A Salvatore
25 2 Temporada - Capitulo 3: Novas amizades
Notas iniciais
A Salvatore- 2 temporada
— Ric. Obrigada por vir. Quer beber algo? Café? Uísque? – ofereceu Damon de sua forma descontraída enquanto abri a porta para o professor, eu estava brava com Stefan por meter meu primo mais velho em nossos problemas
— Elena disse que precisava de minha ajuda. – disse se desviando de meu primo babaca
Eu, Elena e Stefan estávamos sentados esperando a chegada do professor tínhamos problemas de mais para resolver.
— É. esperamos que possa ajudar desvendar algo sobre a família Lockwood... – falei e fui interrompida
— Parece que nossa Belzinha estava dando uns beijos em um mentiroso...- Damon provocou, e eu simplesmente olhei para o outro lado, eu falei que iria ignorá-lo e estava indo muito bem nessa tarefa
— Porque eu saberia algo sobre a família Lockwood? – perguntou Alaric confuso
— Bem, você não. Mas sua esposa vampira deve saber. – disse Damon, sentando-se ao meu lado, me locomovi para o mais distante possível do imbecil
— As pesquisas de Isobel, de quando estavam juntos... – disse Elena
— Disse que ela passou anos investigando essa cidade. – Stefan completou sua namorada, tão bonitinho isso
— A pesquisa de Isobel aqui, em Mystic Falls... Foi consolidada como folclore e lenda. Naquele tempo achei que muita coisa fosse ficção...
— Como aquela incrível história de vampiro – falei virado os olhos
— Tirando os vampiros, o que mais? – perguntou Elena
— Lobisomens... – ele respondeu, atendendo minhas desconfianças
— Sem chances. Impossível. Já passa dos limites – disse Damon incrédulo
— É mesmo? – perguntou Stef de forma sarcástica
— Estou nesse planeta há 160 anos e nunca conheci um. – disse Damon e em seguida me encarou de forma provocativa – O que foi Belle, o gato comeu sua língua? – eu realmente estava quieta demais apenas assimilando
— Ele me disse que se chamava Jacob... – disse e vi meu primo mais velho revirar os olhos
— Isso já entendemos Isabelle, você foi enganada – o imbecil continuava a me provocar
— Espere. Entendo onde ela quer chegar eu acho. – disse Elena
— Jacob é o lobisomem da saga Crepúsculo. Nada mais irônico do que mentir seu nome dessa forma, considerando que meu nome é Isabelle e meu apelido Belle. – falei finalmente concluindo meu raciocínio, Damon mesmo havia feito essa piada comigo dias atrás
— Isabelle tem razão – concordou Stefan
— Mas por que toda essa supeita em volta dos Lockwood? – perguntou Alaric confuso
— Primeiro porque evidentemente Mason mentiu para mim, por algum motivo que não consigo entender. E o maldito dispositivo afetou o prefeito que está morto. E seu filho Tyler, e claramente ambos não são vampiros. – falei de forma preocupada, essa história ficava cada vez mais estranha
— E no festival, Mason apresentou um comportamento estranho quando brigou com um dos trabalhadores – Stefan complementou – Parecia ser um tipo de coisa sobrenatural.
— Esperamos que a pesquisa de Isobel ajude a descobrir o que é isso. – Elena falou, precisávamos dela já que era única que tinha mais créditos com Ric
— Muitas coisas dela ainda estão na Duke. Bem, o escritório ainda está la. Tecnicamente, ela ainda está desaparecida. – explicou o professor
— Então podemos ter acesso? – perguntou Damon de forma curiosa
— Ric , precisamos saber com o que estamos lidando. Se for verdade nossas suspeitas, já ouvimos lendas e filmes suficiente para saber que a convivência não é pacifica, e o fato de Mason ter me enganado talvez confirme isso. – tentei apelar
— Significa que Mason Lockwood é um verdadeiro monstro. E o tal Tyler, provavelmente é o monstro junior – disse Damon com seu tom irônico de sempre – Significa, que os vampiros que somos nós. Estamos totalmente ferrados. Exceto por Belle que...
