Notas iniciais
Olá leitores lindos!!! Mais um capítulo narrado por nosso querido Sasuke *-* Esperamos que gostem e nos diga o que acharam... Boa Leitura

“A maior arma que alguém pode usar contra nós é nossa própria mente. Aproveitando-se de dúvidas e incertezas que ali se escondem. Somos verdadeiros com nós mesmos? Ou vivemos pelas expectativas de terceiros?

E se formos acessíveis e sinceros, podemos algum dia ser realmente amados? Podemos encontrar coragem para liberar nossos segredos mais ocultos? Ou no final, somos todos incompreensíveis até para nos mesmos?” Abri as grandes portas raivosamente não me importando com os convidados que estavam próximos e me olharam espantados por minha atitude, meus paços eram pesados sobre o piso que parecia ter uma leve agitação pelas pisadas violentas. Fui em direção a enorme escadaria, sabendo que por onde passava poucas pessoas me viam o que achei ser perfeito no momento, não queria que me vissem em tal estado de fúria, a qual eu nem mesmo sabia explicar o porquê de está assim.

Perguntas surgiam em minha mente quando fazia o trajeto como o Porquê o idiota do Itachi tinha de aparecer justo agora? Parei no extenso corredor analisando os últimos minutos, deuses, o que eu estava prestes a fazer? Eu ia realmente beijar a Sakura? A Sakura? O que estava acontecendo comigo?

Reiniciei meus paços indo em direção ao quarto, minha cabeça estava latejando de dor e eu simplesmente não conseguiria suportar nem mais um minuto naquele baile, joguei a máscara na minha cama e fui em direção à janela, por onde adentrava uma leve brisa gelada, perfeita para clarear meus pensamentos ou pelo menos tentar.

Pelos deuses eu devia estar perdendo o resto do juízo que ainda me sobrava, como pude ser capaz de tentar beijar justamente a Sakura? Que tipo de força sobrenatural dominava meu corpo e minha mente? Eu praticamente a assisti crescer, ela era como uma irmã para mim, não podia fazer isso, era . Mas o problema é que me senti atraído a ela, era como se não pudesse resistir a me aproximar, seu cheiro floral, seus brilhantes olhos verdes, seus exóticos e macios cabelos róseos, sua alva pele branca, tudo era perfeito demais, irresistível de mais.

Soquei a parede ao lado da janela, com força além do necessário, já que a grossa parede de pedra ficou com a exata marca de minha mão e uma fina rachadura em todas as extremidades. O que eu estava pensando? Quando foi que já senti algo assim na minha vida? Nunca era a resposta correta. Eu nunca havia me sentido assim em toda minha existência, nunca fui tão atraído de forma tão enigmática por ninguém como estava por ela. E isso estava me enlouquecendo e confundindo ao mesmo tempo.

Ouvi a porta do quarto se abrir alguns minutos depois, ou talvez mais tempo, não sei ao certo, estava perdido de mais nos meus próprios pensamentos. Reconheci imediatamente de quem se tratava, virei enraivecido olhando a figura do meu irmão parado a alguns metros, me olhando confuso, ótimo.

— Sasuke o que você pretendia com aquilo? – Itachi me olhava confuso, mas suas palavras eram duras e acusadoras, me irritei com isso e acabei apertando fortemente o parapeito da janela, tentando manter a calma – Irmão aquela é a Sakura você não pode....

— Eu sei Itachi — o cortei cansado de ouvi-lo me acusando como se eu fosse culpado de algum crime, será que não dava para entender que nem mesmo eu sei o que aconteceu? – não sei por que eu fiz aquilo, ou quase fiz já que você atrapalhou.

Acabei rosnando a última parte, o que não era para acontecer, o que aquela garota estava fazendo comigo? Eu estava perdendo o controle, nunca perdi o controle por nada antes, nem mesmo na guerra, mas agora ali estava eu, sem conseguir controlar minhas emoções.

—Então está mesmo acontecendo – Itachi murmurou sentando na minha cama, confuso esperei que ele continuasse o que quer que fosse que ia dizer, mas ele parecia imerso em pensamentos- achei que fosse apenas um mito, mas parece que não...

—Itachi, do que você está falando? – o cortei novamente, cansado de seus devaneios, ele havia me deixado curioso, o que não é nada fácil, e agora eu iria saber o que ele estava pensando, nem que tivesse de arrancar a informação dele a força.

—Imprithing – seus olhos brilharam de um jeito travesso, como uma criança, mas por algum motivo o seu tom de voz sério me deu certeza de que ele não estava brincando, mas sim que estava se preparando para se divertir com aquilo, o que era extremamente irritante – você já deve ter lido em algum lugar, é uma das matérias que estudamos sobre nossa historia.

—Se for para ficar enrolando acho melhor sair daqui, por que não estou com paciência para te aguentar Itachi.

—Irmãozinho tolo, devia prestar atenção no que os mais velhos dizem ao invés de ficar atrás das moças da cidade — Itachi parecia realmente se divertir com a minha falta de paciência o que não é aconselhável – Imprithing é, ou pelo menos achava que era um mito que nos envolve, ele acontece de diferentes formas e é muito complexo, pois existem várias teorias que tentam explicar tal fenômeno, digamos que a lenda fala sobre duas almas que nascem destinadas a ficarem juntas, armações das Parcas, suas linhas de vida são entrelaçadas e quando ambas as almas já tenham completado seus 16 anos, ou seja, quando finalmente o outro parceiro inicia a transformação elas são atraídas uma a outra para que completem seu destino, que é ficarem juntas para sempre. —Itachi pareceu analisar suas ultimas palavras com atenção e quando voltou a falar pareceu está relutante em indagar sua conclusão. —mas para isso ela tem que ser... Mas não é algo impossível, certo?

Explodi com suas palavras soltas e sem um final aplausível para tirar minha duvidas se Itachi não estiver plantando ainda mais em minha mente, apesar de sua indagação ser mais para si mesmo do que para mim, mas a minha cabeça trabalhava em uma velocidade impressionante, mesmo com a pergunta que estava preste a sair de minha boca eu já sabia a resposta.

—Pelos deuses Itachi, a onde você quer chegar com essa maldita História?

"Dê ao homem uma resposta, e ele não terá mais do que um fato qualquer. Mas, se lhe der uma pergunta, ele buscará as suas próprias respostas". --- O Temor do Sábio (Patrick Rothfuss).