A Sweet Dream Or A Beautiful Nightmare?

4 #4 - Não é um sonho. É uma lembrança.


Notas iniciais
Mas oi gente! Atualizando mais uma vez hoje *-* Espero que gostem ♥♥ Boa leitura!

#4

Não é um sonho. É uma lembrança.

– Obrigado por me dar uma chance. – Blaine disse olhando com um pequeno sorriso para Kurt.

– É bom que eu não me arrependa. – Disse o castanho. – Se Sebastian souber que eu estou em plano terreno sem estar cuidando de uma criança, ele me expulsa.

– Eu não vou deixar ele fazer isso, só vem comigo. – Blaine continuava a guiar Kurt pelo local onde eles estavam.

– Onde estamos? – Perguntou o castanho.

– Em um shopping. – Aquela palavra era nova para Kurt. O castanho encarou tudo como se estivesse em um palácio ou algo do tipo.

– E o que viemos fazer aqui? Blaine parou e olhou para Kurt.

– Nós viemos aqui comprar um presente para a Mel. Hoje é aniversário dela. – Disse o moreno com um sorriso enorme no rosto. – Não sei se você já reparou na coleção de bichos de pelúcia que ela tem. Eu dei todos eles.

– Então você agora vive com os humanos? – Kurt perguntou enquanto encarava a grande loja de brinquedos.

– Sim. Eu não tenho nada para fazer além disso. A não ser quando sou dominado pelo meu lado escuro e sou obrigado a fazer as crianças terem pesadelos. – Blaine pegou um urso e mostrou para Kurt, que não pôde deixar de sorrir ao pensar em Mel recebendo aquele presente.

– Você não tem controle, não é mesmo? – Blaine negou.

– Bem que eu queria. Eu vivo uma boa vida, eu só sinto falta de como tudo costumava ser. – Disse ele andando até o caixa para pagar pelo bicho de pelúcia.

– Os humanos podem nos ver? Digo, não são só as crianças? – Perguntou Kurt. Aquilo tudo era tão novo.

– Sim, eles podem, a não ser que você fique invisível, aí não poderão. – Explicou o moreno.

Os dois foram até o caixa e pagaram pelo brinquedo, logo saindo dali e indo até a praça de alimentação.

– Quer experimentar uma coisa diferente? – Perguntou Blaine.

– Tenho até medo, mas já que estou aqui. – Disse o castanho.

– Então sente-se aqui e espere um pouco. – Blaine guiou Kurt até a mesa mais próxima e Kurt sentou por lá.

O castanho ficou olhando maravilhado para aquele lugar. O lugar onde ele vivia era incrível, mas novas descobertas eram sempre bem-vindas para ele.

– Feche os olhos. – Kurt ouviu a voz de Blaine bem próximo a si e, mesmo com um pouco de medo, fez o que lhe foi pedido. – E abra a boca, por favor.

– O que você vai fazer? – O castanho perguntou assustado, sem abrir os olhos.

– Apenas confie em mim, Kurt. Eu não vou te machucar. – Kurt apenas assentiu e fez novamente o que lhe foi pedido.

Kurt sentiu algo gelado em sua boca e levou um pequeno susto com isso, mas logo gostou da sensação por conta do gosto que estava sentindo. Era algo doce.

Blaine se aproximou do rosto de Kurt e, tinha o mundo girando ao seu favor, mas não teve coragem de roubar um beijo. Não parecia o certo para o momento. Ele apenas se afastou e suspirou alto.

– Pode abrir seus olhos agora. – Falou ele.

Kurt abriu lentamente seus olhos e viu o sorriso enorme no rosto de Blaine, fazendo com que ele também sorrisse um pouco envergonhado.

– Você gostou? – Perguntou Blaine.

– Você está brincando? Isso é delicioso. – Disse Kurt um pouco alto, fazendo Blaine sorrir ainda mais. – O que é isso?

– Se chama sorvete. – Blaine disse rindo e entregou o sorvete para Kurt terminar de comer.

[...]

Logo que anoiteceu, Kurt e Blaine foram em direção ao orfanato, já indo direto para o quarto de Melanie.

– Blaine, se ela é sua filha, por que ela fica aqui? – Kurt perguntou quando eles pararam na janela.

– Vários motivos. Espero que logo você entenda. – Blaine disse e viu a pequena entrar no quarto cantarolando alguma música.

Os dois garotos entraram no quarto, fazendo a pequena sorrir feliz da vida.

– Eu pensei que não viessem. – Disse a garotinha.

– E você acha que nós perderíamos o seu aniversário, minha princesa? – Perguntou Blaine, sorrindo para a filha.

– Nós te trouxemos um presente, Mel. – Kurt se aproximou e entregou o enorme embrulho para a pequena.

– Bigada. – Disse a criança, pegando o pacote e já o abrindo.

A criança abria o pacote com um enorme brilho nos olhos. Ela estava mais feliz por estar ali com seus dois pais, mas, como um deles ela não podia chamar de pai, ela se contentava com um presente dos dois. E o urso que havia dentro era lindo.

– Você gostou, meu amor? – Perguntou Blaine, vendo a garota assentir lentamente.