— Enfim... você pode nos ajudar? – agradeci mentalmente por Stefan ter interrompido o boçal do meu primo mais velho
— Sim, mas precisamos sair logo se quisermos descobrir algo ainda hoje – disse Ric
— Só tem um problema. Prometemos ajudar Caroline... – Elena parecia bem preocupada com sua amiga
— Simples. Ric e você vão até Duke e eu e Stef ficamos aqui e cuidamos de Caroline – eu prometi que ajudaria a lorinha e eu cumpriria isso, Damon bufou irritado, eu sabia que ele estava frustrado em ser frequentemente ignorado por mim
— E eu? – perguntou
— Damon precisará ir com Ric e Elena, com Katherine por ai é melhor por garantia ter um vampiro por perto – Stef parecia relutante ao anunciar essa decisão, meu primo mais velho sorriu vitorioso
— Ah claro precisamos de alguém que a distraia com declarações de amor. Vamos para a casa da Elena?- perguntei já desviando do assunto e apenas sentindo o olhar de Damon queimar em minhas costas
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Estávamos na porta da casa de Elena, esperávamos apenas que ela avisasse sua tia para partir. Foi irritante ter que esperar junto com Damon enquanto Alaric e Stefan estavam dentro da casa. Foi um silêncio irritante e constrangedor, principalmente para meu primo que tentava chamar atenção a todo custo e eu simplesmente fingia que ele não existia.
— Pena que não pode vir também Stef – Damon zombou, enquanto Ric arrumava o carro
— Se cuide. – ele ignorou falando para Elena
— Eu cuidarei muito bem dela – provocou o babaca, então Elena puxou meu primo mais novo para um beijo apaixonado e eu não pude conter uma sonora risada
— Hora de ir – disse mal humorado entrando no carro, e meu primo mais novo me olhou com uma expressão divertida
— Você está pegando pesado com Damon – disse ele e eu dei um sorriso irônico
— Não estou fazendo nada demais... ou ao menos nada do que ele não mereça – pisquei e Stef riu
— Justo...
— Qual o primeiro passo da missão “ajude a vampira desamparada?” – perguntei e meu primo riu
— Estava pensando em falarmos com Bonnie – fiz uma cara de nojo, a bruxa não estava pegando leve comigo – E não tem volta, já marquei com ela no grill, aliás ela deve estar nos esperando... – revirei os olhos
— Vamos logo – disse contrariada e caminhamos em direção ao carro
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— Eu não sei fazer o anel que protege do sol – disse ela categórica
— Emily fez o meu e o de Damon... – tive que interromper Stef
— Ela fez dois para mim, inclusive um eu mal sabia que podia ser um anel de sol – falei lembrando-me de minha primeira tentativa de morte – Deve ter instruções no livro de feitiços...
— Não significa que consigo. – disse a bruxa, ela havia abaixado a guarda, ao que parece seu problema principal era Damon
— Bonnie. Consegue derrubar vampiros só com o olhar. Está bem? Acho que pode conseguir. – Stef disse, meu primo sabia como falar com as pessoas, eu só sabia intimidá-las
— Caroline matou alguém, Stefan – disse Bonnie, ela ainda não havia superado isso? – Não posso facilitar para que ela faça isso de novo.
