A Ultima Criação
7 Missão II
Notas iniciais
– Então, o que acha? – Disse Sano, dando algumas voltas em frente ao espelho, observando sua nova roupa.
– Hmmm... até que ficou bonitinho... – Disse Tama, levando uma das mãos até o rosto, e apoiando-o sobre o punho serrado. – Um visual um pouco retro, devo assumir, mas fica muito bonito em você... Agora tira...
– Tirar para que? – O jovem U’tera olhou embasbacado para Tama, sem entender o pedido do companheiro.
– Ora... tenho que fazer um Check-Up sem a roupa... não é? HAHA.-
– Sai daqui TAMA!... – Fechou a cortina do provador um pouco vermelho – Essas suas viadagens ainda vão me fazer ficar puto com você...
– Tudo balela, não minta, sei que você adora...-
A cortina do provador ao lado se abriu revelando Lea, agora se vestindo diferente.
– Um pouco melhor agora? – Praguejou a menina batendo ambas as mãos contra as cochas. Seu cabelo azul combinava perfeitamente com o violeta dos detalhes em seu vestido negro. E a pequena faixa cinza que servia como cinto, prendia o vestido da Himbrael um pouco abaixo dos seios.
– Uma outra mulher, não acha Lea? – Indagou o mercenário – Realmente, talvez ele possa te....
Lea avançou contra o beberrão como um tigre avança sobre a presa. Ambos rolaram pelo chão, a menina, tentava tapar a boca de Tama para que não pudesse completar a frase. Sem duvida, ele iria tirar proveito da situação para que ela se sentisse envergonhada em frente a Sano. E por falar nele, lá estava o garoto observando a grotesca cena. Lea, com ambas as pernas sobre o dorso de Tama, e com uma de suas mãos tapando-lhe a boca.
– Lela? – Olhou Sano sem entender muito o que estava acontecendo – O que esta acontecendo?
A pele branca da menina fora tomada por uma coloração vermelha tendendo ao rosa. Como se estivesse corrido uma maratona. Olhando para baixo, ela tentou construir uma frase para explicar.
– San... Sano... é ..que... bem... eu ... posso... – E de súbito, Tama a interrompeu.
– HUHU... OBRIGADO LEA... – Se achegou perto da menina, abraçando-a como um companheiro de bar... – Talvez se aquela abelha tivesse me picado... UHHH... Nem sei onde estaria agora... Você salvou a minha vida ... – Encheu a mão e desferiu um tapa seco no centro das costas da garota, em ato de gratidão.
– AHHH... Sim, era só uma abelha não é lela? – Indagou Sano, levando uma de suas mãos a cabeça e exibindo aquele sorriso inocente que sempre carregava nessas ocasiões.
– Ér... bem... Sim... Mas, então Sano, já... escolheu... –
E novamente ela tomou a coloração rosada ao observar como Sano estava diferente usando aquelas roupas. Tratava-se de uma blusa de manga cumprida gola “V” de algodão cru, abaixo de um colete de couro marrom e calças parecidas com a de Tama. De uma espécie de tecido envelhecido com tons escuros. Mãos passavam em frente aos olhos de Lea, que permaneciam vidrados no nada.
– AHHHHHHH ABELHA!!! – O amigo mercenário pulou sobre Lea, para que impedisse o vexame novamente. – Me salva Lea... Me SALVAAAA!! ... Ahh Obrigado... – Levantou ajeitando a calça presa por suspensórios até os ombros. – Salvou minha vida denovo.
– AHHAHAHA... Sim, Claro TAMA! – Disse Lea dando o mesmo abraço que havia recebido. – Essa foi por poucoooo!! OHOHOHO... – E o tapa no centro das costas veio em seguida. – HOOHOHO... Vamos ali... Tomar um ar fresco, não é? – Ambos se dirigiram a porta, fechando-a na cara de Sano.
