A Segunda Vista!

7 Manchinha cor de pele.


ANTES*

"Calma Wanderer..."

-Ahhhhhhhhhhh

*AGORA*

-Wanderer, é o curandeiro Fords, estou entrando.

-Curandeiro, por favor, não me deixe perdê-lo...

-Você não vai querida, somos avançados suficientemente para isso.

-Ainda bem...Falei em meio as lágrimas.

-Engula isso.

-Não se parece com os nossos medicamentos.

-Por que não é. O nome disto é feijão, as chamadas "parteiras" utilizavam isso para parar as hemorragias das grávidas.

Passaram-se alguns minutos e o sangramento passou.

-Obrigada curandeiro, você o salvou.

-O que é isso querida? É apenas minha função, estarei no apartamento ao lado se precisar de mim.

-Sim.

"Finalmente ele foi embora"

-Ele quis proteger o bebê.

"Meu filho, não se esqueça"

-É meu também.

"Ele nunca será seu!"

-Melanie, eu não quero discutir, apenas devo repousar.

"Desculpe, afinal quase perdi um filho, é normal que eu esteja a flor da pele"

-Quase perdemos um filho Melanie, não esqueça da minha dor.Além do mais eu quero que você entenda algo.

"O que?"

-Se eu estive-se no meio do nada, eu teria perdido o bebê, talvez até morrido.

"Wanderer, uma criança precisa de um pai e se eu estiver de ficar aqui para sempre, na sua cabeça, pelo fim dos tempos, quero ao menos que meu filho esteja a salvo com a família."

-Não vamos conversar sobre isso agora.

"Está bem, o mais correto agora é você ir tomar um banho e comer algo"

-Realmente, estou faminta!

Tomei um banho e comi uma salada com arroz a la grega, tudo o mais saudável possível.

"Odeio essa comida"

-É, pelo visto eu também. Fui dormir e dessa vez não sonhei com nada. Eu e Melanie finalmente demos uma trégua.

*Uma semana depois*

-Bom dia Wanderer. Me cumprimentou o curandeiro.

-Bom dia.

-Se sente bem? como está o feto?

"Feto...por que ele não fala bebê?"

-O bebê está bem, já sinto fortes laços por ele.

-É natural querida. Com nossos estudos avançados, poderemos ver como está o seu bebê e até mesmo definir o sexo. Para os humanos isso é absolutamente improvável, mas para nós...

-Então...quer maravilha!

No entanto, algo estava errado, os nossos instrumentos que veriam o sexo do bebê, não conseguiam ver absolutamente nada referente a isso.

-Estranho. Falou o curandeiro.

-O que é estranho?

-Seu bebê é apenas, uma manchinha, bem minuscula, parece até que você descobriu que estava grávida um dia desses.

-Oh meu Deus, será que ele está...?

-Não, não está morto, apenas pouco desenvolvido.

-Tudo bem então.

-Sim, continue comendo normalmente e de forma saudável que ficara tudo bem.

-Obrigada e até a próxima consulta.

-De nada querida.

"Que bom, nosso bebê está bem."

-Nosso...Falei feliz.

Fiquei pensando no bebê desde o meu encontro com o meu curandeiro, temi pela vida dele, o amor que eu senti por ele desde que descobri a gravidez, mudou a minha vida de alma. Eu já não mais queria que fosse implantado nele uma alma. Melanie tinha razão, ele precisa de um pai, uma família completa, coisa que não terá se eu permanecer aqui. Mas como garantir a segurança do bebê e a minha?. Assim que me vissem, iriam querer me matar.

Fiquei buscando, memórias de coordenadas, para poder pensar em onde começar a minha busca.

“O que está fazendo?”

-Buscando como chegar a sua família.

“Nunca, pensei que estivesse do nosso lado, como pude ser tão tola!”

-Melanie, cale-se preciso das coordenadas.

“Nunca vou te dar”

-Eu não estou pedindo. Por fim consegui acessar a sua mente, vi todas as suas lembranças como cuidado, o tio Jeb havia ido na casa de Melanie e sua família para convencê-los a irem embora daquela casa, mas o pai, o senhor Stryder se recusou a continuar a ouvir o irmão, no qual ele considerava louco. Mas Melanie, por amor ao seu tio, ouviu atentamente o que ele tinha a dizer, ele falou como chegar até a caverna, por meio do deserto, mas Melanie não possuía vastas lembranças a respeito do caminho.

“Por favor Wanderer, não os entregue...”

-Não vou, eu prometo.

“O que pretende?”

-Criar o nosso filho com o pai dele.

“Que maravilha, por que não me contou?”

-Você é emocionalmente instável Melanie.

“Você já me conhece muito bem Wanderer.”

-Um pouco, eu confesso.

“Wanderer, é o certo a se fazer...”.

-Não sei bem se é o certo mais é o que deve ser feito.

Melanie e eu fizemos as pazes por dias, ficamos pensando em oque levaríamos para a nossa viagem, algumas roupas, umas barras de proteínas e água, muita água.

“Wanderer, vamos precisar de um carro, eu sei dirigir muito bem, então você não terá problemas”

-Tudo bem.

“Teremos que roubar..”

-Não será necessário.

“Como assim?”

-Na hora certa você saberá.

Consegui por fiz calá-la

Fui dar uma caminhada pela cidade, olhar alguns rostos amigáveis, respirar ar puro, dar sensações boas ao bebê.

“Pena que não podemos conversar aqui”

Pensei: Hunrum.

Pude então sentir que eu estava sendo vigiada, o que é eu não gostei nada por sinal.

-Wanderer!

Procurei pela pessoa que me chamou.

-Aqui Wanderer!

Avistei a buscadora Anee.

-Bom dia buscadora.

-Bom dia, preciso falar algo importante com você.

-Pode falar.

-Já faz uma semana que você não nos dá uma nova informação.

-É por causa do meu estado.

-Precisamos de uma localização. Necessitamos ver se estamos no caminho certo.

-Buscadora, não posso arriscar perder o bebê.

-Estamos em guerra Wanderer, as vezes precisamos fazer sacrifícios.

-O que disse? Falei sem acreditar ter ouvido tal coisa.

-Nada...apenas tenho que...

-Tem que?

-Ir há algum lugar.

***

“Muito estranha essa buscadora”

-Ela possui comportamentos duvidosos.

“Vamos pular esse assunto”

-Sim, vamos.

“Está pronta?”

-Estou, vamos.

“Jared, espere por mim meu amor, estou indo.”

-Todos nós estamos.

“Sim...nós três estamos”