A Salvatore
28 2 Temporada- Capitulo 6: Nada é tão ruim que não possa piorar
Notas iniciais
A Salvatore- 2 temporada
Quando falo que nessa cidade tudo que tem são eventos, eu realmente não estou mentindo. Felizmente hoje eu tinha outra missão que envolvia Damon e nossa pequena vingança, ouvi alguém bater na porta o que me deixou intrigada.
— Preciso falar com você – era a voz de Jeremy Gilbert
— E porque falaria com você? – Damon retrucou irritado, não era uma boa ideia deixa-los sozinhos, então desci as escadas na intenção de me aproximar de ambos
— Tyler precisa matar para ativar a maldição – disse entre a fresta da porta que Damon havia aberto, ao que parece o adolescente rebelde seria útil – Não é um lobisomem ainda.
— Uau! Fascinante mas não o suficiente – respondeu irônico tentando fechar a porta na cara do garoto
— Damon! Deixei-o entrar –falei séria e meu primo pareceu irritado mas obedeceu
— Mason Lockwood é, e ele procura uma selenita. Uma pedra especial conectada a lenda dos lobos. – eu não me lembrava onde mas já havia ouvido esse nome “selenita” – Por isso está aqui – o garoto completou
— Selenita? – perguntou Damon confuso
— E sei onde está – respondeu convencido, ao que parece a criança achava divertido participar de algo
— E porque está nos contando? – perguntei, sabia de sua antipatia por Damon
— Preciso de um motivo? Só quero ajudar, está bem? – perguntou
— O que sua irmã acha de sua descoberta? – perguntou Damon, e a expressão do menino vacilou, era obvio que sua irmãzinha nem sonhava no que ele estava metido
— Não contou a ela né? – perguntei revirando os olhos, era obvio que Elena surtaria ao descobrir seu irmão mais novo envolvido nessa loucura
— Elena não me quer envolvido nisso. – respondeu frustrado, e nem eu iria querer, eu mal queria meus primos nessa, e olha que são bem crescidos
— E você é um Gilbert, não consegue evitar – disse Damon irônico – Sua busca por objetivo na vida é tão obvia quanto trágica – agora meu primo estava sendo um babaca
— Mas ao menos ele está ajudando – respondi incisiva para Damon que pareceu relaxar um pouco – Acho que precisaremos de Ric. – avisei enquanto subia as escadas para pegar o telefone
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
— Ric! – meu primo disse animado, quando ouvi a porta da casa abrir e Alaric entrou em nosso campo de visão com uma caixa lotada de arquivos, o professor só pareceu surpreso ao notar a companhia de Jeremy, sinceramente eu estava até gostando o menino era uma gracinha, e não parava de olhar para a minha bunda
— O que faz aqui? – perguntou sério para o menino
— Ajudando Damon e Isabelle – respondeu – Eu quem descobri sobre a selenita.
