A Semideusa E A Fênix
2 Minhas Melhor Amiga é Raptada por Fumaça
Notas iniciais
Quando eu cheguei em casa não podia esperar nada mais nada menos do que a ignorãncia da minha irmã e mãe também.
Outra coisa que presisa saber de mim é que eu sou bem diferente da minha família. Minha família é inteiramente gorda, ignorante, porca, desorganizada , repulsiva e sem educação e pode acreditar eu não sou assim.
Se passam 3 segundos depois que passo pela porta e minha 'querida' irmã joga um pano molhado e sujo no meu rosto, que eu tenho a impressão que era de enchugar o chão... mas já estava acostumada.
_E aii Zumbie, por que você também não abre uma cratera e enfia a cabeça dentro pra esconder sua cara feia !?! A B E R R A Ç Ã O!!! — Minha irmã disse, a risada dela era desafinada e bem escandalosa, do modo que, mesmo que eu respondesse nem eu conseguiria ouvir minha própria voz.
_Maria, bom ver você também querida irmã. — Eu sorri forçado, Maria tem 17 anos e não se veste diferente das outras garotas da escola, é apenas mais uma cabeça-oca, ela tem cabelos mal tratados pretos, mas se ela não fosse tão dspresível o rosto dela seria amigável, olhos escuros e traços divertidos no sorriso.
Subi as escadas e fui para o meu quarto, Korro estava parado na janela com o vento nas suas penas, eu não ligava de deixar a janela aberta, ele nunca tentou fugir. Ele é um pássaro bem grande, um pouco maior que uma águia. Ele tem penas vermelhas e algumas douradas, seu bico é negro e ele tem olhos cor de ouro e sua calda é comprida, meu melhor amigo. Minha mãe me disse que ele nasceu ao meu lado, no exato momento que eu, ele é um irmão pra mim.
Deitei na cama e Korro veio planando e se deitou ao meu lado repousando a cabeça no meu braço (ele sempre fazia isso) , ele tem as penas quentes e dorme comigo todos os dias, é como um travesseiro com penas quentes e confortável.
Minha mãe entrou no meu quarto e olhou para o Korro :
_Menina tira esse pardal da cama agora !!! — Ela não gosta do Korro, sempre que o vê solto me manda colocá-lo na gaiola mas eu odeio velo preso.
Korro ouviu minha mãe e vou voando pra pequena e apertada gaiola dele, eu apenas fechei a portinha da gaiola.
_Aquela sua amiga esquizofrênica está lá na porta perguntando por você, é bom ela não ficar muito tempo ouviu menina ? — Minha mãe disse, acho que tudo que se associa a mim, ela acaba não gostando.
_Não se preocupe mãe, só vou trocar de roupa e nós iremos para o cinema, fala com ela para me esperar que eu já vou e mãe... porfavor tente tratá-la bem Ok?
_Apenas se apresse, não gosto dessa ralé na minha casa, vizinhos podem ver ! — Minha mãe disse, ela é loira e tem cabelos curtos, olhos cor de mel e fora do peso mas ela não liga já que usa roupas menores e bem apertadas deichando os pneusinhos dela cairem pra fora. Ela teria um rosto meigo se não fosse tão amarga e cabeça-dura.
Troquei de roupa, agora usava uma calça jeans, tênis allstar comum, uma blusa branca com a frase ''What is Love'' gravada ao centro e uma jaqueta marrom-claro. Eu não sou fã de maquiagem e nem de ficar fazendo penteados, ou estava com o cabelo amarrado ou solto, eu me sinto confortável assim.
Descendo as escadas meu pai passa por mim subindo as escadas apressado, olhando para o chão com a expressão vazia, acho que nem me notou. Seus cabelos negros estavam pra cima, como quem acabou de acordar, o cabelo dele é oleoso e vai até os ombros (quando não estão pra cima). Eu não o culpo por ser assim ele é... viciado em cerveja e drogas, então prefiro ele me ignorando do que me batendo. Ele subiu correndo até o banheiro e se trancou.
