A Thousand Years

14 Capitulo 13: Nervos á flor-da-pele


Notas iniciais
Bonjuor cherrys!! Dps de séculos sumida finalmente dou as caras.Adivinhem quem é?!!Brinks. Só to tentando descontrair,pra desviar as ameaças de morte e as pedradas. Fiquei muito contente com os comentários de vcs no cap anterior. Achei q quase ninguém ia comentar,pq na minha opinião havia ficado muito ruim,mas no entanto vcs me surpreenderam como sempre.Sem mais delongas vamos ao cap de hj.

P

Capitulo 13: Nervos a flor da pele

Anteriormente em ‘’A Thousand Years’’

Meu coração batia descompassado em meu peito,enquanto ficava cada vez mais difícil me manter acordada e lúcida. E com isso não demorou muito para que eu caísse na inconsciência,sem ter idéia de quem era o desconhecido que me atacara e quais seus motivos para fazer isso.

Podia ouvir ao longe o som de algo gotejando,algum tipo de liquido caindo de encontro com o chão,se me concentrasse ate poderia definir de que direção vinha.Parecia ser uma goteira do telhado,estranho porque não me lembro, de haver chovido hoje.

Pelo que sei este era um dia ensolarado de verão no qual eu e meus amigos estávamos a beira do lago onde os pais de Elena tinham uma casa;nos brincávamos e tomávamos sol.Deveríamos ter uns oito anos,e todo o ano nos reuníamos com nossas famílias,naquele lugar que passara a ser sagrado.

Eu estava vestindo um maiozinho rosa bebe, assim como minhas duas melhores amigas Bonnie e Elena. Meus pais ainda estavam casados e eram um casal feliz,como os pais de Elena que naquele dia se abraçavam e se beijavam a cada segundo que podiam.O pai de Bonnie viera sozinho,e sempre estava conversando com o Sr Lockwood,enquanto Carol elogiava as receitas da Sra. Gilbert.

O pequeno Tyler e Matt brincavam de futebol americano,meu amigo de olhos azuis e pele clarinha, como sempre estava sem a atenção da mãe,e para não ter que deixá-lo sozinho em casa,nos três imploramos para que nossos pais, o trouxessem conosco.Parecia o momento perfeito da minha infância,onde todos que eu amava estavam. Não havia tragédias,nem separações,éramos uma grande família cheia de amor.

Sempre gosto de relembrar os momentos que passei ainda criança,quando me encontro perdida ou triste. Eles fazem com que por um instante tudo de ruim desapareça,e eu acabo me sentindo mais viva e renovada.

Não tive muitos momentos assim,pois depois da separação de meus pais, houve uma lacuna em minha vida. Havia me tornado uma menina rebelde e teimosa,e ainda mais, quando meu pai começou a namorar outro homem,mesmo morando em nossa casa.

Não conseguia aceitar isso,mas não é pelo fato de ser preconceituosa ou algo assim,mas sim porque, com isso ele havia separado a nossa família,e destruído o meu lar.Eles me enganaram fingindo serem felizes,quando na verdade tinham um casamento cheio de problemas,e sem amor.

E em certa época eu cheguei ate, a culpar minha própria mãe pela separação deles.Achava que ela não havia se dedicado o bastante á ele,que havia trabalhado demais. Mas o que podia fazer,eu era apenas uma criança que não queria perder suas origens,e ter sua casa divida ao meio.

E desde então, em momentos que me sinto encurralada ou com medo,me refugio nesses meros instantes de alegria e felicidade,onde não há preocupações,e em que sou apenas uma criança cercada por sua família e amigos.

De repente sinto minha cabeça latejar lentamente,enquanto oscilo entre lembranças do passado e o momento atual. Estou de olhos fechados,mas posso ouvir o barulho da goteira,que alias era o único ruído que se podia ouvir naquele lugar.Meu corpo estava um pouco dolorido e fraco,podia perceber cada pequeno pedaço de carne pesado e frágil.

