A Salvatore

31 2 Temporada- Capitulo 9: Novidades


Notas iniciais
Oiiii genteeee! viram que a fic está de capa nova? Um super agradecimento a minha leitora linda The Queen Sweet Natty, que fez essa capa diva que eu amei, obrigada flor. Espero que gostem do capitulo! Nos vemos lá embaixo.

A Salvatore- 2 temporada

Acordei assustada, havia sido uma noite tão maluca e cheia de sonhos que eu mal conseguia respirar. Só haviam duas coisas nesse momento que me incomodavam a primeira era o maldito sonho em que Damon dizia que me amava e o quão real ele pareceu, e a segunda a dor que invadia meu peito toda vez que me lembro dos olhos de Elijah ficando vazios e frios, eu era apaixonada por ele apenas não lembrava disso, mas agora ele estava morto e eu nunca descobriria nada sobre o homem que passei tanto anos ao lado e era cheio de segredos.

Nova York, 2009

Flash back on:

Estávamos em um quarto de hotel, eu amava visitar essa cidade principalmente com Elijah, havíamos acabado de fugir de um bar cheio de bruxas, e mais uma vez Elijah não havia me dado explicação nenhuma sobre o que havia acontecido naquele lugar.

— Você precisa me falar algo – disse irritada

— Bel, não aconteceu nada. Já falei que não quero que tenha preocupações, eu me preocupo com as coisas. Só tem de estar ao meu lado – sua expressão era de calma cuidadosamente montada, o que me fazia parecer uma criança birrenta perto dele

— Pare de me tratar como se eu fosse criança. Eu escolhi ficar ao seu lado e saber o que está acontecendo ao seu redor e você precisa me contar. Estou correndo riscos também e preciso saber pelo que – retruquei irritada eu podia jurar que meu rosto estava ardendo em fogo

— É perigoso demais Isabelle você é estupida o suficiente para não entender? – ele respondeu nervoso, Elijah nunca havia falado daquela forma comigo

— Devo ser estupida o suficiente para estar com você há anos aguentando toda essa esquisitice e história de maldição. Esse seu mistério de vida que você edita tudo que me conta sendo que sabe cada detalhe sobre a minha vida. –falei e ele me olhou arrependido

— Escute. Amor, eu não queria ter sido rude – ele falou pegando em meu braço e falando com seus olhos sérios me encarando – Vamos parar de brigar. Já passou. Eu te prometi uma vida de viagens e curtição, já sei semana que vem vamos para Berlim...- eu o interrompi no meio

— Eu não quero ir para Berlim. – falei e ele me olhou assustado, sabia que eu amava aquele local e toda sua historia

— Então vamos para a suíça... – ele sugeriu parecendo meio desconcertado, Elijah nunca sabia como reagir em nossas brigas

— Você não está entendendo, eu não vou mais a lugar nenhum com você – meu coração doía em dizer aquilo, eu havia me apaixonado por aquele homem e seu comportamento sério, meticuloso e calculado

— Isabelle... – sua expressão era chocada e pela primeira vez eu vi algo desconhecido em seus olhos, parecia uma tristeza profunda e antiga – Sinto muito, mas podemos resolver. Eu prometo um dia contar tudo e... – eu o interrompi, não podia mais me prender a promessas vagas

— Não Elijah. Eu te amo, mas acho que não da mais certo. Eu não posso ficar vivendo a vida nesta alienação que você me deixa. Eu tenho que ir – falei fechando os olhos e deixando as lágrimas caírem, nunca seria fácil deixar as pessoas que amo para tras, nunca melhorava, alias so piorava quanto mais velha eu ficava

— Por favor. Eu amo você – ele raramente dizia isso, mas soava tão doce quando dizia e por isso eu sabia o quanto era verdadeiro

— Eu sinto muito, agora eu tenho que ir. – falei, eu não me importava em deixar minhas roupas ou tudo para trás, quando eu ia embora eu sabia que era melhor recomeçar

— Não! – ele me segurou antes que abrisse a porta e então me puxou

Rapidamente me vi envolvida em seus braços, sua boca contra a minha, suas mãos firmes em minha cintura e as minhas que foram parar diretamente em seu cabelo alinhado que eu adorava bagunçar em nossos momentos, sua língua faminta unindo-se a minha, um beijo desesperado e que já dava para sentir o gosto da saudade misturado com lagrimas, as mãos que passeavam por minha cintura, e os lábios por meu pescoço parecendo querer memorizar cada centímetro de mim, mas antes que se tornasse algo a mais eu me afastei e dando um singelo beijo em seus lábios, sai porta a fora.