– Elena sabe que está aqui?- perguntou Ric, todo mundo parecia ter medo de Elena
— Não exatamente. – respondeu meio nervoso
— O que conseguiu? – perguntei me aproximando de Ric na tentativa de quebrar o clima ruim que se formava
— Não tudo. Essa é a pesquisa de Isobel de Duke. – respondeu Ric – A assistente dela me enviou – explicou enquanto meu primo abria as caixas para olhar o que havia
— Vanessa, gostosinha – comentou Damon e eu revirei os olhos
— Por favor Damon concentre-se – pedi já nervosa
— Lembra da maldição asteca que ela nos contou? – perguntou
— Elena contou a mim e a Stef sobre isso. Sol e lua. Vampiros andavam livres e um maldito xamã nos amaldiçoou limitando os poderes. Desde então o lobo so se transforma em lua cheia e vampiros enfraquecidos pelo sol – eu não sei porque mas essa historia não parecia desconhecida para mim, Jeremy pareceu pasmo com a história
— A maioria, pelo menos – disse Damon pegando em minha mão e juntando a sua, nossos anéis eram muito parecidos ambos com o brasão da família assim como o de Stefan
— De acordo com a lenda, a parte lobisomem da maldição... é selada com a selenita – disse Ric, essa parte eu não sabia
— O que quer dizer com selada? – perguntou Jeremy intrigado
— É coisa de bruxa. O que tenha selado a maldição pode ser a chave para quebra-la – expliquei, Ric e Damon pareciam pasmos com meus conhecimentos sobre bruxas
— Talvez ele acredite poder quebrar a maldição com a pedra – Ric sugeriu
— Se começarmos a acreditar em cada lenda sobrenatural, de um livro de figuras, somos idiotas. – Damon era o vampiro mais cético que eu conhecia, desde que me tornei vampira sinceramente acreditava até mesmo em Bloody Mary
— Que está com a pedra agora? – perguntei cortando Damon enquanto pegava seu copo de uísque em minhas mãos e tomava um longo gole, tal gesto pareceu deixa-lo surpreso
— Tyler – respondeu Jeremy
— Pode conseguir? – pergunto Damon sério
— Posso – respondeu firme
— Viu?! Agora sua vida tem um proposito – disse Damon
— Não seja tão idiota – falei virando os olhos
— Acredita nisso? – perguntou Jeremy
— É do livro que fala que a mordida mata vampiro. E apesar de Belle estar viva e sei que ele a mordeu várias vezes, porque ela gosta – me dirigiu um sorriso malicioso me deixando encabulada – Ignorar, me faria um idiota muito maior. – respondeu
— Parece que teremos que ajudar na decoração do baile, por sorte prometi a Carol passar por lá. – falei terminando o copo de Damon e entregando de volta a sua mão, ele pareceu em choque – Vamos...
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Elena pareceu surpresa ao nos ver por ali.
— O que fazem aqui?- perguntou ela
— Procurando meu irmãozinho – respondeu e nesse momento avistamos Stef do lado de fora — Falando nisso, diga para Jeremy parar de me seguir – ele precisava mesmo falar do garoto?Elena pareceu surpresa e nervosa
— O que está havendo? – perguntou preocupada
— Pergunte a ele – respondeu Damon e em seguida saímos andando em direção a Stef
— Oi Tef tef – falei abraçando meu primo que retribuiu o abraço de forma breve ele parecia tenso
— O que houve? – perguntei preocupada
— Precisamos conversar longe daqui – ele respondeu e fomos para um lugar mais reservado
— Bonnie viu Katherine e Mason se beijando ao tocar nele – reprimi minha vontade de esmagar todos os arranjos de flores próximos a nós, qual era o problema dessa vadia comigo? Agora eu já havia entendido tudo, ela havia mandado Mason antes para zombar de mim
— O que?! Eu realmente preciso lavar minha boca com sabão – falei enojada
— Perdemos isso. Ele chegou logo após ela. Faz sentido. E se pensarmos na brincadeirinha com Belle antes – disse Stef sendo sensato, Damon parecia se divertir um pouco com meu desespero, uma coisa era fato Mason havia mentido sobre seus sentimentos por mim
— Eu sei, mas Mason? – Damon perguntou incrédulo, ele estava com ciúmes?
— Tirando o lado lobisomem. Ele é um surfista, beija bem, ótimo de cama – falei e meu primo mais velho revirou os olhos irritado, eu não sabia o porque mas Stefan parecia se divertir com a situação
— Ela está o usando. Só pode ser – disse ainda inconformado
— É isso que vai dizer para você quando deitar a cabeça no travesseiro? – provoquei
— Usando para que? – perguntou Stef intrigado cortando o pequeno conflito que estava sendo gerado
— Mason está procurando por uma selenita que pode quebrar a maldição da lua cheia – disse Damon, contando sobre o que o pequeno Gilbert havia nos informado mais cedo
— Talvez, a vadia também a queira – sugeri, vai saber o que aquela pervertida queria fazer com a pedra
— Por quê? – Stef perguntou intrigado
— Não tenho ideia – concluiu Damon – É o bom da Katherine. Esta sempre aprontando – revirei os olhos para seu comentário e Stefan colocou as mãos sobre meus ombros na intenção de me fazer relaxar
— Como encontraremos essa selenita? – perguntou Stefan desviando o assunto, meu primo era ótimo em apaziguar as coisas
— Jeremy pegará com Tyler – respondi
— Por que envolver Jeremy? – eu sabia que meu primo viria em defesa de sua namorada
— Ele está interpretando Indiana Jones. – respondeu meu primo mais velho de forma irônica – Envolvendo a si mesmo. – assim que ele completou a frase Stef saium ele parecia meio nervoso para falar a verdade
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Carol havia me pedido que ajudasse com a parte de dentro, então eu havia me separado de meus primos por um tempo, e sinceramente rezava para não encontrar Mason, ou não saberia como me conter.
