A Salvatore

36 2 Temporada- Capitulo 14: Dividida


Notas iniciais
Oiiii gente! aqui estou eu tentando recuperar o amor de vocês e me redimir por esse jejum de postagens. VEJO VOCÊ LA EMBAIXO.

A Salvatore- 2 temporada

Acordei estranhamente melhor, considerando a noite horrível e cheia de pensamentos confusos que tive. Me troquei com rapidez não estava com muita paciência para meu senso de moda hoje.

Mas é claro que o dia não poderia estar inteiramente melhor, ao ouvir barulhos de salto pela casa, ao que parece, meu priminho mais velho havia tido companhia durante a noite, e eu já até imaginava quem deveria ser, a repórter oferecida do Grill, no final ele não resistia a companhia de uma bela mulher, ao menos eu tive o gosto de dar o fora nele ontem.

Desci as escadas e não pude deixar de ouvir o resto da história, Elijah estava tentando se misturar aos honestos cidadãos de Mystic Falls se passando por um escritor.

— Você ouviu? Elijah Smith? Bem interessante não? – falou irônico ao me observar descer as escadas

— Ao menos ele tem bom gosto para sobrenomes – tentei entrar na brincadeira, Damon não ficaria me provocando o dia todo, ou eu acabaria o matando, para evitar isso decidi que entraria em seu jogo infantil

A porta de casa ainda estava entreaberta, quando vi a presença do professor Saltzman pela fresta não pude deixar de me surpreender.

— Olá Ric – falei abrindo a porta

— Pude ver a repórter saindo daqui? – ele indagou meio confuso

— Minha nova namorada. Andy Star. “Noticias de ação”. – falou Damon de forma divertida e não contive a vontade de virar os olhos

— Você sabe que não se chama assim, não é? – perguntou Ric em um tom divertido

— É mas ele gosta de soar patético. Entre – falei fazendo menção para que o professor passasse pela porta

— John Gilbert nos deu isso para matar Elijah – disse Damon mostrando a adaga a Ric

— Disse para enfiar a adaga nas cinzas de uma arvore branca da época dos Originais. – expliquei, o assunto ainda me causava aperto no coração, mas se fosse uma maneira de salvar meus primos eu não teria como evitar, eu nunca colocaria um sentimento idiota na frente deles

— Se for verdade... – comentou Damon

— Acha que pode ser uma armação? – perguntou o professor

— Pode ser, ele é um mentiroso, não colocaria minha fé nele. – Damon respondeu, e eu tinha de concordar, eu não colocaria nem a metade do meu mindinho no fogo por John Gilbert — O que fará hoje, Sr. Saltzman?- meu primo continuou

— Jenna e eu íamos a casa do lago mas acabamos presos fazendo essa coisa da sociedade histórica na casa dos Lockwoods. – falou parecendo frustrado, eu realmente preferia sexo em uma cabana do que passar o dia inteiro ajudando Carol Lockwood

— Elijah é o convidado de honra – comentei, porem nesse exato momento me arrependi, eram óbvios os planos de Damon sobre matar Elijah

— Não me diga que pretendem mata-lo lá- Ric nos indagou assustado e notei o olhar de soslaio que Damon me lançou

— Se ele for estupido o suficiente para fazer isso sem um plano- falei olhando de forma séria para Damon

— Não. Não sejam estúpidos. – Damon tentou desconversar, mas eu conhecia aquele tom, impulsivo como sempre

— Ao menos precisamos saber o que ele quer antes disso Damon. – tentei recorrer a razão, eu não sabia como agir, tinha medo de deixar meu medo ou seja lá o que eu estivesse sentindo transparecer

— Eu sei priminha. Mas acho que como Stefan já o conhece, e vocês tiveram treze longos anos se amando e se adorando, eu também preciso conhece-lo, afinal, quase fomos parentes – Damon respondeu de forma irônica, Ric sorriu divertido para mim notando o tom que meu primo mais velho babaca estava usando

— Está quase na hora nós vamos? – perguntou o professor, provavelmente evitando uma sessão de brigas

— Eu preciso me arrumar... Me esperem não vou demorar – falei já subindo as escadas, era obvio que eu não iria me encontrar com Elijah vestida de qualquer jeito

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Tive de ser rápida para me vestir, optei por uma calça preta de couro, combinando-a com uma bata de seda, e uma jaqueta de couro, já que o clima estava frio. Meus habituais saltos me acompanhavam, eu amava me sentir alta, no pescoço coloquei uma gargantilha preta, e um brinco dourado combinando. Deixei meus cabelos soltos com ondas que se formavam com suavidade nas pontas, e fiz uma maquiagem simples para que eu também não parecesse extremamente arrumada para um evento a luz do dia.

