A Sociedade Rubi

18 Garota misteriosa


Notas iniciais
Olá!!! Sei que o capítulo anterior foi meio sem sal, mas acreditem, as coisas estão esquentando! Façam suas apostas!!! Outra perguntinha, alguém foi ver a Esperança parte 2?? Estou morrendo de curiosidade e onde eu moro não tem cinema, é triste eu sei. Se alguém viu, me fale como foi!! Enfim pessoal, boa leitura!

Corremos de volta para o beco imediatamente. Murphy e Yves correram numa velocidade incrível atrás dos homens. Rivera, Doc e eu, entramos no beco com cuidado, esperando algo acontecer. E no fundo, entre as sombras estava uma garota de cabelos negros e pele extremamente pálida, totalmente desacordada.

Com cautela nos aproximamos da garota. Ela respirava mal estando desmaiada. As roupas estavam sujas de barro e a mão tinha uma mancha negra.

– Ela tem uma energia forte. – Rivera se abaixou. – Não gosto dela. Não parece normal, não como os humanos.

– O que acha que ela é? – perguntei.

– Só sinto energia. – Rivera respondeu.

– Sou especialista em criaturas e ela não se parece com uma criatura, não do tipo mística.

Abaixei-me também e senti seu cheiro forte. Era cheiro forte de lama misturado com mel. Afastei-me e me senti zonzo.

Da entrada do beco, Murphy apareceu trazendo os dois seres. Yves andava de costas, vidrada nas pessoas de preto. Ela parecia fazer uma espécie de escolta.

– O que aconteceu? – Rivera perguntou.

– Ela tem uma mordida? – Yves de costas perguntou.

Doc tirou o cabelo do pescoço da garota para verificar. Não havia nenhuma mordida, mas no ombro havia arranhões e uma mordida.

– Nos ombros. – Doc respondeu. – E marcas de garras também. Vampíricas, sem dúvida.

Yves olhou para nós e em seguida tirou os capuzes dos homens de preto. Peles pálidas e dentes manchados de sangue. Os olhos de fogo estavam apagados, negros. Ambos estavam em sua forma humana de acasalamento. Olhei para Yves e ela para mim.

– Que a justiça e nossos laços criados sejam respeitados. – disse Yves. – Hoje dois vampiros violaram a lei de atacar um humano, serão punidos pelas leis que os dois mundos criaram. Que Drácula tenha a vida longa e que isso não venha a se repetir.

A invocadora ergueu as duas mãos. E tambores soaram pelos cantos. Olhei para Doc, olhei para Yves. Eu sabia o que Doc pensava, sabia o que Yves pensava. Era o mesmo que eu.

– Algo está errado. – falei.

Yves hesitou, abaixou as mãos, mas não pediu para Murphy os soltarem. Algo estava errado de verdade. O invocador carregou os vampiros até o fundo do beco.

– O que tem a dizer? – Yves perguntou.

Em idioma Draccur os vampiros começaram a falar. Eu não entendia nada, mas Rivera parecia entender. Olhou para a garota, girou os olhos e se levantou. Surpreendendo até mesmo a Yves, Rivera começou a falar em Draccur também. Eram duas invocadoras discutindo com dois vampiros. De repente os dois vampiros ficaram ainda mais pálidos e caíram mortos, em seguida viraram pó.

– Eles não sabem de nada. – disse Yves.

– A energia da garota a evitou de ser atacada. – disse Rivera. – Se envenenaram com algo, alguma forma de afastamento, como um amuleto.

– O que seria? – perguntei.

– Não é pimenta nem rosa. – Yves respondeu. – É algo negro, que reduz sua vida a cinzas.

– O que vamos fazer? – Murphy perguntou.

– Vamos levar a garota. – Rivera respondeu. – Ela teve contato com o nosso mundo, pode virar um lacaio cinza, mas também pode resistir. Como disse, a energia dela é muito forte.

Todos concordaram e Yves abriu o portal com sua lanterna. Murphy pegou a garota e saltamos pelo portal. Corremos pela floresta novamente. Dessa vez, não tão felizes.

Aquela realidade nos perseguia e parecia piorar cada vez mais. Não éramos mais adolescentes comuns, éramos jovens com grandes responsabilidades e com um mundo para guardar e proteger.

Entramos no terreno do casarão e Rhodes estava no portão, nos esperando. Os olhos avermelhados estavam com uma preocupação, mas não era conosco, ele sabia que sabíamos nos proteger. A preocupação era com o que Murphy trazia nos braços.

– Quem é a garota? – ele perguntou.

– Não sabemos quem é. – Yves respondeu. – Rivera disse que ela tem uma energia forte e achamos que isso a impediu de ser morta ou engravidar de um vampiro.

– Dois vampiros. – corrigi. – Ela tem uma mordida no ombro e arranhões, Doc verificou.

– Entrem. – Rhodes pediu.

Entramos no casarão e carregamos a garota até a parte inferior da casa. Murphy a deitou em uma mesa, todos nós ficamos em volta observando a garota.

– A energia dela me incomoda. – disse Rivera.

– É porque você não sabe o que ela é. – falei. – Ninguém sabe.