Tentei me mexer, mas havia cordas grossas envolvendo meus braços,mesmo enfraquecida fiquei atenta,enquanto movia minhas pernas que também estão amarradas.No mesmo segundo me esforcei para abrir meus olhos,que vagarosamente obedeceram ao meu comando.

Uma brecha de luz fraca ganhou minha atenção, receosa, comecei a observar aos poucos o lugar ao meu redor. Parecia ser uma antiga sala de um casa bem velha,as paredes já estavam com a pintura completamente descascada,telhas de aranha cobrindo os cantos e o teto,e sem nenhuma janela, apenas uma porta de madeira bem destruída.

Me remexi novamente tentando me soltar,e foi então que notei que estava sentada em uma cadeira,com as minhas mãos prendidas nas minhas costas e meus tornozelos atrelados por fios grandes de corda. Em minha frente havia um empoeirado sofá alaranjado, coberto por um lençol branco,assim como duas outras cadeiras de madeira,e um criado-mudo com um abajur em cima.

Minha respiração estava lenta e sofrida,ainda tentava me lembrar do que havia acontecido e de como havia ido parar ali.E então como um raio todas as lembranças começaram a surgir,a noite maravilhosa com Klaus,minha decisão de partir e o bilhete,depois a minha hesitação em frente ao apartamento,e então a sensação estranha e só escuridão.

Eu me lembrava,alguém havia me seqüestrado novamente.Tentava forçar a minha mente a se lembrar do rosto do meu agressor ou pelo menos mais detalhes sobre ele,mas não havia nada.

Não havia visto se quer o mais simples de seu aspecto facial ou corporal.Infelizmente porque, estava de costas para ele,e fui pega totalmente desprevenida,não tendo a menor chance de defesa.

Minha cabeça estava um turbilhão,imagens desconexas e sem sentido iam e vinham em meio a cenas embaralhadas e tortuosas,misturando momentos de anos atrás com os dos últimos meses.Hora eu estava concentrada,ora eu estava meio grogue,deveria ser o efeito de algum produto forte que fora jogado naquele pedaço de pano que meu seqüestrador colocou em meu rosto mais cedo.

Nos poucos momentos em que me encontrava desperta,eu buscava em vão me libertar, ou pensar em um modo de fugir daquele lugar antes que, quem quer que fosse decidisse voltar.Mas essa era uma tarefa bem difícil,pois eu estava exausta e provavelmente drogada com algum tipo de sonífero,pois mal conseguia me manter de olhos abertos por mais de dez minutos.

A ultima vez que tentei me focar e ficar acordada,vi surgir em meio as sombras daquele cômodo, um homem de no mínimo cinqüenta e nove anos,que me observava com um olhar indagador e presunçoso.

_por quê?_foi tudo que consegui sussurrar quase inaudível para ele,um pouco antes de desmaiar novamente mergulhando na total escuridão.

*****Autora narrando:******

Algumas horas antes do seqüestro..

O vampiro de olhos azuis e cabelos negros apreciava a vista da sacada do quarto de hotel,sentindo a gostosa brisa noturna acariciar gentilmente sua pele pálida,enquanto esperava pacientemente por Stefan. Um copo de whisky estava posto em cima de uma mesa de madeira nobre,que combinava perfeitamente com o resto da decoração do quarto.

Damon observava do outro lado da rua seu irmão caçula conversando com uma antiga ex-namorada,que podia dar enfim, as tão esperadas respostas sobre o paradeiro de Caroline.Ambos estavam á quase um mês atrás de informações e pistas de um vampiro seqüestrador,que simplesmente havia levado a jovem loira sem deixar rastros.

Não sabiam suas razoes nem se a jovem ainda estava viva, ou sendo mantida como prisioneira. Aquela altura do campeonato, ela já poderia ter passado pelos piores tipos de torturas existentes, sem ninguém poder ajudá-la.E bem ele havia prometido a Elena que traria de volta a melhor amiga dela,e se fosse depender dele,sua promessa seria cumprida.