Notei o olhar de repreensão de Damon ao notar meu look, mas antes que ele fizesse qualquer comentário, apressei ambos para o evento.

Como sempre em cidades pequenas, em instantes estavámos ao redor da propriedade Lockwood, e eu confesso que estava bastante nervosa sabendo que poucos metros me separavam de Elijah, e que eu não fazia ideia de como reagir a ele.

— Acho bom nós nos separarmos, não quero que o convidado de honra se sinta cercado – e com esse comentário, o professor e Damon se afastaram de mim, deixando-me sozinha e despreparada para entrar na casa

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Após me acalmar o suficiente e parar de agir como uma adolescente insegura entrei na casa indo em direção a um garçom que estava servindo champanhe, eu precisava de no mínimo uma taça.

Assim que segui para a sala, pude vê-lo de longe. E não pude deixar de notar a presença, como sempre impecavelmente vestido, e parado sempre de forma elegante, Elijah se encontrava como o centro das atenções do mulheril da casa, entre suas fãs, obviamente que se encontrava Carol Lockwood.

— Tem passado muito tempo em Richmond para o seu livro? – Carol perguntou a ele tentando puxar assunto, o mais irritante é que eu não sabia se Elijah estava fingindo não notar minha presença ou realmente não havia me visto ainda, poxa, eu havia me arrumado para aquele momento

— Não. Estou me focando em pequenas cidades de Virginia. Muita pesquisa. Estritamente acadêmico. – explicou, era só para mim que sua voz soava extremamente sexy?

— Fascinante – Carol sorriu, era obvio que ela estava fingindo interesse, mas quem não fingiria com toda aquela sensualidade

— Damon! Que surpresa! – Carol foi mais rápida ao avistar meu primo, e obviamente que nesse momento, Elijah finalmente olhou para os lados na sala até que nossos olhares se encontraram

Não pude deixar de estremecer por dentro quando os profundo e penetrantes olhos escuros de Elijah encontraram os meus, notei sua meticulosidade ao olhar para minhas roupas, e até mesmo deu para notar que se demorou no decote de minha blusa, mas seguiu ironicamente para os lugares os quais havia sido atingida noite passada. Encarei-o firmemente, arriscando até mesmo lançar um sorriso divertido, eu não queria demonstrar nem a ele e muito menos a Damon o quanto a situação me deixava nervosa.

— Elijah! Quero que conheça Damon Salvatore. – Carol era toda sorrisos para cima dos dois, ridícula...

Quando meu primo se virou para cumprimentar Elijah com seu sorriso cínico de sempre, não pude deixar de ficar tensa, um medo irracional me tomou, eu não queria que nenhum fizesse mal ao outro minha vontade era entrar ali no meio, e separar os dois por mais idiota que fosse.

– Sua família é uma das fundadoras da cidade. – Carol continuou

— É um prazer conhece-lo – Damon disse de forma irônica, aos outros podia parecer simpática, mas eu conhecia muito bem meu primo

— Não. O prazer é meu. – Elijah soou como sempre sóbrio e simpático, notei os olhares de Damon se voltarem para mim e ele me lançou seu típico sorriso de quem iria aprontar

— Isabelle! Se junte a nós, quero te apresentar o amigo de Carol. – o sorriso de Damon no momento era como o de uma criança em um parque de diversões, e eu com uma expressão meticulosamente montada, querendo matar Damon por dentro segui em direção a eles – Esse é Elijah Smith. – apresentou

— Muito prazer. Eu sou Isabelle Salvatore – dei meu melhor sorriso em direção de Elijah, e estendi minha mão em sua direção, e como um cavalheiro ele a colocou próxima a seus lábios e me deu um leve sorriso, aqueles pequenos movimentos foram capazes de me desconcertar, Damon pigarreou de leve ao meu lado como se quisesse acabar com o momento, mas afinal quem havia provocado foi ele não foi?

