A Salvatore
5 Capitulo 5: O Acordo
Notas iniciais
Pdv: Isabelle
Ouvi uma batida na porta de meu quarto imaginei ser Stefan, por isso imediatamente mandei abrir. Já havia amanhecido fazia algum tempo, eu me preparava para mais um dia monótono de aulas, nunca imaginei que ser professora seria tão cansativo e tedioso.
–Isabelle?- chamou Zach
–Bom dia Zach, devo imaginar, que o que você traz aqui é algo do meu absoluto interesse, já que eu quase matei alguém por que você sumiu por três dias juntamente com o anel que eu te pedi- falei, encarando-o, eu esperava que fosse o meu anel
–Bom dia Isabelle, bom é sim de seu interesse, aqui está o seu anel e fico feliz por que você não matou ninguém e esperou por esse anel- disse, e tirou a caixinha de veludo vermelho de seu bolso, depositando-a na palma de sua mão
–Obrigada, coloque-a em cima da mesa- falei, apontando para uma mesinha que tinha no canto de meu quarto
–Isabelle, o que você realmente quer com esse anel?-peeguntou-me curioso
–Por favor Zach, não seja curioso, só coloque me dê a caixinha- falei tentando manter a calma, era perigoso de mais que alguém pudesse escutar
–Isabelle, você não está pensando em fazer nada que pudesse prejudicar a cidade, ou algo assim?-insistiu
–Coloque a caixinha em cima da mesinha, e não me incomode com perguntas, antes que eu te obrigue a sair do quarto de um modo bastante convincente, se eu preciso deste anel e para que, é um problema meu- falei sendo o mais ácida possível
–Só espero realmente que isso não prejudique a ninguém- falou, deixando a caixinha em cima da mesa
Apanhei a caixinha abrindo-a com cuidado, lá estava o anel, lindo como eu me lembrava, toquei-o levemente, contornando-o, cada toque naquele anel, era uma lembrança, dolorosa, feliz, triste, quente, quanta coisa aquele anel havia significado para mim, mas agora ele significaria algo bem melhor, algo chamado vingança.
Abri com cuidado retirando a enorme pedra safira, abaixo dela havia um pergaminho velho e milimetricamente dobrado, sorri ao encontrar aquilo ainda no anel, e me lembrei do exato dia em que o recebi.
Flash Back Onn, Mystic Falls, 1865
Eu caminhava pelas redondezas de minha casa, eu não costumava sair muito dali, não podia, era oficial para todos que eu estava morta, a morte que forjei obviamente.
Eu já havia me acostumado com a boa audição, porém as vezes ela me fazia achar que eu estava sendo perseguida, mas agora eu realmente achava isso, eu ouvia o barulho de folhas sendo pisadas logo atrás de mim, a respiração de alguém, um coração humano batendo, o que era bom, baseado no fato que a caça estava vindo até mim.