Ela ficou em pé na cama e abraçou os dois, logo voltando a se sentar e encarar eles com um sorriso travesso no rosto.

– Pode falar o que você quer. Eu conheço essa carinha sapeca. – O moreno olhou sorrindo para ela, que explodiu em risadas.

– Eu só queria saber se vocês não podiam cantar para mim. – Ela pediu envergonhada e os dois pararam para pensar.

– Podemos, mas eu preciso de um instrumento muito interessante para isso. – Blaine disse e materializou um grande piano.

Ele sentou-se ao piano branco materializado e Kurt sentou em cima do mesmo, botando Melanie ao seu lado.

Blaine cochichou para Kurt a música e o castanho adorou a ideia, aceitando de imediato.

Clinging to me

(Agarrado em mim)

Like a last breath you would breathe

(Como um último sopro que você respiraria)

You were like home to me

(Você era como um lar para mm)

I don’t recognize this street

(Eu não reconheço essa rua)

Blaine começou a tocar e logo a cantar, com sua voz suave, que deixava qualquer um tranquilo.

Melanie olhava encantada para seu pai, que tinha o olhar vago enquanto cantava. Mel era uma criança, mas havia entendido o motivo: aquela música combinava com seus pais.

Please don't close your eyes

(Por favor, não feche seus olhos)

Don't know where to look without them

(Não sei para onde olhar sem eles)

Outside the cars speed by

(Lá fora os carros passam acelerados)

I never heard them until now

(Eu nunca ouvi eles até agora)

Kurt começou a cantar, enchendo o cômodo com sua doce voz. O castanho olhava diretamente para Blaine. Ao olhar para aqueles lindos olhos castanhos, era como se um flashback de toda a vida de Kurt passasse diante de seus olhos, mas ele não via nada, pois não tinha o que ver. Ele não tinha memórias para lembrar.

I know you care

(Eu sei que você se importa)

I know it is always been there

(Eu sei que sempre esteve lá)

But there's trouble ahead, I can feel it

(Mas há problemas à frente, eu posso sentir isso)

You are just saving yourself when you hide it

(Você está apenas salvando a si mesmo quando esconde isso)

Blaine seguiu a cantar, sem parar de olhar para Kurt e o lindo céu que ele chamava de olhos.

Kurt era tão lindo, tão puro, tão angelical – até demais para o anjo que era – e Melanie agora era a única lembrança que Blaine tinha do amor de sua vida.

Aquele que, tentando agradar, acabou perdendo.

Blaine nunca se perdoaria caso não conseguisse finalmente explicar tudo para Kurt.

Yeah, I know you care

(Sim, eu sei que você se importa)

I see it in the way you stare

(Eu vejo na maneira que você encara)

As if there was trouble ahead and you knew it

(Como se houvesse problema à frente e você soubesse)

I'll be saving myself from the ruin

(Eu estarei salvando a mim mesmo da ruína)

And I know you care

(E eu sei que você se importa)

Kurt tinha lágrimas em seus olhos. Ele sentia que Blaine tinha algo para lhe dizer. Sentia também, que Melanie era muito mais do que apenas uma criança.

Ele só não imaginava ser pai dela, muito menos imaginava que era casado com Blaine.

I used to run down the stairs

(Eu costumava descer as escadas correndo)

To the door and I thought you were there

(Até a porta e eu achava que você estava lá)

Do you shape through the comfort of us

(Para ajustar as coisas ao nosso gosto)

Two lovers loved out of love

(Dois amantes amados fora do amor)

Oh, but I know you care

(Oh, mas eu sei que você se importa)

I know it is always been there

(Sei que sempre esteve lá)

But there's trouble ahead, I can feel it

(Mas há problemas à frente, eu sinto isso)

You are just saving yourself when you hide it

(Você está apenas salvando a si mesmo quando esconde isso)

Blaine começou a chorar sem se preocupar com as lágrimas que caíam sem parar. Ele lembrou-se da primeira vez que ouviu Kurt dizer que o amava.

“Os dois anjos estavam sentados no chão fazendo um piquenique, até que Blaine sujou Kurt de chantilly e começou a rir loucamente por isso.

– Eu não acredito que você me sujou. Não te amo mais. – Kurt disse rindo.

– Antes de eu te sujar você me amava? – O coração de ambos disparou com aquilo e Kurt não sabia onde enfiar o rosto.

– Err... sim. Eu te amo, meu anjo encantado. – Kurt disse e sorriu.

– Eu também amo você. – Ele disse logo capturando os lábios do amado.”

Yeah, I know you care

(Sim, eu sei que você se importa)

I see it in the way you stare

(Eu vejo na maneira que você encara)

As if there was trouble ahead and you knew it

(Como se houvesse problemas à frente e você soubesse)

I'll be saving myself from the ruin

(Eu estarei salvando a mim mesmo da ruína)

Kurt cantava agora olhando para Melanie. Ela tinha uma feição tão alegre por estar vendo os dois cantando, aquilo deixava Kurt o mais feliz possível.

Não haviam maneiras de não sorrir ao lado da pequena. Ela era simplesmente radiante.

