaixando. A espada do mercenário da esquerda fez um corte no pescoço do amigo, tirando a vida de seu próprio companheiro.

– Acho que você... Matou seu amiguinho.

Disse enquanto num movimento mirabolante, girava o pé numa meia lua acertando em cheio o rosto do mercenário que havia sobrado por perto. O mesmo caiu desmaiado.

– Mais alguém?

Provavelmente, não deveria ter perguntado aquilo. Um veio pelas costas, este segurava uma espada de duas mãos. Tentava desferir um golpe conhecido com “gavião”, que consistia erguer a espada o mais alto possível, e descer-la num corte sublime e impetuoso. Um segundo veio girando alguma arma desconhecida. Uma foice presa numa corrente estava em uma de suas mãos, na outra ponta da corrente, girando, havia um pequeno peso em formato de punho. O golpe daquele era um tanto imprevisível, não podia discernir se viria pelo peso, ou um corpo a corpo pela foice cortante. O terceiro usava duas adagas, aquele seria fácil, seus ataques eram desimportantes. Um quarto, de fora do circulo, mirava um arco e uma flecha envenenada.

A combinação daqueles ataques seria o suficiente para acabar com a raça do infeliz bêbado. Porém, a questão a se discutida era... “Conseguiriam acertá-lo?”.

O primeiro homem, o qual segurava a espada de duas mãos, chegou perto o suficiente para acertar o golpe. A espada desceu, a lâmina cortava o ar assim como também cortaria qualquer inimigo, e a batalha estava ganha ali. Acertaria o bêbado na altura da moleira, dividindo seu crânio em dois, se a perspicácia do exímio lutador não fosse tão invejável. Chegando um pouco para a direita, cambaleando como uma cobra tonta. Observou a espada passar rente ao seu corpo, quase tirando um lasco de sua roupa larga. Juntou os cinco dedos da mão direita, formando uma pequena superfície menor que um punho. Os olhos do homem que o atacara se arregalaram quando viram o oponente flexionar o tronco para trás, acertando com a mão direita sua traquéia. A passagem de ar havia sido cancelada com sucesso. Um já havia sido neutralizado.

Sucedendo a movimentação, continuou por alguns instantes naquela posição, com o tronco flexionado para traz. Até que um assobio bem familiar atingiu seus ouvidos, era uma flecha se aproximando, mais exatamente da direita, porem, não sabia de onde. Aproveitou o privilégio de ter um escudo humano a beira da morte, e puxou o inimigo que ainda permanecia em pé com a traquéia totalmente amassada, desesperado em busca de oxigênio. E o barulho oco, aquele familiar “Tuff” foi sucedido de um pequeno impacto. A flecha havia atingido na altura do pulmão, dando o golpe de misericórdia no homem que já estava à beira da morte.

Voltou a se posicionar de uma forma que não pudesse ser alvejado por demais flechas. O oponente das adagas havia entrado o raio de embate do até então “homem bêbado”. Uma sucessão de ataques perfurantes, todos facilmente esquivados e desviados. Até que, num momento, um quarto participante adentrou também naquela justa. O homem que carregava a foice interligada pela corrente veio girando o peso metálico na direção de seu alvo. O peso foi solto, e no ar, se dividiu em dois. Aquilo com certeza era incomum, aquele utilizava propriedades especiais, era um usuário de Vitae. Os pesos tomaram uma coloração azul, e assim que tocara o corpo do bêbado uma forte corrente elétrica o atingiu.

– AHHHHHHH...

Caiu inerte e imobilizado, ele não tinha nada mais o que fazer, estava em maus lençóis, e ali era o seu fim.

Um terceiro homem veio correndo com um machado de duas mãos, aquela coisa era grande o suficiente para repartir o tal Mars no meio.

Era o fim.

