Notas iniciais
Olá leitores lindos!!! Mais um capítulo... Adoramos os comentários do capítulo anterior, então continuem a comentar, que nunca comentou bem que poderia dizer que tá gostando, né?! Beijocas amorecos

"A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada."

— Sakura, você esta presa por traição contra o rei, por espionagem...

— O que? gritei completamente espantada com aquilo, eu estava sendo presa?

— ... E por ser uma... Haruno.

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Os guardas estavam em posição de ataque, esperando um mínimo movimento meu, para puxar as espadas, fiquei parada em choque por alguns segundos, não era possível, isso não estava realmente acontecendo, eles não podiam estar me prendendo.

Saí dos meus devaneios ao perceber que um dos guardas estava se aproximando de mim, com grilhões de ferro em mãos, ele não pretendia colocar aquilo em mim, pretendia?

— Haruno, você deve vir conosco — ele disse se aproximando lentamente, podia ver algo em seus olhos, aquilo era medo? E isso realmente me irritou, eles achavam que eu ia machuca-los? — não tente nada ou seremos obrigados a fazer algo que não será do agrado de ninguém.

Foi à gota dágua. Senti a raiva tomando conta de mim, por quer estavam fazendo isso comigo? Eu jamais planejaria algo contra o rei, jamais pensaria em ferir alguém, jamais havia feito algo para desaponta-los ou provocar desconfiança, e se quisesse fazer algo já teria feito, antes mesmo que descobrissem, por quer agora simplesmente resolveram que eu era um perigo? Só por que eu era Haruno e não Uchiha?

Quando percebi o guarda já estava prestes a colocar os grilhões em mim, se aproveitando da minha falta de atenção, senti uma onda de poder atingir meu corpo que me fez empurra-lo para o mais longe possível de mim, mas o que não esperava é que ele fosse voar a metros de onde estava e batesse contra uma coluna, quebrando-a no meio.

Outros guardas começaram a se aproximar em todas as direções formando um meio circulo a minha volta, com armas em mãos, parte de mim queria gritar para eles que eu não era um perigo, que não queria machucar ninguém, mas a outra parte simplesmente queria derrubar cada um deles por desconfiarem de mim, e como não conseguia pensar direito essa parte estava falando mais alto.

Empurrei o próximo que atacou, assim como o anterior ele voou longe e bateu contra uma parede, que desmoronou em cima dele, o terceiro me atacou com a espada, mas meus reflexos estavam melhores do que nunca, consegui aparar seu golpe antes mesmo que pudesse fazê-lo.

Mas antes que pudesse me defender do quarto guarda que já estava a atacar, senti uma pontada no pescoço, ergui a mão até o local, prende a respiração ao perceber do que se tratava, era um dardo, um dardo tranquilizante, mal havia retirado e já senti os efeitos me atingindo, minha visão ficou turva e já não conseguia mais sentir nada ao meu redor, antes de cair eu já havia desmaiado.

Acordei com uma dor de cabeça alucinante, minha visão ainda se encontrava embaçada, mesmo meus sentidos estando completamente desorientados, podia sentir que estava em movimento, forcei meus outros sentidos e pude ouvir o galopar de um cavalo, e que estávamos correndo em alta velocidade.

O vento jogava meus cabelos no rosto, dificultando ainda mais minha visão, mas isso não era o pior, ao tentar me mover percebi que minhas mãos estavam atadas por grilhões de ferro tão pesados que mal poderia mover os braços. Também havia o fato de que minha cabeça latejava de dor e que a luz do pôr do sol incomodava muito meus olhos.

Quase caí do cavalo quando ele parou com um solavanco, se não fosse pelo guarda que me segurava eu teria ido ao encontro do chão em um piscar de olhos. Na verdade, eu fui ao encontro do chão em um piscar de olhos, já que fui jogada de cima do cavalo, nada delicadamente, e agora estava sendo arrastada pelas correntes presas aos grilhões, para dentro do castelo.

— O que está acontecendo aqui? — mesmo estando fraca e desnorteada pude reconhecer a voz do Itachi, ele estava irritado e extremamente confuso. — por que estão fazendo isso com ela?

— Ordens do rei. — o guarda que me puxava falou enquanto fazia uma reverencia ao príncipe e voltava a me arrastar pelos corredores escuros, em direção aos calabouços.

Ao passarmos pelo salão principal pude ouvir o grito da rainha, dona Mikoto devia estar horrorizada com a cena, mesmo estando há tanto tempo com Fugaku ela jamais se conformou com a maneira que ele lida com prisioneiros, dei um triste sorriso irônico, quantas vezes já não havia visto cenas como esta? Muitas, mas em nenhuma delas imaginei que um dia estaria experimentando isso, ainda mais sendo inocente.