– Não me parece bom. – Rivera continuou. – Nada bom. Vocês vão ver, tem algo errado, muito errado.

Rivera saiu andando e subiu as escadas correndo. Ela estava assustada. A garota forte tinha medo, estava se escondendo. Tudo por causa de algo que ela não conhecia.

– Não precisava tanto. – disse Hiden. – Rivera exagerou bastante.

– Ela me parece certa. – disse Jasper. – Essa garota não é comum, deveríamos sentir medo, assim como ela, não ficar aqui observando tão de perto.

– É só uma garota. – disse Gillis. – Que mal ela poderia fazer?

O lugar se afundou em silêncio. Dessa vez foi Jasper que subiu as escadas correndo, seguido por Murphy. Eram três invocadores com medo. E eu não sentia nada. Aquela garota desacordada parecia um imã, ela puxava e arrastava as pessoas. Eu estava puxado para perto dela, querendo saber cada vez mais.

– Temos que tomar cuidado. – disse Delaware. – Sou nova, mas sei que não é tão seguro assim. O mundo nunca é um lugar seguro.

– Cala a boca, ela tá acordando. – disse Doc.

A garota abriu os olhos. Eram negros e a retina extremamente branca, quase azul. Ela não se moveu, continuou deitada, mas movia os olhos por todo lugar. Olhou para cada um de nós e por fim fixou o olhar nos novos invocadores dali. Hiden, Delaware e eu, como se nos conhecesse.

– Qual seu nome? – disse Rhodes enquanto se aproximava da mesa.

Ela ficou calada, ainda nos observando. Depois olhou para Yves. A invocadora fechou os olhos e depois olhou para chão. Deu um passo para trás. Seus olhos avermelhados demonstravam medo.

– Rivera está certa. – disse Yves. – Você também Delaware. Tem algo errado com essa garota.

A invocadora subiu as escadas. Deixando nós ali. A garota nos observava. Depois ela olhou para mim somente para mim, como se esperasse que eu fizesse algo.

– Qual seu nome? – perguntei.

– Valentina, não é? – perguntou Hiden. – Eu sou bom em dedução. Seu nome é Valentina.

– É. – a garota assentiu e se sentou sobre a mesa. – Eu acho que é.

Estava vestida com uma jaqueta jeans, nas costas havia o desenho de uma lua. Ela puxou a roupa para tampar os ombros. Em seguida tentou se levantar, mas caiu de cara no chão.

– Você é uma sobrevivente. – disse Doc sorrindo. – Duas vezes.

– O que aconteceu comigo? – ela perguntou enquanto Hiden a ajudou a levantar.

– Você foi atacada por dois vampiros e algo aconteceu com eles, não com você. – Rivera e Yves apareceram novamente. – Não sabemos quem você é, também não gostamos de você. – continuou Rivera.

– Se afastem dela. – disse Yves. – Ela não normal. Não como uma humana ou como uma invocadora.

– Uma fada? – perguntei.

– Talvez bruxa. – disse Yves. – Eu olhei nos olhos dela e vi o que eu não queria ver.

A garota caminhou até Yves. Frente a frente. Rivera ficou ao lado de Yves. Era um laço que eu nunca imaginei que seria feito. E naquele momento eu não conhecia mesmo quem era Yves.

– Tem certeza? – Valentina perguntou.

Tudo ficou silencioso novamente. Rivera tampou os olhos de Yves com as mãos. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas sentia que não era bom.

– Não funciona se não olhar nos olhos. – disse Rivera. – Você é perigosa. Não gostamos de você. Não sabemos o que você é, mas já sei que não é bom. Sempre gostei de mistérios e você é o pior que eu já vi. Pode ser uma vítima para eles, mas não para nós. Então garota se encostar um dedo em nós, você vai correr perigo de verdade.

– Eu não me lembro de nada. – disse Valentina.

– Será mesmo? – perguntou Jasper que também havia voltado. – As garotas estão certas. Você não é como um humano. Os braços de Murphy que te seguraram estão sangrando. Aquilo não era comum. E olha que eu tenho um grande conhecimento para magia, não como Yves que tem talento. Garota não encoste em nós.

– Se quiser respeito então corra atrás para merecer. – disse Rivera, em seguida destampou os olhos de Yves. – Não se transformou em um lacaio cinza e isso é ainda pior.

– Eu não sei o que sou. – disse Valentina num tom baixo.

– Tem certeza? – Doc caminhou até ela.

– Tenho. – ela respondeu.

– Estamos de olho. – me juntei a Rivera e a Yves.

Pela primeira vez eu sentia a energia. Era pesada e o cheio havia ficado forte. Eu suava frio e sentia que algo estava mesmo errado.

Gillis e Hiden se aproximaram de Valentina. Ela parecia tonta e se sentou em uma cadeira. Sinceramente, aquilo estava muito errado. Parecia preparar cada movimento. Eu queria me afastar.

Subimos as escadas novamente, mas antes Rivera deixou um recado:

– Vocês vão ver. Ela não é normal.

Notas finais
Então? O que acharam? Façam suas apostas quanto a Valentina! O que acham que ela é? Comente! Comente!