A Salvatore
23 Temporada 2- Capitulo 1: Desistência
Notas iniciais
A Salvatore- 2 temporada
Meus segundos de paz não duraram muito, principalmente porque Stefan chegou desesperado batendo na porta de meu quarto.
— O que houve? – perguntei preocupada, eu estava até mesmo sonolenta
— Preciso de sua ajuda. Elena me ligou e ao que parece invadiram a casa dela, atacaram John e Jeremy acordou falando algo sobre Anna ter dado sangue a ele – meu primo parecia desesperado, era incrível como nada nunca se resolvia, uma série de problemas eram desencadeados em segundos
— Acho que Damon saiu. Mas espere alguns segundos e vamos para lá – respondi
Coloquei uma roupa qualquer em velocidade recorde, apenas prendi meu cabelo que se encontrava um ninho desordenado e em seguida eu e meu primo mais novo seguimos até a casa de Elena. Quando chegamos por lá uma ambulância saia com Johnatan. Elena nos esperava na porta.
Um policial tentou nos impedir de entrar.
— Está tudo bem. – ela disse e o policial nos liberou
Subimos as escadas com rapidez e Elena nos direcionou até o quarto de Jeremy. O garoto parecia assustado sentado em cima da cama.
— O que aconteceu? – perguntou Stefan, e Jeremy virou-se para nos encarar
— Ele disse que Anna lhe deu seu sangue, então ele tomou comprimidos. E agora... – eu finalmente havia entendido o que Elena queria dizer, ao que parecia tínhamos alguém querendo vida eterna, porem a probabilidade era pequena, mais fácil seria o sangue curar a possível overdose – Ele parece bem, mas vocês também parecem. – Eu não sei – Elena parecia desesperada
— Olhe para mim, você consegue detectar melhor que eu – pediu Stefan
Me ajoelhei ao lado da cama, pegando Jeremy pelo rosto, o garoto apesar de novinho era bem gatinho.
— Estou bem, certo? Me sinto o mesmo. – disse ele, parecia irritado com a situação, mas estava errado já que o idiota era ele
— Devo chamar um paramédico? O que eu devo fazer? – Elena continuava desesperada, enquanto eu tentava identificar qualquer sinal alterado, como pupilas dilatadas ou algo parecido
— Relaxe Elena. Ele está bem. – respondi acalmando-a, e me levantando
— Quer dizer que eu não sou um vampiro? – Jeremy parecia decepcionado, porque meninos são tão idiotas?- Que droga!
— Não diga isso. – Elena brigou com ele – Jeremy porque você iria querer isso? – ei, o tomo de Elena estava ofendendo já, não sou tão repulsiva assim apesar de não desejar isso para ninguém
— Você soube o que aconteceu com Anna está noite? – perguntou – Ela está morta... – a voz do menino era de cortar o coração
— Jeremy, Jeremy. Venha aqui, sente-se – pedi e me sentei ao lado do garoto, percebi que Stefan apenas observava os acontecimentos, meu primo mais novo parecia meio sem ação – Eu sinto muito por Anna, quando eu cheguei lá, infelizmente ela já estava morta. Mas eu preciso que me ouça agora. Com o passar do tempo o sangue dela sai do seu corpo, o sangue de vampiro é metabolizado mais rápido no corpo dos humanos – percebi a surpresa de Stefan ao ouvir isso, havia muitas coisas que meu primo não sabia sobre mim – Se tentar se matar novamente, morrerá de verdade... O sangue foi apenas o suficiente para te curar da overdose de remédios – falei encarando-o seriamente, a expressão do menino continuava me assustando, mas ele apenas me encarava sem falar nada
— Ei! Você a entendeu? – Stefan perguntou segurando o rosto de Jeremy de forma agressiva
— Stefan! – assustou-se Elena, confesso que até mesmo eu me surpreendi
— Sim – o garoto finalmente respondeu
— Ótimo. – disse meu primo se afastando
— Srta. Gilbert? – chamou o policial batendo na porta do quarto
— Você precisa ir para o hospital. – disse Stefan
— Mas...
— Não se preocupe. Eu e Stef ficaremos aqui com Jeremy.