— Precisamos de você Belzita – disse Damon surgindo por trás, sua proximidade com minha nuca me arrepiou, tentei ignorar a reação que o idiota me causava
— O que aconteceu? – perguntei
— Tyler deu a pedra ao titio. Então precisamos de ajuda, inclusive acabamos de recrutar a bruxa – disse apontando para onde Stef e Bonnie se encontravam
Caminhei até eles e a bruxa parecia curiosa, mas não queria dar o braço a torcer.
— O que quer? – perguntou ela
— Um favor – respondeu Damon
— Como se eu fosse fazer – respondeu de forma grosseira
— Previsível. – disse meu primo de forma irritada – Por isso eu trouxe ele – apontou para Stef
— E por que me chamou? – perguntei curiosa, a bruxinha gostava tanto de mim quanto gostava dele
— É minha dupla esqueceu? – piscou divertido
— Sei o que acha de nos ajudar, mas como foi você quem ligou o Mason a Katherine. Nos dando oportunidade de ficar a frente deles, então nos escute – eu gostava como meu primo mais novo era calmo
— Por favor – pedi, eu nem sabia exatamente o que eles pediriam mas estava dentro
— Estou ouvindo – disse marrenta cruzando os braços, nesse momento o telefone de Stef tocou
— Tenho que contar a Elena o que está acontecendo- ótima maneira de fingir que estavam terminados – Podem ser legais por favor?
— Mas é claro – respondi sorrindo para tranquilizar meu primo
— É só tocar Mason outra vez e ver se ele deu a pedra á Katherine –pediu Damon, e até que não era má ideia
— As visões não funcionam assim. Não faço perguntas – respondeu a bruxinha
— Que inconveniente – falei frustrada, mas então tive uma ideia – Mas a bruxaria que já fez comigo e com Damon. Aquela insuportável que eu faz nosso cérebro queimar. O que é aquilo? – Damon pareceu apreciar minha ideia
— Eu dando a vocês um aneurisma – respondeu ela com um sorriso convencido, maldita bruxa – Seus vasos sanguíneos poderiam romper. Mas vocês se recuperam rápido então eu faço de novo – ela explicou
— Só funciona em vampiros? – perguntou Damon intrigado
— Funciona em qualquer um com habilidade de se curar – respondeu ela
— Ótimo – falei animada
— Isabelle. Não ajudarei a machuca-lo – respondeu, como essa menina era chata, ela não entendia que também ajudaria a sua amiga?
— Mason Lockwood é um lobisomem sedutor de vampiras indefesas. Katherine é má. Eles são bandidos. Sério? – apesar da ironia de Damon, acho que ele nunca pararia de jogar minha historia com Mason na minha cara. Ele estava certo
— Vai brincar de moralidade conosco agora? – perguntei meio irritada – Deixe-me te avisar, eles ameaçam a vida de Elena e de todos os seus amiguinhos...
— Então você a bruxa. Vai nos ajudar. – disse Damon me completando, as vezes era engraçado como pensávamos juntos
— É, era uma pergunta e tinha um por favor no fim. – apareceu Stef sendo pacificador
— Definitivamente – falamos juntos eu e Damon e Bonnie e Stef nos encararam de forma engraçada
— Ok – a bruxa respondeu ainda séria
— Eu falei que somos uma ótima dupla – meu primo mais velho falou em meu ouvido e não pude conter a risada, Damon era impossível as vezes
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
E lá estava a bruxinha fritando o cérebro do maldito Lockwood.