— Olá Isabelle – Carol quebrou minha troca de olhares usando sua falsa simpatia

— Carol, quanto tempo. Sinto muito não ter ajudado na organização, ando ocupada com assuntos familiares. – falei de forma cortês, eu sabia que deveria estar sendo apedrejada por meu repentino sumiço do conselho

— Eu entendo. Às vezes precisamos nos ausentar mesmo. Mas fizemos um bom trabalho, concorda Elijah? – ela deu um sorriso exagerado na direção dele, era impossível que ele não estivesse reparando nas tentativas de flerte da viúva desesperada

— Sim. Vocês aqui são muito receptivos. – ele concordou dando um leve sorriso, e por uma fração de segundos notei que seus olhos pairavam sobre mim, o que me deixava nervosa

— Eu e Isabelle temos longas histórias sobre essa cidade, se quiser saber está falando com a família certa. – Damon falou fingindo simpatia

— Eu realmente estava querendo começar a entrevistar umas famílias daqui. Vocês estariam dispostos? – perguntou, o mais engraçado era ver que ele ignorava Damon e olhava apenas para mim

— Sem problema algum. É só marcar o dia. – tentei ser o mais simpática possível, mas estava difícil, sendo cercada pelos olhares dos meus dois ex-namorados

— Se quiserem usar o escritório está a disposição de vocês. Se me dão licença. – Carol disse vendo finalmente que havia perdido seu espaço ali

— Acho uma excelente ideia que essa conversa aconteça agora – Damon deu um sorriso irônico

— Não seja por isso – Elijah com toda sua forma elegante, abriu a porta do escritório, e segurou-a até que eu passasse, como sempre um cavalheiro

Em seguida veio Damon e então finalmente a porta estava fechada, me acomodei de pé ao lado de uma mesa de madeira, de forma que eu pudesse observar tanto Damon quanto Elijah e separar algum possível confronto.

— O que posso fazer por vocês? – Elijah perguntou curioso

— Pergunte a Damon. Já falamos tudo que havia para ser dito – respondi de forma seca, não é porque ele havia me salvado esses dias que eu facilitaria as coisas para ele

— Hmmm intensa. – praguejei mentalmente, Damon realmente tinha que provocar? – Achei que poderíamos conversar – meu primo mais velho simplesmente falou

— Onde está Elena? – perguntou Elijah. Provavelmente melhor que eu vivendo um romance com meu primo mais novo em uma cabana

— Á salvo, com Stefan – respondeu Damon

— Estão se escondendo daquele nosso pequeno probleminha com lobisomens – completei a resposta de Damon

— Eu ouvi sobre isso. Está tudo bem? – Elijah perguntou e seu olhar se fixou totalmente em mim, empurrei meu nervosismo para longe para conseguir responder

— Estou viva. Mas tenho certeza que ouviu sobre isso já que seu bruxinho camarada nos ajudou esses dias – falei de forma irônica e percebi que Damon prendia um sorriso convencido por minha resposta

— Sempre salvando o dia! – Damon completou, prendi meus lábios tentando não demonstrar o sorriso que vinha acompanhado, era incrível como o idiota conseguia fazer piadas em momentos de tensão

— De nada. – Elijah finalmente estava entrando no jogo de meu primo, sua resposta foi quase bem humorada o que me surpreendeu

— O que me deixa confuso é porque exatamente está aqui? – Damon finalmente chegou ao assunto desejado, embora eu já soubesse em partes sabia que essa pergunta não escaparia

— Por que não se preocupa com a segurança da Elena e deixa o resto comigo? – o bonitão foi bem direto com Damon, e pude perceber dai que a conversa não tomava um rumo nem um pouco amigável, Elijah preparou-se para sair da sala quando Damon entrou na sua frente

— Damon! – alertei-o assustada, mas o idiota simplesmente me ignorou

— Não é o bastante – falou

Elijah tomou uma atitude que eu não esperava, pegou meu primo mais velho pelo pescoço e o prendeu contra a parede, por reflexo nesse momento corri até os dois assustada, percebi que Damon tentava se defender mas Elijah é forte demais.

— Por favor não faça nada! – implorei ao lado de Elijah, mas ele parecia estar perdido em raiva

— Vocês vampiros jovens são tão arrogantes. Como se atreve a vir aqui e me desafiar? – Elijah disse em um tom ameaçador, eu nunca havia o visto dessa forma

— Não pode mata-lo. Não faz parte do acordo – tentei argumentar com a razão de Elijah, já que ele dizia ser um homem de palavra e ao menos comigo ele sempre fora

— Ela está certa, cara – Damon ainda tinha coragem de se pronunciar nesse momento?