— Adeus Elijah – falei

E então sai do hotel encarando a noite fria de Nova York, era ano novo e do outro lado da rua sem sequer perceber minha presença, estavam Stefan e Lexi bêbados e sorrindo pela Times Square. E foi ai que decidi, havia chegado a hora de voltar para casa.

Flash Back Off

Eu não entendia o porque essas lembranças tinham passado tanto tempo encobertas em minha cabeça, parece que só quando o vi novamente pude lembrar com clareza e isso era tão estranho, eu sabia que tinha passado treze anos com alguém mas não me estendia muito além disso, o que era realmente estranho e assustador.

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— Isabelle – Stefan bateu na porta

— Entre. – pedi

— Você está bem? – os olhos de meu primo me analisaram cuidadosamente, ele parecia realmente preocupado

— Não. Eu lembro de tudo Stefan e agora ele está morto. – meus olhos se encheram de lagrimas – Eu so queria entender o que está acontecendo.

— Acho que tem uma maneira de você entender um pouco- meu primo falou sério – A vampira de ontem está aqui e eu chamei Elena também, existem coisas que vocês precisam saber – ele me encarava sério

— Ok. Vamos – falei ansiosa já me levantando da cama para descer as escadas

— Espere... tem certeza que está bem? – ele me segurou – Ontem você desmaiou duas vezes e...

— Stefan... acabaram os desmaios eu me lembro de tudo. Estou bem, só preciso de respostas – falei frustrada

Quando desci as escadas me deparei com a mesma vampira que eu havia visto antes. Seus cabelos eram curtos e castanhos claro e seus olhos verdes, o corpo magro e alto como as típicas europeias, bonita demais, eu tinha a impressão de já tê-la visto em algum lugar mas nesses anos de vida era possível que já tivesse cruzado uma ou duas vezes. Mas eu não entendia apesar de tudo algo nela me incomodava eu só não sabia dizer o que era.

— Acho que não precisamos de apresentações. Mas de qualquer jeito meu nome é Rose – ela disse e tentou sorrir para mim

Nesse momento ouvi alguém bater na porta e meus primos correram para atender provavelmente era Elena, ouvi a explicação breve de Stefan para ela e a surpresa que ela teve ao ver Rose na sala.

— Você está melhor ? – Elena perguntou de forma preocupada

— Sim e você? – perguntei da mesma forma

— Também. – ela respondeu tentando sorrir

— Vamos fale o que sabe – pedi meio impaciente

— O que juntei durante os anos é o que sei – ela começou – Não sei o que é mentira e o que é verdade. Esse é o problema com os vampiros. Mas Klaus eu sei que é real. – ela falou

— Quem ele é? – perguntou Elena

— Espera...eu sei quem é. É uma lenda sobre originais não é? – perguntei me lembrando de uma historia que Elijah havia me contado

— Parte da primeira geração... – completou Damon

— Como Elijah – disse Rose me olhando, então fiquei assustada, ele nunca havia me falado isso

— E...eu não sabia ele nunca me contou – falei, a palavra Elijah ainda mexia comigo

— Você passa treze anos com a pessoa e não sabe de nada?-Damon revirou os olhos

— Você passou 145 anos perseguindo uma e está descobrindo sobre a vida dela agora – retruquei nervosa – Elijah não era perigoso como falam sobre Klaus – disse inconformada

— Ele realmente não é. Elijah é um coelho comparado a Klaus. – Rose disse – Ele é um soldado. Klaus é o que importa – Rose explicou – E sobre sua memoria. Elijah conhece bruxos muito competentes, provavelmente foi jogado um feitiço de nuvem sob sua mente. – rose explicou

— Nuvem? – Stef perguntou confuso

— As memorias ainda existem na cabeça dela. Mas ele as faz ficarem encobertas, é uma espécie de proteção. Ele não queria que você o esquecesse completamente – Rose explicou me olhando – Pelo que ouço dizer ele realmente gostava de você.

