A Twist of Life
1 Prólogo
Notas iniciais
Sou Lucy Fellys, uma menina Americana de 16 anos. Tinha longos e volumosos cabelos negros, alguns acham que eles são pintados, mas eles já nasceram profundamente pretos, que iam até a minha cintura. Minha face naturalmente arredondada e pálida, lábios cheios e rosados, olhos azuis escuros marcantes, meu corpo pálido delgado e curvilíneo. Eu sabia que era bonita.
Eu tinha papai. Ele era um rico empresário do ramo da fabricação de joias. Se chamava Jordan Fellys, tinha ondulosos cabelos negros, uma face pálida fina, olhos azuis claros como em um dia de verão.
Eu tinha mamãe. Ela era uma famosa atriz e modelo chamada Helena. Ela tinha lisos cabelos pretos na altura dos ombros, a face arredondada e branca como a minha. Olhos azuis da cor da noite.
Papai e mamãe eram nórdicos. Que viajaram aos EUA assim que casaram, e depois tiveram filhos.
Eu também tinha minha irmãzinha mais nova, Maggy. Ela tinha 10 anos, um rostinho bem branquinho, olhos grandes e azuis que brilhavam gentileza e curiosidade, uma boquinha miúda e rosada. Seus cabelos ondulados escuros caiam em cascatas ao lado se seu rosto.
E meu irmão gêmeo Jonathan. De cabelos negros como os meus, em corte emo, face pálida e olhos profundamente azuis escuros, que brilhavam sarcasmo. Sua boca era cheia e rosada, um sorriso desinibido sempre pairando por ele.
Tinha um lindo namorado, eu era apaixonada por ele. Ele fora meu primeiro amor, o garoto por quem eu confessei meus maiores medos, de solidão, de traição, de que quando uma pessoa trai a outra, é por que não a amava mais. Era o garoto por quem ela contara seu maior sonho de ser modelo internacional, como sua mãe. E ele sempre a apoiara. Ele era lindo. Cabelos loiros e olhos verdes, que continham força. Lucas. Lucas Kersten. Minha ilusão.
E uma melhor amiga, ela era isso dês do primário, aos seis anos de idade. Sempre nos demos bem. Ela era aquela com quem me confessava e me dava apoio e eu a ela. Eu a amava. Ela era tudo. Seus cabelos e olhos castanhos gentis e aquele rosto bronzeado. Molly. Molly Satssy. Meu erro.
Eu morava em um condomínio de Luxo em Londres, em uma mansão de dois andares do estilo século 18, com pedestais, adornos, uma porta dupla de entrada e muitas janelas adornadas.
O piso da casa era de mármore, a maioria dos cômodos com paredes brancas, adornos floreados enfeitavam os moveis da cozinha e banheiro.
Dentro da casa, meu cômodo predileto era meu quarto. Ele era simples, mas grande. Um closet preto, uma cama rosa, um balcão preto, paredes rosas, piso e cortinas pretas, mesa rosa, Computador próprio, cadeira de rodinhas preta. Meu quarto era lindo, tudo o que uma menina poderia querer. Eu era feliz.
A minha vida era perfeita... Até esse dia. O dia que seria suposto para ser o melhor, a realização do meu maior sonho, virar uma modelo internacional.
Era o dia de fazer o teste, e foi nesse dia em que tudo mudou. Meu céu, virou meu inferno.
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O alarme disparou.
Acordei agitada, meu coração aceleradamente forte em meu peito. Hoje é o grande dia, tudo o que eu mais sonhei por toda minha vida se realizara em poucas horas. Estava ansiosa dês de que recebi a mensagem da minha convocação para o teste. Pulei da minha cama, ela era grande e rosa.
Levantei-me e fui para o espelho. Tenho essa mania de ficar me encarando assim que acordo. Não sei explicar. Eu estava com meu cabelos bagunçados, apenas de calçinha, sutiã e uma camisa de seda preta me vestindo. Em contraste com minha pele clara, olhos azuis e cabelos negros. Sorri, eu sabia que era linda. Tudo o que uma menina gostaria de ser.