Já haviam tentado todos os tipos de formas para encontrar a garota,desde os mais comuns e humanos como detetives e policiais,ate feitiços de localização,mandar bilhetes via bruxa,seguir rastros que alguns vampiros deixavam e suas características.E foi assim que eles chegaram ate a Áustria em uma mansão,onde encontraram vestígios do sangue de Caroline.

E seguindo o mesmo padrão partiram para Paris, cidade a qual haviam chegado a pouco mais de dois dias. Ali havia sinais do mesmo vampiro,alguns ataques sem explicação com as mesmas características do assassino da Áustria.E então em suas rotinas normais de Sherlock, os dois acabaram por descobrir quem era o vampiro que estavam seguindo,que na verdade se tratava de uma ex de Stefan,que ambos conheceram na década de 20.

Tendo certeza ou não do envolvimento dela no sumiço da loira,ambos decidiram investigar. E fora assim que um joguinho de sedução e flashbacks se iniciara,entre Stefan e a vampira,enquanto ele tentava descobrir qualquer coisa que fosse sobre Caroline.

Só havia um porem,a tão misteriosa vampira, era nada mais nada menos do que a original Rebekah Mikaelson,irmã de Klaus.E uma das mulheres mais temperamentais e perigosas que existia,que poderia em um instante matá-los sem hesitar.

Momento atual..

_ai meu Deus, ele vai destruir a casa inteira desse jeito._murmurou Hayley em um tom baixo,para Elijah que estava parado ao seu lado.

Ambos observavam o caos que se tornou o apartamento de Klaus; havia moveis quebrados por todos os cantos,o grande sofá estava virado de cabeça pra baixo e não se sabe como,enfiado no meio na grande tela da televisão da qual agora só restava os cacos.A cozinha estava completamente arrasada,não havia se quer um copo inteiro,ate mesmo o belo fogão branco havia sido afundado por alguma panela voadora.O quarto do hibrido então nem se fala,assim como o de Caroline que parecia ter sofrido um terremoto ou furação.

Tudo se encontrava uma completa bagunça,quando o original e a loba chegaram,ate mesmo a pobre empregada havia sido atacada e morta.O loiro estava fora de controle,naquele instante ele estava dentro de seu quarto,não se ouvia mais barulhos de coisas se quebrando ou sendo arremessadas,havia apenas um silencio,e o único som ouvido era de sua respiração pesada.

O casal se fitou por um breve momento,temendo que aquela calmaria fosse apenas o começo de algo pior. E no mesmo segundo ambos seguiram em direção ao quarto de Klaus,encontrando-o parado diante de seu closet que havia perdido todas as roupas,que agora estavam espalhadas pelo chão ou em cima do que restou da mobília.

_Klaus._chamou Hayley preocupada,com os dois braços cruzados.

Ele pareceu sair de um longo transe,mas ainda sim sem responder ou dizer nada,ele andou ate onde estava uma camisa de mangas longas azul marinho e a vestiu,calçou os mesmos sapatos da noite anterior,e pegou sua jaqueta de couro preta passando-a pelos ombros.

Sua expressão era de pura fúria e raiva,ele deu alguns passos na direção da porta de entrada do quarto,indicando que pretendia sair para algum lugar,mas antes que se quer, pudesse atravessar o hall Elijah surgiu em sua frente barrando sua passagem.

_sai da minha frente Elijah!_vociferou irritado.

_não irei permitir que saia desse jeito._avisou o outro serio,com uma postura firme.

O hibrido suspirou mau humorado controlando-se ao máximo para não arrancar a cabeça de seu irmão do corpo,enquanto o olhava ameaçadoramente.

_eu vou encontrá-la e quando isso acontecer é melhor que não cruze o meu caminho.Não quero ser obrigado a empalá-lo por mais um século, irmão._advertiu pausadamente.