— Isabelle e seus assassinos em potencial – Damon parecia incomodado demais

— Cale a boca Damon! – falei nervosa

— A questão é Klaus quer você, Elena, para quebrar a maldição do sol e da lua. Ele precisa de seu sangue – Rose finalmente terminou o que tinha a dizer, ótimo agora tínhamos mais um problema para a coleção

— Está dizendo que o vampiro mais antigo da história está vindo atrás de mim? – Elena parecia incrédula

— Sim – disse Rose

— Não. O que dizem é que se o que ela diz for verdade – Damon disse em tom de desafio, ele parecia não ter ido muito com a cara de Rose

— É verdade. – Rose falou irritada olhando para Damon

— E não está dizendo isso para ser morta- meu primo continuou

— Não estou. – ela retrucou

— É tudo um grande “talvez” – por que Damon estava aliviando as coisas, depois de tudo que passei nada parecia ser mentira ou fazer sentido

— Elijah está morto. – Stefan falou isso, mas percebi que ao ver minha cara de dor se arrependeu – Ninguém mais sabe que você existe – ele disse tentando acalmar sua namorada

— Não que você saiba – disse Rose

— Não está ajudando – falei irritada, como se não bastasse tudo que havia acontecido ontem agora tínhamos uma nova historia e eu ainda tinha que assimilar toda a minha historia com Elijah e o fato de que Damon havia matado uma pessoa que eu amava e eu não podia culpa-lo pois Elijah estava ameaçando a vida de Stefan

— Nunca conheci ninguém que o tenha visto. – Stefan falou, isso era verdade, eu havia perguntado isso uma vez a Elijah e ele se embaraçou ao me responder mas por fim disse que não, parece que alguém estava mentindo – Estamos falando de séculos de verdade misturada com ficção. Não sabemos se é real – Stef acariciou o rosto de sua namorada tentando acalmá-la- Ele pode ser apenas uma história de ninar.

— Ele é real e não desiste. Se quer algo, ele consegue – disse Rose ela parecia realmente irritada

— Elijah disse que não o conhecia – falei finalmente

— Ele mentiu – Rose falou de forma séria

— Isabelle aceite todos mentem pra você – Damon provocou

— Qual o seu problema Damon?! Você não está vendo que estou sofrendo eu o amava sabia? – perguntei colocando as mão sobre o peito, notei que todos na sala olhavam assustados para a cena

— Mas é claro que amava. Você tem fraco por caras centenários – e mais uma vez voltávamos para Alex

— No caso do Elijah seria milenar o certo. E qual o seu problema eu não tenho o direito de amar alguém? – perguntei encarando-o friamente

— Ame quem você quiser Isabelle. Só que como sempre isso nos trás problemas – ele disse irritado – Mas de qualquer jeito eu não me importo.

— Tão típico – revirei os olhos

— Se vocês não tem medo de Klaus são idiotas – até mesmo a vampira nova tentava quebrar meus desentendimentos com Damon

— Estamos tremendo. Conseguiu o que queria – respondeu Damon de forma irônica

Elena se levantou do sofá parecendo incomodada.

— Onde está indo? – perguntou Stefan

— Escola. Estou atrasada- ela respondeu

— Deixe-me pegar as coisas. Vou com você – disse meu primo mais novo se levantando do sofá

— Tudo bem. Sei onde é – respondeu a garota, parecia bem irritada

— Ela está em negação – Damon sussurrou para Rose e Stefan o olhou irritado

— Cala a boca Damon. – Stefan disse

— E você Belle não tem escola para ir? – perguntou Damon

— Estou de folga, Damon – respondi irritada – Agora eu realmente preciso de uma bolsa de sangue e muita bebida alcoólica – falei irritada me dirigindo ao barzinho, percebi olhares em minhas costas, ao que parece meus primos ainda esperavam que eu fosse desmaiar a qualquer momento, e eu também não entendia o porque Damon tinha decidido ser um idiota do nada

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De: Elena

Para: Belle

Preciso de sua ajuda. Me encontre na floresta perto da tumba.

Eu tinha certeza do que Elena queria e eu iria ajuda-la afinal ela não era a única que precisava de mais respostas do que poderiam dar.