–Isabelle- chamou-me, aquela voz não me era desconhecida, então virei-me
–Emily? -arregalei os olhos encarando-a, Emily era a criada de Katherine, obviamente antes da vadia queimar dentro da igreja, e o pior Emily era um bruxa
–Não se assuste, eu só quero falar com você- disse
–Mas eu não quero falar com você-falei- ela era tão vadia quanto sua patroa
–É sobre algo de seu interesse- falou-me
–Te dou três segundos, para falar-disse
–É sobre Damon e Katherine-falou
–Não quero saber! Aliás não quero saber nada relacionado a nenhum dos dois- falei, dando as costas a Emily
–Então, talvez você não se interesse em saber, que Katherine na verdade não está morta, e sim presa em uma tumba, e Damon sabe disso e pretende libertá-la- falou Emily, neste momento minhas pernas tremeram e eu virei encarando-a
–Como?-perguntei
–Eu fiz um feitiço, a pedido de Damon, em troca ele protege minha família, eu prendi todos os vampiros na tumba, impedindo-os de queimar- explicou-me- Porém, este feitiço esta associado com o cometa, que só passará daqui a um tempo novamente, e também está ligado a um colar. Acontece, que se esse feitiço for quebrado e a tumba aberta, pode ser muito perigoso- completou
–E por que?-perguntei
–Os vampiros na tumba não tem sangue, então quando ela for aberta estarão todos ressecados, se eles se soltarem, pense na sede deles, será uma massacre total em Mystic Falls, vinte sete vampiros sedentos, matando todo mundo, é muito perigoso- falou Emily, seus olhos encaravam-me assustada
–E o que eu tenho haver com isso?-perguntei indiferente
–Você impedirá Damon de fazer isso, sempre arrume um jeito de quebrar a magia, impeça-o sempre, e tem mais, sempre será uma forma de vingança imagine só, Damon sempre irá querer Katherine e você sempre vai privá-lo de tê-la- falou-me
Pensei que por um lado a bruxinha tivesse razão, não havia melhor modo de vingar-me de Damon, eu não ligava para a quantidade de pessoas mortas se os outros fossem soltos, eu só me importava com Katherine apodrecendo e ressecando em uma tumba e enquanto Damon sabia disso, e já mais poderia soltá-la.
–E o que você ganha me contando isso?-perguntei curiosa
–Damon tem um problema sério em manter a palavra principalmente agora que está tão focado em conseguir o que quer e se ele descobrir que te contei isso, vai matar toda a minha família, então eu quero que você proteja os de minha linhagem e nunca deixe que Damon chegue perto de abrir aquela tumba- falou Emily
–Não sei, como vou saber você que ajudou a Katherine a fazer isso comigo, como vou acreditar em você?- indaguei preocupada, bruxas não eram tão confiáveis assim
–Se minha palavra não basta vou te dar uma amostra, aqui está- Emily estendeu-me um pergaminho, peguei-o rapidamente
–Posso saber o que é isto?
–Abra você mesma e leia- respondeu convicta
Abri o pergaminho, era uma espécie de página de um livro muito velho arrancada, a letra era estranha e ruim as páginas amareladas, mas mesmo assim consegui entender perfeitamente do que esse tratava aquilo, tratava-se de um feitiço, era forte e só bruxas poderosas como Emily podiam fazer, era sobre como abrir a tumba e a baixo haviam observações de como desfazê-lo ou algo assim.
–De onde você tirou isso? Realmente funciona?- perguntei-a
–Sim funciona, e eu tirei isso de um grimório- respondeu-me
–Grimório?-perguntei confusa
–Uma espécie de livro de receitas das bruxas, é nele que se encontram os feitiços, mas preste atenção Damon possui um igual a este acontece que o dele não tem estas anotações abaixo, daqui a alguns anos eu quero que você pegue isto e peça a ajuda de alguma bruxa ou algo assim e desfaça o feitiço e em seguida coloquei fogo na igreja, não importa quem esteja lá dentro, ok?- encarou-me séria
–Como vou conseguir guardar isso por 145 anos? Pelo que eu sei tenho que esperar pelo próximo cometa...
–Simples, você tem algum objeto pequeno, algo como um anel que tenha uma espécie de abertura ou algo assim?- perguntou
–Como este?-perguntei tirando o anel que Damon havia me dado e mostrando para ela a abertura
–Exatamente assim, não o use tire-o e guarde, é muito importante você tê-lo- Emily dizia, enquanto dobrava minimante o pedaço de pergaminho
E então ela deu-me o anel, e sorriu, aquele sorriso parecia verdadeiro e pelo que percebi eu tinha um trato com ela, eu protegeria sua família de bruxas em troca de minha pequena vingança com Damon, de alguma forma essa ideia era adorável.
Coloquei o anel de volta em meu dedo, mas já com a ideia de escondê-lo, aquele anel já não me fazia bem, então nada mais justo do que dar um sumiço com ele por pelo menos alguns anos.