Depois de ficar por cerca de 5 minutos diários me encarando, e considerando-me uma narcisista, peguei meu nécessaire e roupas. Quinze minutos depois estava pronta, vestida em uma skinny preta, regata de oncinha e allstar cano alto preto. E em cinco minutos já avia passado rimel, blush e gloss.
Desci as escadas correndo. Ao chegar a cozinha, encontrei meu Nescau já pronto em cima da mesa, e tomei em um só gole. Podia ouvir a buzina do carro lá fora. Olhei meu relógio. Eram 8horas. Sai correndo e tranquei as portas da mansão.
Desci as escadas, e vi o carro. Era um Vectra preto. Simples. Papai estava no carro tocando a buzina.
– Já vou! – gritei, na esperança de fazê-lo parar de tocar a maldita buzina.
Uma voz gritou de dentro do carro. E eu corri para a porta traseira esquerda do carro. Abri-a e entrei.
– Esta atrasada – Disse Jonathan sonolentamente.
– Eu sei Respondi – fingindo estar irritada. Jonathan riu.
– Pronta filha? – Perguntou mamãe, docemente – Hoje será o grande dia! Esta animada?
– Sim!! – Respondi, não podendo esconder a euforia e ansiedade da minha voz e senti-me corar. E todos começaram a rir. Eu estava feliz. Mas um pensamento me perturbava. Eu não contara a Lucas que iria fazer o teste hoje e ele ficaria triste em não ter sabido. Peguei meu celular do bolso e liguei para ele, deu caixa postal, liguei de novo, caixa postal, tentei mais três vezes e deu na mesma. Acabei dando um involuntário gritinho de frustração e Jonathan levantou uma sobrancelha para mim.
– O que, que deu? – perguntou ele, me encarando. Seus lindos olhos azuis escuros nos meus.
– Lucas não atende – soltei o ar – Ele ficaria triste se eu não contasse a ele sobre o teste...
– Não liga – Jonathan falou suavemente, mas eu não queria ouvi-lo – Ele não presta maninha.
– Não fale assim dele... – Comecei. Mas papai limpou a garganta me interrompendo.
– A casa dele é na próxima esquina Disse papai, pausadamente – Só que se nos irmos por lá teremos que ir na contramão.
– Por favor, papai! – Pedi, podia sentir meus olhos iluminarem-se.
– Ok – disse papai, entrando na esquina com o carro – Cinco minutos e eu busco você de lá arrastada.
– OK!!! – Inclinei-me dando beijos no rosto de papai Prometo chegar rapidinho!!
– Ele não presta Luh... – Ouvi Jonathan falando suavemente, mas ignorei.
Dois minutos depois estávamos na frente da casa. Desci do carro e corri para a porta da casa. A casa ela simples, dois andares, branca, estilo século 19, com adornos aleatórios. Bati na porta, ela era castanha, com entalhes de rosas. A irmã de Lucas atendeu. Não sabia o nome dela, mas tinha o mesmo cabelo, olhos e formato de rosto, e, pela aparência, tinha 13 anos. Eu praticamente ignorei-a. Ela estava com um olhar assustado no rosto, e eu corri pela porta, subi as escadas e cheguei ao quarto de Lucas.
Eu estava cansada e feliz, imaginando a resposta dele, ele sempre me incentivou, não via a hora de conta-lo.
Abri a porta, devagar e sem barulho, planejando plantar um susto. Dei passos silenciosos pelo quarto. E eu ouvi. Gemidos e Ruídos. Dei mais passos. O barulho aumentou. Dei mais um passo e visualizei a cena. Meu coração se quebrou. Senti-me oca, pairando entre o vácuo. Sem chão. Presa. Muda. Lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos e a visão ficou embaçada. No grande quarto azul, branco e preto de Lucas, na cama de Lucas, estava Lucas, aos beijos, com minha melhor amiga. Molly. E ela, como se notasse minha presença deu um grito e ele se virou.