[Mars Pov On]

Aquele movimento me pegou de surpresa eu devo assumir. Já não conseguia sentir meu corpo, todo ele formigava em uma contração continua de todos os músculos. O gosto da minha própria saliva amargava a minha boca, sem contar um cheiro estranho de queimado. Na altura do meu peito, onde aquela corrente havia prendido meus braços, com certeza uma queimadura me aguardava. A pele parecia em chamas, e de uma consistência bem suspeitável. Já não tinha o que fazer... muitos menos agora. Observei um inimigo se aproximando com um grande machado de duas mãos, e a única coisa que passava na minha mente era a minha cerveja. Ah, minha adorável cerveja... Droga... Nem no fim, eu consigo esquecer-la. Acho que não...

Fechei meus olhos esperando a morte, até que...

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH....

Gritos coletivos adentraram os meus ouvidos, seguidos de baques, quedas... Como se, todos os mercenários tivessem sido derrubados contra o solo.

Espiei com um olho aberto e outro fechado. O formigamento havia cessado, todos os mercenários estavam mortos e um casal estava de pé. O garoto mais novo me olhava com uma cara um tanto irritada, e disse.

– QUEM VOCÊ ACHA QUE É...

Me pego pela gola da camisa, igual ao líder dos Judas de Yahweh.

– PRA ENCOSTAR NA LELA...

Ele empunhava uma espada curvada em uma das mãos, e cortando a corrente que me prendia a um mercenário morto, arremessou meu corpo como um saco de trigo contra o bar com a mão que me segurava.

– UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH... – Bati contra a entrada do bar.

– Calma ... Sano...

– CALMA NADA...

Veio em minha direção decidido a me bater novamente. Levantei-me rapidamente, e disse.

– Até mais ver... Arivedercci...

Joguei uma bomba de fumaça contra no chão ... e, antes que pudessem perceber, eu já não estava mais ali.

[Mars Pov Off]

[Sano Pov On]

Uma bomba de fumaça… não é possível.

– Você é um imundo, mercenário.

A fumaça se desfez pouco a pouco, e o homem encapuzado já não estava mais ali. Porem, esse não era o maior dos problemas. Mais a frente a policia da cidade vinha toda reunida. Homens de armadura e capacete incompleto. Carregavam lanças e o estandarte do reino de Ki’zan, porem, eram só soldados comuns.

– fiuuuuu... – assobiou um dos soldados, espantados com a cena.

Eram ouvidos aqui e acolá sussurros incessantes. “Eles acabaram com todos sozinhos...”; “eles são daqui?”;”Forasteiros em Hafrades, e se metendo contra mercenários? São loucos.”

Um homem de mais ou menos cinqüenta anos de idade, montado sobre um tigre albino, e com um brasão azul de Ki’zan no peito disse.

– Nome de vocês, e de onde vieram.

Fiquei completamente desesperado, travei, e não sabia o que responder. Até que a voz doce de Lea encheu meus ouvidos.

– Eu sou Lina e ele é Sardo.

O homem de armadura olhou com soberba voltou a questionar.

– Poderia saber como ambos derrotaram tais mercenários?

– Não fomos nós que derrotamos – Respondi – Um homem, um homem que usava uma roupa toda preta

–Será... Foi ele de novo?

– Sim, foi ele mesmo, senhor capitão... – Um homem com um grande bigode e ilustrando um caneco de um litro e meio saiu de dentro do bar. Era o balconista, e dono do estabelecimento.

– Como sabes?

– Por que esse caneco pertence a ele, e estava bebendo aqui... – Virou o grande caneco escrito em letras garrafais. “M.A.R.S”

– Certo... Todos vasculhem o perímetro. Vocês dois, venham comigo.

Droga... estávamos em apuros? Seriamos presos? Lea me olhou com uma cara de espanto e perguntou.

– Mal saímos de Eurilos e você já me mata dezoito homens Sano? – Sussurou Lea, com um tom um tanto irritado.

– O que eu posso fazer... Eles estavam implicando com você... Eu só queria que eles pedissem desculpas.

– Retardado...