–Trato feito?-perguntou
–Sim, só espero que isso não seja uma armação bruxinha- encarei-a de um modo ameaçador
–Pode acreditar que não é, e eu tenho um presente para você...- disse Emily, ela parecia um tanto quanto receosa agora
–Eo que é?-perguntei curiosa
–Pensei que você não ia querer usar eternamente um anel do cara que te magoou tanto, então eu fiz um novo anel de proteção para você...- disse-me entregando um pequeno saquinho,onde se encontrava um delicado anel com o brazão de minha família parecido com o de Damon e Stefan, de lápiz lazule
–Érr... obrigada- sorri para a bruxa
–Bom, agora eu realmente preciso ir e não se esqueça honre nosso acordo- lembrou-me
–Pode deixar Emily, eu honrarei- sorri com um misto de vingança e alegria para a bruxa a minha frente
Flash Back Off, Mystic Falls, 1865
Respirei fundo essas lembranças eram fortes, eu sempre ficava meio mexida após lembrar-me dessas coisas, mas agora era hora de minha vingança e era a hora perfeita, se Stefan soubesse que não havia sido o pedido dele que havia me convencido a deixar Damon vivo...
Seria melhor ele ver a chance dele de ter sua querida Katherine de volta se esvair, eu iria queimá-la dentro da igreja como deveria ter acontecido há muito tempo atrás e aquela vadia morreria deixando-me extremamente feliz e com uma sensação de dever cumprido e obviamente, que protegeria a Bonnie e a sua avó como a minha vida.
Tirando-me de meus devaneios ouvi batidas na porta, rapidamente escondi a caixa com o anel o escondendo dentro de uma gaveta, abri a porta com rapidez e lá estava Stefan, com sua costumeira cara de arrependido, eu sabia que ele se sentia mal em estar fazendo isso a Damon, esse sempre seria stefan cheio de culpa e preocupado com o bem de todos ainda mais com Damon, como sempre...
–Pronta para falar com Damon?-perguntou-me
–Como sempre estive...-respomdi
Descemos as escadas em direção ao lugar onde ficava a plantação de verbena, e lá atrás dos portões de ferro encontrava-se Damon, desmaiado, seus olhos abriram-se aos poucos encontrando-se com os meus e em seguida com os de Stefan, e então seus olhos se passaram para seus dedos, onde não se encontrava mais seu anel.
–Cadê meu anel?-sua voz estava fraca mesmo assim demonstrava o quanto ele estava nervoso com tudo isso
–Não precisa mais dele- sorri cinicamente respondendo
–Há quanto tempo estou aqui?-perguntou
–Três dias- respondeu Stefan, ele tentava não me deixar responder
–O que estão fazendo?
–Durante as eras obscuras quando as ações dos vampiros, ameaçam expor e pôr em perigo toda a raça, enfrentavam julgamentos tentaram reeducar em vez de puni-los- explicou Stefan, eu entendia a onde ele queria chegar
–Sabe o que acontece, se eu não...- Damon parou para respirar, ele já estava fraco como sua respiração- alimentar-me de sangue...- Damon tentou completar, mas eu o interrompi
–Ficará cada vez mais fraco, até não conseguir andar ou falar, em uma semana sua pele irá ressecar e se mumificará. Um cadáver vivo incapaz de ferir alguém. Nunca.- respondi, olhando bem nos fundos dos olhos de Damon
Era tão doce a vingança...
–Vão me abandonar no porão para sempre?- encarou-nos incrédulo
–Injetamos verbena o suficiente para deixá-lo fraco, quando sua circulação parar, levaremos você a cripta da família, e em 50 anos, poderemos reavaliá-lo, embora eu pessoalmente acho que você deveria ficar naquela cripta para sempre, junto com a nossa família, aliás a onde todos deveríamos estar- encarei-o friamente
–Sou mais forte do que pensam- retrucou
–Sempre foi, mas não é mais forte que a verbena, e ambos sabemos disso- Stefan completou
–Stefan sente muito, já eu não, pois você sabe que poderia ser diferente- pisquei para ele saindo do porão
Subi as escadas do porão, não aguentando mais ficar naquele lugar, por que tudo tinha que ser tão difícil?
