A Triste Felicidade
10 Capítulo 10: A entrega
Notas iniciais
Alan acordou com o vibrar do celular, muitas mensagens tinham chegado, ele pegou o celular na mão e as leu:
—Alan
—Hoje é a entrega do trabalho
—E eu acho que o trabalho ficou com a Cat
—Eu não posso ir até aí Alan
—Vai ter que ser você
—Vai pra casa da Cat
—É uma casa branca de telhado marrom, dois andares e um jardim grande com vinhas no portão.
—Corre lá Alan é só seguir o caminho da sua casa por mais duas ruas
—Alan? Aonde tá vc.
—Socorro
—Vc já viu que horas são? 10:46
—Pelo amor de Deus acorda Alan
—Quando visualizar responde
-Oi Mike pode deixar que eu vou agora.
Alan levantou-se de sua cama correndo, ele colocou suas roupas, foi até o banheiro e depois saiu de sua casa.
Ele estava apressado tinha tão pouco tempo para fazer isso, e ainda se preocupava em se perder no caminho, ele não andava normalmente sempre com os passos apressados, todo e qualquer detalhe que ele pudesse se prender na rua foi ignorado pelo tempo. Ele já estava vendo a primeira rua que deveria passar, era bem movimentada, e para não perder tempo se aproximou para ficar em frente a calçada, e foi aí que...
Blam- Alan caiu no chão, ele tinha se chocado com alguém na rua. Alan abriu os olhos e viu ao seu lado caído no chão Martin que tomava um milk shake, que agora estava espalhado por sua camiseta:
—Martin?
—Alan? O que você tá fazendo aqui?
—Eu tenho que ir até a casa da Cat, você sabe onde é?
—Não eu não sei, e o que você fez com a minha camiseta, você tem algum problema? Eu já tinha percebido isso desde o começo das aulas...
—Eu já entendi que você não gosta de mim, agora com licença eu tenho mais o que fazer, aproveita e fica aí falando sozinho! Disse Alan atravessando a faixa de pedestre.
Ele continuou correndo, e enquanto isso ele pensava no vexame que tinha passado derrubando Martin no chão, e a resposta que ele tinha dado era tão arrogante, mesmo sabendo que Martin não gostava nem um pouco dele, mesmo estando namorando com Mike, lá no fundo ele ainda sentia algo por Martin, aquilo era tão perto de amor mas não era a mesma sensação que estar ao lado de Mike, isso provocou uma certa desconfiança em Alan mesmo ele amando Mike.
Alan deixou os pensamentos de lado quando se aproximou da segunda rua, e lá do outro lado estava a casa branca com telhado marrom, um grande jardim e vinhas no portão. Alan atravessou a rua e ficou em frente a casa, suas mãos tremiam só de pensar que depois de ser o responsável pela suspensão de Cat, ele ainda apareceria na sua casa para pedir o trabalhado. De qualquer forma ele não poderia demorar muito, então ele apertou a campainha e esperou, não demorou muito para um homem que pareava entre os 40 sair pela porta e receber Alan:
—Sim? Disse o Homem.
—Você é pai da Maria Catarina? Perguntou ele envergonhado.
—Sim, sou eu. Mas pode me chamar de Francisco, e o seu nome é?
—Alan, meu no me é Alan!
—Então Alan o que te trás aqui?
—Eu era do grupo da sua filha em um trabalho, e hoje é a entrega do trabalho então será que ela pode nos dar o trabalho para entregar?
—Mas é claro. Você prefira que eu vá lá, ou quer conversar com ela?
—Eu... Espero aqui!
Alan esperava do lado de fora da casa enquanto Francisco pegava o trabalho, ele poderia ter ido lá e falado pessoalmente com Cat, mas ele optou por não fazer isso, o clima entre eles ainda não era dos melhores, Alan parecia saber também que Cat não gostaria de falar com ele. Francisco saiu da casa e veio até o portão, ele estava com as folhas e a tela pintada em mãos:
—São esses aqui Alan?
—São sim! Disse ele pegando os objetos das mãos de Francisco.
—A Cat me falou de você, e da suspensão.
—Falou?
—Sim! E por isso eu gostaria de saber se eu posso lhe fazer uma pergunta?
—Pode perguntar.
—Você tem alguma ideia do que pode ter acontecido para o Michael e a Maria Catarina terem se brigado? Eles eram amigos desde crianças, e agora algo os separou, e fez ela ser suspensa, eu conheço minha filha e sei que ela não teria motivos para ser expulsa, mas agressão? Não consigo ver ela fazendo isso em algum momento de sua vida!
—Me desculpe, mas... Eu não sei de absolutamente nada! Respondeu ele com agonia, pois no fundo de sua garganta a vontade de gritar "EU" era tamanha.
—Entendo! Bom, de qualquer forma foi bom conheçe-lo. Disse ele estendendo a mão para Alan.
E Alan tentou apertar a mão de Francisco, mas suas mãos estavam ocupadas com os trabalhos, então isso não se saiu perfeitamente.
Alan voltou para casa após esses acontecimentos, com medo de encontrar mais alguém no caminho de volta para casa, Alan se apressou mais ainda, ignorando tudo e todos para chegar em casa á tempo. Alan voltara para casa muito próximo ao 12:00, ele simplesmente trocou suas roupas e foi até a escola com os trabalhos em mãos.
Alan também se apressava para ir a escola, seus passos eram rápidos, agora ele conseguia chegar um pouco mais rápido na escola.
Mike já o esperava em frente ao colégio, os dois estavam se aproximando, Mike então disse:
—Graças a você, agora a gente tem o trabalho!
—Haha, não é bem assim, a Cat foi importante para isso! Sorriu Alan.
—Você está certo, a Cat, não podemos exclui-la disso. Suspirou Mike.
—Mas você também ajudou bastante!
—Você Alan tentando me animar em meio de uma briga que separou amigos, eu gosto disso! Disse Mike se aproximando e beijando a boca Alan, um beijo mais calmo e rápido comparado aos demais.
Triiiiiiim- o sinal de entrada bateu, Alan e Mike entraram na sala, a professora Flora estava lá esperando pela entrega dos trabalhos, Alan foi entregar o trabalho á ela:
—Olá professora Flora, esse é o nosso trabalho, feito por mim, Michael e Maria Catarina.
—Ah a Maria Catarina é aquela menina que foi suspensa? Sabia que algum dia ela ia surtar e acabar fazendo algo que ocasionasse em uma punição. Aquela menina é louca, sempre percebi isso!
—Uh...? Sem reposta Alan percebeu que o melhor a se fazer era ir se sentar.
No resto das aulas de Flora, ela explicou mais sobre a proposta do trabalho, e sobre algumas outras coisas aleatórias que ressaltaram ainda mais a afirmação de Cat que a professora Flora era peculiar.
Mas tudo continuou tranquilo e monótono depois disso. Até o sinal do intervalo nada demais havia acontecido. Mike e Alan se sentaram em um banco, Alan observava a forma estranha em que Martin o olhava depois dos acontecimentos daquela manhã. Do nada um pensamento entrou na cabeça de Alan e então ele decidiu perguntar para Mike:
—Mike, onde é o cemitério?
—É atrás dá igreja.
—É será que você poderia me levar lá domingo?
—Posso sim, mas por que você quer ir ao cemitério?
—Esquecer coisas do passado.
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