– Eu hein.. Que porra foi essa? – A cortina se fechou novamente, o menino ainda precisava colocar as botas. O caminho era longo, muito longo. Eles tinham de cumprir a missão, precisavam chegar até Úmero.
Após alguns minutos, o bisão gigante já estava na porta da casinha que se destacava ao cume de um pequeno morro. A placa pendia sobre o portal estava escrito “Alfaiate Tom”, e um senhor já de idade saiu portando uma bengala em mãos para falar com o nem tão homem assim, Tama.
– Foram quinhentos e vinte e seis Kruks (K$526)... Qual vai ser a forma de pagamento dessa vez, Tama?
– Ora, Ora Tom... Parece que não me conhece... Pagarei ao fim do mês, coloque na minha conta.
– Tama... Se isso for para a sua conta novamente... você não ira pagar. Não minta pra mim moleque... – Tom apontou a bengala para o mercenário. Onde ficava um pequeno apoio de plástico para não desgastar a madeira em atrito com o solo, abriu-se um pequeno buraco. Na empunhadura um gatilho secreto fora revelado, o senhor mirou entre a testa de Tama, e destravou a bengala. — O dinheiro, ou a sua vida... Moleque.
– Isso é quase um assalto sabia? – Sacou um pequeno saquinho de moedas. Lançou em direção ao homem – Fique com o troco... Até mais ver.
– Venha Sano... Suba...
– Ok... Vamos... – Sano subiu em cima da cabeça de Gonzo, pegando um chumaço de pelos do bisão de um pequeno assobio, e o grande animal entrou em trote. Tama se aproximou o suficiente, até os ouvidos de Sano...
– Um pouco mais rápido, por favor – Sussurou
– Ok... – Puxou um pouco mais forte o punhado de pelos e Gonzo entrou em velocidade máxima, descendo a ladeira como se estivesse fugindo de algo. Até que, a alguns bons metros de distância, Tama iniciou um contagem.
– 3...2...1... – Deu um leve sorriso.
– TAMAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!! VOCÊ ME PAGA!
– O que você fez Tama? – Lea olhou espantada enquanto ouvia disparos sobre a montanha.
– Não podia dar nosso único dinheiro pra ele... Dei um pequeno saquinho de pedras com alguns Kruks em cima. O peso era similar a quantia estimada. Acho que só agora o velho Tom abriu o saco... HIHIHI...
– Tinha que ser... Então... Indo ao que importa... Trocamos de roupas, e agora... Podemos ir até Úmero, sem chamar muita atenção?
– Sim, sim... Mas... Preciso alertar a vocês.
– O que foi agora Tama? Mais surpresas? – Perguntou Sano dobrando uma de suas mangas até mais ou menos o cotovelo.
– Sim e Não... Não sejam feridos... só isso.
– Como assim?
– Sendo assim, oras... Vocês entenderam um pouco melhor quando chegarem lá...
Passaram-se algumas boas horas de estrada, o grupo de amigos ia se aproximando da tão estranha cidade dos mortos.
– Não vamos chegar não, Tama? – Disse Lea bocejando.
– CALA A BOCA! – Sano e Tama exclamaram em conjunto. – Você dormiu a viajem toda....
– SHH... vocês falam muito alto... – Lea puxou os longos pelos de Gonzo, e se cobriu, voltando a roncar – ZzZzzZ...
– LEAAAAAAAAA!!! ACORDA! – A menina sequer respondeu.
– Estamos perto, Tama? – Perguntou Sano, desistindo de acordar sua amiga.
– Sim Sano... Na verdade... Olhe – Apontou Tama.
Ao subirem um pequeno morro, alguns bons metros, era possível perceber uma cidade um tanto quanto macabra. A começar por seus muros, que na verdade não eram muralhas. Grandes grades circundavam toda a cidade que tinha um aspecto hexagonal. Os campos que antecediam toda a fortificação em frente a cidade, era na verdade um grande cemitério, e uma nevoa esverdeada tomava conta daquele espaço onde jazia os mortos.