Preparei-me para ir a escola, afinal a vida segue, a minha única preocupação era com o pobre Zach, se Damon desse um jeito de sair dali não quero nem ver o que vai acontecer.
– Isb, você pode me dar uma carona? — perguntou meu priminho cabeçudo
– Ah depois de deixar a pobre Elena sofrendo por três dias, o garanhão resolveu voltar a escola, espero que você tenha preparado muitas flores e chocolates porque não vai ser fácil, entre logo estou com pressa – falei, ás vezes para um vampiro Stefan era muito lerdo
– Agora você é vidente? Não sabia – respondeu irônico enquanto entrava no carro
– Não, mas sou mulher e conheço muito bem uma garota ignorada, se sentindo enganada, sou experiente nesse tipo de coisa, longos anos de experiência – respondi dando partida e saindo rapidamente da garagem
– Desculpe mestre dos relacionamentos, mas acho que manter um caso com o prefeito não é muito prudente, sabendo que há um conselho contra vampiros nessa cidade, você deveria saber disso também – Stefan me olhou de forma repreensiva
–Como você sabe? — perguntei assustada
– Te conhecendo Isabelle, eu vi muito bem os olhares que vocês trocaram ontem, e você sabe sobre o conselho, você sabe o quão perigoso é e se mete logo com o chefe do conselho!
–Stefan, se você não pode com eles junte-se a eles, só te falo isso, e agora acho melhor você descer deste carro e ir resolver os seus problemas, porque você me conhece eu me resolvo sozinha – pisquei para o meu primo e sai do carro, o que eu menos precisava era Stefan se metendo nos meus assuntos, quanto mais longe ele ficasse de meus segredos melhor seria
– Professora – ouvi a voz irritante de Caroline me chamar, só esperava que ela não me perguntasse sobre Damon, ou minha resposta não seria nada educada
– Lembra daquele evento para arrecadar dinheiro que te falei?
– O lava à jato ? — perguntei, infelizmente eu teria que participar desta porcaria
– Sim, eu queria saber se você vai participar? — perguntou-me
– Sim Caroline, fiquei encarregada de cuidar disso amanhã
– Ah, então não se esqueça de vir bem sexy e de biquini – e então ela me olhou de cima a baixo e sorriu cinica – Se você não tiver vergonha é claro – e saiu dando risada com suas amigas idiotas
Aquela garota estava definitivamente querendo me irritar, e ela estava conseguindo, porque apesar da minha baixa estatura não sou nem um pouco feia de corpo, sou o que todos chamam de gostosa, coxas torneadas, barriga reta, seios grande e cintura fina até demais, afinal para alguma coisa tinham que servir os malditos espartilhos que me apertaram durante tanto tempo, amanhã essa loirinha sem sal vai ver quem tem vergonha de usar biquini.
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Voltei para casa afinal alguém tinha que ficar de olho no Damon.
–Zach? — chamei por meu “tio”, e me assustei quando ele não respondeu
Foi ai que ouvi Zach gritar e então desci correndo as escadas para o porão, e vi que Damon o enforcava, com rapidez tirei as mãos de dele do pescoço de Zach, e apertei a mão de Damon com a maior força que eu tinha, fazendo-o berrar de dor.
