A Sweet Dream Or A Beautiful Nightmare?
7 #7 - Finalmente uma oportunidade
Notas iniciais
#7
Finalmente uma oportunidade
— Anjo, K. – Mel disse sorridente, mas encolheu os ombros ao ver que Blaine também estava ali. Ela sempre sentia uma tensão quando os pais estavam juntos.
— Mel, eu tenho uma surpresa para você. – Blaine disse completamente animado. Ele mal conseguia conter o seu sorriso.
— O que é? – A garota perguntou na mesma animação de seu pai.
— Oi, meu bebe. – Kurt disse chegando pertinho dela. – Papai, sentiu sua falta. Digo, eu estava aqui com você o tempo todo, mas não sabia da verdade. Agora eu sei. E eu senti falta de te chamar de “minha filha”.
— PAPAAAI! – Ela gritou feliz e abraçou o castanho. – Então vocês estão juntos de novo?
— Na verdade não. – Disse Blaine.
— Ainda não. – Kurt disse com um sorriso bobo no rosto.
— Ah... – Mel disse um pouco decepcionada. – Pai B...
— Sim, meu amor. – Disse o moreno, pegando a mão da filha para si.
— Quando eu vou poder ir embora daqui com vocês? – Aquela pergunta machucou completamente o coração de Blaine e também o de Kurt.
— Permanentemente nós não sabemos, meu amor, mas podemos tentar te tirar daqui por algumas horas, para podermos te levar para algum lugar ou algo assim. – Disse Blaine.
— Eu sei que para você pode ser fácil raptar uma criança, mas não podemos fazer isso. – Kurt olhou para Blaine, que apenas riu.
— Então você está dizendo que vamos raptar nossa própria filha? Sério, Kurt? – Blaine cruzou os braços e encarou Kurt. Aquele era o momento em que o moreno estava sendo dominado e Kurt estava percebendo.
Mas como se poderia perceber a diferença? Simples. Quando Blaine está “sendo dominado”, ele começa a ficar com o olhar extremamente sombrio e, seu sorriso alegre, se torna um sorriso debochado. Todas as suas frases têm um ar irônico e seus comentários são sarcásticos. E o olhar carinhoso que ele tem sobre Mel, se torna um olhar perdido. Enquanto seu olhar amoroso para Kurt, se torna um olhar de pura maldade, malícia e luxúria.
— Mel, nós precisamos ir embora, mas amanhã nós voltamos, tá? – Kurt disse e Melanie assentiu cabisbaixa. – Mel, não fica assim, por favor.
— Tudo bem, papai. Eu entendo que vocês precisam ir. – Ela disse triste.
Kurt arrancou Blaine dali o mais rápido possível e foi caminhando para ir com Blaine até a casa do mesmo. Ele estava na frente e Blaine vinha alguns passos trás dele.
Girl you're on my mind like 24/7
(Garota, você está na minha cabeça o dia todo)
Every single time that I'm not with you
(A todo momento em que eu não estou com você)
If you spend the night, baby it could be heaven
(Se você passasse a noite, amor, seria o paraíso)
Hit me on my line if you're tryna come through
(Me ligue se você quiser vir)
Kurt ouviu aquela voz mais que conhecida começar a cantar com sua melhor maneira provocante. Blaine se aproximou de Kurt e começou a sussurrar a música no ouvido do mesmo, arrancando suspiros que o Hummel obviamente não queria que escapassem.
— Blaine, para! – Pediu Kurt, mas o moreno apenas continuou a cantar.
Kurt não tinha armas contra aquilo, ele sempre seria mais frágil do que Blaine, principalmente quando o assunto era o moreno. Ele não conseguia aguentar por muito tempo os encantos do Anderson, mesmo sabendo que, no momento, tudo que Blaine queria era uma noite de diversão ao lado de Kurt e, no dia seguinte, ambos se arrependeriam daquilo.
I feel my heartbeat bumpin' to the bass (boom, boom, boom, boom)
(Eu sinto as batidas do meu coração)
She give me butterflies and they won't go away (away away)
(Ela me dá borboletas e elas não vão embora)
Under the stars, she took my hand and said,
(Sob as estrelas ela pegou minha mão e disse)
"Love you, need you, need you here to stay."
(Te amo, preciso de você, preciso que você fique)
Blaine continuava a cantar em forma de sussurro no ouvido de Kurt e adorava o momento a cada segundo mais, pois, a cada instante, Kurt se arrepiava mais e se entregava mais àquilo.
O moreno sabia que tinha um grande poder de persuasão e, sabia também, que Kurt era o primeiro a se entregar se Blaine quisesse ir até o final. Ele sabia que era uma guerra a qual já havia ganho.
Ele nem precisava mais lutar.
I'd like to give you what you need
(Eu gostaria de te dar tudo que você precisa)
I try but you're makin' it hard for me
(Eu tento, mas você torna difícil para mim)
How do I make you believe?
(Como eu faço você acreditar?)
