A Sombra do Colosso

10 Capítulo IX - Adormecido das Cavernas


Notas iniciais
Perdoem-me o atraso do capítulo... para recompensar esse atrasinho, fiz um capítulo ainda mais emocionante XD Espero que gostem :)

“Pare”? O que ela quis dizer com isso...? Já é a segunda vez que ouço sua voz, e entendo suas palavras, mas... não o que quer transmitir com elas...

De repente, tive uma visão. Ela estava deitada sobre o templo, e o que eram antes pombos brancos, agora se tornaram aves negras. De repente, um grande clarão tomou conta do local, e quando desapareceu, seu corpo começou a se mexer. Com mais um clarão, ela se levantou. Meu coração bateu forte ao ver aquela cena, porém, em poucos segundos, minha visão se distanciou, e tudo voltou a ficar escuro.

O que foi isso...? – de repente, ao som de uma explosão, meu corpo voltou a se mexer. Me levantei com dificuldade, e andei até o altar. Coloquei minha mão sobre seu rosto, mas ele ainda estava frio.

Mono... – era seu nome – Só falta metade...

De repente, a voz de Dormin ecoou pelo salão, interrompendo meus pensamentos.

– Teu próximo adversário é... Na Terra onde as árvores nunca crescem. Ele dorme em uma cama de lago seco. Um Despertar rude.

Com o fim de suas falas, subi em Agro e desci as escadas do templo. Os feixes de luz apontavam para o Norte, e ao fazer uma pequena volta pelo castelo, vi que se concentravam em um local envolto por uma densa nuvem negra. É naquele local...

Com Agro, cavalguei até o outro lado da ponte terrestre, que conectava a parte Norte e Sul daquelas Terras, e então, virei à oeste. Passei alguns minutos cavalgando, até que de longe, consegui ver espécies de jatos de água.

– Aquilo são... gêiseres?

Ao me aproximar mais ainda, acabei adentrando a enorme nuvem, que acabei descobrindo que era formada pelo vapor das águas quentes que os gêiseres disparavam. Haviam, em alguns pontos, algumas árvores secas, o que confirma a fala de Dormin “...onde as árvores nunca crescem...”.

Mais à frente, havia uma pequena ponte, que atravessei com receio, pois sentia que já estava no território do Colosso. Tudo ao meu redor começou a ficar mais escuro, pois começara a me aproximar dos jatos d’água. Tentei levantar a espada para checar, mas por conta da falta de luz, apenas um pequeno brilho verde foi emanado.

Pelas falas de Dormin, ele está dormindo em um “lago seco”... Ele não estaria dormindo no meio desse local, isso eu tenho certeza...

Avistei ao longe, o que parecia ser um paredão de montanhas. Decidi ir até o local para investigar, e quando me aproximei, vi uma grande entrada de uma Caverna. Ainda de fora, pude ver grandes rochas mais adentro. De repente, as rochas começam a se movimentar. Vi dois pequenos olhos azuis em meio à escuridão da caverna, seguidos de um grande rugido. Era o Nono Colosso.

Ainda do fundo da caverna, ele levantou sua cabeça, exibindo seu pescoço. Achei aquilo bem estranho, mas segundos depois, a garganta da criatura começou a emitir um forte brilho, e em seguida, cinco projéteis foram disparados em minha direção. Virei Agro rapidamente para o lado, mas foi um movimento em vão.

Os projéteis atingiram meu redor, fazendo-me cair de Agro. Percebi que a criatura só estava usando-os para me desequilibrar, pois não me acertou em nenhum deles. Ao me chocar com o chão, rolei alguns metros, mas logo me levantei.

– O que foi isso...?! – disse, enquanto me recompus.

Mal consegui me levantar, e o Colosso estava preparando mais uma leva de tiros. Corri rapidamente para o lado, mas percebi que os tiros pareciam me seguir. E novamente, eles acertaram o meu redor, fazendo-me perder o equilíbrio, e cair mais uma vez.

– Esses são diferentes do anterior... esses são poderosos o suficiente para me matar...

Agro passou correndo do meu lado, parecendo me alertar. Quando me levantei, vi que o Colosso estava saindo de sua caverna. Ele tinha a aparência de uma Tartaruga, e as rochas que vi dentro da caverna, eram partes de seu casco. Ela tinha pouco mais que 20 metros de altura, mas também, pouco menos que 50 de comprimento. Seus passos eram longos, o que dava a ideia de que se aproximaria em poucos instantes.

Me toquei de a criatura tinha uma cauda, que tocava o chão. Eu já estava em uma distância considerável do covil, com um gêiser bem a direita, inativo. Meu plano era tentar dar a volta pelo Colosso, e escalar a cauda, tendo alguma chance de subir até seu casco.

