A Seleção de Bella Miller
10 Amigos?
Notas iniciais

P.O.V BELLA
Já fazem três dias que estamos aqui. Austin trouxe bastante alimentos, mas eles não irão durar para sempre, tivemos uma discussão quanto a isso, mais ele teima que ainda não está pronto para voltar ao castelo.
Apesar das discussões Austin e eu estamos nos tornando vamos dizer, amigos? Não me sinto mais insegura ou envergonhada perto dele, já ele desabafa sobre ser pressionado, e de alguma forma parece como se nós ajudássemos um ao outro.
―Bom dia, bela adormecida, apreciando a paisagem? ―, assim que Austin acaba de falar sinto meu rosto pegando fogo.
Ele estava nu da cintura para a cima, seus músculos se contraiam enquanto ele cortava a madeira, e eu...Bem, eu apenas me perdia em pensamento...
―Bom dia, Alteza. Oh sim, que paisagem. ―, ele me deu um sorriso amarelo.
―Sabe, acho que nós somos meios parecidos com o Tarzan. Você é a jade, e eu sou o Tarzan, o rei da selva, que sempre salva Jane e os outros animais. Somos muitos parecidos, Tarzan tem um belo peitoral, e acredito que eu também―, ele olhou para o peitoral completamente definido e depois para mim, que estava cega com aquela visão. Meu corpo era um linha rígida, e meu rosto estava completamente vermelho por ter sido pega no flagra―, Oh e também tem a jade, que se parece muito com você―ele continuou―loira, olhos claros, bonita, frágil e― ele não terminou a frase.
―Oh meu deus, Austin, cale-se―, disse me jogando em cima dele.
Ele revidou e começamos uma guerra, se é assim que pode se chamar o que estávamos fazendo. Eu tentava organizar meus pensamentos, antes de me jogar pra cima dele ele estava nos comparando ao Tarzan e Jade, bem, na história original eles se apaixonam, na selva...com esse pensamento eu caminho adiante, e tropeço, tropeço de cabeça no chão.
―Anna―Grita ele.
Ele puxa minha mão com tanta força, que eu caio para trás contra ele. Tudo acontece tão rápido que em um minuto estou caindo, no outro eu estou em seus braços, e ele está me segurando firme contra seu tórax. Eu inalo seu cheiro limpo, cheiro vital. Oh meu deus, é inebriante. Eu inalo profundamente.
―Você esta bem? ―Ele sussurra.
―Você me chamou de Anna―digo, fazendo uma carreta.
Ele está com um braço ao meu redor, apertando-me junto a ele, enquanto os dedos de sua outra mão, suavemente rastreia meu rosto sondando, examinando-me. Seu polegar escova meu lábio inferior e eu ouço sua respiração ofegante... Ele está olhando fixamente em meus olhos, e eu seguro seu ansioso olhar, queimando por um momento, ou para sempre...mais eventualmente minha atenção é atraída para sua bonita boca. Oh meu Deus. E pela primeira vez, eu quero ser beijada. Eu quero sentir sua boca na minha. Eu estou olhando fixamente para a boca esculpida de Austin Schreave, hipnotizada e ele está olhando pra mim.
Ele respira mais rápido do que o habitual e eu parei completamente de respirar. Eu estou em seus braços. Beije-me, por favor.
Meu coração está disparado. Eu fecho meus olhos e tomo uma profunda e purificante respiração, tentando recuperar o que resta do meu equilíbrio.
Mas então Austin para e se afasta. O calor que seu corpo irradiava para o meu cessou. Suas mãos que acariciavam meus lábios se foram. Eu estou paralisada por causa de uma necessidade estranha, desconhecida, completamente cativada por ele.
Ele fecha seus olhos, respira fundo e sacode brevemente a cabeça.
―Que eu saiba, a senhorita se chama Anna Bella―Ele sussurra.
O que? Por que ele fala essas coisas justo nesses momentos...Seguramente, eu é quem deveria decidir. Eu franzo minha testa pra ele e balanço minha cabeça diante da rejeição.
―Pensei que fosse Jane―eu respiro, achando minha voz. ―Obrigada―eu murmuro cheia de humilhação. Como eu podia ter interpretado mal a situação entre nós?
―Pelo que? ―Ele franze a testa.
―Por me salvar ―eu sussurro.
Com uma sacudida , procuro clarear minha cabeça. Eu só quero ir embora. Todas as minhas esperanças inarticuladas foram esmagadas. Ele não me quer. O que estava pensando? Eu brigo comigo mesma. O que Austin Schreave poderia querer comigo? Rapidamente ando em direção a floresta, consciente de que ele está atrás de mim. Giro brevemente para enfrenta-lo, mais não posso olhar em seus olhos.
―Eu vou pegar mais água ―eu murmuro.
―Bella...eu... ―ele para e a angustia em sua voz exige minha atenção, então eu o olho, de má vontade. Seus olhos azuis são como o deserto, enquanto ele corre a mão pelo cabelo. Ele parece destruído, frustrado e todo seu controle evaporou.
―O quê, Austin?―Eu fico irritada porque ele não fala.
―Nada.