Haviam chegado algumas horas antes de Nola,depois de se entenderem e de Elijah quase arrancar o coração de Katherine por sua ousada cena,que quase fizera o original perder aquela que ele mais amava. Estavam prontos para se unir ao hibrido e a jovem loira,mas ao se aproximarem do atual apartamento em que o casal estava, ambos puderam ouvir os estrondos de vários objetos sendo arrebentados,assim como os gritos de um Klaus exaltado e fora de si.

E então acabaram por descobrir o motivo de tamanha ira,que na verdade era nada mais nada menos, do que o repentino desaparecimento de Caroline,que havia fugido deixando apenas um bilhete para trás.

Elijah examinou cuidadosamente o papel amassado,e se via mais perdido do que nunca,assim como o próprio Klaus que não conseguia entender porque ela havia partido.Jamais entraria na sua cabeça qualquer que fosse a razão ou explicação,e pior ele não obtinha respostas por mais que tentasse,pois não queria acreditar que ela havia simplesmente fugido.

Estava furioso com Caroline e com si mesmo.Com a garota por tê-lo feito acreditar em sua inocência e bondade;e que ela era diferente e não iria ferir seu coração caso ele lhe permitisse entrar,mas que depois de uma noite de amor tão facilmente o abandonou,restando apenas de si mesma, um bilhete completamente confuso que não dava tranqüilidade alguma para a alma aflita do loiro.

E estava bravo com si próprio, não crendo que havia caído nos encantos da garota,se deixando levar por uma atração louca,e ainda por cima começando a se importar com ela.

Havia avisado seus irmãos, durante mil anos para não caírem nas garras sinuosas e atraentes do amor;que isso era para fracos e que só destruía quem o sentisse.Mas ele mesmo havia ignorado seus próprios conselhos,e mais uma vez havia comprovado que estava inteiramente certo.

Agora quando a encontrasse, iria fazer o que deveria ter feito desde o começo,mantê-la presa dentro de um porão trancada a sete chaves, ate enfim descobrirem como usá-la contra Mikael.E depois disso simplesmente iria matá-la e esquecer de sua existência.

Fazia menos de quarenta minutos que Caroline havia sido seqüestrada,e que os três pensavam que ela havia fugido. Hayley observava seu marido e cunhado parados um diante do outro,prontos para se matarem caso fosse preciso,enquanto Elijah apesar de tudo,tentava se manter calmo e fingindo não ver a expressão assassina de seu irmão.

Já Klaus fazia planos mentais de como iria se vingar da loira que o irritara e o magoara,enquanto fervia de ódio por causa de seu irmão mais velho, que insistia em ficar no seu caminho.

Mas qual não foi a surpresa de todos ao ouvirem a porta do apartamento ser aberta bruscamente, e uma Rebekah super nervosa surgir em meio a sala. Os dois irmãos se entre olharam confusos,para logo em seguida seguiram em suas velocidades vampirescas ate onde a loira estava,com Hayley em seus calcanhares.

Só que ela não estava sozinha,porque ao seu lado havia dois outros vampiros que Klaus reconheceu de imediato. Damon e Stefan Salvatore os dois irmãos que ele e Rebekah haviam conhecido nos anos 20,inclusive um deles que quase se tornou seu cunhado quando namorou Rebekah.

_o que esta acontecendo aqui?_perguntou examinando minuciosamente os dois homens.

_ora ora se não é o nosso velho amigo original._disse Damon com um sorriso irônico desenhado em seu belo rosto.

_sem gracinhas Damon.Não viemos aqui pra isso._ressaltou Stefan olhando de esgoela para o outro,com o seu típico ar de irmão bom.

_Nik, eu vi o Mikael._afirmou Rebekah tremula,que ate então quase ninguém havia observado mais atentamente.

_o que?!_perguntou Klaus surpreso e confuso depois de alguns segundos.

_quando você viu nosso pai,Rebekah?_perguntou Elijah serio.