Assim Damon me acompanhou, e deu um chute no rosto de Mason, o desmaiando de vez.
Ajudei Stefan a colocar o imbecil dentro do porta-malas do carro de Damon, o lado bom de dia de festa era que todos estavam com suas atenções voltadas para outros lugares.
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Chegamos com rapidez em casa. Damon moveu a cadeira em que colocou Mason enquanto eu tirava o tapete que se encontrava embaixo dela.
— Por que estão fazendo isso? – perguntou Bonnie
— Não quero manchar meu tapete é de 1800 – respondi irônica e ouvi uma risada vinda de Damon
— Esperava algo assim vindo de Damon –Bonnie revirou os olhos
— Julgando de novo – provocou meu primo
— Ele acordará logo – observou Bonnie
— Parece que ele está acostumado a ficar preso – disse Damon, eu reconhecia aquela bolsa já havia a visto varias vezes dentro do porta malas de Mason na época em que acreditava que ele fosse outra pessoa, então tirou correntes de dentro dela
Bonnie colcou a mão sobre a cabeça de Mason, enquanto eu e Damon o amarrávamos.
— O que está fazendo? – perguntei
— Estou tentando descobrir se ele deu a pedra a Katherine. Como pediram – ela explicou
— E descubra onde ela está – acrescentou Damon
— E não se esqueça das intenções do casal com a pedra – falei
— Um lugar pequeno. Escuro – a bruxinha começou a dizer de olhos fechados – Tem agua.
— Esgoto? – sugeri
— Não. Um poço. – ela respondeu com certeza
— Por que estaria em um poço? – Damon indagou confuso
— Eu disse. Só consigo o que consigo – Bonnie respondeu abrindo os olhos, bem na hora Mason resolveu acordar e apertar os braços da bruxinha, dessa forma a afastei do idiota – Foi tudo o que consegui. – respondeu saindo correndo da casa
— Ei! Bonnie... – a garota olhou para trás – Obrigado – meu primo mais velho agradeceu me surpreendendo, e a bruxa simplesmente deu as costas
— As honras são suas – disse-me Damon apontando para Mason
— Acorde menino lobo – falei desferindo um murro no rosto do babaca
Meu primo ligou a lareira e assim que o fogo começou a crepitar, passou a esquentar o atiçador, Mason percebendo o que ia acontecer, começou a se mexer desesperado.
— Tem alguém mal humorado – cantarolou Damon, eu sabia que meu primo adorava fazer esse tipo de coisa
— O que? – perguntou Mason irritado
Então meu primo me passou o atiçador no ar, e eu o encostei na pele de Mason que urrou de dor.
— Pode se machucar. Bom saber – comentei maldosa, ele havia mexido comigo e para piorar estava aliado a Katherine, merecia sofrer – Temia que fosse algum tipo de animal que não sente dor.
Meu primo olhou por dentro da camisa de Mason e percebemos que ele se recupera rápido, o que é um ponto negativo.
— Você sara rápido. Isso não é bom – comentou Damon – Acho que teremos que continuar te torturando...
— Então... a Katherine. Como a conhece? Fingindo ser quem não era também Jacob? O que ela está tramando? – perguntei irritada o idiota apenas tentava se soltar
— Temos o dia todo – ameaçou Damon passando o atiçador quente de novo na barriga de Mason que gritou novamente- Ela o seduziu e falou que o amava? Você é sobrenatural. Não pode ser hipnotizado. Então certeza que usou os outros charmes. Katherine é boa nisso – Damon entendia bem isso
— O que faz aqui? – perguntei ao avistar Jeremy Gilbert chegando na sala
— Achei algumas coisas na caixa do Ric. – respondeu ele — Fiz uma pesquisa no celular. É uma planta – respondeu o garoto – aconitum vulparia — falou – Nasce nas montanhas do hemisfério norte. Conhecida como matalobos – respondeu mostrando-a para nós
— O que mais você leu? – perguntei curiosa
— Cada fonte diz uma coisa diferente. Diz que causa licantropia, o que é falso. Outra diz que protege pessoas e o outro... que é toxico – foi então que ouvimos um gemido vindo de Mason
— Acho que é tóxico – comentou Damon
Tomei a planta de Jeremy Gilbert e caminhei em direção a Mason ele parecia cada vez mais desesperado e inquieto.
