A Sweet Love

6 Melhores amantes


Notas iniciais
ufa... esse cap demorou, eu sei^^
reta final, espero que gostem

Alguns dias depois ^.^


-Wow, até que enfim conseguimos arrancar o Uru de casa!- exclamou Reita, dando outra mordida no seu hambúrguer.


-Estava mais que na hora de sair com os amigos para comer e falar besteiras...


-Uh-hum- Kouyou concordou de boca cheia. – Vocês dois são uns chatos, não iam me deixar em paz até eu aceitar sair com vocês.


-E isso não demorou muito, né? Fala a verdade, você estva louco para vir, só quis se fazer de difícil.


-E se for?- retorquiu ele rindo.


-Eu sabia! Você não tem jeito mesmo...


-Hei, amor... já era para aquela pessoa ter chegado.- Akira falou em voz baixa, olhando o relógio.- Será que ele desistiu?


-Calma, ele deve ter se atrasado.


-“Ele” quem?- perguntou Takashima, confuso.


-Kou, nós chamamos mais alguém, tem problema?


-Ok, mas quem é?


-Aahh, quando chegar você vai saber...


-Qual é, gente? Digam logo quem vocês convidaram.


-Os outros ficaram em silêncio por um segundo e depois se olharam significativamente, dando um risinho travesso.


-Só quero ver o que vocês estão aprontando...- resmungou Uruha, tentando decifrar aqueles sorrisos.


-Eu vou pedir um milk shake.- Ruki, se levantando da cadeira.


-Vai, Reita... me conta^.^- pediu Uruha, em tom de conspiração, assim que ficaram a sós.


-Huhu, garoto mais insistente. Eu também não sei, isso é coisa do Ruki...


-Mentira.


-Tá bom, é mentira. Mas mesmo assim eu não vou te contar.


-Você é mau.- amuado.


-Eu sei.- riu ele.


-Olha quem eu encontrei no meio do caminho.- Kouyou ouviu a voz de Matsumoto às suas costas e quase engasgou com o suco ao ver quem estava com ele.


-Oi, gente.-cumprimentou Aoi, um pouco intimidado. Estva lindo como sempre.


Takashima recobrou a respiração e perguntou:


-Cadê o milk shake, Takanori?


-Ahn...? Desisti de comprar, a fila estava grande.- deu de ombros.


Takashima ficou calado por um instante, mas logo voltou a falar:


-Eu não sei porque ainda não torci o pescoço dos dois.- num tom baixo e ameaçador para Reita e Ruki.- Eu caí de novo na conversinha mole de vocês... eu sou mesmo um idiota.


-Não fica assim. Você sabe que nunca faríamos algo de que você não gostasse.- Takanori malicioso.


O outro corou na mesma hora. Todos já sabiam que ele gostara da surpresa.


-O que estão insinuando?


Ninguém respondeu, já estava tudo subentendido.


-E o seu namorado, Yuu? Por que ele não veio?- Uruha virou-se para ele, falando ironicamente.


-Nós terminamos.- disse, sem se alterar nem desviar os olhos dele.


-O-o quê?- ficou envergonhado por ter falado daquele jeito.- Foi mal, eu não sabia...


-Sem problemas. Não foi tão ruim assim, afinal.-riu.


-Pensei que se gostassem...


-Sim. Mas não é ele quem eu amo.


Uruha engoliu em seco depois disso.


-Ehhh... está ficando tarde. Acho que já vamos, não é Reita?- Matsumoto, dando um cutucão no namorado.


-Vamos. Até mais, gente.- despediu-se e logo os dois desapareceram de vista, deixando-os sozinhos.


Um minuto interminável num silêncio constrangedor, nenhum deles sabia direito o que dizer, nem como dizer. Sem o casal por perto estava bem mais difícil encontrar um assunto.


-Os chocolates que você me deu...eu ainda não comi nenhum.- disse o maior.


-Ainda está bravo comigo, não é?


-Não.- sorriu.- Estava esperando você para dividirmos a caixa, como sempre fizemos, lembra-se?


-................Nâo, ela é sua.


-Então ela vai ficar lá abandonada até você aparecer e dividi-la comigo. Sinta-se privilegiado, eu não costumo dividir chocolate com qualquer um


-Não me oferece chocolate, você sabe do meu vício...- ele brincou.


-É por isso mesmo, eu quero viciar você.- maliciosamente. Aoi abaixa os olhos, corando também.- Você vai ou não?- Kouyou se levanta e dá alguns passos em direção à saída.


O menor não diz nada, mas vai atrás do amigo, que já estava um pouco distante.



ooOOoo



Mais tarde...


-Eu pensei que não ia mais te ver no meu sofá se empanturrando de doces. Fico feliz por ser péssimo em previsões...- riu, sendo acompanhado pelo outro.


-Eu também. Nada como uns quilos a mais...- Shiroyama.- Eu estava com saudades dessa casa, desse monte de chocolate e, principalmente, estava com saudades de você, Kou.


-Ah, também não precisa exagerar, não ficamos tanto tempo assim sem nos ver...


-Eu sinto a sua falta não por estarmos longe fisicamente, mas porque nossas atitudes mudaram e nós nos afastamos.


-Wow, isso foi profundo...- comentou Takashima com um sorriso, tentando desanuviar o clima.


-Eh, eu fiquei inspirado de repente.- Aoi justificou, um pouco pensativo.


-..................O que foi? Ficou calado do nada...