— Não. Eu não preciso de uma babá – respondeu o garoto irritadinho
— Sim, você precisa – retrucou Elena
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— Você faz ideia do que aconteceu hoje? – perguntei a Stefan
— Ao que parece um dos vampiros da tumba tentaram matar John. – respondeu Stefan
— Você não acha muito estranho isso?- indaguei, eu lembrava claramente de ter visto todos mortos quando fui resgatar Damon
— O que? – perguntou curioso
— Me lembro claramente de ter visto todos os vampiros da tumba dentro da casa. E outra, eu não acho que com tudo que aconteceu um vampiro da tumba seria burro o suficiente de voltar para cá, acho que se alguém sobreviveu foi para bem longe daqui. É o que eu faria...
— Você está sugerindo que existem mais vampiros atrás de John? – perguntou confuso
— Você acha impossível? Ele é um babaca e trabalha para Katherine, pense bem Stefan... – respondi nervosa, se havia um vampiro novo por aqui provavelmente isso significava mais problemas para nós e mais vigilância do conselho ainda mais considerando a morte do prefeito Lockwood
— Você tem razão... – ele concordou
— Falando na morte de Lockwood. Eu preciso ir até o hospital Liz Forbes, está precisando de apoio e agora eu preciso estar mais próxima do conselho do que nunca. Você dá conta do adolescente rebelde? – perguntei
— Acho que sim. Eu te amo Isabelle. – ele disse e me abraçou, abracei meu primo de volta, era tão bom ter ele ao meu lado
Desci as escadas rapidamente e então me deparei com a porta sendo aberta, não entendi o porque mas ao ver Elena um calafrio passou por meu corpo. Provavelmente era besteira considerando sua semelhança com a vadia da Katherine.
— Não se preocupe cuidamos do seu irmãozinho. Cuide-se Elena – falei dando um beijo em seu rosto e saindo da casa, ela não respondeu nada o que era incomum da sempre tão gentil Elena, mas eu a entendia, alto nível de stress emocional
E então parti em direção ao hospital afinal agora eu precisava fazer o mesmo que Damon provavelmente estava fazendo, me infiltrar cada vez mais no conselho, essa cidade não estava nem um pouco fácil de se viver.
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Antes que eu chegasse ao hospital meu telefone tocou repetidas vezes, notei ser o número de Damon, era muito estranho o fato de ele estar me ligando logo após o momento que havíamos tido, por isso atendi.
— Seja o lugar onde você estiver, volte para a casa de Elena agora. Temos noticias não muito boas para te dar. – estranhei o tom de Damon, era cauteloso, e ele nunca agia assim comigo
— O que houve? – perguntei curiosa, eu realmente precisava ir ao hospital – Damon, podemos conversar depois...
— Isabelle. Por favor, venha para cá. – era a voz de Stefan o que me causou preocupação
Dei meia volta na pista e acelerei o carro, ao que me parecia as noticias eram fortes, só não entendia o tom de meus primos ao telefone.
Assim que abri a porta, encontrei meus primos sentados no sofá. Elena se encontrava apoiada em Stefan com uma expressão nada contente, meu primo mais novo tinha uma expressão de quase tortura, enquanto Damon parecia confuso.
— Qual o incêndio? – perguntei
— Acho melhor você se sentar. – disse Damon, e eu estranhei ele sabia que eu não era uma humana frágil que caia por qualquer coisa, mas sentei-me ao seu lado
— Agora será que alguém pode por favor me contar o que houve? – perguntei já me irritando
— Katherine aconteceu... – Stefan disse, e finalmente entendi o porque Damon mandou-me sentar, minhas pernas ficaram tremulas e as ondas de ódio que se passavam por meu corpo eram intensas
— O que? – perguntei incrédula – Onde aquela vadia está?
— Não consegui pegá-la, mas ela estava fingindo ser Elena esse tempo todo. – Stefan respondeu
— Espere... aquela hora que eu sai e ela chegou...