I know it wasn't always wrong

(Sei que nem sempre foi errado)

But I've never known a winter so cold

(Mas eu nunca senti um inverno tão gelado)

No, I don't want my hands in a coat

(Não, eu não quero minhas mãos em um casaco)

But I still hope

(Mas eu ainda tenho esperança)

Agora, mais do que anteriormente, Blaine olhava diretamente para Kurt, com uma certa tristeza no olhar.

Kurt nunca havia visto o moreno tão sentimental assim.

Ou, pelo menos, não lembrava de ter visto.

'Cause this is how things ought to have been

(Porque é assim que as coisas deveriam ser)

And I know the words of it

(E eu conheço as palavras)

Wasn't all that it seemed

(Não foi tudo o que pareceu)

Why can't I dream?

(Por que eu não posso sonhar?)

Do I care to dream?

(Eu me importo em sonhar?)

Melanie se jogou para o colo de Kurt, que sorriu imediatamente para a pequena. Ela era capaz de fazer qualquer escuridão se tornar luz.

Talvez fosse esse o motivo de Blaine ficar tão à vontade ao lado dela. Talvez fosse ela a cura dele.

Mas ela não era. Não sozinha. Blaine precisava de seus dois amores juntos. Só Kurt poderia ajudar agora.

Mas será que ele iria?

'Cause I know you care

(Porque eu sei que você se importa)

And I know you care

(E eu sei que você se importa)

I know you care

(Eu sei que você se importa)

I know you care

(Eu sei que você se importa)

I know it's always been there

(Eu sei que sempre esteve lá)

Os dois encerraram a música juntos e levaram Melanie até a cama, onde a botaram para dormir e, Blaine foi o responsável pelo sonho dela.

Após colocarem a pequena para dormir, os dois foram saindo do quarto, saindo do orfanato, andando pela rua.

O silêncio reinava entre eles e chegava a ser ensurdecedor.

– Por que você sempre dá a ela o mesmo sonho? – Kurt perguntou depois de um certo tempo.

O barulho do vento soprando era uma das poucas coisas que se podia escutar na noite silenciosa. Era quase que possível escutar o coração deles batendo.

– Não é um sonho. É uma lembrança. – Explicou o moreno.

Kurt assentiu e continuou a andar. Aquela resposta não havia sido o suficiente para ele. Ele precisava saber mais.

– Aqueles no sonho somos nós? – Kurt perguntou e parou para encarar Blaine.

O moreno soltou um suspiro um pouco alto, pensou em não responder, mas chegou à conclusão de que sanar a dúvida de Kurt era a melhor opção para se escolher.

– Sim. – Blaine respondeu soltando mais um suspiro em seguida.

Ele queria encerrar o assunto por ali e deixar como estava, mas é claro que Kurt pensava diferente e queria continuar o assunto. Queria matar toda a sua curiosidade e queria fazer isso agora.

– E por que nós... – Blaine colocou sua mão sobre os lábios de Kurt, impedindo que o castanho continuasse a falar.

– Você fala demais, sabia? – Blaine havia mudado seu semblante completamente.

Antes ele parecia um anjo mesmo, mas agora... ele estava pior do que um demônio. Kurt sabia que essa era a hora de calar a boca e ir embora, mas, parte dele, queria permanecer ali e ajudar Blaine.

– Por que você não vai descansar? Vai ser bom para você. – Kurt disse, tentando ajudar o moreno.

– Porque no momento a única coisa que vai ser boa para mim é você. – O moreno disse se aproximando.

Kurt estava começando a ficar nervoso. Não fazia ideia de que hora era, mas sabia que precisava voltar para seu lugar.

– Olha, se você não precisa descansar, eu preciso. Alguma criança pode precisar de mim e... – Kurt foi prensado contra uma árvore.

Seu coração batia tão rápido, quase podia ser escutado.

– Eu quero você, Kurt. – O Anderson sussurrava no ouvido de Kurt.

O moreno começou a tentar beijar Kurt, mas não obteve sucesso, então praticamente atacou o pescoço do mesmo, o enchendo de beijos e mais beijos. As mãos de Blaine passeavam pelo corpo de Kurt e o castanho queria impedi-lo, mas aquela sensação era tão boa. Ser desejado por um homem tão bonito como Blaine era como um sonho se realizando.

Mas a forma atual do moreno estava mais para um pesadelo.

Kurt empurrou Blaine e saiu andando rapidamente. Mas o moreno foi atrás.

– Os prazeres de uma vida humana são tão maravilhosos, por que não vem comigo e aproveita? Você nunca foi a uma festa de verdade. – Blaine disse parando de frente para Kurt.

O castanho queria, mais que tudo, aceitar. Mas ele não podia.

– E por que você não vai aproveitar esses prazeres aí sozinho? – Perguntou Kurt.

– Porque eles são maravilhosos, mas todos esses prazeres serão melhores se forem proporcionados por você.

Notas finais
ESSE BLAINE É MUITO SAFADO. Mas, fazer o que... Estão gostando? Me deixem saber, por favor ♥ Música: https://www.youtube.com/watch?v=8BRdY0NR08g Beijo ♥