A Thousand Years
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Depois de 2 meses nesse lugar, tive hoje meu primeiro contato com o ar livre. Sim, isso me lembrava muito Elizabeth, ela adorava ficar fora de casa, adorava sentar na grama e sentir a brisa.
Eu simplesmente nestes 2 meses, sofri muito com a impossibilidade de ter a droga em meu organismo, sofri com a grande falta que isso me fazia.
Todo esse sofrimento fez com que os médicos me levassem ao psiquiatra 4 vezes na semana, nas terças, quartas, sextas e domingos.
O Sr. James me faz lembrar muito minha familia, no começo ele brincava comigo dizendo que eu era sangue-frio, hoje em dia ele fala que sou uma chorona boba.
Se eu for me lembrar da época que eu era dependente, eu simplesmente não ligaria para o que meus pais me diziam, mas hoje, todas as palavras me fazem querer chorar, cada dia mais.
Bom, hoje é domingo, então estou a caminho da sala do Sr.James, eu gosto de conversar com ele.
Bati na porta, ele logo veio me atender.
-Bom dia Anna.-Falou simpático.
-Oi- Disse em meio a um leve sorriso.
-Sente-se.- Apontou a poltrona.
Assim que começamos a conversar ele me fez uma pergunta que me deixou meio frustrada.
-Anna, você já namorou?
-Er...:Não.
Ele anotou isso no papel dele.
-Eu quero te pedir uma coisa- Ele falou.
-Claro.
-Você nunca me contou porque você acha que seus pais te odeiam tanto. Me conta?- Falou esperançoso.
-Na verdade, uma vez ouvi uma conversa entre os dois, que eles concordaram em que eu não tinha mais jeito, era um caso perdido, então ouvi minha mãe dizer que eu era uma peste que só tinha vindo para infernizar a vida deles.- Lágrimas começaram a correr pelo meu rosto.
-Sabe querida, as pessoas quando estão drogadas tem muita alucinações, talvez, você não estivesse muito sóbria.
-Dr. Me desculpe mas eu não posso concordar, foi a noite da festa da minha irmã, um dos únicos dias que eu estava sóbria.
Ele se calou, anotou.
-Que dia foi essa festa?- Perguntou.
-Dia 19 de Maio.
-Mas já faz uma ano!- Falou indignado.
-Sim, daqui duas semanas.Mas essas palavras vieram de meus pais, MEUS PAIS, eu nunca vou esquecer isso, é uma missão impossivel.
Ele novamente se calou.
Eu estava o analizando. Ele tinha uma pele tão branca, olheiras profundas, mas aparentava ser bem novo, uns 37 anos, mais o menos, seus olhos caramelo, eram simplesmente lindos, sem rugas, ele era lindo.
Voltei para meu quarto, senti que estava com sono, muito sono.
***
TRIMMM TRIIM TRIIIM
O telefone começou a tocar, acordei em um ato brusco.
-Alô?- Falei
-Anna?
-Eu? Quem fala?
-Ai meu Deus, Anna, que saudade, nossa, é a Liz!
-Liz, nossa, quanto tempo. Eu estou com muita saudade irmã.
-Eu também, a mãe me contou, ontem para ser exata, Anna, deve estar sendo uma barra ficar ai né? Como anda o tratamento?.- Perguntou rápido.
-A Liz, aqui é melhor do que os lugares pela qual eu frequentava. E Meu tratamento está indo bem, já fazem dois meses.
-Espero que se recupero logo, eu queria tanto ir ai te ver, mas eu estou cheia de trabalho, e o dinheiro também não está dando sabe, e não queria pedir pra mãe.
-Ah Liz, fica tranquila.- Respondi, claro eu não estava feliz.
-Eu tenho que desligar, tchau, eu te amo, fica bem tá?!
-Eu te amo Liz.
***
Terça-feira, dia de visita ao Dr.James.
Cheguei na sala, bati na porta e ele logo atendeu.
-Bom dia querida- Ele falou.
Entrei de fiquei surpresa, tinha uma pessoa, desconhecida, sentada na mesa dele.
-Anna, esse é Joe, meu sobrinho.
-Ah, oi- Falei educadamente.