— Era Katherine, eu cheguei segundos depois com Elena. – explicou Damon, obviamente que ele mal falava, sabia a dor antecipada que a volta dessa vadia causava em mim
— Eu beijei Katherine! – praticamente gritei e todos pareceram surpresos
— O que?! – Damon parecia confuso
— A hora que eu estava saindo. Achei que fosse Elena, então dei um beijo no rosto dela para me despedir... – expliquei, por mais infantil que parecesse minha vontade era de passar sabão mil vezes em minha boca
— Uau...- Elena parecia confusa
— Mas, o que essa vagabunda queria? – perguntei, tudo que se passava em minha cabeça eram maneiras de mata-la
— Não sabemos...- respondeu Stefan
— Ela sabe fazer uma boa entrada. – comentou Damon, ele estava estranho demais com essa situação, no inicio achei que era cautela agora parecia algo a mais
— Ela disse que ao menos enganou um de nós. O que isso significa? – perguntou Stefan
— Eu vou ver Jeremy... – disse Elena levantando-se e saindo da sala, eu sabia que era uma maneira de escapar da confusão familiar que rolava ali
— Ela fingiu ser Elena, quando apareci mais cedo hoje. – respondeu Damon
— Eu contei ao Jeremy. Não posso mais esconder nada dele. – disse Elena descendo as escadas novamente
— Você está bem? – perguntou Stefan dirigindo-se a Elena, que bom que jogavam a bomba que Katherine estava de volta em cima de mim e ninguém havia perguntado se estou bem, porque eu claramente não estava
— Não, eu não estou. Achei que com a morte dos vampiros da tumba, as coisas melhorariam. – falou, eu também achava isso
— Eu sei. – disse meu primo mais novo – todos achamos...
— Katherine estava nessa casa, significa que foi convidada a entrar. O que faremos? – perguntou Elena
— Mataremos... – respondi – Ou melhor eu a matarei – respondi, já imaginando como seria boa a sensação de enfiar uma estaca no peito daquela vadia
— Isabelle... você só pode estar brincando. Katherine é mais velha, ela te mataria em segundos, não faça nenhuma besteira. Por favor... – meu primo mais novo praticamente suplicou, aquilo me irritou de leve, ele sabia o quanto queria mata-la
— Se Katherine a quisesse morta, teria te matado após seu beijinho de amiga. Mas ela não está. Claramente tem outros planos. – obvio que Damon defenderia a ideia de não matarmos sua ideia, olhei para Stefan de forma suplicante
— Certo. Precisamos descobrir quais são os planos.- eu não acreditava que ele estava dando razão a Damon
— Planos? – perguntei incrédula – Precisamos mata-la Stefan apenas isso. E todos os planos malignos dela irão acabar e ficaremos finalmente felizes...
— Belle, seu ódio não está fazendo-a pensar com clareza. – Stefan apelou
— Ou vocês dois estão a protegendo novamente? – praticamente gritei
— Não é nada disso, mas precisamos descobrir. E não provoca-la no processo. – Stef olhou principalmente para Damon, eu realmente não acreditava no que estava se passando
— Eu não estou acreditando...
— O que aconteceu hoje, quando pensou que ela fosse Elena? – interrompeu-me Stefan, ah claro eu havia esquecido que Damon já havia tido seu encontro com a maldita, isso só intensificava mais meu ódio, claramente a expressão de Damon era de esperança
— Correndo o risco de deixa-los com raiva. – meu primo me olhou de fora apreensiva, parecia quase com medo- Nos beijamos. – e antes que qualquer um expressasse qualquer reação eu reagi
Corri em direção de Damon que sem reação ficou só parado e sem nenhum tempo de impedir o tapa forte que desferi em sua cara, o barulho estrondou a casa fazendo com que Stefan se assustasse e viesse me segurar.
— Você a beijou?! – falei incrédula – Damon, você é porco mais sujo e imbecil que eu conheço, eu não conheço alguém mais canalha e imprestável que você, eu juro que se Stefan me soltasse agora, eu arrancaria sua cabeça e em seguida arrancaria a dela...Como você é capaz de me deixar te beijar após ter beijado aquela piranha? – eu gritava de ódio mais na verdade meu peito doía como nunca, eu sabia que estava sendo uma idiota, mesmo que Damon tivesse a beijado achando que era Elena, isso significava que mais uma vez eu estava sendo usada enquanto ele estava envolvido por outra
— Você está louca? – perguntou Damon com a mão ainda sobre a face, sua expressão era indecifrável no momento
— Quer saber? Eu cansei... estou indo embora é demais para mim. Eu preciso sair daqui. – falei e então simplesmente sai correndo
Meu peito parecia que sangrava, e doía demais, dirigi sem pensar muito, quando vi já estava fora dos limites de Mystic Falls, eu não estava mentindo quando disse que pensava em ir embora, eu não queria ficar mais nem um segundo naquela cidade. Parei em um hotel qualquer no meio da estrada e pedi um quarto.
