A Tragédia Após a Loucura da Bela Dama
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bem, talvez os dois primeiros capítulos possam ser um pouco parados mas prometo deixar ela mais animada!
Inglaterra 2016
Eu nunca gostei muito de ir em festas, mas você sempre tem uma pequena motivação quando sua "paquerinha" está nela.
Melhor ainda quando ele é um dos melhores amigos do seu irmão gêmeo.
A questão é que embora nesse exato momento eu esteja rodeada por conhecidos, não sou muito próxima de ninguém além do meu irmão, e nesses momentos o que qualquer ser humano faria é:
( ) Tentar socializar
(x) Ficar quieta em um canto mexendo no celular com um copo de refrigerante
Mas a questão, meu querido leitor, é que estou aqui para relatar como um grupo de sete idiotas acabaram descobrindo a trágica história da garota pertubada que fora a amada de um pobre e infeliz pintor que, sem querer, acabou eternizando essa história.
Porém, acho que devo me apresentar primeiro. Sou Angelina, uma menina extremamente comum, um tanto fora do peso, cabelos castanhos escuros(quase pretos) e olhos cor de avelã. Um tanto tímida, devo admitir, e nem um pouco popular, apenas vivo com a cara enfiada em livros de gêneros variados. Tenho 17 anos e estou no segundo ano do ensino médio, assim como meu irmão gêmeo Roberto, o qual é extremamente parecido comigo, mas seus cabelos são curtos e encaracolados os meus são longos e cacheados.
Nos damos muito bem, tanto que ele me arrastou para esta "festa", porém acabou me trocando para ficar jogando Overwatch.
— Mas então, se o professor Dartagnan não pegasse tanto no meu pé eu não ficaria com vermelha em nenhuma matéria! — Esse daí é o Arnold, um dos garotos populares por jogar basquete. Moreno alto de pele escura, até que era famoso entre as garotas do colégio. Simpático e parece sempre estar de bom humor.
— Okay, vamos ficar aqui falando mal da escola ou faremos algo divertido? — Miki havia protestado. Ela é o tipo de garota que nunca fica parada, e adora registrar todas suas atividades nas redes sociais. É raro ver ela sem o celular na mão, mas já a flagrei ela lendo uns livros de romance em cantos isolados da escola. É famosa por sua animação constante.
— Não olhem para mim, vocês que insistiram que eu fizesse uma "festa" já que meus pais foram viajar. — Ah, a mal humorada Alex e também a anfitriã da nossa festa/reuniãozinha social. Uma garota famosa por ser séria(as vezes um pouco grossa) e ter um estilo gótica com seu cabelo extremamente curto e uma franja pintada de um vermehlo berrante e piercing argola na boca. — Vocês que se virem para achar alguma diversão aqui.
— Tão rude... — Miki fingiu choro.
— Ah, qual é! Deve ter algo muito interessante nesse casarão velho! — O meu pequeno raio de sol havia dito isso. David era o cara por qual eu estava apaixonada e não conseguia tirar os olhos dele. Ele era alto, mais baixo que Arnold, tinha cabelos dourados e olhos verdes-escuros. Todas na escola se referiam á ele como um deus grego. — Sua casa não tem algum porão ou algo do tipo para explorarmos?
— Owww legal! — Sabrina finalmente tirou os olhos da partida do meu irmão para dizer alguma coisa. Ela é a japonesa melhor amiga do meu irmão, cabelos curtos negros e olhos castanhos. Por usar óculos tinha uma pequena fama de nerd mas no geral era bem neutra, não era odiada por ninguém mas não era também popular, porém todos eram amigáveis com ela. — Que tipo de histórias podemos descobir?
Alex havia suspirado com o "casarão velho" mas foi obrigada a concordar. — Certo, no andar de cima tem um velho porão sujo, mas minha avó costuma cuidar dele, deve ter algumas relíquias de séculos passados, já que o povo desse cidade adora guardar coisas antigas. — O que era verdade, vivemos em uma cidade extremamente pequena e ouso dizer que a coisa mais tecnológica dessa cidade é a Miki. Porém as vezes isso se torna interessante, temos muitas informações sobre a antiga vila que era aqui e para mim, uma amante de histórias, isso era um pote de ouro! — Vejamos o que achamos lá em cima e... Chega de video game. — Ela desligou o aparelho que meu irmão estava vidrado á um bom tempo.
— Eu 'tava no meio de uma partida! — Protestou. — Mas okay, vamos numa nova aventura. — Aparentente ele escutou tudo em silêncio. Roberto aos pouco se tornou uma pessoa bem mais sociável que eu e as pessoas adoravam ele. Passei a sentir um pouco de inveja e ciúmes, mas ele nunca me abandonava e sempre tentava me enturmar.