_aqui em frente ao prédio._começou ela com os olhos úmidos._mas o pior é que eu vi quando ele a levou._completou em um fio de voz.

Klaus que ate então havia ficado calado, absorvendo toda aquela informação,acabou levantando a cabeça e fitando sua irmã com o medo evidente em seus olhos verdes.

_á levou?Quem ele levou?

_a Caroline._murmurou ela chorosa.

Um grande silencio se instalou naquela sala,o hibrido ate então furioso agora se encontrava extremamente preocupado e com medo,por mais difícil que fossa admitir,Klaus não sabia o que seu pai seria capaz de fazer com Caroline. Também não sabia como Mikael havia descoberto sobre Caroline,e nem o quanto ele poderia saber sobre a garota e os motivos desta estar com os originais.Poderia ser que ele só havia a seqüestrado por pura curiosidade e que não fazia idéia de que aquela humana, possuía grandes chances de ser uma arma contra ele;mas podia também ser que, ele já sabia de tudo isto,e que pretendia destruí-la antes que, se quer tivesse alguma chance de sucesso.

E ainda tinha outra,os dois irmãos Salvatore que ele não sabia por qual motivo estavam com sua irmã.

_certo,preciso que encontrem uma bruxa o mais rápido possível._ordenou Klaus para seus dois irmãos e Hayley,enquanto tentava organizar seus pensamentos e apagar de sua mente cenas de uma Caroline sendo torturada por Mikael ou sendo morta.Na tentativa frustrada de traçar um plano de resgate,o mais rápido que pudesse.

Elijah e Hayley assentiram cada um, enquanto saiam do apartamento atrás do bruxo parisiense Oliver,e Rebekah fitava seu irmão com um olhar de cautela.

_nik eles também estão atrás da Caroline._disse a loira indicando com a cabeça Damon e Stefan.

Klaus que ate então havia sacado seu celular para fazer algumas ligações,acabou ficando imóvel por um segundo, antes de se virar na direção dos dois Salvatore,com cara de poucos amigos.

_como assim?!_perguntou irritado,pronto pra aumentar sua lista de assassinatos em um dia.

_não olha pra gente com essa cara não,hibrido do mal._alertou Damon na defensiva._foi você que raptou nossa amiga,deixando todo mundo preocupado._terminou sarcástico.

_amiga?_perguntou ele em desdém.

_Klaus nos somos amigos da Caroline á mais de três anos.E desde que ela sumiu de Mystic falls temos tentado achá-la.Tudo o que queremos agora é encontrá-la sã e salva assim como vocês._afirmou Stefan serio,enquanto Damon revirava os olhos diante da paciência do irmão, e de sua mania de sempre tentar resolver tudo na base da conversa amigável.

_podem ajudar.Mas depois que a resgatarmos,não quero ver vocês na minha frente nunca mais._sibilou mau humorado,antes de lhes dar as costas e fazer uma ligação para todas as bruxas que conhecia e que lhe deviam um favor.

******Mystic falls:******

Já havia anoitecido e fazia algumas horas que Caroline havia sido seqüestrada,varias ligações foram feitas,tentativas falhas de encontrar um bruxo ou bruxa que fosse capaz de localizá-la.Sem muitas alternativas Klaus fez o que menos gostaria de fazer,ligou para Kol e pediu que ele falasse com a jovem bruxa Bennett.E este era o plano do caçula dos Mikaelson,quando começou a segui-la em sua rotina normal pelas ruelas de Mystic Falls.

Naquele exato momento a bela bruxa estava trancada na biblioteca da escola,organizando os últimos detalhes para a sua ida definitiva para a faculdade.

Fazia alguns dias que havia sumido,simplesmente abandonado todos os seus compromissos acadêmicos e sobrenaturais.Não queria continuar fazendo as mesmas coisas,estava cansada de tudo aquilo e sem forças para lutar.