Cause I love you, need you, need you here to stay
(Porque eu te amo, preciso de você, preciso que você fique)
I'd like to give you what you need
(Eu gostaria de te dar tudo que você precisa)
I try but you're makin' it hard for me
(Eu tento, mas você torna difícil para mim)
How do I make you believe?
(Como eu faço você acreditar?)
Cause I love you, need you, need you here to stay
(Porque eu te amo, preciso de você, preciso que você fique)
A voz de Blaine estava calma, mas a maneira que ele a usava, estava provocante demais. Provocaria qualquer pessoa.
Principalmente um anjo que não tem muitos prazeres em sua vida, pois, na vida desses anjos, já é um prazer ser um anjo.
Mas Kurt sempre quis mais. Talvez por isso ele estivesse gostando tanto daquele momento, mesmo que ele não fosse ceder, não podia negar que era boa a sensação de alguém o desejando.
Every time you're distant, girl somethin' is missin'
(Toda vez que você está distante, garota, algo está faltando)
And wish that I could fix it, I wish things were different
(E eu queria poder consertar isso, queria que as coisas fossem diferentes)
What else, what else, if you love me, girl then say it
(O que mais, o que mais, se você me ama, garota, então diga)
Say what else, what else, if you wanna be my baby
(Diga o que mais, o que mais, se você quer ser o meu amor)
Blaine acelerou o passo e ficou na frente de Kurt, andando de costas para poder cantar olhando para o castanho.
O Hummel revirava seus olhos para Blaine, mas, a verdade, é que por dentro ele estava dando pulos e mais pulos de alegria.
Agora que ele lembrava de tudo, lembrava também a falta que sentia do marido. Eles nunca chegaram a “se divorciar”, mas Kurt havia deixado bem claro que não queria ver Blaine em sua frente nunca mais.
Parece que esse ‘nunca mais’ não durou tempo o suficiente.
I feel my heartbeat bumpin' to the bass (boom, boom, boom, boom)
(Eu sinto as batidas do meu coração)
She give me butterflies and they won't go away (away away)
(Ela me dá borboletas e elas não vão embora)
Under the stars, she took my hand and said,
(Sob as estrelas ela pegou minha mão e disse)
"Love you, need you, need you here to stay."
(Te amo, preciso de você, preciso que você fique)
Blaine continuava a encarar Kurt de seu jeito persuasivo, com sua voz o mais provocante possível. Kurt queria puxá-lo e beijá-lo, mas ele não podia dar o gostinho daquela vitória para o moreno.
Ele se gabaria pelo resto de sua vida – enquanto demônio, claro.
I'd like to give you what you need
(Eu gostaria de te dar tudo que você precisa)
I try but you're makin' it hard for me
(Eu tento, mas você torna difícil para mim)
How do I make you believe?
(Como eu faço você acreditar?)
Cause I love you, need you, need you here to stay
(Porque eu te amo, preciso de você, preciso que você fique)
I'd like to give you what you need
(Eu gostaria de te dar tudo que você precisa)
I try but you're makin' it hard for me
(Eu tento, mas você torna difícil para mim)
How do I make you believe?
(Como eu faço você acreditar?)
Cause I love you, need you, need you here to stay
(Porque eu te amo, preciso de você, preciso que você fique)
Blaine parou de cantar assim que eles chegaram na casa do mesmo. Ele se sentiu estranho ao ver Kurt parar onde estava, deixando assim de segui-lo.
— Não vai entrar comigo? – Perguntou o moreno.
— Melhor não. Você sabe o que vai acabar acontecendo se eu entrar. – Kurt disse cheio de receio.
— Acho que algo pior vai acontecer caso você não entre, pois, se você não se lembra, eu faço as crianças terem pesadelos. – Argumentou o moreno. Aquilo era um pedido, mas ele não iria admitir. – Então, acho melhor você entrar comigo, prometo não fazer nada com você. – Kurt suspirou derrotado e entrou primeiro. – A menos que você peça...
Blaine dá um sorriso malicioso sem que Kurt veja e entra na casa trancando logo em seguida.
Kurt virou-se para falar com Blaine, mas não teve tempo, pois seus lábios foram rapidamente atacados pelo mesmo.
— Blaine, não. – Kurt disse, mas foi completamente ignorado e Blaine voltou a beijá-lo.
— Pensa só, Kurtie... – Kurt se arrepiou ao ouvir aquele apelido. Droga, por que Blaine precisava ser tão irresistível? Que diabo de pensamento era aquele de Kurt? Ele não podia pensar assim. Ele era um anjo. – Enquanto eu estiver ocupado com você, as crianças não correm perigo, elas vão estar tendo doces sonhos.
— E você é um lindo pesadelo. – Kurt disse como se estivesse completando a fala de Blaine, logo o empurrando contra a parede e o beijando. Segundos depois ele parou e colocou as mãos na cabeça. – Eu não posso fazer isso.
— Sim, você pode. – Blaine disse se aproximando e abraçando Kurt pelas costas. – E você quer.