Eu só quero sair dali. Eu preciso levar meu frágil e ferido orgulho para longe.
―Tome cuidado,―ele murmura.
Hun? É por isso que ele parece tão desolado? Esse é seu grande fora?
―Cuidarei―eu não posso disfarçar o sarcasmo na minha voz. Eu giro nos meus calcanhares, fico vagamente espantada quando não tropeço, e sem dar a ele um segundo olhar, eu desapareço em direção a floresta.
Uma vez ao som dos cochichos da cachoeira, iluminada com sua luz florescente e deserta , eu me debruço contra o chão e ponho minha cabeça em minhas mãos. O que eu estava pensando? Indesejada e sem permissão sinto as lagrimas chegarem. Porque eu estou chorando? Eu fundo no chão brava comigo mesma por essa reação insensata. Eu desejo sumir. Coloco minha cabeça entre meus joelhos e deixo as lagrimas irracionais caírem desenfreadas. Eu estou chorando por algo que nunca tive.
Eu sou muito pálida, muito fraca, muito desprezível, sem coordenação, antes que minha longa lista de culpa continuasse senti um dor vindo do meu braço direito.
Não era uma dor qualquer. Queimava. Levantei a cabeça cautelosamente, as lagrimas embasavam minha visão. A dor piorava a cada minuto. Me senti fraca, e vulnerável. As lagrimas brotaram de novo mais essas eram de dor. Reúno cada gota de energia na minha mão esquerda e me apoio em algo para levantar. Péssima ideia, estou fraca é difícil fazer isso.
Minha visão começa a escurecer e sei que estou sem tempo. Junto novamente toda força, e dessa vez não tento me levantar.
Grito com toda força que consigo. Depois relaxo, sentindo-me exausta, em dúvida se realmente fiz aquilo.
P.O.V AUSTIN
Fiquei paralisado assistindo Bella desaparecer em direção a floresta. Estou cheio de emoções as quais eu não estou familiarizado. Não consigo tirar seu rosto da minha cabeça. O seu olhar destruído e o desgosto que foi exibido em seu rosto, como se alguém de sua família tivesse morrido. Ela é tão doce, e merece algo melhor do que eu posso oferecer. Mas então sua presença me puxa. Quando chegamos aqui estava disposto a conquistá-la mais depois percebi que não queria que ela fosse que nem a mim, não queria que ela perdesse sua liberdade pelo resto da vida. Queria que ela fosse feliz. Que tivesse privacidade, que ela não fosse motivada pelas escolhas de um reinado. Queria que ela fosse apenas a Bella e não uma rainha.
O único jeito disso acontecer era me afastando dela, coisa que estava completamente impossível. Sempre que começávamos uma discussão, ela sempre acabava com um de nós dois rindo.
Eu não sei o que está acontecendo comigo. Porque não consigo tira-la da minha cabeça? É como se o seu corpo me chamasse, seu espirito, seu sangue, seu ser. Eu não consigo escapar desse sentimento.
Ainda estava lá, paralisado. A única coisa que queria era afasta-la e agora a única coisa que consegui foi machucá-la.
Estava preparado para procurá-la e lhe pedir perdão, mais foi aí que eu escutei gritos. Gritos que vinham da direção da floresta.
Oh, não, não, não...
Antes que qualquer pensamento perturbador viesse a mente sai em disparada. Corria sem me importar com os galhos e as samambaias que tentavam me derrubar.
Em alguns minutos a encontrei. Ela estava caída no chão, pálida. O desespero começou a se transformar em dor. O que eu fiz? O que eu fiz? Perguntava a mim mesmo.
―Bella, Bella.. ―Segurava sua pequena cintura com uma das mãos e tentava encontrar machucados e arranhões na outra. Foi ai que meus dedos se revelaram com um enorme calombo acima do cotovelo direito, olhei em volta a procuras de sinais.
Joguei minha cabeça ao alto, em descrença. Oh não, não, não...
Bella havia sido picada. Tentei procurar sinais da gravidade da picada. Ele estava crescendo, estava contaminando-a. Ela precisava de um médico. Eu precisava voltar...
P.O.V AMERICA
Já fazem exatamente 3 dias que eu não ouço notícias do meu filho. O sentimento que tenho é de culpa. Como pude deixar isso acontecer? Eu sempre tive uma dinâmica diferente sobre a vida e olha onde eu cheguei, meu filho fugiu por ser pressionado...
Fico imaginando como meu filho está agora. Se ele está sofrendo? Com frio? Fome...?
Austin é o filho mais velho de 3 irmãos. Quando ele nasceu Illéa estava em guerra, ele foi como a pomba branca da arca de Noé, ele trouxe tanta felicidade...tanto amor...naqueles dias de diluvio. Maxon e eu o amamos mais que tudo, ele ainda é nosso garotinho. Ele puxou tanto ao pai na aparência e a mim no gosto, mas sua personalidade e seu caráter são uma mistura de nós dois. Ele é tão calmo como o pai, e ao mesmo tempo tão humilde e sincero como eu. Aprendi tanto com ele e não telo aqui me deixa fraca.
―Meri?