Ele foi se aproximando rapidamente, até que de repente, o gêiser a direita se ativou, liberando um forte jato de água. A criatura pareceu se assustar, o que me fez parar por um instante para pensar. De repente, uma voz ecoou por todo o local.

– O Poder da Terra estremece até mesmo um Colosso...

– “Poder da Terra”...? Está falando dos gêiseres?

Após alguns segundos, o jato de água sessou, fazendo o Colosso então se virar para mim, e levantar novamente sua cabeça, disparando mais tiros de energia pelo pescoço. Eu rolei para a direita, e por algum milagre, consegui desviar os tiros.

– Acho que tenho outro plano, que pode funcionar melhor...

Dei a volta pelo gêiser, fazendo a criatura se virar, seguindo meus movimentos. Após alguns segundos, consegui ajeitar o Colosso bem acima do buraco no solo, prestes a disparar. Isso tem que dar certo... – era a minha única esperança.

Porém, o gêiser não se ativou. Estava praticamente mudo, e então, o gigante pareceu empinar, levantando suas duas patas dianteiras, preparando um golpe certeiro. A... Acabou... – foi a única coisa que passou pela minha cabeça. O ataque passou perto de me acertar, mas foi forte o suficiente para me fazer rolar à metros de distância. Bati várias partes do meu corpo no processo, incluindo minha cabeça.

Tudo começou a se clarear, e eu senti um líquido quente escorrendo de minha cabeça, e na hora, lembrei de que o mesmo acontecera quando lutei contra o Quarto Colosso. Eu havia cortado minha cabeça. Mas desta vez, foi um corte bem mais profundo do que antes.

Uma serena luz começara a tomar conta da minha visão, mas algo fez com que minha atenção se voltasse para o mundo real. Um forte barulho de água, seguido de um rugido. Levantei minha cabeça, e vi o gêiser ativo, bem abaixo do Colosso, fazendo ficar em pleno ar, sendo equilibrado apenas por duas patas.

– Não... ainda não... acabou...! – lembrei das palavras que disse no Colosso anterior, quando também me aproximei muito da morte – Eu não vou morrer aqui!

Agro passou do meu lado, e rapidamente, pulei em cima dela. Mesmo que ainda não havia sentado corretamente em cima da égua, ela disparava velocidade em direção do Colosso. É isso mesmo, Agro... eu não vou te abandonar...! – em poucos segundos, já estava quase passando por baixo da criatura, e então, peguei meu Arco, e preparei para atirar.

– Isso tem que dar... certo... – ainda estava tonto por conta do corte.

Disparei uma das flechas em uma das patas do Colosso, que estava tocando o chão, e segundos depois, fiz o mesmo com a outra. Logo, Agro conseguiu correr completamente por baixo da criatura, fazendo-me puxar suas rédeas com força, e virar para trás, para conferir o resultado.

O Colosso começou a perder o equilíbrio, e lentamente, rolou para o lado, tremendo toda a terra ao chocar seu casco com o solo, e parando virado para o lado, exibindo seu abdômen. Corri com Agro para sua barriga, onde havia uma grande quantidade de pelo.

– Obrigado, Agro... deixa o resto comigo...

Desci da égua, e comecei a escalar a barriga da criatura. Após alguns segundos, cheguei ao seu casco, porém, como o Colosso estava caído de lado, tive dificuldades para encontrar um ponto de estabilidade para ficar de pé. Mas de repente, tudo começou a se movimentar bruscamente. O gigante estava se virando para ficar de pé novamente.

Me encostei em uma parte do casco, e consegui me manter em cima da criatura enquanto se levantava. Não haviam pelos, o que dificultava muito o meu trajeto. O único Selo Vital estava em sua cabeça, onde eu andei em direção.

– Você deve ter achado engraçado, não é?

Me abaixei, e estendi a espada, cravando a espada com toda a força, fazendo jorrar uma grande quantidade de sangue. Fiz o mesmo, liberando toda a minha raiva a cada golpe. Até que no último, o Colosso parou de se movimentar, e lentamente, caiu no chão, fazendo-me cair por mais alguns metros. As essências da criatura logo se dispersaram, e vieram em minha direção.

– Eu... consegui... – estava quase ficando desacordado, mesmo antes de ser possuído.

Após ser tomado, me afundei na escuridão, e mais uma vez, pude escutar sua voz.

– Wander...

Notas finais
Acho que já tava na hora de revelar o nome de ambos :) Se você gostou, deixa seu comentário :v Se gostou mais ainda, já vai pondo seu Favorito :v / E se não quiser perder nenhum capítulo, Acompanha aí :v /