Primavera estava ao lado da porta parecendo desconfortável, ela esta usando calça jeans, allstar vermelho e uma blusa de mangas cumpridas cinza comum, ela também não usava maquiagem e seu longo cabelo estava preso em um rabo de cavalo. Ela sorriu ao me ver, fui em direção a ela mas minha mãe pegou me ombro e me virou:
_Leva esse periquito com você e compra comida pra ele, não to nem ai pra onde vocês vão! — Ela segurava a gaiola de Korro.
_Tudo bem. — Eu abri a gaiola e ele se ageitou no meu braço. — Mãe, já falei que não gosto de vê-lo preso, que diferença faz ele ficar solto ?
_E des de quando eu ligo pra sua opnião menina ?! O lugar dessa porcaria é na panela, tem sorte deu não cozinhar ele enquanto você dorme atrevida ! — Minha mãe jogou a gaiola pra lá.
Eu e Pri saimos, ela já estava acostumada a ver minha mãe daquele geito também.
_Pri, me desculpa, e o cinema agora ? — Perguntei.
_Ah tudo bem Lana, não se preocupe, vamos fazer outra coisa... que tal a praça ? Korro vai poder estivar as asas à vontade! — Ela disse, ela gostava muito do Korro, dizia que ele era muito especial e parecia mágico, ela não parecia se importar dele ir com a gente.
_Ótima ideia. — Eu sorri, Korro também pareceu entender porque ficou brincando com o rabo de cavalo da Pri.
Chegamos na praça e nos sentamos num banco e começamos a conversar e contar piadas, o dia estava acabando e o último raio de luz já estava desaparecendo, Korro voava dentre as árvores, mas não ia muito longe, todos que passavam por ali pareciam impressionados com ele.
Enquanto riamos Pri fez uma careta.
_O que foi ? — Perguntei.
_O trio silicone se aproximando... — Ela disse baixinho, olhei para trás e Mylla, Rebeca e Beatriz pararam bem na nossa frentre (e fizeram pose...), as 3 estavam usando mini saias jeans, tomaras-que-caia horríveis e tamancos plataforma vermelhos.
_Vocês estão sentando do meu lugar idiotas, caiam fora daqui antes que eu chame a carrocinha! — Mylla falou.
_Vamos Alana, deixa pra lá — Pri falou, ela se levantou e pegou no meu braço, eu levantei. Antes de darmos as costas pra elas, Beatriz deu um passo a frente e sorriu:
_Não tão rápido semideusas fedorentas.
_Semi oque ? Fedorentas ? enlouqueceu ? — Pri falou.
_O que você quis dizer com isso ? — Eu perguntei.
Antes de qualquer coisa, Rebeca bateu o pé no chão e Pri foi arremeçada uns 10 metros de distância e bateu as costas no tronco de uma árvore e caiu desacordada.
_Primavera !!! — Eu gritei.
_Não se preocupe semideusa, presisamos de vocês duas vivas — Disse Beatriz com um largo sorriso no rosto.
_Hey! O QUE TÁ ACONTESCENDO AQUI ?!? QUE TIPO DE ABERRAÇÕES SÃO VOCÊS ??? — Mylla interronpeu, muito confusa.
_Cale a boca mortal ! Não presisamos mais de você — Rebeca e Beatriz disseram juntas.
Rebeca encostou um dedo em Mylla, e ela foi jogada bem longe, aterrissando nas folhagens de uma árvore, ao contrário da Pri.
Beatriz e Rebeca avançaram em minha direção mas antes que tocassem em mim, Korro apareceu e fincou as garras bem na cara das duas, elas berraram e se afastaram.
Eu sai correndo em direção à Pri e me ajoelhei ao lado dela, ela estava quase acordada, muito atordoada e sangue escorria no canto da testa dela, isso em encheu de medo e raiva, senti meu sangue ferver. Meu virei e vi Korro voando ao redor delas como uma rajada vermelha e dourada, mais e mais arranhões no rosto das garotas se formavam.
Korro veio voando até mim mas atrás dele... não podia acreditar.
Rebeca e Beatriz vinham correndo bem atrás de Korro mas, a pele delas estavam de dissolvendo em fumaça escura, seus rostos eram os mesmos (até o mesmo blush ridículo) mas agora eram como fumaça em espiral e pra melhorar a situação, elas também tinham asas, enormes asas de fumaça negra.
