A Teenage Pop Star's Life
1 Prólogo
Beth Sônea dormia tranquila em sua cama de pétalas de rosas. Logo, um som baixo começou a tocar.
"Era uma vez um pudim apaixonado. Estava andando nas ruas quando foi atropelado... puft!"
Logo o volume aumentou consideravelmente e começou a berrar. "PUDIM AMASSADO!"
A ruiva abriu os olhos instantaneamente e cambaleou sobre as pétalas. Caiu da cama.
"PUDIM AMASSADO! PUDIM AMASSADO!! PUDIM AMASSADO MORREU. Boa noite... Doce pudim."
Então ela levantou-se e percebeu que era seu celular tocando. Agarrou o aparelho e atendeu à ligação.
- Alô?
"- Beth! Você tá super atrasada, mulher!"
- Leiving? — Beth disse bocejando.
"- Sim! Onde você está??"
- Ah! E-eu... eu... tô indo já! Tô quase chegando! — ela disse arregalando os olhos e correndo para o banheiro.
"- De verdade?"
- Ah, sim! Claro! — ela mentia passando o sabonete apressadamente — Ui, que trânsito!
"- Por que esse trânsito todo? A essa hora?"
- Pois é, né!? — confirmava calçando os sapatos.
"- Venha logo! O diretor está dando um chilique!"
- JÁ TÔ AQUI NO TAXI! Ô MEU SANTO TRÁFEGO! — ela dizia apertando várias vezes o botão do elevador.
"- Ô, Beth!"
- TÔ CHEGANDO!! — ela confirmava descendo as escadas aos saltos.
Logo ela chegou na rua e o barulho começou. Beth estendeu a mão, tentando chamar um taxi.
"- Que barulho é esse?"
- Quê!? BARULHO? QUE BARULHO? EU NÃO ESTOU ESCUTANDO NADA!! — ela dizia correndo para o outro lado da rua em direção ao ponto de ônibus.
"- Ai, Beth! Não é possível esse trânsito todo!"
- AH, É QUE UM CAMINHÃO ENGUIÇOU ALI NA FRENTE!
"- Quê?"
- UM CAMINHÃO NÃO! UM TRATOR! UM HELICÓPTERO!! AI MEU DEUS, EXPLODIU!! — gritava chamando táxis e táxis.
"- E-explodiu?"
- É! TÁ PEGANDO FOGO!! FOGO!!
"- Fogo!?"
- APAGARAM! APAGARAM!!!!
Logo uma ambulância passou.
"AUAUAUAUAU!" — a sirene apitava.
"- O que é isso?"
- NADA! EU NÃO ESTOU OUVINDO NADA!!!!! — ela exclamava entrando no taxi.
"- É... é uma sirene?"
- NÃO! É... É UM LOBO!!
"- Um lobo?"
- É! UM LOBO!! NO... NO ÔNIBUS QUE PAROU AQUI DO LADO DO CARRO!!!
"- Um... um l-lobo no ônibus... ?"
- É! ISSO AÍ! — ela explicava — É... pro estúdio de gravação... — Beth explicava pro taxista.
"- Quê?"
- QUER DIZER... ER... É PRO ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO STARK, NÉ, LEIVING??
"- É..."
- SÓ CONFIRMANDO MESMO! — ela berrou — Pros estúdios de gravação Stark — ela sussurrou para o taxista, que concordou com a cabeça.
"- E aí, Beth?"
- TÔ ENTRANDO NO ESTÚDIO! — dizia olhando pela janela do taxi nervosa — OLHA, DEI MEU PRIMEIRO PASSO DENTRO DO LOTE! UIA, ENTREI! ENTREI! RELAXA!
Logo o taxi estacionou em frente ao estúdio e Beth saiu apressada.
- Ei, ei! — o taxista chamou — A grana! Beth se virou. — Espera aí, você é Beth Sônea? — o taxista não acreditou. — Vai, vai! VOU DIZER PARA TODOS DA MINHA CASA QUE EU SERVI À BETH SÔNEA!
"- Beth?"
- TÔ NO ELEVADOR! TÁ SUBINDO, TÁ SUBINDO!!!
Ela correu e entrou no elevador do edifício.
"Porta abrindo. Porta fechando."
"- Quê? Disse alguma coisa?"
- Não, não disse nada! Ouviu alguma coisa?? Eu não!!!!!
"- Tá chegando?"
- TÔ ME APROXIMANDO DA PORTA! MINHA MÃO TÁ CHEGANDO NA MAÇANETA! CLAMA, CLAMA!
"- Clama?"
- É, CLAMA! — disse irônica.
Logo, o elevador emperrou.
- Ah, droga — Beth murmurou.
"- Que disse?"
- NADA! TÔ ABRINDO A PORTA! UHHH!!
"- Não está, não. Eu estou aqui na porta."
- AH! EU... EU... FUI NO BANHEIRO!! É! — ela disse apertando o botão de emergência, que começou a apitar.
"- Que barulho é esse?"
- SOU EU! Er... ESTOU CHAMANDO PÁSSAROS! ARARAAAAHHH!! ARARAAAAHHH!!
"- No... banheiro?"
- Hum... é...
Beth forçou a porta e a abriu. O elevador tinha parado na metade do andar. Beth escalou e subiu no chão.
- Ufa! TÔ CHEGANDO! TÔ REALMENTE CHEGANDO!!
Ela correu para a porta e entrou no estúdio correndo. Leiving a viu entrando e desligou o telefone.
- Cheguei! Cheguei...
Todos olharam para ela.
- Bem, — o diretor começou — eu tenho algo à dizer, agora que Beth Sônea chegou. — Arf, eu também tenho algo a dizer! Arf! — bufou Beth.
- Sim?
- Ai... Fala você primeiro! Arf! Eu fiquei sem fôlego! Ui... geralmente uso dublê...
- Pois bem, — continuou o diretor — das cenas 12 à 21 nós teremos de transferir as gravações para Os Ângelos, a cidade ao norte dos Estados Separados.
- O que? Por que? — questionou Leiving.
- Porque sim! E os astros terão de passar um tempo vivendo lá.
- Quanto tempo?
- Han... tipo... morar lá.
- Quê? Onde iremos ficar?? — indagou Beth.
- Isso é problema seu, querida Beth Sônea!
- Pô!
- E você? O que tinha a dizer, Beth?
- Ah... deviam dar um concerto básico no elevador social da direita.
- Mas, você não teve problemas com o elevador... — duvidou Leiving.
- Ah! Er... só por... precaução...!
- Er... tá bem... — estranhou o diretor — Agora todos em seus lugares! Preparados? Cena 11, take 1... AÇÃO!
Fale com o autor