A Supernatural Destiny
6 In a perfect Shape (Parte I)
Eu esfregava as minhas têmporas rezando pra que isso funcionasse e levasse minha dor de cabeça pra bem longe. Dei um longo gole no café amargo e voltei a prestar atenção na conversa dos Winchester.
– A verdade é que ele nunca teve uma vida satisfatória e provavelmente é isso que o impede hoje – Sam comentou.
– Tá, pode ser verdade, mas se for, a gente faz o que? Já sabemos que o cara foi cremado e todos os seus pertences foram mandados pra família em Londres. – Dean disse.
– Não, na verdade! Olha só isso – Ele empurrou o laptop para mim e Dean.
A foto do homem na primeira página dava a ele um ar elegante. Vestido num terno caro, cabelo bem penteado e... Um anel com uma pedra azul gigantesca.
– James nunca tirou esse anel desde que o ganhou – Sam explicava – De acordo com Marine, sua filha, esse anel era um legado da família e valia muito entre os River. Quando ele morreu, seu irmão, Klaus, foi o primeiro a se manifestar dizendo que queria o anel e com ele ficou.
– É, talvez o anel sirva – Dean comentou.
– Vocês poderiam me explicar desde o começo? – Eu perguntei. – Eu estava distraída.
O fantasma de James River vinha assassinando seus familiares a cerca de dois meses e agora os membros da família estão mais assustados que galinhas no meio de raposas.
Eu bati na porta de mogno decorado. Uma senhora de cabelos totalmente grisalhos e presos num coque atendeu a porta.
– Boa tarde! Somos detetives e viemos investigar a morte de James River – eu disse e então eu, Dean e Sam mostramos distintivos falsos com os nomes de Detetives Claire Rhodes, Robert Swan e Eric Manson.
– É a Sra. River? – Sam perguntou.
– Não, sou só a empregada – ela respondeu num mal — humor. – Entrem, o Sr. River deve estar no escritório agora.
Dean e Sam seguiram atrás de mim. A Sra. Mal Humorada indicou o caminho até o escritório onde supostamente estava Klaus River. Ela anunciou nossa chegada e o homem parou de ler o livro encapado no couro para nos atender.
– Ah! Em que posso lhes ajudar? – Ele indicou duas cadeiras. Eu me sentei, Dean e Sam brigaram pela segunda cadeira.
– Viemos só por umas perguntas – Sam esclareceu, em pé, já que Dean havia sido mais by Text-Enhance\">rápido. – Queríamos saber, James tinha algum inimigo dentro da família?
– Dentro dessa família todos são inimigos. Parecemos lobos sedentos por dinheiro. Não me orgulho disso, sabe? – Ele fez questão de mostrar o anel – Essa era uma das únicas by Text-Enhance\">riquezas que James ainda tinha...
– Perdão! Uma das únicas? – Eu perguntei um pouco confusa.
– Sim... Sei que James é meu irmão mais novo, mas isso não muda o que ele fez comigo no passado.
– Continue – Dean pediu.
– Quando nosso pai morreu, ele me deixou a empresa River e os imóveis para James.
“Meu irmão aparentemente não gostou de nada disso e depois de anos na justiça ele acabou ganhando o direito da empresa. Ele me tirou tudo. James tinha o anel da família porque, por tradição, ele vai para o filho mais novo, e se este morre sem um herdeiro, vai para seu irmão. Esse anel vale milhões na Europa. Quando a empresa River faliu, James perdeu tudo... Teve de vender os imóveis, jóias.”
– Ah sim, River Co. faliu mas ainda assim os River são de alto poder aquisitivo... – Eu comentei.
– Bom, cada um se vira como pode, certo? Temos faro pros negócios querida... – Ele não terminou a frase, esperando que eu dissesse meu nome.
– Claire... Rhodes.
– Sim, Claire. – Ele sorriu. – Temo que tenham que ir agora, tenho uma reunião logo mais... Precisam de mais alguma coisa? Sophie, minha filha, pode cuidar de alguns assuntos se for necessário.
– Não será necessário – Sam disse.
Parece que todos estavam tentando assimilar as idéias durante o trajeto Mansão River, quarto do Motel. O silêncio perdurou. Como de costume, Sam pegou o laptop quando chegamos e se pôs a mais pesquisas.
– Eles nem parecem uma família – eu comentei.
– Se James não gostava do irmão, porque o fantasma dele ainda não o matou? – Dean perguntou.
– Por causa do anel – Sam respondeu e virou o laptop. – Aparentemente a pedra azul repele fantasmas. Há relatos de que as bruxas enfeitiçavam pedras para se protegeram de suas ancestrais...
– Isso faz sentido... James está descontando sua raiva na família de Klaus e não na dele, entendem? A primeira vítima: Roger, era cunhado e sócio de Klaus. Adam, filho mais velho de Klaus, Mary, cunhada e amante de Klaus. São todos ligados a Klaus e não aos River em geral.
– Bela observação – Sam comentou.
– Há uma chance de o anel ser o suficiente para impedirmos James, mas não é garantido – Dean disse.
– Se for o caso, matamos Klaus e tudo fica bem novamente. – Dean e Sam me olharam assustados – Que? Foi só uma brincadeira.
– Só temos um pequeno problema... – Sam começou – Parece que Klaus não tira aquele anel por nada, nem pra tomar banho.
Antes que eu e Dean pensássemos numa resposta, Sam mesmo achou uma solução.
– Mas eu acho que tenho a solução.
Eu me olhei no espelho. Mal respirava. Minhas pernas estavam apertadas. As minhas orelhas pesavam. O perfume era forte demais.
– Sem chances – eu disse pra mim mesma.
– Qual é, você está extremamente linda – Dean tentou me animar.
– Vista-se você assim então. Porque eu hein?
Os dois irmãos me olharam como se eu fosse retardada.
– Ok, recapitulando o plano: — Sam sentou-se na cama. – May vai até a festa, socializa com o nosso alvo, usa seu charme, pega o anel e volta pra nós.
– Já perceberam a incrível participação de vocês dois nesse plano? – Eu disse indignada.
– Oh, quem você acha que vai pilotar o carro de fuga? –Dean respondeu
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