A Sweet Dream Or A Beautiful Nightmare?

10 #10 - Eu não acredito que você matou ela


Notas iniciais
NÃO ME MATEM! Perdoem a demora para atualizar! Espero que gostem ♥ P.S.: Não deu tempo de revisar, então perdoem qualquer erro.

#10

Eu não acredito que você matou ela

— Blaine, sai de perto dela! – Kurt gritou novamente.

Uma fumaça preta estava formada em volta de Blaine e Melanie e a pequena criança se revirava sem parar na cama. Blaine estava olhando fixamente para a criança, fazendo alguns gestos com as mãos enquanto chorava. Sim, chorava.

— Eu não consigo parar. – Blaine disse entre as lágrimas. – Você precisa me machucar se quiser acabar com isso.

— E-eu, eu não posso fazer isso. – Gaguejou Kurt. Ele não podia acreditar que Blaine estivesse mesmo sugerindo aquilo.

— Kurt, me mate se for preciso. Isso é para o bem da nossa filha. – O olhar dele estava praticamente implorando por ajuda. Kurt não conseguia pensar em nada que pudesse resolver o seu problema. – Anda logo, por favor.

Kurt então correu até a cozinha e pegou uma faca. Será que um corte no braço era o suficiente? Ele não sabia, mas precisava tentar.

Ele voltou ainda mais rápido para o quarto e, com lágrimas em seus olhos, fez um corte no braço esquerdo de Blaine. Aquilo não adiantou, só fez os olhos deles ficarem mais escuros e sua aparência ainda mais sombria. Kurt fez a volta em Blaine e fez um outro corte, mas agora no braço direito e um pouco mais profundo.

Aquilo não estava adiantando em nada. Kurt se irritou, pegou a faca com toda a sua força e fez um corte que ia desde o fim da nuca de Blaine até perto de sua cintura. Só assim que ele finalmente parou o que estava fazendo e olhou aterrorizado para si mesmo.

Kurt o puxou até o seu quarto e pegou a caixa de primeiros socorros. Ele precisava arrumar aqueles cortes e logo.

— Me deixa sangrar até morrer. – Blaine disse com os dentes cerrados, ele sentia raiva de si mesmo. – Eu nunca me descontrolei desse jeito. Eu mereço ir para o inferno.

— Cala a boca, eu não vou deixar você morrer. – Blaine segurou os pulsos de Kurt e o olhou com firmeza.

— Você viu bem o que eu fiz? Ela vai me odiar quando acordar, porque sabe que eu fiz aquilo. Eu mexi com o psicológico dela, só eu estava vendo o que eu coloquei na cabeça dela. Eu quase tornei real o pior medo dela. – Blaine queria bater com sua cabeça na parede até parar de respirar. – Ela vai me odiar...

— Calma, meu amor, por favor. Me deixa te ajudar. – Suplicou o mais novo, finalmente convencendo Blaine a sentar na cama e deixá-lo o ajudar. – Conte-me o que botou nesse sonho.

— O maior medo dela é perder a nós e eu fiz ela sonhar que nós estávamos a obrigando a pular da janela, porque nós não a amávamos. E ela pulou. – Blaine não parava de soluçar agora, ele realmente queria morrer. – Eu sou o pior pai do mundo.

— Não você não é. Você só está deixando esse mal te possuir por tempo demais. Você só precisa deixar eu te ajudar, meu amor. – Kurt tratou dos cortes rapidamente, o das costas foi um pouco pior de fazer um curativo, mas ele dominou bem tudo.

— Você não pode me ajudar. Eu pensei que só o seu amor seria o suficiente, mas pelo visto não é. E o pior é que você não pode nem consertar o meu erro e agora ela vai ter esse sonho para sempre. Ela não vai mais nem querer dormir. – Blaine se levantou irritado e socou a parede, Kurt apenas o observou. Ele realmente não tinha o que fazer ou dizer. – Eu vou dar uma volta.

Kurt apenas assentiu, soltando um suspiro. Ele guardou as coisas que usou para fazer os curativos de Blaine e trocou de roupa, já que a atual estava suja de sangue.

Passados alguns minutos, Kurt resolveu ir até o quarto da filha para dormir com ela e tentar tranquiliza-la, mas quando chegou ao local viu novamente algo que não queria: Melanie não estava em sua cama e a janela estava aberta.

Automaticamente ele lembrou do que Blaine disse, então correu para a janela, mas não tinha ninguém lá em baixo. Ele correu por todos os cômodos da casa, olhou de baixo das camas, dentro dos armários e guarda-roupas. Ela havia sumido.