[Sano Pov Off]

[Lea Pov On]

– Retardado... – Eu tinha de assumir o quanto aquilo era fofo. Ele nunca havia demonstrado nenhum afeto alem do normal entre amigos, embora estivesse por perto tentando me proteger quase sempre. Porem era detentor de um ciúme incontrolável e aquilo sempre me encorajava a acreditar no que eu sentia por ele.

O capitão virou de costas, e começou a nos guiar. E sem que ele percebesse Sano foi até o casaco do tal Mars que estava caído no chão, e o vasculhou rapidamente tirando algo de dentro. Não tive tempo de ver para saber o que era, mas em seguida, ele se aproximou cautelosamente e sussurou...

– “Leia...” – Me entregando dois pequenos papeis quadráticos. Voltou-se para o Lider dos soldados e disse – Capitão... Aqui, o senhor esqueceu a capa dele, logo ali no chão.

– Obrigado... Filho... – Disse o capitão. Continuou a cavalgada por alguns poucos intantes, e então, retomou a palavra – Não vejo necessidade de levá-los até a delegacia da cidade. Mas, preciso pergunta-lhes... Viram o rosto dele?

– Não senhor... – Respondi eu e Sano simultaneamente.

– Bem... Logo, vocês não podem ajudar... Assim como qualquer outro cidadão.

– Por quê? – Indaguei ao líder da frota da guarda. –

– Mars... é o nome desse homem... Ou mulher... Ninguém sabe direito... Mas, posso afirmar que ele é um fora da lei.

– O que ele já fez? – Perguntei um tanto curiosamente.

– Assaltou duas vezes o banco central de Hafrades, e distribuiu o dinheiro por toda a zona oeste da cidade, onde estão os ferreiros.

“Um objetivo nobre” – Pensei – “mas, ainda assim era um ladrão...”

– Pois bem... – prosseguiu o bigodudo – podem ir... Tomem bastante cuidado, essa cidade é cheia de mercenários.

O capitão se afastou junto com a meia dúzia de soldados. Olhei para Sano, e vi levar uma de suas mãos até o rosto e em seguida dizer.

– Ufa... Essa foi por pouco...

– Idiota... Quase fomos presos.

– Disse bem... “Quase”... Olhe o que eu te dei.

Abri uma das mãos, eram dois ingressos para o circo de Hafrades. Um nome um tanto compatível qual a cidade “Circo de Ferros e Feras”. E logo no canto, ali, um pouco apagado estava escrito. “Apresentação de Tama, o acrobata”.

– Algo me diz que ele vai estar lá esta tarde...- Disse Sano...

– Algo me da à certeza, Chif...

– Sano... Sua idiota...

– Blablabla...

[Lea Pov Off]

[Tama Pov On]

– Essa noite a plateia esta realmente cheia… Senhor Tama...

– Claro minha querida... Quem iria deixar de ver a atração principal... Eu... Tama, o magnífico – Fiquei de pé sobre a cadeira, dando um salto mortal para traz, e caindo em uma posição de reverencia. Curvei-me perante o nada, uma ou duas vezes, e pude desfrutar dos risos de Liséu.

– HAHAHA... Sempre bem humorado Senhor Tama...

– Obviamente, sempre humorado.

Passei por de trás do palco, espiei pela cortina vermelha, e realmente, estava bem mais cheio que de costume. Coloquei-me a postos, meu show estava para começar.

[Tama Pov Off]

Um acrobata de colan branco se erguia vagarosamente por um elevador de cordas. Ele tinha cabelos loiros quase brancos, uma pele pálida e grandes olheiras. E então, deu-se inicio ao espetáculo.

Um trapézio surgiu no centro entre duas grandes construções que serviam de alicerce para o circo. E lá estava o show, prestes a começar.

O acrobata se projetou em direção ao trapézio. E, no ultimo milímetro, sua mão alcançou a madeira que deixava as duas cordas em paralelo. Ele se balançava para lá e para cá, fazendo as mais diversas manobras, até que outros dois trapézios apareceram, e o do centro subiu vagarosamente. E agora, o tal Tama, poderia se movimentar entre as duas bases livremente. Era um ótimo show, mas as coisas estavam prestes a mudar.