Já estava quase amanhecendo, mas eu precisava descansar por pelo menos um tempo antes de seguir viagem.
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— Isabelle... –ouvi uma voz doce e conhecida me chamar
— Alex? – perguntei confusa, e me assustei ao vê-lo na minha frente, ele estava sentado na poltrona em frente a cama que eu dormia com seu típico sorriso zombeteiro
— Achou que fosse uma assombração? – seu sorriso se mantinha, porém ele levantou para se aproximar de mim
— E não é? – perguntei, como eu queria que aquele momento fosse verdade, eu sentia tanto falta daqueles olhos gigantes e aquele sorriso reluzente
— O que importa é que estou aqui agora. Te impedindo de ser estupida – ele sentou-se ao meu lado na cama e acariciou meus cabelos de um jeito carinhoso quase paternal, da forma como fazia sempre que ia me dar uma bronca
— Estupida? – perguntei ofendida, ele aparecia em meus sonhos para me xingar?
— Sim, estupida. – falou passando a mão por meu rosto, seus olhso azuis piscinas estavam intensos sobre os meus
— Posso entender o porque? – perguntei irritada
— Você foge tão fácil Isabelle. Não acha que passou essa fase? – perguntou
— Eu não estou fugindo, mas Katherine está lá e eu não aguento ficar perto dela e de... – eu sabia que falar de meu amor por Damon o magoava então me contive
— Não precisa se conter – disse ele erguendo meu rosto com suas mãos – Damon é seu futuro Isabelle, eu infelizmente não estou aqui mais ao seu lado. Mas ele está, e é por isso que você está sendo estupida de fugir... – eu o interrompi
— Espere... você está falando que devo ficar ao lado de Damon? A morte te deixou louco Alex? – eu não contive minhas palavras, porém logo em seguida me arrependi, o que não esperava era ouvir sua sonora e gostosa gargalhada
— Não, mas a morte me fez ter mais certeza do quanto eu te amo e quero vê-la feliz, foi um inferno te ver com aquele esquisitão e ainda é um inferno te ver com Damon, mas eu sei que você o ama e está tão claro que é reciproco... – eu não acreditava no que estava ouvindo de Alex
— Você só pode estar louco, Damon me odeia. E eu também o odeio e jamais ficaríamos juntos... Então por favor, me explique qual o seu intuito em falar tudo isso? – encarei-o confusa, minha vontade era afundar minha cabeça em seu peito, mas o que adiantaria se não era real
— Belle, me escute. Mesmo se Damon não te quiser e você o odiar agora. – ele revirou os olhos de seu jeito costumeiro – Você está fazendo papel de covarde ao fugir, e está sendo mimada ao não entender as intenções de Stefan. Cadê aquela mulher forte e decidida que você se tornou nesses últimos quinze anos?- perguntou me confrontando
— Foi embora... – respondi relutante, eu odiava quando Alex tinha razão
— Não. Ela está ai e eu tenho certeza disso. Então pare de fugir, você sabe que seu destino é estar ao lado de seus primos. Stef, precisa de você, Damon precisa de você e eu sei que aquela garota... Elena, você criou um carinho por ela e ela também precisa de você. Então não deixe Katherine vencer, volte para aquela cidade e prove que você é muito maior do que tudo isso e que você vai vencê-la. Porque no final... – e nesse momento um sorriso se abriu em meu rosto
— Tudo vai dar absurdamente certo – Alex acompanhou meu sorriso, e nesse momento uma emoção me tomou, ele vivia usando essa frase e como eu sentia falta daquele homem em minha vida
— Posso contar com você? E com sua felicidade? – perguntou acariciando meu rosto
— Pode – falei pegando em seu rosto, por mais que fosse um sonho eu precisava daquele momento – Eu sinto tanto a sua falta – lágrimas caiam por meu rosto
— Eu te amo minha Belle. Seja feliz – e assim ele deu um singelo beijo em meus lábios
Despertei leve e com o rosto completamente molhado por lágrimas, haviam se passado pouquíssimas horas, mas já havia amanhecido e eu precisava voltar para Mystic Falls, meu trabalho lá não havia acabado e dessa vez eu venceria Katherine.