-Olá- Respondeu formalmente, se levantou, veio até mim, pegou suavemente minha mão e a beijou.
Admito que fiquei sem graça.
Comecei a admira-lo, quanta beleza para só um garoto, ele tinha a pele pálida, assim como a do tio, seus cabelos, escuros, num topete, muito bem feito. Tinha olhos azuis, exuberantes, poderia ficar olhando para aqueles olhos a todo instante. Usava uma blusa preta, que deixava seus braços aparencendo mesmo, com o tempo frio. Ele realmente era lindo, lindo, lindo e lindo denovo. Deveria ter mais o menos uns 20 anos.
-Tio, depois conversamos, adeus James, adeus Anna.
-Tchau Joe.- Respondi simpática.
Assim que ele saiu eu me sentei, e começamos nossa conversa.
-Anna, eu quero que você me responda uma pergunta, somente uma. Mas ela pode mudar sua vida.- Ele falou sério.
-C-c-claro- Respondi meio sem jeito.
-Você está preparada para sair?
Aquela pergunta realmente me pegou de jeito, eu sinceramente acho que não, porém, eu não sinto vontade de droga, não sinto vontade de estragar minha vida novamente.
-Eu não sei- Respondi sincera.
-Bom, acho que deve ficar até sua decisão, eu quero realmente que se sinta preparada para ir. Eu não quero mais te ver no estado em que vcê entrou aqui.Porém já tem alta, assim que tiver preparada, só obrigo que venha se despedir de mim!
-Tudo bem.- Falei.
***
UMA SEMANA DEPOIS
Hoje é segunda, ou seja, eu não vou no Dr. James.
Fui passear um pouco no jardim que havia no hospital, quando sentei em um banco, que estava bem gelado, o frio em Londres era realmente cortante.
Vi uma única borboleta, parada, ao meu lado, era verde e vermelha, com algumas pintas pretas.
Ela então voou, olhei para cima e vi Joe, com um sorriso nos lábios.
-Oi- Falei meio sem graça.
-Olá. Er...Lembra de mim?
-Claro Joe.-Respondi
-Então, meu tio me falou que você já recebeu alta, mas não quer sair. Por que?
-Ah, é que eu acho que não me sinto preparada.
-Por que não?- Ele se sentou ao meu lado.
Comecei a encarar o céu e não respondi.
-Me desculpe, não precisa falar. Eu te entendo.
-Me entende?- Perguntei.
-É, mais o menos, eu...meio que tinha uma dependência, só que não era droga- Ele falou, seu sorriso murchou.
-Ah, bebida?- Questionei.
-Não, o nome dela era Mollie, era minha namorada.
-Mas, como assim, você era dependente dela? Eu to confusa- Dei um sorriso. Ele sorriu de volta.
-Bem, Mollie e eu eramos melhores amigos, mas nossos pais não permitiam amizade entre gorotos e garotas. Sim, eu e Mollie além de amigos eramos apaixonados um pelo outro. Nós então resolvemos fugir, assim, mas não tinhamos dinheiro nem nada, agasalhos, ela estava morrendo de frio e fome. Então, aconteceu que no lugar que estavamos, um puma a atacou. Eu consegui fugir, mas ela não.
-Você devia amar mesmo ela...- Falei, é eu nunca tive uma pessoa que realmente me amasse.
-Eu até tentei tirar o puma, mas já era tarde, foi muito dificil. Até que James, me encontrou, ele falou que eu poderia morar com ele enquanto eu precisasse.- Completou.
-Nossa, meu pesames, mas só uma curiosidade minha. Joe quantos anos você tem?
Nesse momento pude perceber que ele ficou imovel.
-Eu tenho 19, isso 19. -Falou se convencendo.
-Ah, tá.
Depois ficamos conversando por m bom tempo, sobre nossas, vidas, contei minha história a ele. E ele uma parte da dela pra mim.
Quando a enfermeira veio me chamar, remédios.
-Tchau Joe- Falei.
-Adeus Anna- Ele deu um beijo em minha bochecha e tenho certeza que corei, porém ele era bem simpático.L-I-N-D-O.
Quando entrei no quarto dei de cara com uma pessoa que realmente não esperava que viesse aqui, a ultima pessoa que eu esperava que viesse....
Notas finais
:3
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