-Estava pensando...


-E...?


-Uhn... nada não. Esquece...- desconversou.


-Tá.


10 segundos depois...


-Aaaaaahhhh não! Eu não suporto isso. Conta logo o que está pensando.- implorou Uruha, sem poder se conter.


-Que curioso!


-Por que todo mundo tem que dizer isso, hein?


-Talvez por ser pura verdade...- Yuu ficou subitamente sério.- É melhor deixar para lá.


-Diga agora ou eu vou ficar com todos os chocolates só pra mim!


-Está bem... é que...- ele corou violentamente.- ....eu não queria dizer mas você praticamente me obrigou, então...- respirou, tentando se encorajar.- Lembra daquela vez que a gente se beijou?- o rapaz perguntou num sussurro quase inaudível, com o rosto todo vermelho.


Kouyou se lembrava, é claro. Detalhe por detalhe, ele nunca poderia se esquecer daquela noite. Estavam na boate que costumavam freqüentar e já tinham passado do ponto. Dançaram quase a noite inteira juntos naquela pista, mas depois o movimento foi diminuindo, estava todo mundo bêbado, em pouco tempo já amanheceria. Ficaram falando um monte de bobagens, sem realmente entender o que o outro dizia, não importava muito, eram só lamúrias de bêbados. Então se beijaram pela primeira e única vez quase sem querer ou talvez por não terem coragem de fazer isso quando sóbrios. Era para ter sido um beijo sem conseqüências, algo que ficaria lá na boate. Mas não foi assim.


-Nós não voltamos mais nesse assunto. E...depois disso, não fomos mais os mesmos. Eu não entendo até hoje porque não conversamos e preferimos nos esconder, como se isso pudesse mudar alguma coisa. Todo mundo perguntava porque não conversávamos mais... ninguém entendia como de melhores amigos passamos a simples conhecidos. Menti para você, para o meu namorado e para mim mesmo. Por pura covardia.


-Foi estranho para mim...- Uruha tentou se explicar. – somos amigos a tanto tempo... e te olhar de um jeito diferente era algo novo.


-Mas não foi novo para mim.- interrompeu Shiroyama.


-Co-como assim???- o outro gaguejou, temendo a resposta.


-Eu disse que não mentiria mais, e não vou. No fim das contas eu não queria ser apenas um amigo para você. Quando nos beijamos eu tinha plena consciência do que fazia, não estava bêbado a esse ponto. Mas é lógico que o álcool ajudou, foi bem mais fácil, eu não tinha que explicar porque estava fazendo aquilo, nem dizer o que eu sentia por você de verdade. Eu esperava que você não se lembrasse no dia seguinte, mas era tarde, eu já tinha feito a besteira. Você se lembrou e eu fiquei sem cara de falar com você, morria de vergonha só de pensar naquele beijo. Eu tinha vontade de “repetir a dose” e isso me fazia sentir pior ainda, por te querer e ser obrigado a ficar longe.


Uruha ouvia aquele desabafo boquiaberto, nunca tinha passado pela sua cabeça que Yuu estivesse esperando uma oportunidade para ficarem juntos. Sempre achou que fosse o responsável pelo beijo e só agora via como estava enganado.


-Quer dizer que você se aproveitou de mim naquele dia?- perplexo.


-Eh...sim...ou melhor... não é bem assim...eu só.... gostava de você e tinha medo de dizer. Então senti que estava na hora: nós dois na boate bebendo, dançando tão...próximos. Eu não pude me conter....


-Eu não acredito no que está dizendo...


-Você não ofereceu resistência...- Aoi sorrindo de canto.- Aliás, você me correspondeu, eu me lembro como se fosse hoje.


Uruha sentiu o rosto queimando.


-Eu estava bêbado...- tentou argumentar, sem sucesso.


-Então...você só me beijou porque estava bêbado?- perguntou Shiroyama, parecendo decepcionado.


-Nãããooo...- ele correu para se explicar. Nâo é isso , Yuu. Eu só...


-Só o quê?- muito próximo, seus narizes quase se tocando. Aoi sorriu, vendo o constrangimento do outro.


-Eu... não sei.- Takashima disse num fio de voz, desviando o olhar.


-Sabe? Eu gostaria de repetir... só para saber se sem beber seria tão bom quanto antes.


-Hmmm... e se não for?- sorriu pervertido.


-Duvido muito que não seja.- aproximou-se mais até seus lábios se roçarem.


Uruha não suportou ter aqueles lábios quentes em contato com os seus, foi impelido a prová-los. Eles iniciaram um beijo lento, suas línguas explorando cada canto da boca do outro, sem ter a mínima vontade de parar. O menor puxou-o delicadamente pela cintura até seus corpos se colarem e as carícias se intensificando pouco a pouco.


-Espera...- Takashima se afastou abruptamente.- Isso é errado.


-O que é errado?- Aoi, receoso de que o outro se esquivasse de novo.


-Ficarmos aqui nesse sofá que mal tem espaço, enquanto a minha cama enorme está lá vazia. Não está certo. – riu, pegando-o pela mão.-Vem.


Shiroyama nem teve tempo de se recuperar do susto e já foi arrastado para o quarto. Todos os seus medos se dissiparam num segundo ao ver o rosto corado de prazer daquele a quem sempre amara em segredo. Não tinha o que temer enquanto tivesse aquele rapaz consigo.

Notas finais
Obrigada a todos que mandaram reviews e também aos que só leram ^.^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!