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Dei um jeito de descobrir onde toda a cidade estava, ao que me parecia todos estavam concentrados no velório do prefeito, então passei rapidamente em casa e escolhi um vestido simples preto, meia manga, que se afunilava na cintura e descia rodado até quase a altura do joelho, calcei meus sapatos de salto também pretos, e coloquei um brinco e um colar simples, afinal não era dia de festa. Minha maquiagem também foi sem muitos detalhes, meus cabelos ainda estavam um pouco ondulados devido aos cachos que eu havia feito uma noite antes, porém o aplique já havia saído.
Assim que entrei na mansão Lockwood avistei meu primo mais velho conversando com Carol e Liz Forbes, essa era uma boa oportunidade de me enturmar.
— Quero saber exatamente, quem é o responsável por matar meu marido. – Carol parecia possessa, e não tirava a razão dela, eu não entendia porque, mas com certeza Lockwood não era um vampiro, então não havia motivos para que ele estivesse lá
— Estou investigando, mas precisa ser franca comigo. Há alguma razão para Richard ser afetado pelo dispositivo? – perguntou Liz, e Carol olhou-a possessa
— O que está sugerindo? Que ele era um deles? – perguntou horrorizada, percebi que Damon se sentia em meio a um fogo cruzado
— Não, ninguém está sugerindo... – Damon tentou apaziguar
— Seu representante ferrou tudo, simplesmente isso. O que a torna responsável. – a coisa começava a ficar pesada, eu não sabia como entrar no meio daquilo, por isso só observava de longe
— Carol... – Damon parecia perdido o que era até engraçado
— Seu marido ajudou John Gilbert a executar o plano para começar...
E antes que a briga ficasse mais pesada, eu entrei no meio surpreendendo Damon e as duas mulheres. Liz parecia apenas surpresa enquanto Carol me fuzilava com o olhar.
— Só consegui chegar agora. Carol, querida meus pêsames pelo prefeito é uma grande perda – a mulher tentou sorrir educadamente mas foi uma tentativa em vão – E Liz... espero que Caroline esteja bem, eu tentei passar no hospital, mas com todos esses acontecimentos, tornou-se impossível – falei da forma mais simpática possível e Liz sorriu para mim
— Ela está bem melhor. Obrigada por perguntar Isabelle. – Liz parecia aliviada, pelo que eu sabia Damon havia dado sangue para a loirinha melhorar rápido, ao menos algo bom ele havia feito
— Alguém matou me marido. – Carol parecia prestes a desabar e pela primeira vez me compadeci pela pobre mulher a minha frente
— Estamos todos nervosos aqui. Você sofreu uma grande perda. Toda a cidade sofreu. Temos que nos manter unidos confiar um nos outros – o discurso de Damon era extremamente cínico, mas reparei que ele olhou demais para mim ao falar isso, eu só não entendia o porque
— Preciso ir falar com as outras pessoas... – Carol disse e saiu andando
— Não está fácil – comentou Liz
— A vida não é fácil. – falei concordando – Se me dão licença. – aproveitei para sair antes que Liz me deixasse sozinha com Damon
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Encontrei uma série de professores da escola e passei um bom tempo conversando com eles, próxima a mesa de comidas, quando eles se afastaram percebi que alguém inesperado se aproximava de mim.