— Bem, espero que Angelina não tenha medo desse tipo de coisa. — David brincou e olhou para mim com um leve sorriso. — Você vem não é?
Como a boba apaixonada que sou, acenei com a cabeça positivamente sem hesitar e ele sorriu e desviou o olhar seguindo o grupo. Percebi que devia estar vemelha e que deveria dizer alguma coisa. "Idiota!" pensei de mim mesma.
— Nossa, você disse que sua avó cuidava do lugar mas esse lugar parece ter sido abandonado á anos! — Arnold disse assim que subiu as escadas para o porão. -Que lugar sinistro!
Todos concordaram em silêncio. O porão estava cheio de objetos e caixas empoeiradas e a maioria das coisas tinha um pano velho por cima. A pouca iluminação que tínhamos era da janela central que havia lá, mas o tempo não era um dos melhores então o que mais fazia luz era o flash da câmera de Miki que, por alguma razão, não parava de tirar fotos.
— Tem tantas coisas aqui que daria para montar um museu! — Brincou Roberto. — Nunca tinha vindo aqui antes?
— Já, há muito tempo. Esse não é o tipo de lugar que eu costumo ficar entende? — Alex estava de braços cruzadas apoiada na parede, aquilo tudo não parecia animar nem um pouco ela, na verdade, nada parecia animar Alex. — Mas quando minha avó me trazia pra cá, ela costumava ficar me contando as histórias de alguns objetos que foram repassados de geração por geração e como tudo será meu um dia.
Todos ficaram vasculhando o local, levantando a abaixando os longos panos que escondiam os móveis e objetos, e algumas vezes alguém soltava um espirro que vinha em seguida de vários "Saúde".
— Roberto... Acho que você vai gostar disso aqui. — David disse isso e todos olharam para ele. Eles estava do lado da parede puxando um estranho pano que cobria ela. Quando o pedaço de pano foi ao chão, o retrato que fez nossa vida dar um giro foi revelado.
Era uma grande pintura de uma jovem de pele tão branca que chegava á estar cinzenta. A pintura retratava apenas seu perfil mas era possível percebe que suas mãos estavam entrelaçadas e ela usava um vestido branco bordado, seus cabelos eram um castanho claro bem ondulado e formoso, seus olhos estavam fechados e ela parecia tão bela porém tão...
— Sem vida. — Roberto disse com um certo brilho nos olhos. Meu irmão ama desenhar e faz isso muito bem, logo como todo bom artista ele também adora ver pinturas, desenhos e esculturas. — Embora seja uma bela pintura ela é totalmente... Sem vida alguma. Quem é o pintor?
— Charles. — Respondi e logo apontei para o canto da pintura. — Acho que está assinado "Charles" ali em baixo. Todos, que estavam fascinados pela pintura se aproximaram para conferir mesmo a assinatura.
— Sim, está escrito Charles realmente. — Claro, todos menos Alex que já deveria saber tudo sobre o quadro. — Charles Connor foi um pintor muito antigo do antigo vilarejo que foi essa cidade. Claro, ele não foi tão bem sucedido, no máximo fez algum sucesso aqui e nas cidades vizinhas, mas esse... Esse foi a sua melhor obra. Ele ficou tão apaixonado pelo quadro que diferente de todos os outros, ficou consigo mesmo ao invés de vende-lo. Mas isso já faz muito tempo, se olharem bem irão ver que a pintura já está um tanto desgastada.
Era verdade, assim que reparamos os detalhes percebemos que o tempo havia judiado da pintura. Mas era incrível o quão bela ela ainda se mantinha.
— Mas... A mulher na pintura... Isso parece um retrato! Ele não pode tê-la imaginado do nada! Quem foi ela? — Roberto parecia um tanto indgnado.
— Bem... Acredito que tenha sido a amada dele que morreu em algum tipo de tragédia. — Alex incrivelmente parecia desinteressada em tudo aquilo, ainda de braços cruzados e dando os ombros. — Se não me engano o nome da pintura é "A Tragédia Após a Loucura da Bela Dama".
— Um nome um tanto longo para um retrato não? — Disse Miki rindo.
— Ooh, isso está ficando interessante! — Disse David com a mão no queixo. — Que tipo de tragédia foi essa? Veja, o corpo dela não parece machucado então... Será que foi algo como Romeu e Julieta? — Ele parecia entretido e tinha um sorriso desafiador nos lábios.
— Também á loucura no nome! — Exclamou Arnold. — Teria sido suícidio?
