A Trouxa

6 A Floresta


Notas iniciais
Hey, people! Mais um capítulo para vocês. Esse é o menor deles, por isso peço desculpas, mas espero que gostem bastante!

Quem apareceu da floresta era um professor de Hogwarts, o que nos deixou seguros no momento. Arthur não soltava minha mão desde quando ele se tinha se livrado da Chimeara que me atacara, e eu não me importava com aquilo no momento. Ele se importava comigo e o professor garantiria que chegaríamos salvos, o que me deixava tranquila e sem preocupações.

Eu me sentia protegida de todas as formas possíveis, mas gostaria de ter feito algo para ajuda-los. Me sentia na obrigação de fazer algo para compensar e me sentia culpada por não conseguir fazer com que eles sentissem que poderiam contar com a minha ajuda também. Eu não era dotada de magia e, se algo acontecesse a aquele grupo, eu não me perdoaria.

A culpa viria instintivamente em minhas emoções. Eu, uma trouxa, sem magia, não deveria embarcar para Hogwarts. O mundo bruxo, para uma pessoa comum, era algo inalcançável, e deveria permanecer assim pela segurança de todos, principalmente a minha, que não tinha como me proteger de algo como a que estávamos passando.

A minha vontade de ser diferente e a minha teimosia poderiam causar a morte de quatro pessoas, além de mim mesma. Eu precisava de um plano para que todos saíssem vivos e seguros, sem o uso de magia ou de locomoções mágicas. Contudo, o professor já tinha um plano formulado, direcionado pela própria diretora, e que daria mais certo do que qualquer outro plano que eu conseguisse formular.

“Não vamos mandar outro veículo de locomoção, as Chimearas podem tentar invadir novamente. O plano indicado é procurar um lugar seguro e aparatar nas redondezas de Hogwarts.”

Resolvemos ir a um campo que não possuía árvores, mas que era difícil de encontrar. Cada grupo, administrado por um professor, deveria ir para um lugar diferente. Essa regra nos protegeria dos monstros a espreita de nossos passos.

Teríamos que andar mais do que já havíamos e, no pouco que fizemos, Chimearas gigantes vieram nos atacar. Eu não estava muito confiante com essa proposta do professor, mas me senti mais segura do que antes. A ideia de ter que sair pela floresta procurando por um campo aberto, no meio da noite, com animais esperando por nós, era responsável pelo meu profundo desagrado.

Arthur percebeu a insegurança que meu corpo esbanjava naquele momento. Como o cara atencioso que era, ele apertou minha mão contra o peito dele e olhou em meus olhos, provando que tudo ficaria nem e que eu não deveria me preocupar com nada. Eu sabia que ele estaria perto de mim quando eu precisasse e, tudo o que eu desejava, era poder fazer o mesmo por ele.

Andamos por alguns minutos, algo faltava em minha bagagem. Minha consciência não parava de gritar o quanto eu esquecera algo, o quanto precisava revisar meus pertences. Quando o grupo parou para descansar, essa foi a primeira coisa que fiz. O único malão que havia levado comigo, estava leve, sem roupas e sem o importante integrante da minha mais nova vida.

“Fred, Fred! Eu esqueci do Fred no vagão! Precisamos voltar ao trem agora, o Fred continua naquele trem sozinho, quem consegue saber o que aconteceu com ele? Eu preciso vê-lo e protege-lo.”

Eu o havia colocado nisso, seria muito simples tê-lo colocado de volta em minha bolsa e o levado para o mundo bruxo novamente, mas eu resolvi mantê-lo para mim. Fui egoísta, pela primeira vez em minhas atitudes no mundo bruxo, e deveria começar a reparar os danos causadas pelo meu comportamento.

Eu não poderia determinar a ação do grupo, mas poderia determinar a minha ação. Eu sabia que alguém voltaria por mim no vagão, eu não estaria sozinha por muito tempo, então resolvi voltar. Indiquei que terminassem o caminho até o campo sem mim e que não me esperassem, eu precisava buscar meu pequeno Knarl.

Se eu, um ser humano, por mais que sem mágicas, estarão sofrendo pelo fato de monstros estarem a solta e enfrentando cada ser vivo em seus caminhos, eu imaginava um pequeno animalzinho preso em uma gaiola. Ele não teria para onde fugir ou se esconder, não teria forças para lutar e a mínima chance de sobreviver. Eu voltaria pelo primeiro amigo que realmente tive e o único animal que meu pai realmente gostou, por mais que tenha destruído parte de nossa sala.

Soltei a mão de Arthur e corri em disparada pelas árvores procurando um sinal do Expresso deixado para trás, mas eu não o encontrava. Procurei por horas e a cada passo que dava, ficava mais difícil continuar. A temperatura estava baixando e eu não possuía meios de me proteger da natureza e das Chimaeras. Continuei procurando até não haver mais oportunidades, até perder as esperanças de encontra-lo.

Eu havia falhado, mais uma veze, com as minhas convicções, meus deveres e com meus quereres. Por mais que quisesse encontra-lo, eu não conseguiria, não aguentaria. A floresta parecia ficar cada minuto mais densa e mais perigosa, mas eu não me importava. Tudo o que passa pela minha cabeça, naquele momento, era como eu havia falhado consideravelmente.

Me sentia completamente perdida, sem o grupo que seria salvo e sem me bichinho de estimação que tanto amava. Acabaria com nada, da mesma forma como comecei, mas pelas garras de um animal que, com certeza, me vigiava.

Minhas pernas latejavam, como eu nunca havia sentido antes. Minhas costas estavam corrompidas pelo tempo de sustentação corporal. Eu estava perdida e sem chances de identificar onde estava. Me deitei na grama esperando algum sinal do expresso, como a fumaça do motor ou alguma peça do trem no meio da floresta, mas não encontrei nada.

Esperava que Arthur aparecesse para me salvar como ele fizera duas vezes antes. Pensava naqueles olhos castanhos vibrantes me olhando e naquele sorriso encantador aparecendo para mim, é como se eu o desejasse intensamente que ele estivesse comigo. Eu mal o conhecia e, certamente, estava errada a seu respeito. Pensei que ele estaria comigo sempre, mas ele nem tentou me seguir, não veio comigo e nem, ao menos, se prontificou a me acompanhar.

O sentimento de impotência me dominava por inteiro, lágrimas corriam de meus olhos e, naquele momento, me senti mais sozinha do que eu realmente fui a minha vida toda. Acabei dormindo ali, de tão cansava, mesmo precisando encontrar o expresso com urgência, eu não conseguia prosseguir de cansaço.

Notas finais
Então, pessoas, comentem o que vocês acharam e o que pode ser melhorado. Quero muito saber a opinião de vocês. Estou ficando muito desanimada para escrever, justamente porque eu não sei o que vocês acham da história e o que eu posso fazer para melhora-la, me desculpem. Por esse motivo os próximos podem demorar um pouco para sair. Até a próxima, amores! Xoxo, Bábi