Kurt ligou para Blaine, desesperado pelo ocorrido. Blaine simplesmente não atendia. Kurt ligava e ligava novamente, mesmo que em todas as suas tentativas o telefone tivesse caído na caixa postal. Quando ligou pela décima segunda vez, o moreno finalmente atendeu.

“O que houve agora? Eu já estou bem longe dela.” – Blaine disse um pouco seco, mas Kurt ignorou isso.

“A Mel sumiu.” – Ele disse quase chorando.

“COMO ASSIM A MEL SUMIU?”

“Ela não está em nenhum lugar dentro dessa casa. Eu estou desesperado. Eu preciso de você.”

“Ok, estou voltando para casa. Em menos de dez minutos estou aí”.

Kurt andava de um lado para o outro, subia e descia as escadas, entrava e saía dos cômodos. Ele não sabia o que fazer e se grudou em Blaine assim que viu o moreno chegar. Ele começou a chorar de uma maneira desesperadora, fazendo Blaine se sentir ainda mais culpado por tudo que havia acontecido.

— O que vamos fazer? – Foi a única coisa que Kurt conseguiu perguntar.

— A única coisa que podemos fazer é procurar ela pela cidade, torcendo para ela não ter ido muito longe. – Sugeriu Blaine e Kurt assentiu, logo saindo com Blaine rua a fora.

[...]

— Fica quieta, Melanie. Que droga! – Falou o moreno alto, irritado com o choro da criança que estava em seus braços. – Se você não ficar quieta, será pior para você.

— Eu quero os meus papais. – Choramingou ela, logo desabando em lágrimas.

— Quais? Aqueles que nem em casa não estão? Aquele que faz você ter um pesadelo horrível e te condena a isso pelo resto de sua vida? – Perguntou ele, chacoalhando a criança.

— Eles estão procurando por mim, eu sei disso. – Afirmou ela, sendo novamente chacoalhada. — Para, por favor.

— MELANIE? – Blaine e Kurt gritaram lá na parte de baixo da casa, olhando e vendo a filha na beirada da janela, a apenas um passo de cair.

— Ora, ora, resolveram voltar? – Perguntou o tal moreno, aparecendo na claridade para eles o olharem.

— Elliot? – Kurt perguntou boquiaberto, vendo o homem soltar a criança, que se desequilibrou e quase caiu. – Por favor, coloca a Mel em um lugar seguro, tira ela da beirada dessa janela e então poderemos conversar.

— E por que eu faria isso? Não tenho motivo algum para obedecer vocês. – Ele disse irônico. – Agora, se me dão licença, preciso terminar o destino de uma criança.

— Elliot, para com isso, por favor. – Implorou Kurt, Blaine iria saindo correndo para entrar na casa, mas foi impedido.

— Se você der mais um passo, eu empurro ela daqui de cima. – Blaine parou no lugar onde estava. – Mel, você que decide o que faz, mas, apenas pense, por que você deveria viver se seus pais claramente não te querem?

— É CLARO QUE NÓS QUEREMOS. – Gritou Kurt.

— Nós te amamos, Mel, por favor, não faça isso. – Blaine disse quase sem voz.

— QUIETOS! – Ordenou Elliot. – Vamos lá, Melanie. Você não queria viver com os anjos? Se você pular, você poderá viver com eles. Não tenha medo, você não sentirá nada. – A criança chorava cada vez mais, alternando os olhares entre Kurt, Blaine e o chão. Elliot sorria maleficamente: era tão fácil controlar uma criança insegura. – Você se sentirá melhor e viverá feliz para sempre, como em um conto de fadas.

— Você promete? – Perguntou a criança, virando-se para Elliot.

— É claro que eu prometo. – Afirmou ele, com um sorriso doentio para ela.

— Mas eu amo tantos os meus papais. – Ela disse olhando para os dois, que tinham uma ponta de esperança de que ela fosse ignorar Elliot e descer lá de cima.

— Chega disso! – Ele disse e, sem dó nem piedade, simplesmente empurrou a criança.

Tudo pareceu ficar preto na volta de Kurt e ele nunca sentiu dor tão grande em sua vida. Blaine se desesperou por ver Kurt estirado no chão e não sabia até quem ele corria primeiro.

Ele correu até os dois e seu choro só se aprofundou. Sua filha não possuía respiração ou batimentos e, para o seu maior pesadelo ser real, Kurt praticamente também não tinha.

Notas finais
EU SEI, VOCÊS QUEREM ME MATAR! só peço que não façam isso até ler o próximo, eu não vou destruir tanto o coitado do Blaine... Me digam o que acharam, mesmo que sejam palavras de ódio. Bjo ♥