– BI-ZA-RRO... – Disse Sano com um cara descrente. – Ta, ai a gente veio pra cá, pra resolver o problema desse pessoal? – Gonzo estava um pouco assustado ao passar pelo cemitério que antecedia a cidade.
– Sim Sano, viemos... Seremos pagos pra isso... não é? – Tama fez uma cara de idiota, respondendo a pergunta do jovem U’tera. Em seguida, Lea levantou e pois uma de suas mãos sobre a boca.
– Uoahhhhhh! – bocejou – Já chegamos Chif?... Onde esta... AHHHHHHHHH!
Como um gato fugindo de um cão, Lea foi em direção a Sano, se enrolando entre seu colete, abraçando-o como ela sempre fizera quando estava com medo.
– On...on...onde estamos... Que lugar é esse? – Disse ela escondendo o rosto e semi-serrando os olhos.
– Calma Lela... Estamos chegando a Úmero... — Sano puxou o queixo dela, ambos trocaram olhares e ele sorriu um breve sorriso torto que revelava seus caninos pontiagudos. Lea corou um pouco, ele começou a fazer carinho na nuca da amiga, e ambos esqueceram que Tama estava ali por um momento. Até, que ...
– Vamos Gonzo, tudo vai ficar bem... Estou aqui com você... – Tama estava sobre a cabeça de Gonzo, fazendo carinho sobre a moleira do animal como se fosse uma lagartixa, contorcendo-se. – Uhm...Uhm...Uhm... me beija Gonzo...
– GONZO!!!! – O Bisão remexeu a cabeça num solavanco fazendo Tama cair de bunda na estrada. Lea e Sano desfrutaram daquela cena e riram.
– EIII... Gonzo... Me espera...
O bisão já estava se aproximando dos portões da cidade dos mortos que se abriu subitamente para a entrada dos forasteiros.
Do lado de dentro, dois guardas pararam a comitiva de “mercenários”. Ambos embasbacados com a presença do grande bisão gigante, provavelmente nunca ouviram falar de tal animal. Aproximaram-se a passos lentos, o ranger de metal de suas armaduras era audível a todos no recinto. Usavam, botas de metal, com calças de couro indo de encontro até a parte de cima da armadura, que contava com um grande peitoral e capacete incompleto. Carregavam também lanças maiores que seus corpos, e ambos pareciam exauridos, como se não dormissem há dias.
– Posso ajudar senhores e senhora?
– Viemos para... Passar um tempo na cidade... – Disse Tama, saltando de Gonzo.
– Sim... Vocês vieram... e eu sou Timmy a foca, e esse é leopold o Leão... Somos do circo de Hafrades, e estamos esperando nossa comitiva. Agora, dê meia volta e saiam.
– Não... – Disse Sano, tomando partido.
– Esta contrariando as autoridades, moleque insolente?
– Estou dizendo como qualquer viajante, que quero tomar estadia nessa cidade...
– E o que leva a você crer que pode permanecer aqui? Essa cidade é maldita, vá embora... É para o bem de todos vocês.
– Temos ciência disso senhor... – Falou ríspida, a garota com vestido – E por isso queremos permanecer aqui.
– São mercenários? – Disse o guarda que estava mais ao longe.
– Não seja tão mal educado... Apenas vivemos para ajudar as pessoas em troca de dinheiro... – Ironizou o ex-trapezista do circo de Hafrades. – Nada demais, não é?
– Não mesmo... – Disse uma voz feminina – Mas, se temem por suas almas... Acho melhor irem embora... Escutem os bons homens, eles estão aqui desde antes de mim.
Uma sombra tomou forma sobre o grupo de amigos. Fora possível identificar uma botina marrom, e um grande macacão jeans no corpo de uma menina um tanto quanto incomum. Ela havia saltado de cima do portão principal, e caído com maestria em frente de Tama. Carregava em sua face expressões delicadas, se não fosse por uma pequena linha azul tatuada abaixo do olho direito e um cabelo rosa choque raspado dos lados. Usava ainda um piercing no septo, na boca, e vários furos na orelha esquerda. Encarou de baixo os olhos de Tama, que se punha acima da cabeça da menina.