Fui jogada para dentro de uma das centenas de celas que havia no calabouço, olhando pelo lado positivo, pelo menos não me prenderam nas masmorras, pelo lado negativo, isso queria dizer que pretendiam me interrogar e muito provavelmente me matar.

Fiquei ajoelhada no chão, imóvel, enquanto o guarda prendia as correntes na parede, ótimo, agora sim eu estava ferrada, jamais conseguiria sair dali, não no estado em que estava.

Ouvi a porta de ferro ranger e ser fechada fortemente e trancada pelo lado de fora, com muito esforço consegui me levantar e me manter em pé. Era difícil ver um palmo a frente, tudo graças à droga do tranquilizante, não haviam passado todos os efeitos ainda e isso era verdadeiramente uma droga.

Encostei-me a parede, me deixando escorregar por ela e me sentar no chão frio de pedras negras. Um dos problemas dos calabouços era a temperatura, extremamente congelante que, se não morrer de fome, alguma doença contagiosa, ou for assassinado, você morre de frio naquele maldito lugar, já ouvi histórias de guardas que morreram de hipotermia por passarem tanto tempo aqui em baixo vigiando.

Por algum motivo desconhecido eu estava calma, acho que por estar em choque, por tudo o que aconteceu, tudo o que descobri. Duas lágrimas solitárias escorreram pelo meu rosto, eu realmente estava sozinha, eu não tinha mais ninguém, não apenas meus pais morreram na estúpida guerra, mas também todo o meu clã, toda a minha família, eu estava sozinha.

Agora eu não tinha mais ninguém não tinha família, não tinha casa, ninguém para se importar se eu ia ou não sobreviver, ninguém que verdadeiramente se incomodaria se eu morresse ou não. Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto quando me dei conta de que as pessoas que me criaram, que cuidaram de mim, estavam me mantendo presa, estavam prestes a ordenar minha morte, simplesmente por que não acreditam que eu não soubesse que era uma Haruno.

Talvez tenham se passado horas, não sei dizer, estava ocupada de mais perdida em meus próprios pensamentos para prestar atenção nisso, quem olhasse para mim viria apenas uma garota atormentada olhando para algum ponto qualquer fixamente, mas acho que havia passado um bom tempo até que ouvi a porta ser aberta mais uma vez, por um momento achei que eram os guardas, vindo me buscar para o interrogatório, mas eu estava errada.

— Pelos deuses. — Itachi se ajoelhou a minha frente e me fitava assustado, nervoso e podia ver culpa em seus olhos — Sakura, o que fizeram a você?

— O que teriam feito a qualquer Haruno, mas já sabe disso. — minha voz saiu mais grave que o comum, isso se deve ao fato de estar exposta ao frio por tanto tempo.

— Acha que eu estou de acordo com isso? — ele parecia surpreso, e um pouco magoado também.

— Acho que todos estão, não vi ninguém falando a meu favor, acha que não posso escutar a multidão lá fora pedindo pela minha cabeça? Simplesmente por que acham que eu os estive espionando por todos esses anos? Aqui vai uma novidade, não há motivo para espionar, afinal, não há a quem reportar nada, meu clã está morto e seu pai mandou mata-los.

— Sakura eu entendo que esteja irritada com isso, magoada, tem razão de estar, mas tem que entender, eu jamais concordaria que fizessem algo com você, ou qualquer outro Haruno, por que acha que não aceitei lutar na guerra? Eu era amigo do seu pai, eu tentei impedir a guerra, eu tentei unir os clãs, mas seus pais não mantiveram a palavra deles e meu pai não tolera quando alguém não compre uma promessa, não havia o que eu pudesse fazer.

— Você teve parte naquele estúpido acordo? Aquele em que eu deveria me casar com o Sasuke? Itachi você é estúpido? Jamais teria dado certo, você sabe como seu pai é ele teria me matado no segundo em que tivesse chance, depois que o Sasuke fosse nomeado rei dos dois clãs não haveria motivo para que eu continuasse viva.

— Eu era jovem Sakura, tudo o que queria era a paz, e... Espera, como você sabe do acordo? — Itachi me encarava curioso, apenas dei de ombros, não iria falar sobre a câmara secreta que havia nas ruínas do castelo, depois de alguns segundos me analisando ele deu um sorriso de canto — deixe-me adivinhar, sua mãe lhe deixou alguma carta? Bem a cara dela, sempre muito inteligente.

— O que queres aqui Itachi? — perguntei desconfortável, o modo que falou da minha mãe, parecia conhecê-los bem e eu senti um pouco de inveja disso, já que eu não me lembrava de nada.

— Eu vim lhe ajudar. — olhei para ele incrédula, não podia estar falando sério. — vou tira-la daqui.

Notas finais
E o Sasuke o que está achando sobre a prisão da Sakura? Nos digam as suas opiniões... Ele está sumido né?!