Seus olhos se arregalaram e me fitaram. Estavam sem expressões. Como os meus.
– Eu posso explicar... – Lucas pareceu encontrar sua voz – Ela...
– Eu? – Molly soava indignada – Foi...
Eu balancei a cabeça.
Não quero ouvir explicações cortei-a, encontrando minha voz, as palavras corriam frias e por vontade própria, me virei para Lucas, encarando seus olhos verdes que outrora eu amara, agora, não sentia nada, mas ódio crescia Você sabe sobre a minha opinião sobre isso. Virei-me e corri para porta a fora, lagrimas borrando minha visão e manchando a maquiagem. E corri...Corri... A casa passando como um borrão pelos cantos dos meus olhos, minha visão embaçada. Quando percebi já estava na porta. Sequei as lágrimas apressadamente com as mãos e fui em direção ao carro.
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Mamãe virou-se para mim quando entrei no carro.
– O que aconteceu? – Seu tom era preocupado. A voz de Lucas soou novamente em minha cabeça... "eu posso explicar"... A voz da Molly... "Eu?"... Balancei a cabeça, tentando afastar as memórias.
– Nada – Respondi. Minha voz tremeu – Nada...
– Lucy... – Começou Jonathan gentilmente, virando para mim.
– Você também? – Perguntei e abaixei a cabeça, ele estava certo o tempo inteiro, eu não o ouvira, e eu estava sendo muito áspera.
O carro virou para a esquerda, quase me jogando em Maggy... Se eu não estivesse de cinto... Eu cairia nela.
– Filha, o que aconteceu? – Perguntou papai, soando preocupado.
– Nada, já falei – Eu disse, tentando esconder as lágrimas que se formavam novamente em meus olhos – Papai? – Chamei.
– Sim? – Ele respondeu.
– Mamãe? – Chamei também, as lágrimas já não eram mais escondidas e soluços atrapalhavam minha pronuncia.
– Sim filha? – Ela respondeu, seu tom preocupado, virando-se.
– Joh, Maggy... – Mais soluços e lágrimas saiam de mim.
– Lucy... – Jonathan começara a falar, seu tom de voz claramente preocupado.
– Eu amo vocês – falei, soluços e lágrimas saiam de mim, me sentia perdida, procurando algo em que me agarrar – Amo todos vocês...
– Eu também amo – Maggy respondeu docemente e apertou minha mão com a sua – One-san – Ela sorrio para mim, seu lindo sorriso enchendo-me de luz, era tão brilhante...
– Nós todos te amamos, filha – Disse papai – Para sempre.
– Para sempre? – Perguntei, e levantei a mão ao rosto, notavelmente tentando secar as lágrimas. Jonathan acenou.
– Para sempre – Mamãe disse. Sua voz era tão doce... – Nós sempre a amaremos.
– E a one-san não precisa chorar – Disse Maggy, apertando forte minha mão. – Mesmo não estando mais aqui, sempre a amaremos.
Ela sorriu... Meus pais estavam sorrindo... Maggy estava... Jonathan estava... Eu estava... Calor encheu-se em mim... Alegria... Felicidade... Tanto amor... Até que... BUFHT.
Num piscar de olhos... Escuridão... Pisquei... Estava tudo escuro... Pisquei novamente... Senti meu ombro molhado e abri os olhos... Virei-me... Maggy... Sangue... Maggy... A voz dela soando em minha mente... "E a one-san não precisa chorar"... Seu sorriso... Tentei olhar para frente... A voz do papai... "Nós todos te amamos"...Mamãe... "Para sempre"...... Lágrimas? Sangue? Já não sabia mais, estava escorrendo pelo meu rosto... Jonathan falava em minha mente..."Lucy"...... E tudo apagou.
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