— Por que Katherine está em Mystic Falls? – perguntei aproximando a planta lentamente de seu rosto até que ela começasse a queimar o mesmo efeito que a verbena causa em nossa raça
— Ela está comigo! – respondeu simplesmente
— Por que querem saber? Estão com ciúmes? A carente Isabelle se apaixonou? – perguntou irônico zombando de mim
— Como sou rude. Acabei de perceber que não te dei nada para comer – comentou Damon parecendo nervoso e em seguida tentou enfiar a erva na boca de Mason que gritava de desespero
— Gostoso – ironizei enquanto o babaca cuspia sangue
— Por que quer a selenita? – perguntei novamente
— Vá se ferrar – ele respondeu
— Resposta errada – disse Damon irônico
— Se ele fosse dizer algo já teria dito – disse Jeremy a criança parecia impressionada demais com a tortura, e o pior era que para mim e Damon estava apenas começando
— Agora no olho – disse Damon se aproximando
— No poço! – gritou Mason – Vai encontrar lá – isso nós já sabíamos
— Sabemos onde está bobinho. Quero saber o que faz e porque a quer – respondi encarando-o com firmeza enquanto segurava o acônito em minhas mãos
— Peguei para Katherine – ele respondeu
— Por que? – indagou Damon curioso
— Vai usá-la para parar a maldição. – respondeu, ele acreditava naquilo
— Da lua? — perguntei – Por que uma vampira ajuda um lobisomem a quebrar uma maldição que o impede de se transformar? – não fazia o mínimo sentido para mim
— Para não ter que me transformar mais – respondeu
— Por quê? – perguntou Damon
— Porque ela me ama – e nesse momento prendi a vontade de rir pobre Mason, acreditava em Katherine, ela não havia contado suas reais intenções nem para seu parceiro
— Agora entendemos – falei enquanto Damon ria sem humor de fundo – Você é apenas um idiota. Katherine não te ama. Ela está apenas te usando, babaca – respondi com ódio, essa era uma das frases que sempre quis dizer, mesmo não sendo para Damon era para alguém apaixonado por ela
— Cansei de conversar – falou irritado, finalmente alguém parecia estar vendo a luz
— Sim, você cansou – concordou Damon
— Jeremy, vai dar uma volta – pedi suplicante, e Mason começou a chorar, ele sabia o que isso significava, haviam dois vampiros ali com sede de vingança
— Vou ficar – respondeu teimoso
— Não, você deveria ir – Damon disse sério
— Vou ficar. Ele já sofreu o suficiente. – tinha que ser irmão de Elena para ter essa compaixão por idiotas
— Ajude Tyler. Não deixe que nada aconteça a ele – Mason pediu em desespero e foi a primeira verdade que vi nele em dias
— Damon... – o garoto parecia com dó
Então meu primo mais velho atacou Jeremy o empurrando no sofá.
— Queria ser parte disso? É isso, matar ou ser morto – falou sério
— Damon! – eu o repreendi sabia que sua intenção era apenas assustar, mas mesmo assim era preocupante
— Ele é um lobisomem, me mataria na primeira lua cheia. Na primeira chance. – respondeu, e eu não podia discordar de Damon – Então aguente, ou vá embora. – falou ameaçador
— E ele quer morrer mesmo. Não quer Mason? – perguntei encarando-o – É realmente uma maldição não é? olho para você e vejo uma versão de Damon. Menos inteligente – continuei mesmo notando a repreensão nos olhos de Damon
— Eu a amo, como nunca amei ninguém. E você antes que pergunte foi apenas uma brincadeira minha e dela, odiei cada minuto... – Damon interrompeu a tentativa de Mason de me provocar
— Sabemos que a ama! Eu sei! Já estive no seu lugar. Mas Katherine só vai arrancar seu coração... – interrompi meu primo eu não aguentava mais isso
— Deixe-me fazer isso por ela. – falei e então arranquei o coração do peito de Mason
Em seguida me joguei no chão arfando. Eu estava cansada tanto emocionalmente quanto fisicamente, não era fácil me relacionar com alguém e em seguida mata-lo e como sempre perceber que a vadia da Katherine aprontou comigo outra vez.
