A Terceira Guerra Dos Dragões

13 O Ataque: Fúria Da Noite


Notas iniciais
Penúltimo capítulo! Boa leitura ♥

Soluço

Já acordei com um mal pressentimento. Aquele sonho que eu tive ficava ecoando na minha cabeça. “Você tem dois dias...”. O que aquilo significava?

—Soluço, vou passar na casa da Heather antes de nos encontrarmos na Arena. – falou Astrid, entrando no quarto, já vestida para a batalha.

—Ok, te vejo depois.

Me levantei da cama, e fiquei encarando minha roupa. Ela me protegeria bastante, é feita de Ferro de Gronkel, mas, mesmo assim, sinto que não será suficiente.

Acabo de me vestir, e desço para a cozinha, onde Banguela devorava seu peixe. Ele também já estava com a sua armadura e a cauda.

—Então, amigão. Está preparado? – perguntei, acariciando sua cabeça.

Recebo um rugido animado de resposta, e sorrio. Monto nele e nos direcionamos para a Arena, onde encontraríamos os outros.

(Na Base Do Viggo...)

Mal chegamos e já vejo os disparos. Espero que todos estejam bem. Fui atacar uma torre em que os arqueiros estavam, enquanto Astrid acabava com as catapultas. Ouço uma voz muito familiar, e me viro, encarando o dono dela.

—Soluço! Que surpresa! – disse Viggo, sendo irônico. – Não esperava você aqui!

—Esperava sim, ou não teria guardas em cada centímetro desta ilha armados!

—Bom, você tem razão. Eu já esperava você. Eu te dei dois dias.

De repente, aquele sonho volta. “Você tem dois dias...”

—Era você? Era você no meu sonho? – Ele apenas dá um sorrisinho, nos encarando. — Mas, como?

—Não era eu, caro Soluço. E sim, ele.

Um dragão enorme sai da montanha, rugindo tão alto que o chão tremeu.

—Esse é o Terremoto Psicótico. O único da espécie. Pode controlar seus pensamentos, seus sonhos, seus pesadelos, pode te matar a quilômetros de distância. De dentro para fora.

O dragão nos encara. Ele era enorme, suas escamas variavam de tons de azul, e seus olhos eram totalmente pretos. Qualquer um que o visse, fugiria. Mas, nós não, temos que acabar com essa batalha.

O Terremoto sopra fogo em todo lugar, atingindo os Cavaleiros De Dragão e os homens do Viggo. De repente, para, e vem em nossa direção. Banguela dispara, tentando pará-lo, mas não funciona, nós começamos a voar, mas ele dispara fogo novamente, e queima a cauda de Banguela.

Conseguimos pousar sem nos machucar, Astrid vem atrás de nós.

—Soluço, não tem como nós acabarmos com ele sozinhos! – eu apenas olho para ela, tentando pensar numa solução. – Não adianta sair agora, ele provavelmente vai nos seguir até Berk!

—Berk! É isso! – a beijo na bochecha, e peço para Banguela disparar duas vezes no ar.

O Terremoto ruge de novo, dessa vez fazendo algumas árvores caindo. Os cavaleiros chegam, alguns sendo carregados pelos dragões, outros carregando eles.

—Pessoal, o plano mudou. Nós vamos para Berk, e aquela coisa vai com a gente. Lá temos mais vantagem. Tem a Equipe A e os outros dragões. Só temos que ir bem rápido! – Troquei rapidamente a cauda de Banguela, guardando a estragada.

—Soluço, não vamos conseguir levantar voo! – disse Perna De Peixe. – É melhor só você ir.

—Nem pense nisso, Soluço! – falou Astrid. – Você não vai a lugar algum sozinho!

—Ok, então você vem comigo. Os outros vão acabando com o resto dos Caçadores!

//

Astrid

Por quê? Por quê, em nome de Thor, o Viggo tinha que arranjar outro dragão praticamente extinto, para a luta? Eu vou fazer ele ficar extinto!

—Astrid, dispare nele! Temos que chamar sua atenção para que ele nos siga! – gritou Soluço.

Disparamos, e ele nos encarou, com aqueles olhos que dão arrepios. Começamos a voar, e, como planejado, o Terremoto Psicótico nos seguiu.

—Está dando certo, Soluço! Ele está nos seguindo!

—Achei que já soubesse que meus planos sempre dão certo, senhorita! – revirei os olhos. – Mas ainda temos que chegar em Berk sem que ele nos pegue.

O Terremoto disparava fogo para todos os lados, tentando nos acertar, mas sempre conseguíamos desviar.

O caminho foi rápido, e logo estávamos em Berk. Os vikings que viram o dragão entraram em suas casas, com medo.

—Astrid, liberte os dragões que estão presos, eles vão nos ajudar! Eu vou chamar o time reserva! – gritou Soluço, sinalizando para onde os dragões estavam.

Fui até lá rapidamente, libertando os dragões. Eles foram direto para fora, e começaram a atirar no Terremoto, como Banguela fazia.

O Time A já estava ajudando o Soluço, e logo fui ajudar também. O dragão tentava lutar, mas estava em desvantagem. Resolveu então, dar o seu último tiro.

Foi uma questão de segundos. O dragão se preparou para soprar o fogo, e atingiu Soluço com tudo. Tentei salvá-lo, mas não deu tempo. Soluço atingiu o chão com muita força. Fui até lá desesperadamente, enquanto o Terremoto voava, fugindo.

—Soluço! SOLUÇO! – gritei, lutando contra as lágrimas. – Por favor! Por favor...

—Eu te disse que meus planos sempre dão certo... – murmurou, dando um sorrisinho.

—Graças a Thor! – o abracei, deixando as lágrimas caírem sobre o seu corpo.

—Nós ganhamos...

—Sim, Soluço. Nós ganhamos...

—Ainda bem... – sua voz ainda estava muito fraca.

—Soluço... você vai ser papai...

—Sério? – deu um sorrisinho.

—Sim. Eu estou grávida...

—Eu te amo... – e desmaiou.

Os Cavaleiros chegaram, todos machucados, mas felizes por verem que tudo estava bem. Ficaram um pouco preocupados com o Soluço, mas a Anciã disse que ele ficaria bem.

A nossa luta terminou ali. Mas a guerra, nunca acaba.

Notas finais
Calma, que ainda não acabou! Tem mais um episódio!