Quando cheguei na floresta lá estava Caroline e Elena me esperando, a vampira loirinha parecia apreensiva enquanto Elena apenas parecia assustada.

— Antes de tudo queria dizer. Sinto muito por Elijah... – e mais pontadas em meu peito, então interrompi Elena

— Podemos não falar disso?- pedi

— Caroline vai conosco? – perguntei, com muita gente seria difícil arrancar a verdade da maldita Katherine

— Não. Só está aqui para me ajudar, preciso de alguém que distraia Stefan – Elena me explicou, ela tinha razão

— Eu não sei mentir – Caroline choramingou

— Ocupe o Stefan – pedi séria – Elena estará segura, ela está comigo – respondi, eu não deixaria Katherine fazer nada a ela

— Ele não pode saber o que estou fazendo – Elena disse, ela sabia que meu primo ficaria louco de raiva

— Sou ainda pior com duplicidade. Sabem disso – Caroline continuou a reclamar

— Conseguiu me manter ocupada. Quando Katherine foi visitar Stefan – disse Elena, isso era verdade ela havia sido uma ótima distração

— Porque ela me ameaçou – disse Caroline

— Você precisa de uma ameaça? – encarei-a séria e notei um pouco de medo passar pelos olhos da loirinha

— Não... – ela respondeu

— Você promete nos ajudar ou não? – perguntou Elena

— Prometo – respondeu ela

— Ótimo. Agora o trabalho é conosco. Obrigada Caroline – sorri simpática, a loirinha estava sendo de grande ajuda

Eu e Elena descemos até a tumba, peguei a bolsa que a garota carregava.

— O que tem ai? – perguntei

— Algumas coisas que podem a fazer falar – respondeu Elena, ela realmente parecia mais inteligente que eu

— Lembre-se que vamos pedir a verdade pra quem provavelmente nunca a disse – falei, eu sabia que tinha que manter minhas esperanças contidas

— Mas preciso saber e aposto que você também – ela me olhou séria e eu assenti

Empurrei a pedra que fechava a tumba e rapidamente ouvi passos fracos vindos em nossa direção. Quando Katherine se aproximou fraca e apática e notei Elena ao meu lado tão forte e viva, percebi o quão assustador era a semelhança das duas. Mas não pude deixar de ficar feliz com o estado em que a vadia se encontrava.

— Vieram me assistir ressecar garotas? – perguntou ela com a voz rouca

— Stefan e Damon sabem que estão aqui? – perguntou Katherine

— Trouxemos algumas coisas – disse Elena enquanto abria sua bolsa

— Vieram me subornar. O que querem? – perguntou

— Quero que fale sobre meu filho. Sobre Klaus e se possível sobre o motivo que você não me matou foi porque sabia de meu envolvimento com Elijah. – respondi e Katherine pareceu surpresa com tudo que já sabíamos

— Tem andando ocupada- falou olhando para Elena – E você pensativa – ela sorriu para mim

— Trouxe isso – disse Elena pegando um livro em mãos – É a história de sua família.

— Essa merda diz que ela é a ultima da linhagem. Obviamente não é verdade – comentei, eu já havia folheado esse livro uma vez, logo quando Damon o trouxe da viagem até Duke

— Acharam que se me trouxessem lembranças de minha família, eu me abriria? – perguntou irônica

— Também trouxe isso – Elena disse tirando uma garrafa de dentro de sua bolsa, e foi ai que o cheiro chegou em minhas narinas, ela trouxe sangue, realmente a garota era mais esperta do que pensei

— Você não parece muito bem opsss... Quanto tempo até seu corpo parar de funcionar? 10? 20 anos? Deve ser doloroso desisdratar ao mumificar. Acho que isso pode dar uma ajudinha, sabe como é... – falei encarando o desespero de Katherine com um sorriso divertido, acho que era o que a mais irritava me ver ali bem – Não consigo imaginar.

Então Katherine pareceu vencida, deslizou pela parede da tumba sentando-se e eu e Elena repetimos o gesto, pelo que parecia seria um longo dia. Elena colou um pouco de sangue em um copo e eu deslizei o copo para que chegasse até Katherine, a vadia o bebeu de forma desesperada e sedenta, eu até sentiria pena se conseguisse sentir algo por essa maldita ardilosa.