Eu não queria ver o que iria acontecer e fechei meus olhos com força e segurei a mão da Pri. Senti garras em meu braço e senti o chão deichando meus pés rapidamente, ainda estava segurando a Pri então posso presumir que aquelas coisas esfumaçadas nos pegaram e provavelmente iriam nos jogar de um penhasco pra ver como rolamos...
Abri meus olhos e olhei para trás, Rebeca e Beatriz estavam voando bem atrás de nós gritando e mostrando os dentes, olhei para o lado e Pri estava um pouco acordada segurando minha mão, olhei pra cima e vi...
_Korro ?!? — Eu não acreditei no que vi, Korro estava carregando a mim e a Pri e voando muito rápido, como era possível ?
Olhei para trás e vi Beatriz fazer um gesto como se arranhace o ar e uma corrente forte de vento fez Korro perder o equilíbrio e nos deixar cair.
Agora eu estava caindo em queda livre para morte em uma direção, e Primavera pra outra direção. Korro rapidamente me agarrou mas Rebeca já tinha pegado Pri. Korro estava exausto, não iria conseguir pegar Pri enquanto lutava com aquelas coisas e ainda me carregar. Ele voou em direção oposta e aterrissou na minha escola, que agora estava fechada.
_Korro oque nós fazemos aqui ? O que foi aquilo tudo ?!? — Eu perguntei desesperada.
Ouvi passos atrás de mim e uma voz familiar:
_Por que está conversando com o pássaro ? — Ele disse.
_Bem, se ele consegue carregar duas pessoas e voar super rápido, presumo que... -Parei, quando me virei e me depareu com...
_Professor Cara-de-Cabra ?!? Eu só estava... hãn ... eu quis dizer... — Gaguejei, além de desesperada fiquei parecendo uma maluca.
_Professor oquê ?!? — Pareceu ofendido.
_Ohh não, me desculpe Sr.Sanchê eu só... estou tendo uma noite estranha.
_Imagino... — O Sr.Sanchê é meu professor de ciências, ele tem um geito autoritário e orgulhoso, ele se veste de um geito estranho. Ele está usando uma blusa verde com um colete de lã amarelo e calças... calças de cabrito ?
_Sr ... que tipo de calças são essas ? — Perguntei.
_Que calças ? — Ele olhou pra baixo parecendo confuso com a pergunta. — Ah, não são calças criança, são minhas pernas. Eu sou um Sátiro.
_E o que o senhor faz aqui?
_Eu estou aqui para levá-la a um lugar seguro criança, confie em mim, essas coisas estranhas só irão piorar se não fazer o que eu digo. — Disse ele olhando para os lados.
_ E que lugar seguro é esse ?
_Um acampamento, lá você vai ficar com pessoas iguais à você, meios-sangues.
_E o que é isso ?
_São pessoas que tem metade mortal e metade imortal. Estamos sem tempo criança, está tarde e é perigoso de mais irmos agora então escute com atenção...
Eu não gosto muito do Sr.Sanchê mas, eu sinto que posso confiar nele, e esse acampamento, meios-sangues como eu... é coisa de mais pra processar, mas eu sempre me adaptei bem as mudanças.
_... Seu pássaro te levará até sua casa em segurança, amanhã às 7:00 estarei na calçada da sua casa te esperando, você deve fazer as malas e pegar tudo que for necessário. Não se atrase, o tempo é curto, você corre perigo entendeu ?
_S...sim professor.
_Ótimo! Agora vão, não se preocupe criança, tudo vai ser esclarescido na hora certa e vamos salvar sua amiga. Palavra de Sátiro! — Ele falou confiante colocando a mão no peito.
Korro me pegou e me levou até em casa, pousamos no telhado que dá para o meu quarto e entramos pela janela. Eu estava exausta e me deitei, Korro se deitou ao meu lado com a cabeça em meu braço, adoro quando ele faz isso.
Fechei meus olhos e adormeci.
Notas finais
Alana começa a duvidar do seu mundo, Sr.Sanchê promete levá-la a um lugar seguro, um acampamento para pessoas como ela.
O que será que vai acontecer ? Só lendo o próximo capítulo pra saber !
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