A Sociedade Rubi

28 Decisões desesperadas


Notas iniciais
Olá pessoal! Capítulo hoje vai ser calminho, já que grandes acontecimentos estão por vir. Espero que gostem! BOA LEITURA!

Rhodes e os outros três cavaleiros entraram na sala no exato instante em que Yves anunciou o pior. Eu já imaginava o que ela queria dizer. Meu interior gritava. Já prevendo o que vinha depois.

Estávamos tensos e mais uma vez todos reunidos. Rivera sorriu para os cavaleiros enquanto Delaware veio até nós. Fechei os punhos. Aquela era minha nova família e levaram um de meus amigos.

– O que vamos fazer? – Malleus perguntou.

– O que acha que devemos fazer cavaleiro do obscuro? – Rhodes se dirigia para os visitantes. – Acho que encontraram algo muito pior do que humanos em perigo numa única noite, acho que está claro que a culpa não é da Sociedade Rubi.

– Peço desculpas. – disse o cavaleiro mais velho, de barba já branca. – Mas parece que temos um problema maior. Se bem escutei, a invocadora disse uma frase um tanto quanto ameaçadora.

– Um sacrifício. – disse Yves. – É isso que elas irão fazer. Ou já até fizeram.

Todos olhavam atentos para ela, como se o que dissesse fosse um absurdo. Mas eu sabia que era real. E pelo o que tudo indicava, os humanos logo sofreriam as consequências.

– Ela estava escolhendo entre Gillis e Hiden. – disse Rivera. – Não sou especialista em damas da noite e magia negra, mas andei lendo um pouco. Um sacrifício de sangue puro para dar força, para a transição começar.

– Valentina disse que estamos chegando no meio. – falei. – Ainda não é o fim.

– E quanto tempo vamos esperar para ver o fim? – Ramone perguntou. – Para ver os humanos e os invocadores morrendo. Não quero ser lanchinho de bruxa. Temos que fazer algo e pela primeira vez vou dizer isso e não esperem que eu repita. Acho que devemos nos unir.

O líder deles começou a rir. Gargalhar de verdade. E naquele ambiente, agora iluminado por uma luz fraca e avermelhada, o medo assumia uma forma diferente. E era uma coragem se formando.

– Muitos de vocês aqui não me conhecem. – disse o líder. – Sou o patriarca da Ordem do Obscuro no momento. O parente mais próximo de Helsing. Sou Otan Helsing. E como a voz mais alta da ordem, digo a todos vocês aqui presentes, que quando vim para cá, pensei que íamos pela primeira vez vencer a sociedade que mais odiamos, já que nosso fundador também a odiava. Mas pela primeira vez na história, uma aliança totalmente real está sendo formada. É cômico.

Silêncio. O medo era coragem. Fortes e frágeis. Agora um passo na história. Mudanças estavam chegando.

– Hoje, em todos os cantos do planeta. Afirmo que nós, da Ordem do Obscuro estamos nos unindo de bom grado e pelo bem dos humanos, com todas as sociedades protetoras de criaturas. Pois dias obscuros estão vindo. Pessoas já morreram e sabemos que mais morrerão, mas com essa união, haverá uma resistência para proteger toda nossa dimensão. Pela primeira vez, não pelo bem exclusivo dos humanos, mas por todas as dimensões e formas de vida.

Otan esticou a mão para Rhodes e o aperto de mão foi dado. Todos assentiram e em seguida os cavaleiros colocaram as mãos no peito. Um orgulho que humanos tinham pelas suas nações e eles por seu líder e suas decisões.

– O que faremos agora? – Gaspar perguntou. – Há uma possibilidade de Hiden estar vivo, certo?

– Sacrifício bebê, sabe o que é isso? – Lucinda provocou.

– Manipulação temporal, sabe o que é isso? – Corea perguntou e em seguida riu do silêncio da amazona. – Claro que não sabe, são puros demais. É uma magia negra, cinza, para ser exata. Tem seus riscos, mas acho que poderíamos tentar, não custa nada.