— Solte-o por favor! – pedi colocando as mãos sobre o ombro de Elijah

Percebi que seu corpo se relaxou e ele finalmente soltou o pescoço de Damon que respirou aliviado, eu pude notar o leve medo nos olhos de meu primo, eu o conhecia tão bem, o suficiente para saber que ele estava extremamente contrariado e isso não era nada bom.

— Sou um Original. Mostre um pouco de respeito – ele falou em um tom arrogante olhando para Damon — Quando você não me for mais útil, você está morto. – falou de forma fria, eu não gostava nem um pouco de ver aquele lado de Elijah – Então deveria fazer o que digo, mantenha Elena segura. – ele deu um sorriso cínico para Damon e abriu a porta do escritório, para que meu primo saísse

Segui atrás de Damon, mas antes que eu pudesse sair, Elijah fechou novamente a porta fazendo com que ficássemos apenas os dois naquele maldito lugar, praguejei mentalmente por não ter sido mais esperta e saído antes, eu não tinha nada para falar com esse Original arrogante, eu não conheço esse homem a minha frente não importa o relacionamento que tivemos no passado, eu estava com medo e com muita raiva por tê-lo ouvido ameaçar Damon.

— Acho que precisamos conversar – ele falou me olhando de forma séria, mas era incrível como seu tom agressivo havia sumido totalmente

— E o que teríamos de tão interessante para falar? Você já deixou bem claro suas intenções aqui – respondi prontamente

— Isabelle... – Elijah tocou em meu braço e nesse instante parecia que um rastro de fogo havia passado por ali – Você sabe que não é bem assim, porem seu primo... Ele passa dos limites – tentou se explicar e eu me retesei de seu toque

— Por que a situação em si é muito normal não é? – retruquei

— É mais complicado do que vocês imaginam! Apenas me deixe fazer o meu trabalho – seus olhos escuros pareciam agoniados ao me pedir isso

— Seria mais fácil de confiar se soubéssemos do que tudo isso se trata, mas não como sempre escuridão e mentiras. O que posso esperar além disso na minha vida? – acabei desabafando frustrada

— Você sabe que nem tudo foi mentira – seus olhos tentavam encontrar os meus a todo instante, porem percebi seu receio em me tocar novamente

— Sei mesmo? Ninguém fez questão de deixar nada as claras comigo...

— Só me deixe protege-los, por favor – dessa vez Elijah pegou em minha mão, me obrigando a olhá-lo

— Se você quer mesmo nos proteger pare de fazer joguinhos. Porque sinceramente eu não consigo confiar em você e nem nunca mais vou. Agora se me da licença, essa conversa já me cansou – falei me desvencilhando das mãos de Elijah e saindo o mais rápido que eu poderia da sala

Procurei meu primo e Ric por todos os cantos, malditos! Haviam me deixado lá. O que me restava era voltar para casa.

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Abri a porta e me deparei com Damon deitado no sofá com uma expressão totalmente infeliz e na sua frente estava o professor Saltzman, quem diria que há dias atrás um tentava matar o outro.

— Dia difícil hoje... – comentei irritada, me sentando ao lado do professor

— Você parece ter se divertido Isabelle. Com o Original caidinho por você e tudo mais... – a voz de Damon era bastante contrariada e ele mal olhava para mim

— Como está a garganta? – mudei de assunto, porem mantive o tom provocativo, notei que Ric prendia uma risada

— Doendo – Damon respondeu irritado

— Elijah é um cara assustador. Mas ele tem um cabelo legal – comentou o professor tentando amenizar o clima

— Não apenas o cabelo... – comentei dando um longo suspiro, e vi Damon revirar os olhos

Me levantei servindo três copos de Bourbon, e dando para os rapazes, era o que precisávamos nesse momento.