– Continue assim Damon, isso só vai te ajudar a ficar mais fraco – falei olhando-o caido no chão, não posso dizer que vê-lo assim não me machucou, porém eu tinha que ignorar, eu sei que ele nunca irá mudar
– É acho que realmente prefiro morrer, ao ver que a mulher que um dia eu amei se tornou isso – respondeu com a voz fraca, porém aquilo me atingiu como se fossem milhões de farpas de madeira entrando em meu coração
– Não faça drama Damon, você mesmo disse que seu amor por mim não era real, Katherine era real, eu não, só fui a diversão, a entrada antes do banquete – repeti a frase que ele sempre me falava
– Não se engane você sabe que não é assim – seus olhos azuis agora me fitavam intensos
– É assim e sempre vai ser, eu te amei, você não me amava, nos enganamos por anos, e depois que tudo aconteceu, todas as nossas brigas e recaídas foram porque estávamos bêbados ou carentes de mais, só isso – falei e então Damon virou os olhos
– Te conheço a tanto tempo Isabelle, o suficiente para saber quando mente, você sabe o quanto significamos um para o outro, você sabe que nenhuma palavra que eu use para te machucar vai mudar o que já sentimos um pelo outro o que sentimos – meus olhos se arregalaram com a última parte
– Como assim o que sentimos?
– O que você sente por mim Isabelle? — perguntou seus olhos azuis intensos sobre meu rosto, estavam me deixando verdadeiramente nervosa
– Ódio, repulsa, nojo, qual é Damon você causou a morte de Alex, quase causou a minha! Você acha que ainda sinto algo por você? Você é doente! — falei tentando demonstrar ao máximo o quanto eu o odeio pelo que ele me fez passar
– Você nunca vai acreditar que não fui eu? — ele disse nervoso
– Damon se você está fazendo isso para eu te soltar, não vai acontecer, eu não acredito em nada do que você diz e não adianta você fingir sentimentos por mim, eu não caio mais na sua – respondi, rezei para o nervosismo não ter aparecido tanto em minha voz
– Você não vai perguntar o que eu sinto por você Isabelle? — ele ignorou o que eu disse e voltou a jogar toda a intensidade de seus olhos sobre mim, mesmo fraco Damon conseguia ser sensual, como era possível
– Não – eu sabia que ele faria alguma gracinha, e antes que eu perdesse a paciência resolvi sair dali, mas não sai a tempo de deixar de escutar:
– Ódio, tesão, e mais alguma coisa que nem ao menos sei nomear – bati a porta do porão com tudo tentando distanciar-me disso mas eu sabia que aquelas palavras ainda rondariam minha cabeça por muito tempo.
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E bom chegou o maldito dia da lavagem de carros, o único lado bom seria mostrar a Caroline o quão sexy eu podia ser, portanto vesti um short Jeans bem curtinho no estilo rasgadinho, o que gostei foi que ele ficou largo mostrando os laços da parte de baixo do biquini, que é preto, enquanto a parte de cima que era no estilo curtina ressaltava meus seios grandes, vesti uma blusa da mesma cor e uma rasteirinha, deixei meus cabelos soltos e um pouco bagunçados, e eu estava pronta para acabar com a loirinha sem graça.
– Vamos? — perguntou-me Stefan que estava impaciente com a minha demora
– Sim, apressadinho.
Rapidamente eu e meu primo chegamos na porta da escola, e lá estavam milhares de garotas de biquini lavando carros, percebi que o olhar de Stefan se prendeu em um só canto onde Elena estava decidi ir dar um oi para ela junto com meu primo.
– Sem gracinhas Isb – sussurrou, e eu ri
– Ok mandão
– Oi – disse Stefan e deu um rápido beijo na Kathe... ops Elena
– Oi Elena – falei e sorri para ela, ainda era estranho sorrir para alguém tão parecida com a vadia
– Oi Isabelle, e ai vai lavar uns carros?