— Não interessa o que eu quero... – Kurt foi interrompido.
— Por que não, Kurt? Qual a graça maior em ser um anjo? Você pode fazer as crianças dormirem serenamente e terem bons sonhos. Que lindo. É um emprego lindo, concordo. Mas você não para por nenhum segundo para pensar que você nunca faz algo porque você quer. E você quer e pode fazer isso, então para de pensar que você é um anjo por pelo menos duas horas e aproveita comigo. – Explodiu o moreno, baixando seu tom enquanto ia terminando sua frase.
— Eu não posso, me perdoa. – Disse Kurt, sentando-se no sofá.
— Kurt, esquece de tudo e me responde só uma coisa. – Kurt fez um sinal para ele continuar, então ele sentou ao lado do castanho e segurou sua mão. – Você não sente nada quando minha pele toca a sua?
— E-eu... não, Blaine. – Mentiu o castanho.
— E você não sente nada quando eu falo assim pertinho do seu ouvido? – Blaine sussurrou e Kurt se arrepiou por completo.
— N-não... eu não sinto nada... – Mentiu Kurt novamente. Essa não era a regra mais importante sobre ser um anjo? A de não mentir?
— Você sente. Você está mentindo. – Disse o moreno. – A verdade é que, no momento, eu sou o que você mais quer. Você tem medo demais para admitir isso.
Blaine se levantou e subiu as escadas, indo em direção ao seu quarto. A verdade, é que Blaine, por mais que realmente quisesse Kurt, ele queria também provar que os anjos não são santos e querem sim as mesmas coisas que os humanos. Eles apenas têm medo de dizer isso em voz alta.
Blaine foi tirado de seus pensamentos quando a porta do seu quarto simplesmente bateu forte.
Kurt estava parado em frente a ela.
Com sua linda aparência, que tiraria o fôlego de qualquer pessoa.
— Eu sabia que você não iria aguentar por muit... – Blaine foi interrompido por Kurt sentando em seu colo.
— Cala a boca e aproveita, porque eu não vou fazer isso de novo. – Blaine apenas assentiu e beijou Kurt vorazmente. – Espera, seus olhos estão pretos demais. O que está acontecendo?
— Eu sou um demônio agora, lembra? – Blaine se aproximou de Kurt, que fugiu e ficou prensado contra a parede. – Você não vai mesmo fugir de mim, vai?
— Eu não quero ser igual a você. – Kurt praticamente choramingou.
— Você só vai fazer isso se você permitir. É uma escolha sua, não minha. – Kurt assentiu ainda receoso, mas permitiu então que Blaine o beijasse novamente.
Enquanto ainda beijava Kurt, Blaine começou a abrir a camisa branca do anjo, abrindo botão por botão apenas para provocar. Ele queria atiçar Kurt, queria provocar até que o castanho não aguentasse mais aquilo.
Kurt então trocou de posição e empurrou Blaine contra a parede com tanta força, que poderia ter quebrado a mesma. O moreno abriu seus olhos e encarou os olhos de Kurt, não podia ser verdade.
Os olhos do tão bom anjo estavam totalmente pretos. Ele tinha permitido que o mal entrasse nele e Blaine sabia que não seria fácil de tirar dele, mas também sabia que Kurt não permitiria ser controlado, já que sua bondade sempre falaria mais alto.
Então, dando de ombros, Blaine pegou Kurt no colo e o colocou em cima da cômoda não muito alta que tinha no quarto aproveitando para tirar totalmente a blusa do castanho e atacar o pescoço do mesmo.
— Você está agindo como se não fizesse isso há muito tempo, Blaine. – Kurt disse, querendo acabar com tantos joguinhos, querendo ir logo para a parte “importante” para ele.
— Você foi o único, Kurt. Você nunca deixou de ser o meu marido, seria errado se eu ficasse com qualquer outra pessoa. – Blaine disse e Kurt continuou a beijá-lo, fingindo não ter escutado. Mas ele escutou.
Kurt pulou da cômoda e empurrou Blaine, fazendo com que o moreno batesse na mesinha e derrubasse o abajur, mas isso não o parou, então ele empurrou Blaine para a cama e subiu por cima dele. Os dois estavam sem camisa e Kurt aproveitou o momento para começar a beijar o peito do moreno, descendo por sua barriga e logo voltando para cima, beijando o pescoço de Blaine.
— Não pense que só você pode mandar. – Blaine disse com um sorriso cheio de malícia nos lábios.
— Eu penso assim porque eu posso. – Disse Kurt, sentado ainda no colo de Blaine, que agora também estava sentado.
— Não, não pode. – Blaine então trocou de posição com Kurt, o derrubando na cama e segurando os pulsos do castanho acima de sua cabeça. – Quem está no comando agora? – Perguntou provocante.
O Anderson avançou um pouco e beijou Kurt novamente, enquanto o castanho levava suas mãos até a calça de Blaine e a abria.
Blaine agora se sentia feliz, ele havia conseguido corromper o anjo Kurt.
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