A Sinfonia de Tudo Que Há

14 Verdades que tanto guardei


A TV estava ligada. Jonas olhava-a sem ver.

— Você tá bem? — Verônica preocupou-se. — Foi algo que eu disse?

Observando o noticiário, ele conteve a vontade de mudar de canal e simplesmente falou. Daquilo que nunca falava com ninguém. Verônica era sincera sobre sua vida, então, sentia-se livre para o mesmo.

Contou sobre as notas que eram suas companheiras a vida inteira. Sobre o sestro que tentava evitar. Mas sabia que deveria ir, viajar o mundo, escrever sua parte na sinfonia. Ele nada mais era que um único acorde.

— Isso não pode ser verdade.

Verônica estava cética.

— Quero que ouça algo.

Notas finais
Eu adorei ler as teorias de vocês nos comentários do capítulo anterior, sério, era uma melhor que a outra. Mas agora sabemos o motivo da hesitação do Jonas no capítulo anterior e um dos parágrafos da sinopse finalmente faz sentido. São apenas 100 palavras, então não tem como deixar claro tudo o que preciso, por isso, vamos lá: sabemos que Jonas pode ouvir essa "sinfonia de tudo que há" e que ela está desafinada, portanto, seu objetivo é viajar o mundo e coletar um pouquinho de cada lugar, para que assim possa escrever sua parte para afinar a sinfonia. Algumas pessoas nascem como o Jonas nascem a cada geração e ele é apenas mais um que vai juntar o seu pequeno acorde à grande sinfonia, na tentativa de afiná-la. Ainda temos detalhes a serem respondidos, mas que virão apenas na segunda parte da história, que está quase começando. Alguns de vocês já perceberam "pistas" em capítulos anteriores e elas finalmente farão sentido nos próximos capítulos. Por hoje é só xD Até mais o/