[Tama Pov On]

Meu show era... perfeito... Sem duvida era a palavra para descrever minha apresentação, perfeita. Encarei a platéia por alguns segundos, e... Maldita hora que fui fazer aquilo. Um artefato brilhante me chamava atenção no meio de toda a multidão. O problema não era aquilo me atrapalhar, ou acabar com o andamento das acrobacias. Sim, quem o estava segurando. Era o menino de mais cedo, o tal, Sano.

Continuei meu show, até que tomasse seu fim. A platéia foi esvaziando pouco a pouco, e ambos permaneciam sentados em seus lugares. Eles iriam falar comigo, até que...

– Tama... Venha até aqui... — Disse o apresentador, e dono do circo. – Esse casal quer falar com você pessoalmente.

“Droga” – Pensei no instante – “Eles me descobriram, o que eu faço?”

– Uí.. Uí... Já estou descendo.

O nervoso vinha consumindo cada parte do meu corpo como chama queima a palha seca. Cheguei até perto de ambos, que me encaravam com certo olhas expressivo, eles realmente sabiam.

– É... oi – Disse a menina... – Muito bom o seu show... devo assumir. Se eu soubesse que era você hoje, lá no centro, com certeza pediria um autografo.

“Merda, ela realmente sabe... O que eu faço?”

– Ah... cl...claro... Desculpe, eu realmente não saberia... – Virei para o dono do circo. – Esta tudo bem Marsho... Deixe-nos a sós.

– Sim Tama... te vejo na semana que vem !

–Até... Marsho... – Virei para ambos, com um tom desesperado – Por favor, não me entreguem a policia... Vocês vão acabar comigo.

Coloquei a mão sobre o peito do rapaz.

– Nossa... que peitoral....não, pera... POR FAVOR... Não façam isso...

– Não iremos fazer nada... – Disse o garoto de cabelo grande. – Queremos sua ajuda...

– Minha ajuda? ... Pra que?

– Vem conosco, ou ... vai para a policia.

– E tenho eu outra escolha?

– Fuja, mude de nome, saia desse continente... Suicídio, qualquer coisa...

– Haha... Muito engraçado em... Quer virar palhaço do circo?

O garoto armou o punho para dar-me um soco. E antes que ele pudesse perceber, estava atrás dele, com uma faca em sua nuca.

– Não pense que vai ser tão fácil...

– Nem você... – Disse a menina, que detinha para mais de quinze pontais metálicos totalmente afiados contra as minhas costas. Esses pontais vinham de correntes que iam até de baixo do seu kimono violeta. – Um passo, e morre.

– Vocês sabem convencer uma pessoa...

– Vem conosco?

– E tenho eu outra opção... Lindinho...?

Realmente era muito perigoso. Mas, algo me dizia que com aqueles dois... eu conseguiria toda a emoção que sempre busquei. Hafrades já tinha dado o que tinha que dar... Novas perspectivas, uma nova vida.

– Então... o casalzinho vinte... namora?

– NÃOOOO!!! – Disseram juntamente

– AHAHAHAHA....

[Tama Pov Off]

Foram até Gonzo, nos limites da cidade. Lea foi a primeira a subir, depois Sano, e Tama disse.

– Não vou subir nisso...

– Larga de ser fresco... Seu idiota.

– Ta... só vou subir por que vou segurar na sua mão.

Tama deu uma piscadinha de leve. Ele não cansava de perturbar Sano.

Agora, o novo trio de amigos estava um pouco mais próximo do seu objetivo. Só um pouquinho. Próxima cidade, Umero... A cidade morta.

Notas finais
Eae meus amigos e amigas... Gostaram ? Curtiram o novo companheiro de equipe da Lea e do Sano? deixem seus comentários ai, pra eu saber mais ou menos como vocês estão enxergando toda a trama. Adoro quando tenho essa interação com vocês. Beijos e abraços... Até a próxima!