— Mais sangue? – perguntou Elena, eu estava gostando de trabalhar em conjunto

— Vou começar pelo mais simples. Aquilo carbonizado era um filhote de macaco, um vampiro vindo da china o trouxe não sei para que. – ela explicou e um baque me tomou, meu filho realmente não havia sido morto? – Minha intenção era realmente matar o bebê. Mas quando eu o tirei de sua barriga, era tão pequenino e indefeso que eu acabei tendo a ideia de matar o filhote e deixa-lo ali. Você já estava morta, não teria condições de cuidar do bebe, então eu o dei para George Lockwood, para que ele me entregasse o bebe quando eu conseguisse fugir – ela disse, tentei conter minha raiva, ela havia roubado meu filho?

— Por que? Eu já estava sem Damon, por que não me deixou viver com meu bebe? Aliás... você nem ama Damon. Por que Katherine? – perguntei era tudo que eu queria entender

— Você teria tudo que eu não tive. Quando te vi bonita cheia de si e com um amor impossível que daria certo eu senti tanto ódio e decidi acabar com sua prepotência. Você sabe que era uma garota mimada e metida a besta, fútil e rasa com uma poça de agua. E eu não podia suportar, então decidi jogar com vocês dois, não esperava que Damon levasse tão a sério. Quando você se casou com Willian eu decidi não mexer mais com você, porém você me entregou e eu não deixaria isso barato. E foi ai que decidi que mataria você e seu bebê – ela sorriu maldosa – A morte era boa demais para você, então a tornei imortal na intenção de ver exatamente o que acontece agora. Seu eterno sofrimento, o bebê perdido e com Damon te culpando e fingindo de odiar eternamente. – a dor não parava de me atingir

— E onde está meu filho? – perguntei preocupada – O que você fez com ele?

— Quando George me resgatou ele entregou o bebê em meus braços. Eu estava fugindo e não tinha como ficar com o seu filho para sempre então o entreguei em um orfanato, próximo a capital. E não o vi por muito tempo. – ela respondeu – Eu achava que ele tinha morrido e seguido sua vida. Até alguns meses atrás quando o vi andando em Nova Orleans, ele está lindo Isabelle, seu nome é Peter e aparenta ter uns 18 anos. Tão gostoso quanto o pai e o tio. – meus olhos se arregalaram, e o sorriso malicioso de Katherine se alargou

— Ele é um vampiro? – perguntei minha voz era mecânica eu ainda estava em choque

— Sim. Eu não sei como mas ele acabou por ser transformado. Ao que parece alguém tentou salvar sua vida e ele acabou morrendo. Não entendi direito sua história. O que importa é que agora você tem como acha-lo... – eu ainda tentava assimilar as ideias, meu filho estava vivo e era um vampiro, eu realmente esperava que Katherine não estivesse mentindo

— E quanto a Klaus? – indagou Elena, e Katherine olhou para o sangue, repetimos o mesmo processo, eu não iria largar Elena agora só porque já havia conseguido o que queria, por alguns segundos até mesmo esqueci Elijah

— Minha história com Klaus é longa... tudo aconteceu na Inglaterra, em 1492, depois que deixei a Bulgária. Ou fui expulsa – ela explicou, sua voz ainda era meio contrariada

— Expulsa? – Elena perguntou intrigada

— Minha família. Seus verdadeiro ancestrais... Eles me deserdaram. Minha imprudências não eram toleradas na época. Tive um bebe fora do casamento – e então ela me olhou dando um sorriso irônico – A vergonha.

— Isso foi mantido em segredo? – perguntou Elena de forma curiosa, pelo jeito o assunto seria longo

— Foi. Meu bebê foi dado para a doação – ela respondeu, percebi que seus olhos viravam lentamente para mim –Fui expulsa para a Inglaterra e tive que aprender a me ajustar. Você teve sorte Belle. – ela sorriu com escarnio – Então rapidamente me tornei inglesa. Foi lá que chamei a atenção de um nobre chamado Klaus. Deixei-me levar por ele no começo, até eu descobrir quem ele era e o que queria de mim – ela contou – E ai corri pra caramba. – os olhos da garota pareciam longe, ao que parece ela estava revivendo seus momentos

— Então... O que Klaus queria? – perguntei, até mesmo eu estava curiosa

— O mesmo que quer com Elena. Quer quebrar a maldição – ela respondeu – Sacrificando a copia de uma Petrova – percebi que Elena estremeceu ao meu lado – Ele queria drenar cada gota de sangue do meu corpo.

