A Troca

6 Capítulo 6 - O Novo Garoto na Parada


Notas iniciais
Gentes felizes, mais um capítulo da minha queriducha história.
Espero que gostem.
Aproposito, obrigada pelos comentários e suporte Mia. Sua linda.
E também muitos agradecimentos a Yumi.
Valeu pelo apoio gente!

Na sala de aula cheia todos param para olhar. Bibi alarga a expressão e cochicha na orelha de Raissa: — Quem é o menino novo?

– Não sei. Gatinho ele... — cochicha Raissa de volta.

O menino coloca seu material em câmera lenta em cima da antiga mesa da Giovana, entre Raissa e Gabriela. Ele ergue o rosto sedutor e as diz bom dia sorridente.

– Acha que eu consigo pegar ele? — pergunta bem baixo Bibi tapando sua mão para ele não conseguir ler seus gestos.

– Aham — confirma Raissa observando o corpo do garoto.

Bibi engole o folego e anda até ele, com a mão no peito e os ombros retos.

– Ei, menino novo — ela tenta ser "cool".

Ele se vira para ela inquieto: — Sim?

Ela olha de volta para a Raissa em desespero não sabendo como continuar a conversa. Raissa anda até eles e abraça ela tentando disfarçar a idiotice da amiga.

– Essa garotinha gostosa queria saber se você quer andar por ai com ela.

– Conhecer a escola! — corrige Bibi envergonhada. O menino solta uma risada silenciosa e acena com a cabeça para os lados mordendo os lábios.

Um menino aleatório facilmente roubaria o meu lugar, as minhas amigas, e minha posição na escola... E ele poderia satisfazer o PH.

– Demorou — ele responde confiante.

– Qual é o seu nome?

– G- G- G... Guto.

– Augusto, ou Gustavo?

– Só Guto mesmo...

Sério que Guto foi o melhor nome que você conseguiu pensar? Patético.

Bibi sorri segurando suas mãos nos joelhos e balançando seu corpo em uma dancinha de vitória.

– Até o recreio então — ela dá uma piscadela.

Guto e as meninas se sentam. Outra aula chata do Mário. No final da aula o garoto foge das plastilizadas e se esconde de baixo de uma sombra de árvore.

– Mal entrou na escola e já está fugindo das pessoas? — uma voz calma e gostosa o pergunta. Ele levanta seu rosto esperando ver... Ah. É só a Teresa.

– É... — pego de surpresa ele não sabe como responder.

O que ela esta fazendo aqui? E o que ele poderia falar? "Ei, to com medinho que as garotas popzinhas notem algo estranho sobre mim". Gastar saliva com esse ser hediondo e ridículo?

– Elas são bem chatinhas mesmo. Aliás, a sala toda é uma bosta.

– Ah... Não acho que devem ser tão ruins assim... — ele improvisa ainda confuso.

Xinga logo essa vadia. Caramba, ela acaba de ofender TODOS os MEUS amigos. Ecoa Giovana.

– Nah... Eles são sim.

Não acredito...

– De que escola você veio? — Teresa pergunta. Chega de perguntas otária.

– Er... Eu estudava em casa.

– Como assim? Uau! Que demais.

– É... Um pouco solitário.

– Imagino. Hey, seu nome é Augusto?

– Guto. Só Guto.

– Teresa — ela estende a mão, ele a segura e usa de apoio para se levantar.

– Prazer... Olha, eu tenho que ir.

E ignorando qualquer tipo de protesto ou adeus ele sai correndo.

Despercebido, acaba dando de cara com uma pessoa na porta do banheiro.

– Desculpa, desculpa, des... — implora Guto boquiaberto com o rosto angelical de Pedro Henrique.

– Tudo bem. Ha-ha. Eu ando avoado também.

Será que ele está triste com a minha morte? Será que ele se sente culpado!

– Guto — o garoto novo estende a mão.

– Pedro Henrique, PH.

Os dois apertam as mãos e dentro de Guto seu coração derrete.

– Bem, falou cara — PH segue para a esquerda.

– Falou — diz Guto para o ar ainda com sua mão erguida do aperto de mão firme do Pedro.


* * * *



Novamente na sala de aula enquanto no quadro branco Napoleão perde a cabeça Guto observa um pedaço de papel em suas mãos. Bibi dorme e Raissa com o canto do olho tenta espiar a cartinha nas mãos dele, mas não consegue ler nenhuma palavra.


Na folha esta escrito:

"Caros amigos e família, por motivos amorosos, eu, Giovana, me retiro da sociedade.

Vou vagar por ai a procura de uma morte dura e violenta..."

– Patético — murmura ele amassando a folha.

Ele abre seu fichário e arranca uma folha nova, escrevendo algo qualquer para o Pedro. O bilhete vai atravessando os colegas até chegar as mãos do PH, porem ele empaca em Teresa pois justo aquela energúmena foi vista pelo professor.

– Teresa, querida, gostaria de falar para sala toda o assunto que está discutindo com os seus amigos?

– Ela não tem amigos! — fala um garoto desimportante para a história.

– Tenho sim — ela sorri — O Guto.

Merda. Merda. Merda! Ela conseguiu acabar com todas as minhas chances!

Ela abre o bilhete para ler: — E ele ta falando que vai fazer uma festa no sábado.

Até parece que alguém vai agora que a notícia passou pelas suas sujas mãos.

– Que horas? — se interessa Pedro.

Wow. Mandou bem quatro olhos!

– As 7 no Red Hot, eu pago — pisca Guto encantador.

– Ótimo crianças...

– Você quer ir também prof?

O professor o devolve uma feição de tédio: — Não. Voltando a Napoleão Bonaparte...

– Da hora Gutinho — alguém aleatório cochicha.

– O. B. G. — simboliza se sentindo o maioral.


No final da aula Bibi corre animada para conseguir falar com o Guto antes que ele fuja novamente. Mas um sufoco de gente a separa dele na saída da sala.


– Jogue seu charme Bibi! — reclama Raissa vendo sua amiga perder a chance.

– Como? Eu não sou a Gih... E até ela já levou um fora do PH, e ele nem amigos tem.

– Mas o PH é mais top. Ele não tem amigos porque é foda demais para se misturar.

– Mas eu não sei se eu realmente quero o Guto, Rah...

– Se você quer ser a nova rainha da escola, você não pode ser virgem Bibi.

Notas finais
Eai, o que acharam?