— Você sabia que o dispositivo afetou Tyler Lockwood? – era Bonnie Bennett, e era muito estranho o fato da bruxinha estar falando comigo, considerando que há algumas horas atrás quase morri por culpa dela, nesse mesmo instante Damon se aproximou de nós e eu revirei os olhos, ele realmente estava afim de me perseguir
— Bem. Eu sei que afetou o pai dele. – falei e Damon assentiu
— Não querem saber o por quê?- perguntou ela, pelo visto a curiosidade movia Bonnie naquele momento
— Sim, Bonnie, adoraríamos saber o porque. Alguém que não é vampiro foi torturado por um dispositivo contra vampiros que você deixou que John usasse contra nós. Falando em culpa. Como está Caroline? – perguntou meu primo irônico, ele se metia na conversa e ainda se achava no direito de ser folgado, era incrível a capacidade de Damon de levar as pessoas ao limite
— Muito melhor. – respondeu Bonnie em um tom irritado
— De nada. – ele disse
— Não, de nada você. – falou ela
— Como assim? – perguntei, ele tinha muito ao que agradecer a mim, mas não a bruxa, ela só tinha nos fodido nas ultimas horas
— Vocês viverão para ver o outro dia. Lembre-se as coisas ficaram mais fáceis para saírem daquela casa porque eu ajudei. – uau ela realmente era de jogar na cara
— Nenhuma boa ação sai impune com você, não é? – perguntou Damon irritado, confesso que a bruxa estava passando dos limites
— Elas não desfazem as ruins. Sei o que vocês dois são. E vocês podem enganar Elena, a xerife e o prefeito – a ultima parte ela olhou exclusivamente para mim, sinal que não havia superado o fato de eu supostamente ter causado a morte de sua avó – Mas não enganam a mim. Um passo errado e acabo com vocês. – ameaçou, Emily Bennet que me desculpasse mas eu estava prestes a arrancar a cabeça de sua tataratataraneta.
— Precisa para com essa coisa de bruxa. Está acreditando que pode acabar com dois vampiros – retruquei irritada
Então uma dor insuportável como a de ontem começou a tomar minha cabeça e o mesmo pareceu acontecer com Damon, maldita Bennett...
— Desculpe... como diziam? – perguntou irônica e então saiu andando
— Eu vou mata-la – falei irritada ainda esfregando a cabeça
— E eu vou te ajudar – concordou Damon irritado
— Não estou pedindo sua ajuda para nada, se me dá licença... – falei tentando sair, mas Damon segurou meu braço
— Ei Isabelle... – nossos olhos se encontraram por uns instantes intensos, mas então lembrei-me que ele havia beijando Katherine, e sai antes que ele pudesse falar qualquer coisa
Provavelmente Stefan deve ter chegado junto com Elena, e eu precisava mostrar para ele que estava de volta e ao seu lado, então decidi procura-lo.
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Quando achei Stefan, ele estava sentado em um banco e Elena passava uma toalha em sua barriga que sangrava, sai correndo até o local onde eles estavam.
— Oh meu Deus Stefan! Você está bem? – perguntei encarando-o assustada – O que houve?
— Katherine aconteceu... – ele respondeu irritado, eu não acreditava que ela aquela piranha havia machucado Stefan, soquei uma árvore com força e ela bambeou percebi que Elena se assustou com isso
— Ao menos descobriu o que ela quer? – perguntei sentindo-me frustrada
— Você sabe como ela é... nunca vamos descobrir até que ela queira – Stef bufou
— Eu a odeio tanto... – respirei fundo tentando me conter
— Você tem que manter a calma Isabelle. Achei que você havia realmente embora, fico feliz que não foi – disse Elena, e eu sorri para ela
— Digamos que um sonho me trouxe de volta – falei por um segundo lembrando-me do sorriso de Alex, o que me ajudou para que a calma retornasse.
