A Trágica Vida De Kinberlly
19 Capítulo 19 - Minha prima é filha de um assassino
Notas iniciais
Acordei, chocada com a notícia. Lindsey era filha de Liu, que era irmão do meu pai, então...ela era minha prima?! Isso eu não podia acreditar, tanto que acabei acordando, com uma pessoa cheia de cicatrizes e um cachecol listrado cinza escuro e cinza claro. Me escondi nos cobertores, logo fazendo a pessoa passar por mim. A luz de fora invadiu o quarto, logo fazendo eu ver que meu cabelo não estava mais branco, e sim um castanho claro. “Mudou de cor...então meus olhos são azuis de novo...”– pensei. Alguém pois um pano em minha boca, e imobilizou-me. “Droga! Me distrai...”– pensei, frustrada. Meus braços estavam sendo amarrados, igual a minhas pernas. Fiquei totalmente imobilizada. A pessoa colocou uma espécie de máscara em meus olhos, me impedindo de enxergar. Logo fui posta em algum lugar dele, e levada para fora, pois eu sabia muito bem o barulho que a janela fazia quando alguém pisava nela. Ouvi o som de gritos e alarmes, mas logo eram distanciados numa velocidade incrível. Depois de um tempo, cheguei a ouvir mais nada. Se eu estava no ombro da pessoa, eu “voei” para frente quando ele parou. Ouvi o barulho de porta abrindo, e passos alegres.
–- Papai! Você chegou...! Essa é...?
–- Sim, eu fui o “máximo” o possível de “gentil” com ela.
–- Ela está de capuz...
–- Só tirar a máscara e o capuz.
Meu capuz foi abaixado, a mascara tirada. A pessoa que eu vi foi Lindsey, toda contente. Se ela mencionou “Papai” para a pessoa que me levou, deve ser porque aquele era Liu...Bem parecido com o meu pai hein... Fui posta no chão, mas sentada, de modo que eu não conseguisse levantar.
–- E agora? O que você vai fazer, pai?
–- Participar das “investigações” da cidade. Os assassinatos são provavelmente causados pelo meu irmão e outras pessoas, mas não tenho provas o suficiente para sabermos quem foi o causador do assassinato...
Liu olhou para mim, dando uma longa examinada.
–- Como ela é uma Creepypasta, ela vai comigo.
–- O que tem haver o fato de ela ser uma Creepypasta?...
–- Quando “eles” vão para um lugar que foi vítima de um assassinato, eles sabem quem foi que passou ali. Sei disso porque eu já fui uma creepypasta. É como um “flashback” que se passa. Por isso, ela será útil.
–- ... -- nada disse. Afinal, eu tinha um lenço na boca.
–- Mas...papai....não vai machucá-la não, né?...
–- Não garanto nada. Se ela não responder as coisas do jeito fácil, será do jeito difícil do meu “parceiro”.
–- Ele não descansou ainda, pai!
–- Sim, eu sei. Por isso, vamos começar amanhã. Lin, você já deu a muda de roupa para ele?
–- Já...ele está no quarto, escrevendo algo num papel, e “enlouquecendo” com as investigações...
–- Ok, eu irei lá. Vou “acalmá-lo”...
Liu foi numa sala, que tinha três portas: Uma no meio, uma na parede da esquerda e outra da direita. O maior acabou entrando na porta do meio, e não retornou. Lindsey se aproximou de mim, tirando o lenço de minha boca.
–- Desculpa pelo meu pai...Ele está a dias tentando acalmar o novo parceiro dele...
–- L-Lindsey! Então, você é minha prima...
–- S-Sou...
–- Como assim “novo parceiro”?
–- Na verdade, meu pai foi contratado por ele para ser ajudante dele nas investigações...
–- Então seu pai ajuda esse homem?...
–- Oe, Kin...quantos anos você tem agora?
–- Eu? D-Dezesseis...
–- Puxa! Já tem dezesseis anos? Foi um longo tempo que eu não falei com você...
–- Você me abandonou nos cinco anos...
–- Eu sei...Eu “enlouqueci” com a morte da minha mãe...Mas eu encontrei meu pai. Ele cuida de mim e me sustenta, junto com esse homem.
–- Aliás, qual o nome dele?...
–- Seu nome? É Cold Freezing.
Já tinha ouvido falar dele. Era um detetive famoso na cidade. Com pouco tempo de investigação de um caso podia desvendar quem era o assassino, ou o que acontecera antes do crime, algo do tipo que o interessasse. Mas...ele estava ali, na casa de Lindsey? Ele raramente teria um ajudante, ou coisa do tipo, pois ele age sozinho! Deve ser um assunto urgente para ter pedido a ajuda de Liu...
–- A propósito, Lindsey, seu pai é o que?...
–- Como assim?
–- O que ele faz? Para viver aqui...deve ser algo importante...
–- Ele é um Caçador de Creepypastas. Combina, não é? Um Detetive e um Caçador de Creepypastas...
–- ...Argh! Essas cordas estão apertadas...
–- Vou tirá-las para você, mas fique em alerta, não pense que só porque você é a minha prima, eu não irei te imobilizar caso precise...
Lindsey se aproximou, logo tirando as cordas, me fazendo massagear os pulsos e pernas.
–- Mas me diga...Eles estão investigando o quê?...
–- Um assassinato que teve recentemente. A vítima aparecia com um corte na bochecha, e sem órgãos.
–- Mas esse é....
Me calei. Eu ia dizer logo de cara quem era. Mas Lindsey era persistente. Se aproximou de mim, perguntando:
–- Ele quem? Você o conhece? Diga ao meu pai! Cold está “fritando” a cabeça nesse caso!
–- O que irá acontecer se eu dizer?
–- Irão caçar essa pessoa, e colocarão num sanatório, é o mínimo que podem fazer.
–- “Mínimo”?!
–- Kin-chan, eles são creepypastas. Meu pai e Cold trabalham juntos para ajudar os humanos, e Creepypastas não ajudam em nada...
–- Ajudar os humanos?! Quem faz isso são os heróis!
–- “Heróis”?
Me calei de novo. Boca grande a minha! Lindsey olhou desconfiada para mim
–- Kin...você parece saber de muita coisa...
Liu abriu a porta, seguida de uma pessoa. Foquei meus olhos no ser atrás de Liu, e vi que era Cold. Como nunca havia visto uma foto sequer dele, vi todos os seus detalhes: Tinha cabelos brancos, olhos amarelos. Ele aparentava não ter dormido à dias. Lindsey correu até Liu, e sussurrou algo em seu ouvido, fazendo Liu dizer:
–- Lin...vá ao seu quarto, e me espere.
A menor obedeceu, logo abrindo a porta da direita e entrando. Liu se aproximou de mim, seguido de Cold, e me encarou.
–- Lindsey me disse que você sabe muita coisa...Quem é a pessoa que faz cortes na bochecha das vítimas e no dia seguinte, a pessoa está sem um órgão?
–- Não vou dizer!
–- Não achamos digitais nem outros cortes a não ser o da bochecha. Não é humano, nós sabemos. É uma Creepypasta. Mas sem fotos, sem pistas dificulta. Você é a chave. Diga agora quem é a pessoa que faz o que falei.
–- Ou o quê?
–- Ou eu irei ir para força bruta.
Ele caminhou até a mesa ao meu lado, mostrando um aparelho que me fez gelar: Era um aparelho feito para dar choques na cabeça da pessoa, mas pelo visto, era de alta voltagem.
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