– Vá embora... Maricas... – Disse ela, cuspindo.
– Olha, temos um menininho aqui... — Zombeteiro foi o loiro, que deu de costas a garota.
– Como quiserem... Bem-vindos então... Podem entrar! – Disse à menina que portava uma aparência um tanto peculiar. – Sobrevivam a essa madrugada... se conseguirem.
– Senhorita Sophy, tem certeza? – disseram os guardas.
– Sim... Eu mesma irei supervisioná-los. Podem deixar... Homens.
– Mas, senhora... – A garota interrompeu
– Sem mais perguntas... Entendido? — Os guardas deram um passo para trás – Podem seguir... Forasteiros.
A garota olhou para Tama, nos olhos, e deu de costas com desdem. Saltou para um dos telhados, como se seu peso não fosse nada. E continuou sua trajetória até se perder entre o emaranhado de casas.
– Fiiiiiiiiiiiiiuu – Assobiou o mais velhos entre os amigos, vulgo Tama. – Essa ai tem personalidade... Pareceu não gostar muito de mim... Não é?
– Um pouco normal, não é Tama? – Sano deu alguns passos até os guardas. – Viemos aqui para tentar resolver os problemas da cidade. Não viemos, por nenhum outro motivo... E sim, somos mercenários... A mandado dos Monarcas.
– Tudo bem... Hab tem mandado homens para cá nos últimos quinze anos. E desculpem a senhora Sophy... Ela tem um temperamento um pouco explosivo.
– De senhora ela não tem nada – Cruzou os braços Tama, olhando com deboche para o homem que falava.
– Ela é a filha do prefeito dessa cidade... E bem, deixou de ser uma Lady quando completou quinze... Acho que, devido às circunstâncias... a noite, vocês podem procurar abrigo na igreja como todos... vocês irão precisar... Afinal, devem ser os primeiros a vir nos últimos três anos.
– Mas Hab não tem mandado homens nos últimos anos... ?
– Sim... tem, a ultima comitiva chegou a três anos... e não voltaram. Logo, ele não mandou mais ninguém... Eles... se tornaram um deles.
– Um deles? Do que você esta falando senhor?
– Deles... dessas coisas que vem pela noite... Zumbis.
– Então era verdade... – Disse Sano olhando para Lea...
– Claro que era verdade... Mas, ninguém nunca conseguiu solucionar a causa dessas incursões todas as noites. A cidade esta diminuindo a cada dia... Hoje somos em média quatrocentos habitantes... E perdemos homens todas as noites.
– Homens? Só homens?
– Geralmente sim... – continuou o guarda – Não entendemos o porquê, mas essas coisas, essas coisas levam os homens... e matam... As mulheres. – Subitamente, uma lágrima caiu dos olhos do guarda que estava falando. – Por favor, nos ajude se puderem... Minha Clarisse... Ela... Ela... – Ele não agüentou e se apoiou no ombro do amigo. Debulhou-se em lagrimas enquanto tentava recuperar as palavras. O companheiro do primeiro guarda fez um gesto com uma das mãos indicando que o grupo podia seguir caminho. O sol já estava se pondo. Faltava pouco para noite.
Ao passar pelas ruas, crianças se recolhiam em suas casas. Mães fechavam as janelas, homens amolavam seus tridentes de revirar feno, e os filhos mais velhos acendiam as tochas. Estavam se preparando para uma guerra, ou para enfrentar alguma coisa. Enquanto o grande bisão passava por entre os paralelepípedos e as construções de tijolo, as famílias se conglomeravam em frente uma grande igreja. Era um grande templo para a adoração do anjo Mig’el. Uma grande estatua do Arcanjo se sobrepunha em um chafariz de frente para os portões principais da grande catedral, que era no mínimo gigantesca. E, a frente da multidão, uma voz era ouvida.