– Infelizmente, ainda me pergunto o porque virei professora, agora tenho que ficar aqui a tarde toda supervisionando vocês, enquanto eu poderia estar fazendo coisas interessantes – respondi e Elena riu
– E então alguém falou para vocês que vocês deveriam estar sexys? — perguntou a loira azeda da Caroline, que estava usando um biquini rosa e duas tranças e se achando a Senhora sexy
– Ah desculpe não estava escrito que ser sexy era usar duas trancinhas, na faculdade chamam isso de criança, agora eu não sabia que a nova moda sexy no momento é incentivar a pedofilia – falei virando os olhos para a loira e Stefan e Elena riu, enquanto Caroline me fulminou com os olhos
– Ah então me mostre como é ser tão sexy – a vadia estava me enfrentando
– Ok – respondi enquanto lentamente tirava a minha blusa revelando meu biquini, reparei que a escola inteira estava olhando aquela cena e me aproveitei disso, Caroline estava roxa de raiva — Quando você crescer você aprende loirinha – eu falei e saí andando rebolando afinal não se brinca com Isabelle Salvatore
Eu estava lavando mais um do monte de carros que tinham lá, quando senti meu celular vibrar em meu bolso, era o prefeito Lockwood, pedindo para nos encontrarmos mais tarde, eu pensaria no caso dele, o cara é bonito, gostoso e poderoso, o único defeito é que se tornou um grude de primeira, e eu não sou do tipo que gosta muito de caras grudentos.
Ouvi uma gritaria , simplesmente um carro começou a pegar fogo do nada, do outro lado do carro percebi o que estava acontecendo a Bennett nova havia causado o fogo, ela estava em estado de transe, então eu e Stefan corremos até ela.
– Bonnie?! — eu a chacoalhei e ela finalmente saiu do estado de transe
– O que aconteceu? — perguntou confusa
– Não sabemos ao certo, você estava numa espécie de transe – respondeu Stefan
– Eu fiz aquilo? — perguntou assustada
– Acho que sim... — respondi com pena da confusão que vi nos olhos da garota
– Alguém mais viu?
– Não – respondemos eu e Stefan ao mesmo tempo tentando confortá-la
– Por favor não contem para ninguém! — disse ela confusa e em seguida saiu correndo
– É parece que a pequena Bennett não tem controle sobre os poderes- comentei
– Sim e isso pode ser perigoso o suficiente – Stefan disse
– Você conhece a vó dela, aquela mulher é forte você sabe que quando Bonnie procurá-la tudo vai se resolver
– Espero que assim seja, e bom tenho que procurar Elena agora – falou, meu primo parecia preocupado, eu sabia que a garota andava fazendo perguntas demais para ele
Fiquei algum tempo ajudando o pessoal a arrumar as coisas até que Stefan apareceu, sua expressão não era muito boa, chegava a ser preocupada então fui perguntar o que aconteceu.
– Elena sumiu, foi embora sem avisar — respondeu
– Fique tranquila, vai ver Elena apenas precisou resolver alguma coisa, não encane com isso, mas acho que devemos ir embora, Damon e Zach já passaram tempo demais sozinhos – falei e meu primo concordou
– Isabelle, você não se sente nem um pouco mal com tudo que está acontecendo? — perguntou
– Não – respondi tentando ser fria, mas eu sabia que isso não funcionava com Stefan
– Você sabe que pode contar comigo sempre não é? — olhou-me sério
– Eu o amo Stefan, mas nada vai mudar, Damon escolheu machucar as pessoas, machucar a nós dois e a única maneira de acabar com isso é fazendo o que estamos fazendo, você acha que não me doí? Que eu não queria que fosse diferente? — tentei reprimir ao máximo as lágrimas, eu não posso chorar, não posso ser fraca, não mais
– Eu sei, mas é difícil e se está sendo para mim, eu não quero nem imaginar como é para você – é por isso que amo tanto Stefan, ele é o único que me entende que apesar de tudo sempre esteve do meu lado
– Eu sou forte eu aguento, afinal eu sou Isabelle Salvatore – eu disse e Stefan riu
Chegamos em casa e a porta estava estranhamente aberta, eu e Stefan nos olhamos e corremos em direção a casa, em segundo nós estávamos no porão, e lá se encontrava uma porta aberta e um Zach sem vida no chão. E então eu saí correndo.
– Isabelle! Não faça nada de imprudente – gritou Stefan assutado
Eu não queria saber de nada nesse momento, tudo que eu sabia é que por essa Damon ia me pagar caro, muito provavelmente com sua vida.
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