— Não. Não estamos facilitando para ela – discordei – Só estamos a dando uma chance de sobreviver. Você sabe que não gostava nem um pouco dela, mas ela é apenas uma adolescente- conclui deixando Bonnie e meu primo surpresos
— Ouça, todo dia ela é privada de sua antiga vida... De você, Elena, Matt. Isso tornara mais difícil para ela manter sua humanidade – argumentou Stef
— E como sabe que ela não machucará ninguém? – perguntou Bonnie, ela era tão irritante com isso
— Não tem garantias minha cara bruxinha. Mas se não fizermos o que pudermos para ajudar a loirinha ou ao menos confiarmos no fato de que ela nunca vai se controlar, será melhor só enfiar a estaca no peito dela agora – falei e percebi o olhar repreensivo de Stefan, mas eu estava sendo realista com Bonnie
— Não sei se podemos confiar nela. – revirei os olhos, eu estava quase desistindo da bruxa e indo atrás de uma outra que conheci em Nova Orleans
— Então confie em mim. – realmente só quem poderia falar isso é Stefan
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Já estávamos na casa da loirinha. Bonnie havia conseguido achar o feitiço para fazer o anel, então achamos um antigo com a pedra de lazuli, que a loirinha parecia não ter gostado muito.
— Não posso escolher o anel que vou passar o resto de minha vida? – perguntou e revirei os olhos, quando ela não estava chorando voltava a ser irritante
— Se não quiser... – Bonnie parecia bem contrariada
— Não. Ela quer... – disse Stefa apaziguando
— Agora é a parte que eu explico as regras. A bruxa que enfeitiçou o anel tem o poder de desenfeitiçar. Então... se machucar alguém... – as chatices de Bonnie foram interrompidas
— Não vou machucar ninguém – Caroline disse de forma irritada
— Você é uma vampira. Significa que a compulsão por matar faz parte de você. No momento que deixar tomar conta de você, eu a impedirei – revirei os olhos, Bonnie dizia como se visse os vampiros matando uma pessoa a cada esquina, e ultimamente uma bruxa só com um dispositivo idiota, havia dizimado várias
— Bonnie, você deveria ser minha amiga. – eu não discordava de Caroline, a bruxa estava sendo muito fria em relação a amiga
— Não posso ignorar o que aconteceu. – e lá vem ela com esse papo novamente – Se quer ser minha amiga terá que provar que a Caroline de quem lembro não se foi. – bela amiga, em geral meus amigos lutavam por mim e não me ameaçavam como Bonnie estava fazendo – Agora ponha o anel na cama – a menina mesmo contrariada obedeceu, eu e Stef apenas trocávamos olhares em meio ao fogo cruzado
— Acha mesmo que eu queria matar aquele cara? – a loira perguntou irritada
— Ele continua morto – se ela repetisse isso mais uma vez eu também a mataria – Agora quer que eu faça o feitiço ou não?
A bruxa fechou os olhos e abriu a Janela iluminando o anel, alguns segundo e umas palavras sussurradas foram o que bastaram para que o feitiço ficasse pronto.
-Feito- disse Bonnie com um ar de superioridade
Caroline colocou seu anel e fez uma cara de decepção, a menina podia andar no sol vantagem que pouquíssimos tinham e estava reclamando?
— É só isso? Não aconteceu nada especial.- o que ela esperava fogos? – Sabe, sem luzes piscando sem rajadas de vento. Já fez isso antes? – Bonnie parecia estar irritada com a falação de Caroline, eu apenas achava engraçado
— Caroline... – meu primo a repreendeu
— Só queria ter certeza se funcionou – ela se justificou
Então eu caminhei rapidamente até a janela e abri a cortina completamente iluminando o quarto. A loira deu um grito irritante mas em seguida percebeu que o sol não a afetava mais
— Funcionou – falei simplesmente
— E se não tivesse? – perguntou me fuzilando com olhar
— Ela é toda de vocês – disse Bonnie saindo do quarto, eu não era muito paciente para aguentar adolescentes, porem eu me comprometi então vamos lá
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Teríamos que ensinar a menina a caçar, infelizmente Stefan havia ganho no cara ou coroa e iriamos ensiná-la no modo “vegana” de ser caso desse errado seria do meu jeito.