— Precisamos de você. Damon precisa de você – Stef disse olhando-me com ternura
— Damon é um idiota. – falei, meu primo instantaneamente conseguia mexer com meus nervos
— Mas está magoado. Katherine o desestabiliza e estar perto de você também. Ainda mais com toda a situação do filho de vocês, por hora ele quer matar Katherine na outra sua obsessão volta. Mas o que mais mexe com ele são suas reações, ele pareceu bem assustado quando a viu ir embora. –só mesmo Elena acreditava em algo humano e descente em Damon
— Se forme em psicologia – brinquei e ela sorriu – Vai ficar bem? – perguntei para Stefan, desviando o assunto
— Você sabe que me curo. – respondeu tentando sorrir, a cura de meu primo era muito lenta e isso me irritava
— Não estava me referindo a só isso. – eu nunca parei para pensar, mas o fato de Damon achar que havia beijado Elena, e Katherine estar de volta, também mexia com ele, por mais que meu primo mais novo tentasse esconder
— Estava tentando entender o que ela queria. Estava me deixando levar e deixei ela me atingir. – respondeu irritado
— Recebi sua mensagem Elena. Tentei rastreá-la , mas ela se foi – disse Damon, era obvio que já haviam o envolvido nessa historia – Temos uma ex a solta. No meu caso duas – ele olhou para mim de forma irônica – Melhor tomar cuidado, Katherine que roubar seu homem – ele realmente sabia ser desagradável
— Ela é especialista nesse ramo – comentei entredentes, eu odiava parecer fragilizada por isso, mas era inevitável
— Não é isso. – disse Stef meio encabulado
— Não é? – era obvio que Damon estava enciumado, Katherine apesar de tudo parecia evita-lo – É justo que fui atrás da sua namorada. – o assunto começava a ficar pesado para Elena notei que ela estava extremamente embaraçada
— Vou procurar a Jenna e o Jeremy. Avisem quando terminarem. – ela falou e então me olhou de forma suplicante para que eu ficasse de olhos nos dois, ela sabia que a coisa podia ficar feia
— Então como vai ser? – perguntou Damon fazendo uma pose de luta, revirei os olhos para molecagem
— Se vocês saírem na mão eu mato os dois. Estou cansada de ver briga por causa de mulher, então limitem-se a discutir e assim que possível vamos nos concentrar na ex psicopata de vocês – sentei-me ao lado de Stefan impaciente
— Não lutarei com você – respondeu Stef decidido, eu amava meu primo mais novo, tão racional
— Por quê? – parecia até mesmo decepcionado o babaca
— Katherine tentará nos colocar um contra o outro. Aliás já quase conseguiu isso pela parte de Belle. Sabe disso não sabe? – Stef tinha razão, eu mal notei que era uma isca da vadia ardilosa
— Irmão não se preocupe. Nossa ligação é inquebrável. – disse Damon de forma irônica – E a de Isabelle conosco também, no final ela sempre volta, com esses olhinhos azuis cheios de ódio voltados para mim? Claramente. Mas sempre volta – como ele era capaz de fazer piada com tudo
— Você não entende Damon? – perguntei irritada – Não me agrada isso, mas precisamos nos manter unidos contra ela. Por mais que eu queira mata-lo e sei que Stefan compartilha da ideia. Não podemos deixar ela vencer...
— Eu beijei Elena. – Damon me ignorou completamente e se voltou para Stefan
— Assim como beijou Isabelle logo depois. Porque sente algo, porque se importa. E nem preciso falar por qual se sente mais atraído- os olhos de Stef, pairaram alguns segundos sobre minha expressão atônita – E não deixarei Katherine destruir essa parte de você. Que finalmente está disposta a sentir algo. Ela tentará destruí-lo como você nega, mas sabe que ela fez antes...
— Ela tentará destruir a todos nós – interrompi Stefan – Mas cabe a nós mostrarmos como responderemos a isso. Ela já nos destruiu completamente uma vez, deixaremos outra? – perguntei irritada, essa vadia não ia conseguir o que queria dessa vez
— Eu garanto que não vou deixar... – disse Stefan de forma solene
Então Damon simplesmente nos deu as costas, e eu suspirei frustrada, nesse mesmo instante Stefan me abraçou.
— Vai dar tudo certo IsB... – suas mão acariciavam meus cabelos de leve
— Eu só queria saber quando isso vai acabar – tentei manter minha voz estável mas ver o desiquilíbrio de Damon me afetava
— Eu juro que vai dar tudo certo. Você jurou me prometer, mas acho que também te devo essa promessa...
— Você não me deve nada – olhei para meu primo tentando sorrir, eu deveria me mostrar forte como sempre foi
— O que te fez voltar? – perguntou intrigado
— Eu sonhei com Alex- não pude conter meus olhos se encheram de lágrimas – Ele me disse para voltar ser corajosa, e estou sendo, por ele. – falei ainda emocionada e percebi uma grande emoção vinda de meu primo, Alex era seu melhor amigo
— Sinto falta dele todos os dias. Mas ele estava certo, você tem noção do medo que tenho de te perder novamente? – perguntou preocupado
— Isso nunca mais vai acontecer Stef, eu te prometo – falei limpando as lágrimas, eu andava muito chorona – Agora, acho que preciso respirar um pouco e de uma boa bebida, e você vá com Elena... – falei já saindo, eu odiava estar sendo tão afetada por todos os acontecimentos
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Cheguei em casa já era tarde, provavelmente não tinha ninguém por lá. Damon devia estar enchendo a cara em algum bar e Stefan com sua namorada.