Seu emocional estava um lixo,fazia um mês inteiro que não via Caroline,nem se quer sabia se ela estava bem. Queria ter fé e acreditar no melhor,mas as vezes era difícil quando tudo não contribuía para isso.

E ainda tinha a separação de Jeremy, que ela havia aprendido a amar tanto,e sua terrível traição. Não conseguia entender como aquele garoto fofo e carinhoso, fora capaz de magoá-la daquela forma.

Mas precisava seguir em frente,tomar as rédeas de sua própria vida e continuar insistindo. Por isso havia decidido, que estava mais do que na hora de voltar pra faculdade,e ficar longe daquela cidade que tinha tantas lembranças,que haviam passado de alegres, para dolorosas de uma hora para outra.

Um suspiro pesado escapou pelos carnudos lábios rosados,estava se sentindo esgotada tanto mentalmente,quanto fisicamente.Não conseguia nem se concentrar por um breve instante,porque sua mente sempre estava bombardeando-a com duvidas e mais duvidas.Será que Caroline ainda estava viva?Porque não conseguia encontrá-la?Quais motivos alguém teria para seqüestrá-la?Alem da dor de ter sido enganada pelo único rapaz,de quem havia realmente gostado.

Era tanta coisa,tantas preocupações que sua cabeça parecia uma panela de pressão prestes a explodir. Decidiu que já bastava por hora,e que iria voltar pra casa,antes que acabasse enlouquecendo.

Se levantou da cadeira onde estava sentada,guardando seus livros enquanto começava a seguir para fora da biblioteca. Achou o imenso corredor,que aquela hora do dia possuía poucos alunos andando por ele,e voltou a fazer o mesmo percurso de mais cedo,só que diferentemente de antes,agora era em direção a saída.

Enquanto andava, novamente voltou a sentir, aquela estranha sensação de estar sendo observada. No ultimo mês inteirinho quase,havia se sentido assim.Sempre que andava na rua,parecia ter alguém lhe seguindo,ou quando estava em casa,tinha a impressão de estar sendo analisada.

Assim como um dia destes,quando havia acabado de sair do banho e trocava de roupa,podia jurar que sentiu sua pele queimar,como se alguém a estivesse olhando com tanto desejo,que chegara a se tornar uma espécie de força física,capaz de marcar.

Parou por um instante,irritada com aquela mesma sensação,enquanto fitava tudo ao seu redor,em busca de alguém que pudesse dar fim aquela incomoda paranóia,mas como sempre não havia ninguém.

Bufou impaciente,conseguindo enfim passar pela saída da escola,e chegar ao estacionamento. E então começou a verificar dentro de sua bolsa onde estava sua chave,quando finalmente a encontrou,deu de cara com a ultima pessoa que desejaria ver,Jeremy.

Ignorou o rapaz em sua frente,e começou a passar por ele em direção a seu carro.

_é serio?Vai ficar me evitando?_riu Jeremy incrédulo.

_o que você queria?Que quando eu te visse,te enchesse de beijos e dissesse que te amava?!_perguntou Bonnie sarcástica,ficando de costas para ele, enquanto destravava as portas do carro.

_qual é Bonnie,ainda esta assim por causa da Liv?

_não Jeremy._começou ela, se virando para olhá-lo nos olhos._eu estou assim,porque não tenho mais nada pra falar com você.Alias exceto pelo fato de sua irmã ser minha melhor amiga,posso afirmar que, não temos mais nada a ver um com o outro._completou seca.

Em seguida ela voltou a dar as costas para ele,enquanto abria a porta de seu carro,prestes a entrar no mesmo. Mas antes que pudesse se quer colocar o primeiro pé dentro do automóvel,pode sentir Jeremy puxá-la com força,obrigando-a há olhá-lo.

_eu não vou deixar nosso namoro acabar,só por causa de um deslize._afirmou serio.

_me larga ou eu não respondo por mim._ameaçou Bonnie tentando se libertar dos braços do rapaz.

_ah claro e você vai machucar o irmão da sua melhor amiga ne?Sei.._zombou ele convencido.