— Como eu pego um coelho? – perguntou confusa
— Persiga-o, cace-o. alimente-se dele – aquilo parecia bem nojento, eu não fazia há tanto tempo que mal me lembrava
— Matar animais indefesos e bonitinhos não é o primeiro passo para virar um serial killer? – perguntou Caroline e eu não pude conter a risada, Stefan me olhou feio
— Você pulou a fase serial killer e passou direto para vampira – falei, se bem que haviam serial killer e vampiros como o caso de Damon
— Caroline, se não levará isso a sério me diga. – Stef ficava irritadinho quando contestávamos seu modo de vida
— Juro que estou – disse ela de forma nervosa – é so que... eu não fico no sol há dias e todos da festa do lago estão se divertindo. O Matt está la e, finalmente disse que me ama. Mas tive que ignorá-lo. E vocês querem que eu coma coelhos. – ela praticamente gritava, mas olhando pelo lado dela realmente estava certa, coelhos eram deprimentes assim como seu gosto, meu primo olhou para mim e não evitamos a risada o que a frustrou mais ainda
-Ótimo agora vocês estão rindo de mim – falou frustrada, principalmente me encarando eu sabia que ela não era minha maior fã
— Não. Não estamos rindo – Stefan me lançou um olhar para que eu me contesse e o ajudasse – Acredite.
— É que... ao se tornar vampiro todos os seus sentimentos se intensificam e comportamentos também. – falei
— O que quer dizer? – perguntou curiosa
— Quero dizer que como humana. Eu me importava muito com Stefan e se ele estava a salvo. – ocultei a parte em que Damon estava incluso – E quando tornei-me vampira tudo isso aumentou, assim como aconteceu com o altruísmo exagerado de Stefan – expliquei e meu primo virou os olhos para a segunda parte mesmo sabendo que é verdade
— Então está dizendo que agora sou basicamente uma louca insegura controladora incurável? – reprimi a vontade de responder
— Não colocaria nessas palavras, mas... – Stef começou a dizer e uma expressão de desespero se formou no rosto da loira – Ouça, vamos caçar certo? E depois vamos a festa do lago. – Stef era tão legal que dava até orgulho
— Vamos? – fiz uma expressão de nojo, a ultima coisa que eu queria era ir a uma festa lotada de adolescentes idiotas ficar de babá
— Sério? – perguntou animada
— Matt é a coisa mais próxima que tem da sua humanidade. Acho que estar perto dele é bom. – Stef tinha razão, apesar de tudo ter amigos ou meus primos era o que sempre me afastava da loucura total
— Está bem!- disse animada – Coelhos... – ela me olhou com uma careta e eu direcionei a ela o mais próximo de um sorriso motivador
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Eu não estava vestida apropriadamente para a festa no lago, então avisei para Stefan que passaria em casa antes de encontra-los por lá, aproveitei para fugir a caça dos coelhinhos fofos.
Aproveitei para por um biquíni que na verdade parecia um top, era ótimo já que eu não precisava ficar carregando blusa por ai caso decidisse dar um mergulho. Coloquei um short curto e rasgado e um tênis branco, que embora eu tivesse certeza que ia sujar, eu não me importava o que importa é ficar estilosa. Mantive a maquiagem que eu já estava era simples e sem muitos detalhes, apenas fiz um rabo de cavalo em meus cabelos, eu havia voltado a usá-los com cachos nas pontas então estavam perfeitos, um óculos de sol complementou o look.
Eu mal percebi que já estava praticamente no por do sol, quando cheguei a festa, e pelos barulhos parecia bem animada e cheia de adolescentes bêbados, belo ambiente para uma professora de ensino médio, porem logicamente que eu não me importava.
