Notas iniciais
Oi gente! Mais um capítulo para vocês! Boa leitura! ♥

—E foi isso que aconteceu. – disse Astrid, tentando disfarçar uma lágrima que escorria.

—Astrid, eu não sei o que dizer... – murmurei baixinho, para que só ela escutasse.

Então, apenas abracei. Não um abraço de: “Sinto muito pelo que você passou.”, mas sim um que dizia apenas: “Eu te amo.”

De repente, ouvimos batidas na porta. Me levantei e a abri. O que vi foi um Cabeça-Dura sem fôlego, provavelmente ele veio correndo.

—Calma, Dura. Respira. – o acalmei.

—Soluço... o Bocão tá te... te... tá te chamando... – disse o gêmeo, que estava quase desmaiando de cansaço. – Parecia impor... importante...

—Ok, obrigado por entregar a mensagem. Astrid, depois continuamos a conversa?

Astrid afirma com a cabeça e, logo em seguida, Cabeça-Dura cai no chão. Pedi para ela o ajudar e fui até a casa do Bocão. Bati na porta, e logo ouvi ele descendo a escada.

—Boa noite, Soluço! – disse ele, logo que abriu a porta. – Por favor, entre!

—Boa noite! Você queria falar comigo?

—Queria sim. Como você provavelmente já sabe, semana que vem é o aniversário da Astrid.

—Bom, ela me mataria se eu não soubesse. – disse ironicamente.

—Mas, eu vou estar viajando para a casa de um parente amanhã, e só vou voltar daqui a duas semanas.

—Ah é, você tinha comentado comigo.

—Então, será que você poderia dar meu presente para ela no dia do aniversário¿

—Claro, Bocão! Onde que está¿

—No meu quarto, já vou buscar. – disse Bocão, indo em direção a uma porta, e voltando em menos de um minuto.

De lá, ele trouxe um lindo machado, com um desenho de um Nadder na lâmina.

—Meu Thor, Bocão, é lindo! A Astrid vai adorar! – disse assim que o peguei.

—Eu sei, fiz especialmente para ela. – disse Bocão, orgulhoso de seu trabalho bem-feito.

—Bom, pode deixar que eu o entrego para ela na festa de aniversário.

—Você vai mesmo dar uma festa para ela, não é?

—Eu sei que ela não gosta de festas, principalmente quando é para ela, mas vale a pena tentar.

Bocão concorda com a cabeça. Olho para ele, e parece cansado.

—Acho que já tá na hora de eu ir, Bocão.

—É, já tá na hora de eu ir dormir. – Bocão agradece e se despede de mim.

Fui chegando em casa, pensando o que vou fazer para o aniversário de Astrid.

Assim que abri a porta, torci para a Astrid já estar dormindo. Cabeça-Dura já tinha ido embora, então, provavelmente, ela estaria.

Subi as escadas até o nosso quarto. Abri a porta lentamente, tentando não fazer barulho. Olho para a cama e a vejo dormindo. Ela é ainda mais bonita dormindo. Dei um beijo em sua testa e a cobri com um cobertor.

—Boa noite, senhorita. – sussurrei.

Fechei a porta e fui em direção ao antigo quarto do meu pai, que agora o utilizamos como depósito.

Durante um tempo, depois da Segunda Guerra, minha mãe morou comigo, ficando no quarto do Stoico, mas depois que eu e a Astrid ficamos noivos, Astrid veio morar comigo e Valka ficou na antiga casa da Astrid.

Olhei em volta, procurando um lugar para deixar o machado, e me deparei com o elmo que meu pai tinha me dado assim que comecei a fazer aulas antes da Primeira Guerra com o Bocão sobre dragões e, bem, como matá-los.

Deixei uma lágrima solitária cair. Desde a morte do meu pai, Stoico, tenho ficado meio emotivo. Mas, também, né? Quem conseguiria ir a um quarto cheio de lembranças da pessoa que cuidou de você sua vida toda, mas que está morta, sem soltar uma lágrima?

De repente, ouço um barulho. Pensando ser Astrid, escondo rapidamente o machado dentro de um armário e enxugo as lágrimas.

—Soluço? — olho pata trás e vejo a Heather. – Posso falar com você rapidinho?

—Claro. – respondi, achando estranho o fato dela me chamar dentro de casa quase meia-noite.

Fomos para o lado de fora da casa, e Heather foi logo falando, parecendo nervosa:

—Dagur me enviou uma carta hoje.

—O que¿! – perguntei surpreso. Para nós, Dagur tinha morrido anos atrás. – Tem certeza que era ele?

—Quem mais seria?

Exitei por um momento, mas resolvi contar:

—Foi o Viggo que machucou Astrid aquele dia.

—Mas... como?

—Ela me contou hoje. Parece que ele está atrás de vingança.

—O que nós vamos fazer? Ele pode vir atacar Berk! Aliás, ele pode estar vindo agora!

—Heather, calma! Melhor resolvermos amanhã, com todos os cavaleiros reunidos.

—Tá bom, você está certo. Até amanhã.

—Até amanhã.

Entrei em casa e deitei na cama. Demorei um pouco para dormir, fiquei pensando no que aconteceria manhã.

(Na manhã seguinte...)

Acordei com a Astrid me cutucando e dizendo:

—Soluço, acorda.

—Deixa eu dormir mais um pouquinho... – disse, me virando para o outro lado.

—Soluço, levanta agora antes que eu te jogue pela janela.

—Tá bom, tá bom. – disse me levantando, derrotado. – O que aconteceu para eu ter que levantar tão cedo?

—O comerciante Johann tá lá fora, e ele quer falar com você. Ele tem uma carta do Viggo para nós.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenham gostado! OBS: Alguém sabe quando vai sair a quarta temporada de Dragões: Corrida Até o Limite na Netflix? Me respondam, por favor!!! ♥