A Sombra de Deus

6 Capítulo 5 - Os Caídos.


Notas iniciais
Eu realmente gostaria que mais pessoas comentassem ou ao menos deixassem sua marca na história. Nós já passamos de 100 visualizações, porém grande parte destes são leitores fantasmas que não deixam sua opinião de maneira alguma. Bom, de qualquer forma, já estou trabalhando no livro: "A Sombra De Deus". E ele será lançado para Kindle.

Capítulo 5 -Os Caídos.

Metatron estava agachado no topo das ruínas de concreto e metal do que um dia fora um grande prédio, mas hoje, não era nem mesmo a sombra do que fora um dia. Ele fitava a cidade destroçada e abandonada à sua frente. Seus olhos azuis fortíssimos fitavam toda a cidade em sua frente, absorvendo cada detalhe, e armazenando-o na memória de Metatron, que era provavelmente o único vivo que sabia como aquilo tinha sido antes. Bem, talvez não o único.

– Por que você olha tanto. — Disse uma voz atrás de Metatron. — Digo, o que você vê de tão especial nessas ruínas todas?

Metatron virou-se, encarando Lailah rapidamente. Ela usava uma blusa preta com um crânio prateado estampado, um casaco preto de capuz por cima, jeans pretos rasgados nos joelhos e coturnos escuros. Seus cabelos loiros extremamente claros, combinavam com sua pele clara e olhos de um azul forte como os de Metatron. Ela estava apoiada em uma ruína de parede atrás de Metatron. Com um olhar cheio de tédio, porém com uma ponta de divertimento.

– Venha aqui ver. — Disse Metatron, sorrindo levemente para ela. — Vou te mostrar o porquê.

Lailah andou até ele, hesitante, ele pegou na mão dela e a visão de Lailah mudou subitamente. Ela viu a paisagem como ela era antes, verde, com pessoas andando por aí, crianças brincando, carros passando...

Lailah não costumava observar os humanos na época em que ainda era uma anja, ela costumava ter muito trabalho à fazer, e não conseguia realizar tudo em tão pouco tempo quanto Metatron, mesmo que seu trabalho fosse bem menor. Quando Metatron soltou sua mão, e sua visão voltou ao normal, ela estava pasma, e fitava sem parar a paisagem em sua frente.

– É impressionante, não? — Disse Metatron, voltando à olhar para a paisagem na frente deles. — Como algo pode mudar tanto em tão pouco tempo, não?

– S-Sim... — Começou Lailah, ela ainda fitava a paisagem praticamente hipnotizada. — Como tudo pode virar ruínas em tão pouco tempo?

– Não importa agora. — Disse Metatron, levantando-se novamente. — Quero que reúna o resto do grupo, nos encontraremo naquele bar.

O tal bar para onde Metatron apontava era um pequeno bar na esquina da rua principal da cidade na frente deles. Com paredes de madeira grossa e escura e lembrando um pouco os bares do Velho Oeste. Ele não deu tempo para que Lailah respondesse, apenas pulou do prédio, e como Lailah suspeitava, não houve som algum.

...

Lailah andava pelo que parecia serem as ruínas do fim da cidade, estas já mais tomadas por vegetação e natureza do que por poeira e areia suja. Ela avistou uma garotinha que parecia ter uns onze ou doze anos. Ela estava cercada de três homens adultos, que pareciam ter entre vinte e cinco e trinta anos. O mais velho deles tinha um revólver à mão, enquanto o mais novo tinha um facão sujo e o terceiro um pé-de-cabra. Eles cercaram a garota, que usava uma blusa amarela com um pequeno panda estampado, shorts jeans curtos, tinha cabelos castanhos e olhos azuis fortes, e olhava assustada e insegura para os homens.

– Que sorte, hein rapazes? — Disse um deles. O do revólver. — Parece que finalmente vamos acabar com essa abstinência filha de uma puta.

– Com certeza, Fernando. — Disse o mais novo, do facão. — E quem diria que essa vadia novinha seria quem acabaria com ela?

O homem que brandia o facão foi até a garota, tentando agarrar-lhe o pescoço com a mão livre. A garota, que antes tinha uma expressão de horror e insegurança, tornou sua expressão em um sorriso cruel, antes de agarrar o pulso do homem e esmigalha-lo com um aperto de sua mão. Ela partiu o carpo do homem como alguém amassaria um pedaço de papel, ele caiu no chão, gritando alto e guturalmente, desmaiando de dor logo em seguida.

Os outros dois homens assistiram a cena horrorizados, e Fernando, furioso, apontou o revólver para a cabeça da garota, pronto para atirar. A garota porém, chutou a arma da mão do homem, amassando-a completamente, e chutou a canela do mesmo, que foi para trás, partida ao meio, resultando em uma fratura exposta e horrenda. O mesmo que aconteceu com o primeiro homem repetiu-se com Fernando, ele gritou guturalmente e desmaiou de dor.

O último dos homens largou o pé-de-cabra e saiu correndo aos tropeços, uma faca de arremesso, feita de Astral e pertencente à Lailah, cravou-se nas suas costas, entre suas escápulas, acertando seu coração. Lailah fez o mesmo com os dois homens desmaiados no chão. Cravando suas facas em seus corações.

– Por que fez isso Lailah? — Perguntou a garota, parecendo levemente irritada, como alguém que vê um cachorro fofo mastigando seu chinelo. — Eles eram meus brinquedos, não seus.

– Conhece as regras, Lúcifer. — Disse Lailah, recolhendo suas facas. — Caso ocorra algo com os humanos, não deixe testemunhas.

– Tem razão. — Disse uma voz envolta nas sombras de ruínas próximas. — Quanto menas pessoas souberem da existência dos caídos por enquanto, melhor.

– Ah, Azazel. — Disse Lúcifer, sorrindo. — Saia daí, seu enxerido.

Azazel saiu das sombras, parecia ter cerca de vinte anos, com um sobretudo marrom, calça jeans cinza desgastada, coturnos pretos e um cachecol da mesma cor. Ele tinha os cabelos negros colocados para trás, de um jeito meio repicado, e olhos azuis fortes, como todos os caídos. Que no caso, eram os quatro.

– Lúcifer, humanos já estão em extinção. — Começou Azazel. — Não vale à pena brincar com os poucos restantes. Não com tantos anjos e demônios desprezíveis por aí.

– Mudando de assunto. — Disse Lailah, fitando ambos. — Vamos nos encontrar hoje à meia-noite no bar "Les Anges Déchus". Parece que Metatron quer discutir algo importante.

– Ah, claro, ok. — Disse Azazel, colocando as mãos nos bolsos do sobretudo. — Talvez seja algo sobre alguma outra pequena colônia de humanos.

– Não, Azazel... — Começou Lailah. — Parece que ele encontrou O Ninho, a verdadeira e grandiosa colônia humana. E parece que vamos nos infiltrar lá...

Notas finais
E então, gostaram? Bem, peço que comentem, favoritem, curtam...Bem, deixem sua opinião de alguma maneira, como já disse e volto à repetir, leitores fantasmas, que não deixam sua opinião sobre o texto, realmente desestimulam o autor, mas eu não pretendo parar ainda, apenas peço que digam o que acharam.