— Demorou tanto que esse lindo ray ban do ultimo modelo nem tem mais utilidade, como você consegue isso com o salário de professora? – Caroline realmente falava muito
— Não consigo. – respondi dando um sorriso malicioso – Seu namorado está ali, porque não vai com ele? – perguntei apontando para Matt e pondo os óculos na cabeça já que praticamente já havia escurecido
— Ele está bravo comigo. – disse ela chateada
— O que houve? – perguntei
— Caroline deu uma pequena cena de ciúmes – disse meu primo de forma divertida
— O ciúmes é realmente muito intenso, eu te entendo. –até hoje eu não controlava o meu como deveria – Vá falar com ele. – a loirinha parecia surpresa com o fato de eu estar sendo legal com ela
— Eu e Isabelle esperamos – meu primo concordou, nesse momento seu telefone tocou me deixando preocupada, ao que parecia Elena tinha noticias
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Aproveitei o momento de Caroline e o telefonema de Stefan para pegar uma bebida, quando meu primo voltou sua expressão era nem um pouco feliz.
— Onde está Caroline? – perguntou assustado
— Não sei. Achei que ela estava em seu campo de visão – respondi, e meu primo bufou irritado
— Temos um problema...
— Qual? – perguntei
— A mordida de lobisomens mata vampiros- ele falou nervoso
— Eu estou viva – disse e meu primo revirou os olhos
— Isabelle é serio. Hoje é noite de lua cheia o que tudo indica estamos ferrados. Mason pode nos caçar, e com Caroline a solta... – merda agora eu havia entendido a gravidade do problema, a maldita menina havia sumido na hora perfeita e para piorar estávamos na propriedade dos Lockwood onde um lobo mentiroso poderia estar rodando a solta e colocando em risco minha bela vida
— Já tentou ligar para ela? – perguntei
— O celular ficou no carro – respondeu frustrado
— O que nos resta é procura-la e manter a calma – falei e eu e meu primo passamos a procurar Caroline por todos os cantos da festa
O ruim é que cada vez mais eu via a lua se encher e tinha um péssimo pressentimento sobre isso.
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Era frustrante não conseguir achar Caroline, eu e Stefan procurávamos por qualquer barulho que pudesse identifica-la até que meu primo ouviu um barulho e eu o segui.
O que vimos foi apenas um carro largado no meio do mato, seguimos a procura, quando meu pé bateu em uma corrente, ela parecia estourada na verdade.
— Stef...
Não deu tempo de terminar de falar, a janela do carro se estilhaçou e de lá saiu um lobo enorme, me assustei quando ele passou por mim como um raio e saiu correndo mata a dentro.
— Porra! – gritei assustada, nesse momento só um palavrão para expressar o surto de adrenalina
— Para piorar as coisas está sentindo cheiro de sangue? – Stef era muito sensível a isso devido sua dieta
Corremos o mais rápido que podíamos até o lugar onde o cheiro estava sorte e lá estava a loirinha drenando seu namorado gato. Puxei-a com tudo para longe dele e Stefan me ajudou a segurá-la.
— Pare com isso! – ordenei em um tom irritado
— Meu deus. – ela disse quando caiu em si, maldito arrependimento eu sabia como era
— Ouça-me precisamos sair dessa floresta agora. – disse Stef de forma assustada e eu concordava totalmente com ele
— O que foi isso? – perguntou ela de forma assutada, então também ouvimos ruídos e farfalhar de folhas
— Matt, fique deitado não se mova. – falei de forma séria
— Nós e você, vamos correr. – falei encarando Caroline
— Por que? – ela perguntou assustada
— Ele nos seguirá. Precisamos afastá-lo de Matt. – explicou meu primo entendendo meu plano
— Precisa correr o mais rápido que conseguir ok? – perguntei e ela assentiu – Vá...
Eu, meu primo e Caroline corremos o mais rápido que dava eu sempre fui mais rápida que Stef e Damon, por isso pude ouvir os passos dos dois logo atrás de mim, o que não esperava era se alcançada por Caroline.
— Espere o que é isso? – perguntou assustada
— É um lobisomem. Tentara nos matar e ele pode – respondi apressada, precisávamos voltar a correr
— Ei! O que estão fazendo? – era Tyler que havia nos encontrado, o dia podia piorar?