— Deixe que eu cuido disso – disse Damon colocando a mão em minhas costas
— Não. Eu te ajudo – falei me levantando, a única coisa que eu estava odiando era os sangue em minhas mãos
— Isabelle. Estou vendo na sua cara você não está bem – encarou-me sério, seus olhos azuis estavam sobre os meus e pareciam preocupados
— Eu estou sim Damon. Pare de bobagens – falei virando-me, o que me surpreendeu foi que ele me puxou pela cintura e me abraçou
Eu odiava a ideia de parecer vulnerável perto de Damon, mas nesse momento tudo que fiz foi afundar meu rosto em sua camisa e ficar quieta por uns momentos, uma mão de Damon estava em minha cintura e a outra fazia movimentos leves por meus cabelos.
— Mason era um idiota...- ele não terminou de falar pois a porta abriu e nos separamos
Era Stef, que levantou as mãos mostrando uma pedra branca entre elas, eu tinha a impressão de já ter visto essa imagem em algum lugar, ultimamente minha memoria andava falha.
— Tudo isso por essa coisa? – perguntou Damon revirando os olhos, ele havia voltado a ser do seu jeito típico e já enrolava o corpo de Mason em um tapete
— É – respondeu Stef jogando a pedra para Damon
Então eu corri para abraça-lo, meu primo mais novo me abraçou e deu um beijo em minha testa.
— Você está bem? – perguntei pegando em seu rosto
— Agora está tudo bem, e você? – ele parecia preocupado ao analisar minha expressão
— Juro que estou bem – respondi, ele era o segundo que me perguntava o que havia acontecido
— Vejo que o mataram – disse Stef olhando para o corpo de Mason enrolado no tapete
— Teve de ser feito – respondeu Damon, ele ainda me analisava o que era bem estranho, então pegou o celular de Mason e passou a digitar – “ Carol, grande oportunidade na Florida, estarei ausente. Por um bom tempo. Mandarei alguém pegar minhas coisas assim que tiver onde morar. Com amor, Mason” – Damon lia enquanto digitava
— Vamos nos livrar do corpo – disse Stef
— Ultimo numero chamado de quem será? – falei pegando o celular das mãos de Damon
— Não a provoque! – implorou Stefan, mas eu não podia evitar
— Mason deveria estar aqui há uma hora. – ouvi a voz enjoada de Katherine do outro lado da linha
— Brinquedinho errado querida – respondi, Damon apenas me olhava divertido enquanto Stef tentava pegar o celular de minha mão
— Isabelle – sua voz parecia assustada – Pela primeira vez, me surpreendeu. Creio que Mason está ai. Ele está te explicando como foi enganada? – zombou a vadia – Você sempre perde eles para mim.
— Está do meu lado Katherine. Apesar do coração dele estar guardado dentro de uma caixinha assim como o da branca de neve – ironizei
— Você não deveria – sua voz era nervosa
— Acontece. Que tivemos um dia bem cheio hoje sabe, eu e Damon. Matamos um lobisomens achamos uma selenita. Sabia que foi escondida em um poço cheio de verbena? – perguntei de forma chocada – Acho que não confiava muito em você – sussurrei a ultima parte como se confessasse um segredo a uma amiga – Ele a amava. Senti pena. Amar uma vadia frigida como você é um grande castigo – comentei e percebi que o sorriso de Damon só se alargava – Aliás, onde está? Eu poderia te entregar a caixinha, lembrança de um lacaio seu. Dar o seu adeus, essas coisas são importantes.