— O que o sangue Petrova tem a ver com Klaus? – Elena perguntou, eu estava ficando com dó da garota ela realmente parecia assustada, entreguei mais sangue a Katherine para que ela não enrolasse para responder

— É realmente entediante, mas... A maldição de Klaus foi ligada com o sangue Petrova – ela respondeu tomando desesperadamente seu gole de sangue, até eu começava a ficar com sede ao analisar a sua – As bruxas são espertas com suas magias. A copia foi criada como uma forma de quebrar o feitiço. Uma vez que a copia reapareceu a maldição pode ser quebrada. –ela explicou

— Você fugiu antes que ele a matasse. – concluiu Elena

— Algo assim. – respondeu Katherine – Trevor me ajudou a fugir. Então encontrei Rose e ela entrou em desespero, queria me entregar a Klaus na mesma hora. – Agora eu havia entendido porque o amigo de Rose morreu

— Rose não conseguiu leva-la de volta ao Klaus não é? – perguntei, evitando revirar os olhos, eu realmente queria que ela tivesse sido morta, seria muito mais fácil

— Não. Mas não porque tenha mudado de opinião. Eu me feri de proposito para que Rose me desse seu sangue. E então me matei – ela falava aquilo tão friamente que assustava

— Você se matou? – perguntou Elena chocada

— Klaus precisava de uma cópia humana. Como vampira eu deixei de ser útil para ele – ela simplesmente respondeu

— Mas não funcionou – concluí – Você continua tendo que fugir de Klaus.

— Subestimei a sede de vingança dele – ela respondeu dura – Mas viver fugindo. É melhor do que morrer e ter seu sangue espalhado em uma pedra – isso que era amor a vida, mas eu tinha que concordar, cada vez Elena parecia ficar mais pálida e mais assustada, estava pensando se era uma boa ideia ficar ali – Está com medo de que eu esteja certa? – o sorriso de Katherine parecia maldoso – Não quer morrer? Tem outra saída... – Katherine cortou seu pulso com a unha deixando seu sangue a mostra

— Não seja tão obvia com seus joguinhos vadia – falei de forma irritada e Katherine me lançou um sorriso irônico – Arranjaremos um jeito Elena. – tentei falar da forma mais calma possível

— Fiz outra escolha – ela disse quando seu corte finalmente se fechou, Elena ainda parecia meio estática – Eu consegui me transformar enganando o pobre Trevor. – ela se orgulhava de seus “meninos” troféu

— A Rose e o Trevor passaram os últimos 500 anos fugindo. Porque os usou. Elijah matou Trevor – Elena disse indignada

— Nunca achei que ele duraria tanto tempo – comentou de modo frio

— Nem se importa de ter estragado a vida deles – falei inconformada, mas qual era a surpresa?

— Estava me protegendo. Sempre me protegerei, se for esperta fará o mesmo – disse ela encarando Elena e em seguida pegou o livro de sua família para ler

— Quanto a não ter matado Elena, eu entendi. Mas e a mim? – perguntei

— Você descobriu recentemente o motivo pelo que pude notar... seu envolvimento com Elijah. Ele já me odeia, se eu matasse o novo amor de sua vida eu morreria na hora – ela revirou os olhos, e eu a encarei assustada, mas achei melhor não a informar da nova noticia ou meu pescoço estaria seriamente arriscado

— Por que devemos acreditar em tudo isso? – perguntou Elena

— Não tenho razões para mentir para vocês. Não tenho razão para fazer nada além de sentar e ler. – ela respondeu cínica

— Supondo que seja verdade. Por isso voltou não foi? – perguntei intrigada, Elena andava de um lado para o outro e eu apenas me mantinha de pé cansada de ficar sentada encarando a vadia

— Porque quer me entregar ao Klaus. – constatou Elena

— Depois de 500 anos fugindo, pensei que talvez ele aceitasse um acordo. – ela explicou

