A Sogra

13 O jantar (?) está na mesa


Os olhos revezavam entre a tela do celular e a porta. Como sempre, a professora não parava de falar um simples segundo, enquanto mostrava na lousa alguns de nossos figurinos para a peça de teatro que estaríamos apresentando na semana que vem, porém a sabeça estava estacionada na estação Puckett.

Não tinha a visto hoje. Em hora alguma.

Eu ouvi alguns passos vindos do corredor, e me apertei na cadeira para olhar para frente, assistindo a mais um espetáculo. Sam, com os cabelos molhados e de camiseta branca gola V com calça jeans, parou na porta. A professora, sem parar de falar, fez um gesto para que ela entrasse. Sam deu uma olhada em mim, depois sorriu. E foi assim que eu morri. Agora estou morto.

-E aí — ela disse, colocando aquela pilha de livros velhos em cima da mesa. Eu não disse nada, apenas a observei se sentar.

-Eu quero você — disse tão baixo que poderia duvidar se ela ouviu mesmo ou só tinha tremido pois a janela estava aberta. — Eu quero você, Puckie.

-Quieto, Freddie. — ela podia até tentar me enganar, mas aquela voz trêmula com respiração descompassada significava muito mais coisas do que "quieto, Freddie".

E, sem nem me preocupar com quem estava assistindo àquela cena, mordi o lábio insistentemente e coloquei minha mão em sua cintura por dentro da camiseta. Nós estávamos tão próximos que eu podia não só ouvir sua respiração como também sentia o corpo dela estremecer. Sam apertou meu punho, tirando-o de lá no mesmo momento.

-Eu disse para ficar quieto. Ela vai brigar com a gente.

-E eu estou cansado das suas escapadas. Desde ontem, só fugindo de mim. O que foi, cansou de mim? Ou não acha que eu transo tão bem quanto te deixo louca?

Sam se virou para mim de olhos arregalados, e eu me calei, rindo. Estava mais vermelha que pimentão. Depois, se virou para frente e arrancou uma folha de seus cadernos, escrevendo lá com sua pressa de sempre.

"Se você não calar essa boca nunca mais vai encostar em mim." li, rapidamente, e escrevi caprichando na letra. Particularmente, todos a elogiam, inclusive o professor de Gramática.

"Eu só quero você, é pedir muito?" Sam riu quando leu, e escreveu de volta, jogando o papel em cima de minha mesa.

"Acontece que isso aqui é uma escola."

"A Parker sai agora, na próxima aula. É o seguinte, você vai ficar aqui fazendo hora e eu vou despistá-la. Me encontra ali, naquela minúscula sala onde ela guarda as fantasias de carnaval."

Sam me olhou, furiosa. O sorriso não saía do meu rosto em um segundo.

"Você é louco, garoto?! Você quer fazer isso aqui, na escola?!"

"Pelo jeito, esse é o único lugar que nós vamos nos encontrar. Vai aceitar ou não? Tic tac, tic tac..." com isso, Sam riu e pensou um pouco. Qual é, já fiz isso com todas do time de torcida, não pega nada.

"Tá." escreveu, de má vontade. Não pude explicar a alegria que senti.

Contava os segundos para aquela droga de sinal tocar. Eu mordia a boca até saír sangue, coçava a perna, rabiscava na carteira. E dei um pulo quando finalmente ouvi o sinal tocar. Sam me encarou por segundos, tendo certeza que nós não levaríamos detenção por estarmos fazendo sexo aqui, na escola, mas a lancei um olhar tranquilizante. Então ela jogou as coisas no chão, se agachando para pegar. Foi a minha deixa.

Não preciso dizer que foi a coisa mais fácil do mundo mandar a professora para o outro lado da escola, falando a ela sobre a tal exposição dos alunos da oitava série sobre modernismo. Ela caiu em lágrims ao saber que eu mesmo tinha pesquisado sobre isso e visto que poderíamos usar tal época para decorarmos o cenário da peça. Saiu correndo, já com suas coisas, para o lado oeste da escola.

Parecia um furacão entrando na sala e trancando a porta. Sam estava sentada na mesa, e lhe tasquei um beijo de língua, sem conseguir conter minha excitação. Ela tentava à qualquer maneira tirar minha camiseta, mas eu apenas a deitei na mesa, beijando sua barriga por cima do tecido.

-Freddie... — percebi que ela realmente queria dizer algo, mas não deixei. A calei com a boca, mordendo seu lábio de baixo tirando dela um dos poucos gemidos que vou lembrar para o resto da minha vida. Sam segurou em meus cabelos, movendo minha cabeça para mais para baixo.

Com as duas mãos, comecei a pressionar de leve seus dois seios, massageando os mamilos. Sam se contorceu, voltabdo a tentar tirar a minha camiseta azul marinho, já que a jaqueta tinha ido ao chão há horas. Dessa vez, deixei, dando a ela uma exclusiva visão de meu abdômen, que admirou com clareza e luxúria. Fiz o mesmo com ela, puxando sua blusa pela cabeça e desabotoando seu sutiã que tinha o fecho pela frente.

-Freddie, pelo amor de Deus... — falou baixo, em meio às suas respirações ofegantes e jogando o jeans longe de nós. Revirei os olhos, ainda admirando aqueles peitos gostosos. — Pelo amor de Deus, entra em mim.

-Se é assim que quer...

Tudo bem, eu também não ia aguentar por muito tempo. A deixei na posição certa, entrelaçando suas pernas em minha cintura e abrindo a calça com habilidade. Sam gemeu baixo — pelo jeito ela não gostava disso, porém me jogava na parede — enquanto eu coloquei com suavidade meu membro dentro dela. Antes de começar os movimentos, tirei um cacho molhado de seu rosto, depois me apoiei na mesa para começar a ação.

Sam se chocava contra mim como um objeto, mas ao mesmo tempo nossos corpos se completaram como fizeram na noite do casamento e como sempre fariam dali em diante. Ela fechou os olhos, relaxando e aproveitando o momento, enquanto eu sorria a vendo daquele jeito. Eu era o responsável por seu prazer, só eu. E ninguém tiraria aquilo de mim.

Sim, eu estava me apaixonando de novo.

Ela deu um tapa forte na mesa enquanto gritava, mas abafava o som com a outra mão. Tinha atingido seu clímax junto comigo. Esperei até voltar à realidade para retirar o membro dali e fechar a calça, escorando-me na porta atrás de mim. Sam se vestiu novamente, mole e cansada.

-Vai dizer que já está morta? — zombei enquanto colocava a camiseta. Sam torceu o bico, sorrindo ao mesmo tempo, o que deu o resultado de uma careta.

-Na escola, Benson? Alguém poderia ter pego a gente.

-Foi exatamente por isso que eu queria fazer isso aqui. — ri, a observando empilhar de novo os livros e cadernos que estavam no chão. — Eu quero de novo.

-Acha outra pessoa, eu tô indo pro intervalo.

-Marrenta.

-Sádico. E hoje tem ensaio na minha casa — antes que ela pudesse destrancar a porta, eu entrei na sua frente, beijando seus lábios de novo. Meu deus, estou completamente viciado. E, desesperado, coloquei sua mão direita no cós de minha calça, vendo-a enlouquecer. Sam apertou de leve o local, tirando-a na mesma hora.

Não tinha jeito de esconder minha plena excitação. Dei um passo para trás, enquanto ela abria a porta.

-Como eu disse, sádico. E não se atrasa — pude vê-la sorrindo atrás da superioridade, enquanto saía desfilando. Acompanhei-a até virar o corredor.

-Não me atreveria.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.