— Será difícil mata-lo – Damon falou frustrado, e eu tive que me conter para não expressar nenhum tipo de reação, Elijah morto me incomodava, e eu sabia o quanto isso era errado, apenas me limitei a tomar um longo gole de bebida

— Pensaria duas vezes antes de confiar em uma adaga e cinzas para fazer o trabalho – ao menos Ric via um lado da razão, eu não confiava nem um pouco nessa história de John

— Precisamos de mais informações – comentei como quem não quer nada

— Estou sem fontes. E pare de proteger seu namoradinho Isabelle... – Damon disse e eu o fulminei com olhar

— Achei que você estivesse saindo com a repórter para isso... – falei dando um sorriso divertido

— Vocês realmente se provocam o tempo todo? – Ric perguntou de forma divertida, eu sabia que para quem via de fora o modo como eu e Damon agíamos um com o outro soava até mesmo cômico mas a verdade era que o que rola entre nós é bem trágico – Mas o que rola entre você e a repórter? – o professor indagou

— Ela tem coragem não é? – Damon perguntou, ele parecia animado demais com essa mulher...

— Só não a mate, por favor – Ric pediu, e eu ri

— Eu tenho uma duvida... Se ela morrer quem iria reportar a morte dela? – tentei fazer piada e funcionou, Damon e Ric riram, o que foi bom para dar uma suavizada no ambiente, no meio de tudo isso servi mais bebida para nós três

— Só não mate. Está bem? – Saltzman reforçou, ele parecia falar isso para mim também, qual é? eu não era nenhuma louca assassina de namoradas...

— Está muito protetor – comentei e Damon concordou

— É que ela é amiga de Jenna e já não basta eu ter que mentir sobre tudo. Eu odeio mentiras. – o professor se explicou, e eu o entendia melhor que ninguém

— Mentiras...Bem vindo ao clube, cada vez estamos mais afundados nela – falei irritada

— Tenho que buscar Jenna. – Ric falou se levantando, merda... eu faria de tudo para que o professor ficasse e não me deixasse sozinha com Damon, sabemos que quando ficamos só os dois coisas boas não acontecem... – Não precisam me mostrar o caminho, eu sei como ir embora. – falou já se levantando e se dirigindo em direção a porta

— Boa sorte. – Damon falou

— Até qualquer emergência – falei irônica

O professor sumiu pelo corredor que separava a porta de saída da sala deixando apenas eu e Damon na sala, por alguns instantes o silêncio foi ensurdecedor, porém um estampido forte seguido de um ruído surpreso e dolorido acabou com o silêncio, quase quem momentaneamente eu e Damon corremos até a porta e Ric estava caído no chão, com uma estaca de madeira cravada em seu abdômen.

Não tivemos muito tempo de pensar já que em seguida em meu campo de visão surgiram dois lobisomens, os mesmo que estavam na floresta ontem, eu e Damon mal tivemos tempo para pensar quando fomos brutalmente atacados, eu tentei lutar mas uma queimação insuportável tomou todas as articulações do meu corpo, foi quando notei a maldita seringa lotada de verbena espetada em meu pescoço, apesar de eu estar tomando aquela porcaria para criar resistência, ainda não era o suficiente para que uma grande dose não conseguisse me afetar. Percebi que o mesmo foi feito com Damon, os malditos estavam preparados.

Eu já estava rendida no chão, quando Jules e mais alguns lobos surgiram, ela carregava um sorriso presunçoso, e em suas mãos estavam um daqueles malditos lança estaca que provavelmente fora o que acertou Alaric.

— Olá casal. Bom vê-los novamente. – foi a ultima coisa que a ouvi falar antes de cair na inconsciência

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Quando acordei, estava amarrada em uma cadeira, obviamente que as cordas estavam lotadas de verbena, senti algo pinicar meu pescoço, era uma maldita coleira lotada de farpas de madeira. Eu realmente rezava pela alma desses malditos cachorros se eu conseguisse sair daquela situação. Uma onda de preocupação me tomou quando olhei para Damon ao meu lado, ele parecia um pouco mais consciente que eu e seu olhar estava igualmente irritado, quando seus olhos encontraram os meus pareceu o deixar mais relaxado. No chão se encontrava Ric, ele estava morto, mas notei o anel em seu dedo o que me deixou um pouco mais tranquila, logo o professor acordaria.