— Alex, você teria por aí mais algum desenho desse tal Charles? — Perguntou Sabrina com um olhar curioso. Enquanto isso, Miki trava uma foto do quadro.
— Não tenho certeza... Acho melhor esperar a vovó voltar da viagem e perguntar...
— Temos que investigar! — Roberto disse decidido. — Temos que descobrir a origem dessa tragédia e quem é a "Bela Dama"!
E todos concordaram animados (menos Alex, Alex nunca está animada), incrivelmente até eu me vi empolgada e nem sequer tinha falado tanto coisa, mas só a idéia de ver todos eles animados assim me deixava alegre. Aliás, tenha minha vantagem de dedução, anos lendo livros de suspense devem valer a pena agora!
— Oh, aposto que o Charles devia amar muito ela! — Disse meio sem pensar tocando o retrato. — Retrata-la assim, mesmo morta...
— Aaaah, que lindo! Vamos investigar uma história de amor! — Miki disse animada com os olhos brilhando.
Mas essa, não era bem uma história totalmente de amor.
Inglaterra 1870
E no caminho para uma antiga casa no campo, Nataly encara seus pais com total decepção e desprezo. Mudar da cidade grande para um vilarejo isolado é uma das piores coisas para uma jovem na idade de Nataly.
Seu pai era um nobre mas chegou a falaência na cidade grande por causa de alguns trapaceiros que o usaram e agora sua família foi obrigada a se mudar para o casarão de sua avó. Era uma região meio isolada, embora tenha bastantes casas de verão e um vilarejo próximo. Nataly tinha que admitir que mesmo sendo um vilarejo era até que bastante animado pelo que se lembrava de quando tinha 6 anos, mas agora nada se comparava á cidade.
Sua avó, Lilian, mora lá desde que se entendia por gente. Embora seja uma senhora simples seu casarão era digno de um nobre, principalmente com seus vasto campo florido do qual tanto se orgulhava. Eles moravam com Lilian antes do seu pai tentar a sorte na cidade grande.
"Você acredita que nosso sentimento pode passar para algum objeto?"
Uma frase repentina de sua avó veio a mente. Logo memórias daquele dia voltavam lentamente como um filme na própria cabeça, sim, estava rodeada de bonecas naquela hora, assim como era sua rotinha na época em que morava com sua avó: Um grande casarão no meio de um vasto campo de flores e se lembrava perfeitamente como sempre perdia sua bonecas pelo campo, pela casa, ou até mesmo pela floresta, a qual sempre adorou explorar.
Entretanto, havia algumas bonecas as quais Nataly nunca se desgrudava. Se flagrou perguntando a si mesma que fim teria tido as bonecas assim que se mudou.
— Estamos chegando! — Exclamou o cocheiro com sua voz grave e alta.
— Oh, não estão animados para voltar á morar em um lugar tranquilo? Sem mais barulhos da cidade! — Mariam, mãe de Nataly, parecia a única animada com a mudança, ou pelo menos estava tentando melhorar o humor da família. Aquele parecia ser o trabalho de uma mãe. — Nataly! Lembra-se de sempre se meter dentro da floresta? Ficávamos horas dessesperados te procurando... Michael uma vez quase...
— É... — Nataly simplismente deixou a mãe falando sobre algumas histórias irrelevantes. Se encostou na janela da carruagem e passou a olhar a paisagem. Era sempre a mesma coisa: Árvores, árvores e mais árvores.
Entretanto, no meio de tantas árvores a garota pensou ter visto quatro pequenas luzes douradas alaranjadas piscarem rapidamente, pareciam ter piscado especialmente para ela!
Surpresa e um tanto assustada, Nataly se sentou ereta na poltrona e colocou as mãs na janela procurando a possível origem das luzes, porém só conseguiu achar olhando melhor um imensa e cinzena casa com suas altas torres se erguendo para o alto.
— O que foi minha querida? — Perguntou Mariam um tanto asssutada com a atitude repentina da filha.
— Nada de mais, mas... Aquela casa grande e cinza... Quem mora lá?
— Hehe, você melhor do que ninguém deveria saber que há muito tempo ninguém mora ali. — Finalmente Joseph havia se pronunciado durante a viagem. Estava emburrado o tempo todo. — Sempre fugia para lá brincar. Foi um milagre sua avó ter descoberto seu esconderijo e de seus amigos que as vezes você os arrastava.
Nataly tentou se lembrar da casa e lentamente alguma memórias vieram, porém era como o céu em um dia nublado, não conseguia ver nada claramente, lembrava também de mais seis vultos com ela, outras crianças, mas não reconhecia seus rostos. De qualquer forma, já haviam chegado.
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