– Custa sim. – Hank ajeitou os óculos. – Esqueceu Corea? Manipulação temporal não traz a vida de quem já morreu. Se ela morre agora, se voltarmos um dia antes, ela ainda morrerá agora, só que de outra forma.

– Mas não seria um sacrifício, se eu entendi direito. – disse Malleus.

– Seria. – Doc prosseguiu. – Elas sabem mais de magia negra do que nós. Então nada de manipulação temporal. Isso poderia piorar ainda mais. Estava pensando em uma medida mais desesperada.

– Como? – Rhodes perguntou. – Espero que não seja trazer os mortos de volta a vida. Um exército de zumbis seria muita falta de noção.

Os olhares foram diretos para o senhor do casarão. O que ele se referia era uma das mais altas magias negras. Era restritamente proibida.

– O que então? – ele questionou.

– Novas iniciações. – disse Jasper. – Nós podemos fazer contato com Drácula e acelerar processos, treinar os iniciados. Formar um exército de invocadores. E pela primeira vez honrar a alcunha que temos. Desenvolver finalmente invocações de vampiros na Terra, como auxilio.

– Desesperado mesmo. – disse Otan. – Mas sou obrigado a concordar. Acho que devemos também agir, recrutar o povo. Já que é inevitável.

– É evitar mortes. – disse Doc. – Não se tornariam lacaios cinza se nossos mestres derem a permissão.

– Todos de acordo? – Rhodes perguntou e todos assentiram. – Acho que podemos falar com Drácula, mas Jasper, uma invocação ainda é uma medida desesperada demais para conseguirmos fazer. Ainda não é hora. Não estamos preparados. Nunca estivemos.

– Ainda. – disse Yves. – Mas teremos que ser.

Em suas mãos estava o medalhão negro. Girando naturalmente. Os olhares curiosos e novamente com estranheza.

– Como conseguiu isso? – Rhodes caminhou até ela.

– Voltei antes de vir pra cá para onde encontramos Valentina. – Yves começou a se explicar. – E estava escondido atrás de algumas latas de lixo. Eu me recordei de Rivera dizendo que havia algo errado, e um sentimento muito forte, o instinto, dizia para eu voltar o mais rápido possível para lá. Então vasculhei tudo e encontrei. É um medalhão parecido com o nosso e provavelmente é o que dá poder a uma invocadora de damas da noite, assim como os nossos nos dão certos dons. Acho que Valentina não fez nada maior, porque não tinha o medalhão para lhe dar poderes.

– Isso é perigoso. – disse Lucinda. – Devemos destruir.

– Impossível. – Jasper respondeu. – O medalhão de qualquer invocador é inquebrável. Nem mesmo a arma mais forte pode destruir. Devemos guardá-lo e vigiá-lo a todo instante. Ainda mais que está agora aqui.

Negro. Brilhante. Mágico. Extremamente importante. Indestrutível. Chamava a atenção, provocava a curiosidade. Mas era desconhecido e é da nossa natureza temer o desconhecido.

– Vamos guarda-lo lá embaixo. – disse Rhodes. – Numa cápsula inquebrável. Para nenhum animal símbolo escapar.

– E o qual acha que é? – Jasper perguntou.

– O de vocês é uma borboleta. – disse Otan. – Da Sociedade Esmeralda, são grilos. Da Sociedade Ametista são besouros. Da Sociedade Diamante são joaninhas e da Sociedade Safira são libélulas. Todos insetos e condizem com as sociedades se associarmos bem. Acho que um animal que se assemelha com damas da noite, são os aracnídeos. Aranhas.

– E qual será a forma delas? – Ramone perguntou.

– Espero sinceramente não descobrir tão cedo. – Malleus respondeu. – E não é medo de minha parte, é amor à minha vida.

Notas finais
OII de novo pessoal! Hora de expor a sua opinião! Bora comentar pessoal!