— Bom dia luz do dia – cumprimentou um lobo cabeludo com um sorriso maldoso – Eu vi esse filme uma vez, umas torturas de filme pornô. De qualquer maneira vi que eles tinham essa coleira legal – foi quando reparei que o maldito segurava tanto as correntes da minha coleira quanto a das de Damon – Era bem legal. Então só modifiquei colocando madeira. E quando puxo... – ele puxou com força e ao mesmo tempo minha coleira e a de Damon, a dor era quase insuportável aquelas malditas farpas de madeira perfurando minha carne, ouvir Damon gemendo também não era nada confortável

— Eu ouvi que vocês tem a selenita. – Jules apareceu nos indagando, e eu dei uma risada irônica, me lembrando da morte de Mason, a cena estava se assemelhando naquele momento

— Se vocês soubesse a ironia deste momento.- falei em um tom provocativo, eu não abaixaria a cabeça para esse bando de cachorros fedorentos

— Isabelle... Deixe-me dizer o que acontecerá. Vai me torturar, vai torturar ela. Não falaremos nada, e alguém perde um coração – Damon disse de forma simples, mal parecia que estávamos com coleiras de madeira em nossos pescoços

— E eu não queria falar nada mas... Da ultima vez foi Mason – provoquei

— Dessa vez. Serão vocês... – a vadia retrucou em um tom ameaçador. E a maldita fez a menção para que o seu capanga idiota continuasse a puxar a coleira nos arrancando mais gritos

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Eu não sabia quanto tempo havia se passado, os lobos idiotas apenas continuavam a torturas a mim e a Damon, estava se tornando insuportável, e o maior problema é que eu não conseguia pensar em maneiras de me salvar e pelo que eu havia notado meu primo compartilhava da mesma agonia que eu.

— Sabe o que é legal da munição de espingarda? Se espalha na pele, danos máximos – falou Jules, sua voz era quase um sussurro, ela achava o que, que conseguiria nos assustar? — Cadê a selenita? – ela perguntou apontando uma espingarda para o meu peito, mas seu olhar era fixo em Damon

— Supere, querida. – Damon respondeu irônico, mas percebi seu olhar receoso em minha direção – Nunca a terá.

— É uma pena. Terei então que acabar com a vida da sua prima, amante, seja lá a relação doentia que vocês tem... – Jules falou com as mãos prontas para atirar em mim, fechei os olhos já esperando a dor que viria a seguir

— Procurando por isso? – aquela voz me fez abrir os olhos, Elijah estava na sala e com a selenita em mãos

Todos os lobos os encararam assustado, não estavam entendo o que estava acontecendo, Elijah caminhou calmamente pela sala, eu não sabia o porque mas parecia que ele evitava me olhar. E me deixando mais surpresa ele simplesmente deixou a selenita sobre um móvel de madeira da sala e passou a se afastar. Qual era a dele afinal?

— Vá em frente. Pegue-a – ele disse estendendo a mão em direção a pedra

Então o primeiro lobo partiu para cima da pedra, ainda que receoso e com rapidez, Elijah simplesmente arrancou seu coração e os que vieram em seguida tiveram o mesmo fim. Notei que o covarde que me torturava até quase agora, estava encolhido.

— E quanto a você, querido? Por que não tenta? Sim? Não? Sim? – provocou em um tom frio, mas seus olhos brilhavam com uma raiva que era assustadora – Cadê a garota? – ele perguntou procurando por Jules

— Não sei. – respondi frustrada

— Não importa mesmo. – ele falou e com mais um golpe rápido e limpo ele matou o idiota que estava me torturando

E só depois desse momento ele parou para me encarar, seus olhos me estudaram com cuidado, e eu não queria acreditar que seu olhar ao ver meu estado era de quase dor, fiz menção com a cabeça para que ele liberasse Damon primeiro e eu não esperava ser obedecida como fui, em apenas três puxões Damon estava completamente livre, meu primo como sempre orgulhoso se manteve quieto.

— Já percebeu que é a terceira vez que salvo sua vida? – Elijah comentou dando um sorriso irônico

— Tenho certeza que não é exatamente por mim que você faz isso. – retrucou Damon e me lançou um olhar, e em seguida carregando o corpo de Ric, ele deixou a sala

Elijah arrancou as correntes de mim com delicadeza, e sem ao menos deixar com que eu me levantasse da cadeira, ele me pegou nos braços e deitou-me no sofá, seus olhos eram intensos e preocupados.

— Você está bem? – perguntou, a ponta de seus dedos passeavam de leve por meu rosto

— O que você acha? – falei de forma irônica apontando para meu corpo e pescoço que se encontrava todo ensanguentado

— Sinto muito não ter chegado antes. Você precisa de sangue – ele falou de forma preocupada, ele rapidamente tirou uma bolsa de dentro de seu casaco, e entregou em minhas mãos – Beba por favor – eu não pude negar a sede que queimava minha garganta era forte demais

Assim que bebi toda a bolsa pude sentir minha energia sendo retomada, eu já estava quase bem. Os olhos escuros de Elijah ainda me perseguiam.