Olhei para o lado a tempo de ver Aspen.
―Aspen? ―perguntei com a voz embargada por conta do choro.
―Oh, Meri, Maxon está colocando este castelo inteiro a sua procura, você não pode simplesmente sumir―ele fecha os olhos e respira profundamente.
―É culpa minha―sussurrei.
―Meri, não, não é culpa sua, Austin...Austin apenas precisa de um tempo, nós vamos achá-lo, eu prometo.
―Já fazem três dias, Aspen, três dias que eu não tenho notícias do meu filho, eu nem ao menos sei se ele está vivo ou...
―Por favor, America, não pense nisso, Austin é forte e inteligente ele sabe se defender sozinho.
―E a garota? ―Sussurrei.
―Nem sinal dela também― Aspen passou as duas mãos no cabelo, desde jovem ele faz isso quando está nervoso.
Encostei-me novamente na parede, encolhi-me entre os joelhos e voltei a chorar. Eu sei que essa não é uma atitude de rainha, e também sei que chorar não faria meu filho voltar. Mais as vezes as únicas coisas que precisamos é chorar, desabafar. Tantas coisas acontecem a nossa volta e ficamos completamente perdidos, não sabemos o que fazer, como agir, o que escolher... Mais na vida temos que fazer escolhas. Minha escolha nesse momento é chorar. Não estou desistindo, apenas me libertado...colocando pra fora toda dor, todo sofrimento que tive esses dias. Chorar não significa que você seja fraco, pelo contrário, quando você chora você demonstra o que está sentido, o quanto você se preocupa com a pessoa... Nesse momento eu estou chorando, mais um dia as lagrimas terminaram, assim como meus problemas.
*** *** ***
Estávamos na enorme mesa de jantar, hospedando 28 garotas que estavam aqui com o objetivo de conquistar o coração do príncipe. Ninguém além de mim, Maxon, Aspen e seus guardas sabiam que ele e a outra selecionada estavam desaparecidos. Guardas nos informaram que quando Austin passou os limites do portão ele tinha alguém ao lado dele, tudo indica que seja essa selecionada mas ainda não temos nada confirmado. Eu nem ao menos sei o nome dela, e se por acaso Austin a conhecia a algum tempo e quando ela entrou para seleção eles decidiram fugir, juntos? Tudo estava muito confuso e algumas coisas não faziam logica. Estávamos conseguindo enganar a todos com a mentira de que Austin estava em uma viajem importante no litoral da Europa e que Bella não estava se sentindo bem, e que foi internada quando saiu da sala de aula á três dias atrás. Alguns estavam acreditando mais outros não. Maria uma amiga dessa selecionada vinha nos perguntar diariamente como estava a saúde da amiga e se ela poderia visitá-la. As respostas se repetiam diariamente e já não tinha mais imaginação para criar outro rumo nessa história. Celeste estava ficando louca, ela sempre me perguntava por qual motivo Austin não nos ligava, e nem mandava uma carta. Eu estava definitivamente exausta. Depois de Aspen me encontrar hoje de manhã ele me levou até Maxon, e nos prometeu que voltaria com notícias. Eu estava sem esperanças já faziam três dias que eles falavam a mesma coisa, e até agora nada.
Olhava para o meu prato, sem o mínimo de apetite. Olhei para Maxon, ele me olhava ainda com aquele brilho especial nos olhos, ele sussurrou algo como “Eu te amo”, e lagrimas tentaram a cair. Maxon se tornava cada dia mais atencioso...Mais romântico...
―Eu sei― eu sussurrei de volta ―eu também te amo.
Maxon deu um beijo em minha testa. O seu toque era tão especial. Como se a cada beijo fosse uma nova descoberta. Permiti uma lagrima cair. Eu estava cansada, eu queria tanto ver meu filho, ouvir sua voz, dizer-lhe o quanto eu o amo, o quanto eu me arrependo...
Foi nesse momento que um guarda entrou no salão, ele estava ofegante e demorou alguns segundos para se recompor.
―Majestades, peço minhas sinceras desculpas, mais... mais tem alguém ai fora que se diz ser o príncipe ele está com uma jovem nos braços eu...eu não sei, ele está gritando, ela fala que ela está morrendo.
Antes mesmo que o guarda terminasse de falar eu já estava correndo em direção aos portões. Meu filho havia voltado? Eu não pude deixar de ter esperanças, como ele estava? Machucado? Irreconhecível?
Dentro de alguns minutos eu estava no salão de entrada, um jovem e belo rapaz estava lá, seus cabelos cor de mel caiam sobre sua face. Ele estava ofegante e suado. Sem a camisa, e com vários arranhões, carregava uma jovem também de cabelos claros, ela estava pálida, muito pálida. Sua cabeça estava jogada para trás e o garoto chorava em seus braços. Ele olhava pra ela cheio de preocupação e medo. Foi ai que ele levantou os olhos e olhou para mim. Pude sentir as lagrimas brotarem de novo. Lagrimas de esperança, alegria, surpresa...
―Austin.
Sim, meu filho havia voltado para casa.
Austin sem camisa (Unica foto que achei ^^): Príncipe gatooo
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