– Cidadãos de Úmero... É chegada mais uma noite... Mulheres, por favor, adentrem a igreja... – As mães de família beijaram de súbito seus maridos chorando, dando-lhes um abraço como se fosse o ultimo. E seguiram uma freira que as conduzia para dentro da catedral. – E homens... Hora de honrar seus títulos como patriarcas e primogênitos de suas casas. Defendam suas mulheres e sua cidade... Pois a noite se aproxima...
Os animais estavam sendo conduzidos a um grande celeiro logo perto da catedral. Um senhor, com seus oitenta e poucos, perguntou ao grupo caridosamente.
– Sei que bisãos não são dos melhores meios de transporte... Mas, esse me parece ter saúde... E seria uma pena perde-lo... Posso, colocá-lo juntos com os outros animais?
Sano olhou para Lea, que olhou para Tama, que olhou pra Sano denovo. Todos concordaram com um mexer de cabeças.
– Sim senhor... Cuide bem do Gonzo...
– GONZOO!!!
O velho homem deu um singelo sorriso, e levou a criatura gigante até os outros animais de carga que se mantinham no celeiro.
E repentinamente um grande Sino soou da grande catedral. A mulher balofa e rosa como um porco tomou a palavra novamente.
– Começou ... Que Yahweh esteja com todos, e o anjo Mig’el também!
Correu entre seus sapatinhos para dentro da igreja... E um homem começou a falar.
– HOMENS! – Disse um sujeito mal encarado, com uma barba serrilhada salpicada de grisalho, carregava em umas das mãos um grande tridente de revirar feno, e n’outra uma tocha. – A NOITE CAIRA COMO O ESPERADO... – Continuou o discurso, gesticulando excessivamente. Sua roupa desgastada, abaixo de um macacão marrom e botas de couro, revelavam sua origem proletária... Era apenas um fazendeiro da região de Uméro. – E ESTA CIDADE... VIRARA O PRÓPRIO INFERNO.
Um nevoeiro denso caiu sobre as ruas que ligavam ao grande templo. O ultimo dedo iluminado de raio solar havia se extinguido sobre suas cabeças. Gemidos começaram a ser ouvidos por toda a parte, e figuras negras se contorciam por entre as vielas. Sano, Lea e Tama foram em direção a multidão colocando-se a par do conglomerado, o mais longe possível para observar a situação. Tama vislumbrou sobre a catedral a menina de antes, a tal Sophy...
– No final das contas, ela não é tão Senhora assim... – Apontou para a garota que permanecia onde estava o sino, que havia soado momentos antes. – Pois bem, não sejam feridos... estão entendendo ? – Voltou-se para Lea e Sano. – Temos de sobreviver essa noite, e então, iremos ver o que faremos. Sano e Lea, permaneçam juntos, entenderam? – Ambos concordaram com a cabeça.
– E você Tama? – Indagou Sano um pouco preocupado com o amigo.
– Eu irei me virar... Vamos nos concentrar em ajudar os cidadãos. Sem eles, não conseguiremos pistas. Sabemos que mulheres não são levadas, apenas homens. Então Lea... Cuidado... não queremos uma menina tão fofa de cabelo azul virando comida de Zumbi... Confio em vocês dois. Formem uma linha de frente, afunilando os zumbis até a estatua... Depois de vocês, eles terão de chegar até mim... e só assim chegaram até os aldeões... Ok? No três...
– Um...Dois... – todos se entreolharam e repetiram ao mesmo tempo. – TRÊS!
E foram em direção as sombras que se aglomeravam a frente dos aldeões. Estavam distante, mas aquela noite seria no mínimo muito agitada. E sem duvidas, todos deviam sair vivos para poder solucionar o grande mistério por de trás de Úmero.
E de preferência... Vivos.
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