— Então mandou Mason Lockwood procurar a selenita que você e Trevor roubaram. – constatei

— Exatamente – ela concordou

— O que mais é preciso para quebrar a maldição? – perguntou Elena

— Olha quem está ficando esperta. – a maldita falou irônica

-Não é só ela e a selenita não é? – perguntei

— Não haveria motivos para ativar a maldição do Tyler – concluiu Elena

— Bruxas e seus ingredientes. Tantas pessoas para sacrificar – Katherine revirou os olhos

— Então precisa de um lobo – concluiu Elena

— Acredite ou não são muito difíceis de conseguir – era incrível como ela nunca perdia a arrogância

— O que mais? – perguntei

— Uma bruxa para concluir o feitiço. Mine caiu fora mas a Bonnie servirá – disse se referindo a bruxa do baile de máscaras

— O que mais? – Elena a incentivou

— Vampiro. – respondeu simplesmente e então eu e Elena trocamos um olhar chocado

— Caroline... – falamos em uníssono, minha vontade era bater em Katherine

— Poderia ser qualquer um, mas gosto da poesia em Caroline — disse de forma fria e sarcástica

— Nos entregará para morrermos?- perguntou Elena em choque

— Antes você do que eu. – respondeu Katherine, eu reprimo o impulso de voar em seu pescoço e Elena me olhou de forma assustada, eu sentia pena da garota tantas informações para assimilar e a principal não era uma boa noticia

Ao que parecia o vampiro mais poderoso do mundo queria matá-la e ameaçar a vida de todos nós e de uma de suas melhores amigas, eu realmente não sabia o que fazer, só sabia que eu e meus primos teríamos que pensar rápido, e eu não sabia dizer se dessa vez bastaria.

— Elena! Isabelle! – Stefan gritou entrando na tumba, ele parecia bem irritado e nos lançava um olhar repreensivo

— O que está fazendo aqui?- perguntou Elena irritada

— Faço a mesma pergunta – respondeu Stefan

— Caroline te contou? – perguntei irritada

— Não. Ela guardou o segredo de vocês. Mas não demorei para descobrir – respondeu me encarando sério, eu sabia que ele só estava mais tranquilo devido minha presença mas isso não impedia de tê-lo incomodado por conta da mentira – O que é tão importante que vocês não me contariam.

— Sabia que me impediria. Mas Isabelle precisava de respostas então resolvi pedir ajuda – Elena explicou

— Ouça. Tudo que ela disse é mentira. Me surpreende o fato de que Belle tenha acreditado – ele parecia levemente irritado agora – Ela é uma mentirosa.

— E se ela não for? Não ouviu o que ela disse parecia bem real. Eu não, mas Belle a conhece bem e acreditou – Elena olhou para mim como quem pedia ajuda

— Ela tem razão Stef. O que ela conta bate com Rose e eu não sei mas... – me doía que a historia sobre meu filho não fosse verdade

— Você sabe que ela gosta de brincar com você... – ele me olhou sério – E Elena. Não se preocupe. Não deixarei nada de ruim acontecer a você – ele disse pegando nas mãos de sua namorada, eu não sabia o quanto ele poderia manter sua promessa

— Esse é o problema. Não vai. Mas morrerá tentando. E de que maneira isso é melhor? – Elena retrucou, eu ficava feliz pela forma que ela se preocupava com meu primo

— Não há nada que possa fazer Stefan. – Katherine reapareceu de dentro da tumba – Ainda nem contei a melhor parte da história.

— Que parte?- meu perguntou Stefan confuso

— Ele matou. Minha família inteira. Para se vingar por minha fuga – pela primeira vez notei uma emoção na voz de Katherine – Não importa o que fizer para fugir de Klaus, ele se vingará. Nos seus amigos, família e qualquer um que ame. – ela parecia falar serio e isso me assustava

— Não. Olhe para mim – disse meu primo virando Elena para que ela o encarasse, mas notei o desespero em seus olhos – Não dê ouvidos a ela.