— Pode parar de me olhar como se eu estivesse em meu leito de morte. Eu estou bem – falei séria, eu realmente não gostava de bancar a donzela indefesa, me acomodei melhor no sofá ficando sentada e tentando me manter o mais distante possível dos toques do vampiro a minha frente

— Não parecia bem até segundo atrás. Você não tem ideia do quão frágil parecia, e eu não suportaria te perder. – ele confessou abaixando os olhos, dessa forma era quase impossível não acreditar no que esse homem me dizia, mas eu iria resistir

— Não se pode perder o que nunca teve. – respondi de forma dura

— Isabelle... – seus olhos escuros me encararam com firmeza e suas mãos seguraram meus pulsos, forçando-me a ficar de frente para ele – Não haja desse jeito. Eu sei que é difícil, mas estou pedindo sua confiança. E que você principalmente acredite que eu te amo – meu coração disparou ao ouvir essa frase, eu não esperava nem por um segundo que ele fosse falar isso

— Tarde demais Elijah. Agora você poderia me deixar sozinha? Eu tenho que tomar um banho e me recompor... – falei me desvencilhando de seu toque e me levantando bruscamente do sofá e já dando as costas para ele

Em um puxão rápido eu estava em seus braços novamente, me assustei com a forma brusca a qual fui puxada, seus braços fortes estavam ao redor de minha cintura, e nossos olhos instantaneamente se encontraram. Elijah passou seus dedos da base de meu pescoço até meu rosto me causando arrepios, e então me deu um breve beijo em minha testa, eu não pude deixar de fechar os olhos, e logo após isso ele sumiu de meu campo de visão, me deixando atônita no meio da sala. O que mais me incomodava era me sentir observada e saber que a probabilidade que grandes olhos azuis tivessem visto toda essa cena era bem plausível.

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Eu já estava de banho tomado, e havia colocado uma roupa confortável. E mais uma bolsa de sangue havia ido embora para que eu me recuperasse completamente. Penteei meu cabelo olhando para minha expressão cansada em frente ao espelho, realmente essa era a pior versão de mim que eu via em meses eu estava acabada, mas também como ficar tranquila?

Me assustei ao reparar que Damon se encontrava sentado em minha cama, tudo que eu menos queria agora era ele me irritando.

— Damon... – antes que eu falasse qualquer coisa fui interrompida

— Só vim te dizer que a Bonnie finalmente descobriu as intenções de Elijah. – ele disse ao que parece estava em uma missão de paz

— E quais são? – perguntei curiosa

— Ele pretende que o sacrifício ocorra. Então Klaus ficará vulnerável e então ele irá mata-lo – um arrepio percorreu meu corpo, então o plano incluía a morte de Elena

— Elena vai ter que morrer? – perguntei chocada

— Segundo o que Bonnie falou... – Damon parecia tão nervoso quanto eu

— Iremos dar um jeito. – falei, tentando mais convencer a mim do que a qualquer pessoa

— Isabelle... Eu sei que vai ser difícil para você, já que vocês tem sentimento mas... – Damon parecia cuidadoso ao falar o que era estranho

— Eu nunca colocaria qualquer tipo de amor a frente da minha família e dos meus amigos, não me confunda com você – respondi de forma grosseira, Damon tinha que parar de achar que todos eram egoístas como ele foi em relação a Katherine

— Não foi o que pareceu quando você quase matou a cidade inteira para se vingar de mim... – ele respondeu em um tom provocativo

— Eu não quero discutir hoje. Então será que você pode dar o fora do meu quarto e me deixar quieta? – pedi irritada, apontando para a porta de meu quarto, notei a surpresa de Damon ao ouvir meu tom

— Que assim seja... – falou Damon saindo do quarto

Sem pensar duas vezes eu simplesmente bati a porta do quarto, eu não aguentava mais toda essa pressão, de um lado era Elijah me pedindo confiança, do outro era Damon e todas as confusões que ele me trazia, e nunca me senti tão divida em toda minha vida.

Notas finais
E ai o que acharam? mereço comentarios? recomendações?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.