— Não tem ideia do que acabou de fazer.- ela ameaçou
— Dificultei seu plano mestre? Opssss sinto muito- ironizei, eu estava me sentindo tão melhor ao fazer aquilo, que nem me importavam as consequências
— Acha mesmo que não tenho um plano B? – perguntou ela – E se falhar um plano C, e um plano D, e sabe como funciona o alfabeto não? Sei que tirei a sua oportunidade de educar uma criança mas... – apertei mais firme o telefone nessa hora, e percebi que Stefan parecia chateado, já Damon aparentava estar nervoso, eu nunca sabia ao certo sua reação quando falavam de nosso filho – Fale para Stefan que eu o amo. – disse e por fim desligou o telefone
Joguei o telefone na parede frustrada e meus dois primos vieram para o meu lado.
-Preciso descansar – simplesmente falei e subi as escadas, nunca era algo saudável mexer com Katherine
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Ouvi batidas nervosas em minha porta, assim que abri Stefan parecia torturado.
— Belle. Katherine mandou atacar a tia de Elena, e agora Jenna está no hospital – disse ele de forma desesperada pondo as mãos sobre a cabeça
— Mas como? – perguntei confusa
— Ela está infiltrada há dias. Parece que trocou o chá de verbena que Jenna toma. E a hipnotizou para que fizesse tudo que ela manda. Hoje logo após sua ligação ela ligou para Jenna e mandou-a se esfaquear – meu primo respondeu irritado, e uma onda de culpa bateu sobre mim
— Merda... Me desculpe Stef...- fui interrompida por ele
— A culpa não é sua. Elena está vindo para ca agora eu eu estou com medo.- confessou com os olhos marejados, ele sabia que a garota provavelmente terminaria com ele
— Não tenha. Vocês se amam – respondi acariciando os cabelos de Stef
— Você mais do que nunca sabe o quanto Katherine é capaz de destruir um amor – meu primo respondeu com a voz torturada
— Eu sei. Mas o seu é muito mais forte que isso – lagrimas ameaçavam tomar meus olhos
— Eu não sei – ele disse magoado e então ouvimos um barulho de carro se aproximar e meu primo saiu de meu quarto
Maldita Katherine ela pagaria por fazer meus primos sofrerem de novo.
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Foi inevitável ouvir o termino dos dois e meu coração estava destruído, eu havia provocado essa vadia ardilosa, eu só não entendia o porquê ela não mexia comigo. Era estranho que ela ainda não tivesse tentando me matar ao invés disso tornava a vida dos que mais amo um inferno.
Antes que Elena fosse embora tentei recorrer a ela.
— Eu a provoquei. Sou uma idiota só faço merda. Me perdoe Elena, mas não o deixe – implorei, não me importando de estar com lagrimas nos olhos ou me intrometendo demais
— Não. Ela está fazendo como fez com você Isabelle e Katherine venceu. – respondeu a garota que chorava, nesse momento pontadas passaram por meu peito e então Elena fechou a porta deixando-me sozinha no corredor
— A culpa não foi sua – disse Damon seus olhos pareciam torturados de preocupação e ele me encarava de forma séria
— A culpa é de Katherine. É sempre ela – falei frustrada dando um murro na parede o que fez com que o pedaço da parede tomasse a forma de minha mão
— A faremos pagar – disse ele de forma decidida
— Preciso ver Stefan – mal precisei completar a frase e meu primo apareceu, de seus olhos escorriam lágrimas e mais lagrimas então fiz a única coisa que me era possível no momento o abracei
Percebi que Damon incomodado com a situação se afastou, fazendo com que sobrasse apenas eu e Stef abraçados, eu não tinha o que falar a ele, eu sabia como estava doendo, como doía perder alguém para Katherine eu o entendia e por isso mesmo tudo que eu podia fazer naquele momento, era abraça-lo e ficar ali ao seu lado.
Mas tudo que eu conseguia pensar era, virou questão de honra eu iria matar Katherine nem que para isso eu precisasse morrer junto.
Fale com o autor