Sim podia! No momento em que nos viramos para encarar o garoto o lobo atacou caindo em cima de Caroline, era agonizante ouvir os gritos de desespero da garota. Sem pensar muito me juntei a Stefan e o jogamos longe, o bicho tinha recuperação rápida já quem em seguida caiu de pé pronto para ataca-la novamente.
— Não! – gritou Tyler nervoso
O bizarro foi que o lobo parou como se estivesse o obedecendo, eu e Stef trocamos olhares significativos sobre isso. O lobo apenas o encarou e foi embora, o que não deixou apenas nós mas também Tyler assustado.
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Caroline foi obrigada a hipnotizar Matt falando que fora tudo um acidente.
— O que farão sobre Tyler? – perguntou ela em seguida
— Já dei um jeito nisso. Daremos verbena ao Matt. Isso impedirá você de hipinotizá-lo, mas... também impede de beber o sangue dele – expliquei, era uma medida necessária para alguém que namora uma vampira
— Não consigo acreditar que o machuquei – ela parecia realmente chateada com a situação
— Eu sei – concordou Stef
-ele é a única pessoa no mundo inteiro que eu nunca quis machucar. – ela falou, eu nunca havia me relacionado com humanos sem a intenção de drená-los mas amor era amor de qualquer forma e machucar a pessoa que se ama não tem nada mais horrível
— Não será fácil. Vai ter que se esforçar muito – falei, eu queria ajuda-la realmente
— Eu não deveria estar com ele né?- perguntou de forma tristonha, ela sabia a resposta do inevitável
— Sou a ultima pessoa que pode opinar sobre isso – disse meu primo – Eu teria de ter deixado Elena há um bom tempo.
— Já pensou nisso? – perguntou Caroline, eu sabia das crises existenciais de Stefan e a resposta era sim
— Eu sei que deveria, mas não consigo – respondeu
— Basicamente. Me sinto assim, eu deveria deixar tudo para trás mas não deixo. O amor faz isso com a gente, não largue Matt isso seria se acovardar – dei minha sincera opinião, embora eu não a seguisse, mas Damon não merecia isso
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Deixei Stefan curtir um tempo com sua namorada enquanto Caroline ia até o Mystic Grill, ela havia decidido terminar com Matt. Assim que conseguiu causando uma cena de ciúmes sentou-se ao meu lado no balcão.
— É assim que se sente toda vez que briga com Damon? – perguntou, e antes mesmo de responder sua pergunta virei uma dose de tequila
— Eu já não ligo mais. A dor é algo que vai acostumando e chega uma hora que você torna-se imune- respondi e passei uma dose para seu lado
— Melhor não... – ela falou meio amedrontada
— Melhor parte de ser vampira... você fica bêbada apenas se beber duas garrafas ou mais, acredite em mim – pisquei tentando parecer divertida
— Minha mãe é a xerife – ela falou olhando para os lados
— Liz está bem ocupada com outros casos. Essa noite sugiro que apenas bebamos – falei apontando para as milhares de doses que havia pedido
— Você está certa. Afinal o que tenho a perder? – ela perguntou de forma desanimada
— A vida é que não é – brinquei e ergui o copo já virando outra dose
— Sabe... quando você não é minha professora e nem está com ciúme do Damon é uma pessoa incrível – elogiou-me, eu gostava da sinceridade da garota
— E você quando não está sendo uma psicopata megalomaníaca é um amor – retruquei e ela riu
— A vida vai ser assim pra sempre? – ela me perguntou, parecia meio triste, eu sabia como ela se sentia
— Você arranja uns jeitos de aproveitar ela... – sorri divertida
E assim terminou a noite, eu sabia que teria vários problemas amanhã mas por enquanto ia ser dessa maneira e quem diria que eu ia até gostar da loirinha irritante.
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