A Troca
3 Capítulo 3 - Sonhos
Notas iniciais
E que comece as bizarrices!
Bibi e Raissa observam Gi passar correndo, e entram logo em seguida no banheiro.
– Bibi, o que esta acontecendo? — cochicha Raissa.
– Ela ia se declarar hoje... — Bibi faz um biquinho inocente, e balança a cabeça.
Dentro de uma das cabines, Giovana esta chorando sem parar.
Bibi a consola como qualquer amiga faria. Xingando o inimigo: — Gi, ele é um idiota. Não liga.
– É, ele é um enorme escroto — adiciona Rah
– Mas ele... Ele... Eu... — Giovana suluça
– Vai dizer que acha que o problema é você? — questiona Raissa irritada.
– Você é perfeita! — sorri Bibi abrindo a cabine que se esconde Giovana com a unha. Dentro ela está sentada no vaso tampado, com a maquiagem escorrendo e o cabelo bagunçado.
– Não — ela respira ofegante — Não sou.
– Como não? — Rah franze as sombrancelhas — É bonita, rica, tem ótimas amigas — a observa e desafia — Diga, uma coisa que você não tenha
– EU NÃO TENHO UM PAU! — Giovana responde automaticamente sem perceber, com voz de choro.
Gabriella e Raissa se olham confusas. Notando o súbito silêncio, Gi ergue a cabeça e se corrige, falando com cuidado: — Eu... não tenho... o pau do PH!
Foi o melhor improviso que ela conseguiu neste estado mental. Mas entre a Bibi, que era mais burra que uma porta, e a Raissa, que depois de amanhã já não daria mais a mínima para este incidente, colou.
– Deixe ele pra lá, você consegue gente melhor — anima Bibi tentando a levantar da privada.
Neste instante, Teresa entra no banheiro para lavar as mãos. Ela ve o estado da Giovana, e fica uns breves instantes encarando.
– Não te interessa, nerd! — reclama Raissa. Teresa revira os olhos, e pega um papel para limpar seus óculos.
– Acho que ainda está sujo — Rah atiça.
– Esta?
– Sim, aqui — ao dizer isso Raissa pressiona o dedo na lente de Teresa, e solta uma gargalhada triunfante.
Teresa pega mais papeis e sai do banheiro resmungando "Populares idiotas".
– Eu... — soluça — Eu não vou desistir.
– Yay, esse é o espirito Gih! — se empolga Bibi. Raissa a encara com desgosto.
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É a primeira vez que me deram um fora. O primeiríssimo fora da história de foras. O único.
Resmungando Giovana se debate na cama.
Sonhando ela anda na rua da sorveteria Sonho de Verão. Nenhum dos pedreiros da construção a assoviam e tranquilamente ela anda se sentindo mais forte do que o normal.
– Amor! — diz ela ao sujeito colado a parede da sorveteria (Pedro Henrique, obvio).
– Você veio! — ele beija seu pescoço e deslisa suas mãos pelo seu corpo, é uma sensação tão mágica e deliciosa que ela começa a sentir algo crescer em suas pernas. Em um lugar... Estranho. Ela empurra PH para longe para ver o que esta acontecendo. Há uma montanha relevada em suas calças. Em desespero ela passa suas mãos pelo seu próprio rosto sentindo o aspecto aspero de uma barba.
– O que é isso?!
Pedro ri sem parar balançando a cabeça: — Eu te amo, amor.
Naquela manhã Giovana acordou assustada, se cobriu e não foi na escola.
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