Podendo assim, ver o rosto da bela bruxa, se abater devido ao que ele havia dito,por concluir que ele estava completamente certo.

_talvez ela não machuque.Mas eu não vou ter esse problema._disse uma voz friamente,fazendo Jeremy se virar no mesmo instante,podendo ver assim o dono daquela voz.

Bonnie que estava atordoada,tendo ambos os braços de Jeremy apertando os seus,acabou também se voltando para o tal homem,e foi assim que seus olhos verdes que já brilhavam devido as lagrimas acumuladas,se encontraram com duas orbes negras.

_quem é você?_disse Jeremy bravo soltando Bonnie bruscamente e caminhando na direção de Kol,que estava observando toda aquela cena de longe,e não podendo se conter,acabara revelando-se para Bonnie e conseqüentemente para o pequeno Gilbert.

_alguém que ira te ensinar,como deve se tratar uma dama._respondeu Kol irritado,um pouco antes de dar um belo soco no rosto de Jeremy que o fez cair no chão.

_ai meu Deus!_gritou Bonnie assustada,por perceber a força do golpe que havia acertado seu ex namorado.

Jeremy levantou sua cabeça e fitou o belo moreno de olhos negros,que agora encontravam-se dilatados de fúria. Mas antes que ele pudesse se levantar,Kol acabou por chutar a face dele mais uma vez,arrancando sangue. E depois mais um chute,seguido de outro e outro em sua velocidade vampiresca.

Por mais que quisesse,não conseguia parar de bater naquele rapaz infeliz,que tivera o prazer de namorar a jovem bruxa,e ao invés de amá-la incondicionalmente,havia a traído e magoado.E depois simplesmente ainda tinha a audácia de tocá-la e quase feri-la.

Kol não achava dentro de si autocontrole,apenas uma raiva desmedida e terrivelmente grande. Ele seria capaz de surrar Jeremy ate a morte,mas Bonnie entrou em sua frente o impedindo de continuar.

_Jeremy vá embora daqui._ordenou para o rapaz jogado no chão,que na mesma hora começou a se arrastar para longe deles.

Enquanto ele se afastava,Kol fitava Bonnie no fundo dos olhos,sua respiração estava rápida e forte,e seu olhar possuía uma fúria contida,causada por aquela garota, que havia o impedido de dar uma lição naquele piralho. Já Bonnie estava assustada e confusa,diante daquele estranho que parecia tão familiar,e de quem ela não sabia nada. Mas apesar de tudo, ambos não se sentiam capazes de desviar o olhar um do outro.Era esquisito,só que parecia a ver algo que os prendia naquele contato visual,mesmo que para ambos fossem quase que desconhecidos.

_o que você quer?!_perguntou Bonnie alerta a qualquer movimento do belo vampiro.

_preciso da sua ajuda,Bonnie._respondeu Kol serio,ainda explodindo de raiva.

_e por que eu ajudaria um vampiro,que alem do mais eu nem conheço?_riu sem humor ela,cruzando os braços sobre seu peito.

_acho que eu não expliquei direito._disse ele fitando-a com um meio sorriso,gostava de vê-la zangada ou na defensiva.Sempre lhe pareceu muito mais bonita nestes momentos.

_então explique._disse Bonnie impaciente.

_preciso que me ajude a encontrar a Caroline.

Continua..

Notas finais
Sinto ter demorado tanto,as coisas nunca contribuem comigo. E dessa vez,alem do de sempre,eu demorei pq estava tentando voltar a atualizar um antigo projeto de fic meu, chamado ‘’A Impostora 2’’.Com isso eu acabei me distanciando um pouco de ATS,sem contar a net q anda mais falhando do q qualquer coisa,q raiva.Eu fiquei mais três semanas sem nem poder acessar ao nyah nem nd,pq a internet resolveu parar de funcionar. Enfim,bjs e ate breve. #jesusamavcs!