Eu só não esperava me deparar com tal cena, me escondi no instante que os vi, mesmo sem ar e com o coração doendo, Damon estava em cima de Katherine e a beijava de forma apaixonada. Me surpreendi quando parou.
— Breve pausa... eu tenho uma questão. – Katherine parecia bem contrariada – Responda e voltaremos para a luxuria e o deslumbramento responda direito. E... esquecerei os últimos 145 anos que passei sentindo sua falta. Esquecerei as histórias pavorosas que Isabelle me contou. O quanto amei você. E até as vezes que me compeliu que agora me lembro – cada palavra sua rasgava meu peito, eu tentava conter-me, mas ao menos agora ele admitia que lembrava de algo – Esquecerei tudo. E podemos recomeçar. Esse será o momento definitivo. Pois temos tempo. Essa é a beleza da eternidade. Só preciso da verdade. Apenas uma vez – ele suplicava, como jamais imaginaria ver meu primo fazer por ninguém
— Pare – pediu Katherine, era incrível como ela parecia impassível com todo o discurso emocionado de Damon – Já sei qual é a pergunta. E a resposta. – Damon acariciava o rosto da vadia venerando-a, mas eu sabia da verdade e só estava esperando-a dizer – A verdade é... eu nunca o amei. Sempre amei Stefan. Você foi apenas uma diversão, uma distração. Eu queria provocar o ego altamente inflado de Isabelle, ela era bonita tinha tudo que queria incluindo um filho seu na barriga e eu quis acabar com tudo isso e dessa maneira usei você – ela dizia fria e calculista já se afastando de Damon, nesse momento eu sei que deveria me sentir alegre, mas ver a expressão desolada de Damon só me machucava mais
Katherine saiu com rapidez da casa, mas não pude deixar de notar seu leve olhar justamente para a parede em que eu me escondia, e um sorriso cínico vindo de seu rosto, eu sabia que essa não era a hora de confrontá-la, mas essa hora chegaria e seria inesquecível.
— Você ouviu tudo não ouviu? – perguntou Damon eu não sabia explicar sua expressão era uma mistura de tudo de ruim que tinha, e aquilo doía em mim
— Ouvi... ao menos agora não sou a única que falo isso. – respondi tentando ser o mais fria possível
— Não muda nada Isabelle. Você continua sendo a priminha que eu usava de objeto sexual na infância e aliás ainda uso – sorriu de forma maldosa – Continua sendo a mesma mimadinha que continua aqui voltando e voltando por causa de mim. Me perseguindo tentando achar humanidade, ou na esperança de que um dia eu vou olhar pra você e descobrir que te amei a vida toda. Mas desista isso não vai acontecer, sabe porque? Eu nunca te amei. – Suas palavras me machucaram profundamente, mas eu consegui me manter tão fria e impassível que fiquei surpresa
— É mesmo Damon? Decidiu parafrasear Katherine? Sua intenção é me machucar como ela o machucou? Pois fique tranquilo. Eu não me importo, você é que não passa de um garoto mimado que não entende as coisas e passa a vida inteira obcecado por amores que não existem por garotas que conseguem ver muito mais em seu irmão do que em você. – eu sabia que aquilo ia machuca-lo mas esse era o jogo
— ótimo. Espero que você tenha se sentido vingada ao ver essa cena. – retrucou
— Eu não me sinto vingada Damon. A única coisa que consigo sentir de você é pena. E espero que você tenha uma excelente noite com a sua consciência – falei e então subi para o meu quarto
No momento em que ouvi a porta da frente da casa abrir. Não pude me conter, cai em um choro intenso, meu peito doía como se milhões de estacas de madeira estivessem cravadas nele. Hoje eu havia tido prova que Damon não tinha salvação e de que toda essa ilusão criada em torno de seus sentimentos por mim, eram apenas isso uma ilusão.
Mas estava decidido daqui para frente eu ignoraria Damon o máximo que eu pudesse, eu fingiria que ele não existe e então no momento em que conseguisse acabar com Katherine, eu iria embora e apagaria qualquer rastro da existência de Damon em meu coração, porque eu finalmente havia desistido dele.
Look Isabelle: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=211333189
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