—Sempre protetor, mas deveria saber que ela está condenada. Nada que fizer poderá detê-lo. A não ser é claro que você tenha isso. – a voz de Katherine era de quem se divertia, ela sabia que não podíamos enfiar uma estaca em seu coração sem ficar preso para sempre, e em suas mãos se encontrava a maldita Selenita, ela realmente não dava ponto sem nó, estranhei seu bom grado ao contar as coisas

— Essa é sua mentira final não é? – perguntou meu primo irritado

— Inventou toda a história para termos de pegar a pedra – falei colocando as mãos sobre o peito, será que eu estava sendo feita de idiota

— Não inventei nada, é a verdade. – Katherine confirmou, seu olhar era firme, e eu estava dividida grande parte de mim queria que ao menos a parte de meu filho fosse verdadeira

— Deixe-me adivinhar, quer trocar a pedra por sua liberdade? – meu primo perguntou encarando-a – Sua vadia, manipuladora e psicótica

— Minha liberdade? Está errado. – ela discordou dando uma risadinha – Não quero a minha liberdade, pois quando Klaus vier matar a todos, e ele virá, estarei na tumba, onde nenhum vampiro entraria porque ele não poderia sair. Vou ser a vadia psicótica da cidade. Tirando por uma outra vadia ai, mas vamos deixar que ela descubrar – Katherine disse e me olhou com ironia, mal ela sabia que Elijah estava morto, então a vadia simplesmente nos deixou e saiu andando de volta para sua nova residência mórbida

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— Preciso levar Elena para casa – meu primo falou seu olhar era preocupado ainda e eu sabia que não era apenas com Elena, mas com meus últimos apagões e com a possível decepção caso Katherine estivesse mentindo

— Eu ficarei bem... Preciso conversar com Damon. –falei eu tentava ao máximo não fingir empolgação, mas eu queria saber o que ele achava sobre nosso filho estar vivo

— Isabelle... – ele tentou e eu o interrompi

— Eu sei que pode ser mentira. Mas tenho que contar. Damon é o pai. – respondi e meu primo sorriu

— De tudo que aquela vadia falou é a única coisa que espero que seja verdade. – e então meu primo beijou minha testa e saiu andando com Elena

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Já havia escurecido quando sai da tumba, e eu pretendia dar a noticia a Damon, mas para isso achava necessário ao menos levar um uísque para comemorar, então decidi levar um dos favoritos de Damon. Eu sabia que estava sendo uma idiota, mas a possibilidade de meu pequeno milagre estar vivo me deixava com uma luz apesar de toda a escuridão e ameaças que vinham á tona.

Me olhei no espelho e dei uma leve ajeitada em meus cabelos que estavam meio bagunçados devido ao vento. Tudo que eu queria era falar com Damon. Tentava não me lembrar de meu sonho, que eu não sabia se realmente havia sido um sonho, mas ter Damon falando que me amava deveria ser um bom sinal não?

A sala estava vazia, então subi até seu quarto, e sem pensar muito abri a porta. A surpresa me tomou quando o vi sem camisa deitado na cama aos beijos com Rose e ao julgar pelo estado da cama eles haviam se divertido muito por ali.

— Belle? – ele parecia um tanto envergonhado e Rose também – O que aconteceu? Algo com Elena? – ele parecia preocupado

— Nada... – respondi escondendo o uísque atrás das costas – É que... Bem esquece – falei fechando a porta

Não esperei para que meu primo me seguisse e me tranquei em meu quarto, evitei fazer qualquer ruído, eu não queria demonstrar que me importava , afinal eu não me importava. Eu estava sendo tão idiota o que deu em minha cabeça? Um sonho que parecia real e eu já acreditava que tudo ia mudar? Que Damon deixaria de ser galinha?

Me sentindo a maior idiota do mundo, decidi começar minha pesquisa sozinha, está decidido eu procuraria meu filho sozinha e que se dane Damon ele nunca ligou para nada mesmo. E no momento que tudo se resolvesse aqui eu o encontraria, afinal qualquer coisa valia a pena por meu pequeno milagre, mesmo que ele não fosse mais tão pequeno assim.

Notas finais
E ai o que acharam das revelações de Katherine? E o termino do Elijah com a Belle de cortar o coração né? Tem muita gente me perguntando sobre o envolvimento da Belle com os originais, sobre isso posso apenas falar que, de família ela entende. ;) Beijos Lili