A Sombra Da Lua
2 Capítulo 2: Uma questão de cabeças
Notas iniciais
Sou eu de novo, a linda e sempre majestosa Lua! Onde paramos mesmo? A sim no inicio do encontro entre Boris e seu adversário Fausto, sim, esse sim foi amor à primeira vista não acham?
Fausto era um homem alto e magro, o qual cabelos mediamente longos e ondulados caiam displicentemente aos lados de sua ampla fronte dando um ar atraente que de certo Boris não possuía, seus olhos azuis cristalinos imitavam e com algum sucesso duas zafiras lapidadas nas profundezas do mar, brilhavam ao mínimo toque da luz, o brilho de seus olhos não era interrompido nem mesmo por suas pupilas, pois simplesmente não as possuía, seu rosto magro e totalmente inexpressível lembrava uma mascara de ferro, sua pele ligeiramente bronzeada tipicamente mediterrânea era cingida por uma armadura que lembra muito aquela que se usava na longínqua época de Roma com a diferença que feita completamente de prata, apenas um desenho havia em sua superfície um rosto de uma medusa com ao lugar dos olhos duas pedras ônix estampado na altura do peito. Na mão do prateado cavaleiro uma espada de dois gumes também de prata com detalhes dourados esculpidos em baixo relevo, o principal destes um dragão sendo traspassado por uma lança; no pomo da espada uma esmeralda esculpida com maestria. A tão habilmente decorada espada nesse momento estava bastante ocupada mantendo o machado imensamente mais simples de Boris longe do pescoço de seu próprio mestre.
Fausto mal esperou que o ataque de Boris se concluísse, e de maneira completamente eficiente sua espada cumpriu um movimento circular que mirava ao peito de seu adversário, que desviou o ataque por poucos milímetros, abriu um sorriso maligno, atacou de cima para baixo mirando a cabeça de fausto, dando um passo para esquerda Fausto evitou completamente o ataque, Fausto utilizou esse movimento para trocar a espada de mão e com a ponta da espada mirou ao lado esquerdo do pescoço de nosso protagonista, porém este desviou levemente para direita e com o machado atacou de lado ao rosto de fausto esse ataque não serviria certo para matar, mais serviu ao objetivo, ou seja, Boris tirou a visão por alguns segundos do cavaleiro, segundos suficiente para ele dar um chute de leve na cabeça do “Sr. Gritos desumanos” bom talvez seja hora de chamar esse pobre coitado de venerável defunto, pois bem Boris deu um leve chute na cabeça do venerável defunto, a Cabecinha desafortunada foi parar um pouco a atrás e a direita de fausto, o “cavaleiro de ferro” não entendeu o porque de um ataque não letal tal como aquele e como não viu a ação desrespeitosa do imaculado simplesmente decidiu pensar nisso depois do próprio ataque mais o machado de Boris prosseguiu rapidamente na direção do pescoço de fausto este porem defendeu habilmente com a espada segurando-a com as duas mãos, Boris sorriu e enquanto desviava por pouco milímetros outro ataque de Fausto e mirou ao seu abdômen, dando um paço para trás o cavaleiro de ferro decidiu se concentrar na defesa até encontrar um ponto fraco de seu sombrio adversário, Boris deu um pulo e seu machado ganhou uma velocidade incrível em um movimento muito “guilhotina” mirando ao ombro esquerdo de Fausto, o senhor cavaleiro de ferro que é um experiente lobo de guerra percebeu que tentar bloquear tal ataque era suicídio então deu um paço para a direita porem em vez de um chão firme pronto para sustentar seu peso encontrou uma cabeça muito desafortunada que lhe tirou por alguns milésimos de segundo o equilíbrio Fausto logo recuperou o equilíbrio, Infelizmente o dono do machado nem mesmo completou o “salto guilhotina” e antes mesmo que fausto desse um passo em falso ele começou o movimento que levaria a decapitação tão aguardada de seu inimigo de ferro, a lamina se aproximava cada vez mais do pescoço bronzeado de Fausto a lamina zumbia o sorriso de Boris aumentava significativamente a lamina pegou em cheio o pescoço do cavaleiro prateado e “Bam”.
O sorriso de Boris desapareceu, e explicaremos o motivo, ele esperava uma cabeça decapitada voando por ai, sangue espalhado por todo lado, um corpo caindo inerte aos seus pés ao invés disso tudo que obteve foi uma leve rachadura no pescoço do seu ainda inteiro inimigo, Seu machado parecia ter batido em um pedaço bem duro de aço, Boris se surpreendeu tanto que mal notou o movimento da espada de Fausto que o atacava de uma posição bastante desequilibrada que porem o atingiria no peito, um corte não muito significativo amenos para o equilíbrio da batalha mais eram exatamente 135 anos que Boris não via sua “imaculada” pele ser atingida por um inimigo qualquer, um dos principais motivos de seu apelido era exatamente esse.
-Cavaleiro de ferro, pff, deveria ter percebido. -
Disse Boris recuperando o sorriso e olhando distraidamente para o leve corte em seu peito, o sangue escorria em sua pele pálida deixando-o ainda mais aceso para aquela batalha.
-Realmente, imaginou que me mataria tão facilmente?
Respondeu fausto com a mesma expressão de mascara de ferro que preservava do inicio da batalha.
Boris voltou a olhar para seu adversário, agora o respeito por ele tinha aumentado exponencialmente, mais isso não diminuía a irritação provocada por uma cabeça decapitada voando ai, ou melhor, pela falta da mesma.
Repentinamente uma espécie de buraco se abriu a direita dos dois contendentes distraindo-os completamente da batalha que estavam travando e do buraco de sombras saiu como a querer placar a irritação de Boris uma cabeça; uma cabeça com os cabelos longos e negros como o manto da morte, os olhos da mesma cor da agonia e do abismo.
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