A Salvatore
34 2 Temporada- Capitulo 12: Elijah
Notas iniciais
A Salvatore- 2 temporada
Ainda não acreditava que ele estava a minha frente, com seu terno e seu cabelo perfeitamente arrumado, aquela expressão montada e sempre contida e os olhos escuros e sérios, o mesmo Elijah de anos atrás, o mesmo por quem me apaixonei, para anos depois descobrir que ele não é nada do que eu pensava, e que na verdade eu deveria ter medo dele, já que ele pode me hipnotizar, como provavelmente já deve ter feito várias vezes.
— Primeiro precisamos sair daqui – disse Elijah, ele parecia preocupado com minha expressão, eu ainda me encontrava perplexa parada no meio de meu quarto
— Você acha que eu iria a algum lugar com você? – perguntei finalmente saindo do estado de choque
— Belle, eu... – eu não pude deixar de interrompe-lo
— Você mente por mim por treze anos, joga um feitiço estupido na minha cabeça. Apronta com as pessoas que eu amo, eu descubro que pode hipnotizar vampiros e que é um original, cujo você me contava histórias, e pelo que parece você não é do time dos bonzinhos e quer que eu confie em você? – perguntei raivosa o encarando com firmeza, eu já sabia do acordo que ele havia feito com Elena, e que ele tinha libertado meu primo Stefan, mas mesmo assim eu não confiava mais
— Eu não tive o que fazer Belle, era o melhor jeito de te proteger- ele respondeu, a merda é que ele parecia sincero
— Me proteger de que? E pode me falando quantas vezes você me hipnotizou?! – perguntei irritada, eu odiava essa nova ideia de ser suscetível a hipnozes logo eu que que sempre estive no topo, eu havia até mesmo começado a tomar verbena, era horrível parecia acido sulfúrico descendo por minha garganta, porem necessário
— Eu nunca te hipnotizei Isabelle... – ele olhou para a porta preocupado – Agora vamos sair daqui. Por favor. – seus olhos eram solenes, mas o que eu ganharia saindo dali com ele? Agora que Elena já havia tomado a frente nos acordos? Por mais que eu me sentisse atraída por Elijah e nossa cena de beijo há minutos atrás eu tinha medo dele ele realmente não era quem eu pensava, ele podia me destruir em segundos
Foi quando ouvi vozes no quarto, ao que parecia Rose estava chorando, maldita Jules a loba que intimidamos havia vindo se vingar de Damon, mas acabou por morder a vadia inglesa, no começo acharam que eram apenas historias de lobos, mas segundo o que Stefan havia me contado o machucado não sarava e doía, o que significa que provavelmente essa seria a morte mais dolorosa da história, mas como dizem, antes ela do que eu. Eu sabia que era injusto ser dura assim por ciúmes, mas eu não conseguia me conter, vazia parte de minha natureza e as vezes é intenso ser vampira.
— Eu não vou deixar nada acontecer a você – Damon disse de forma carinhosa e reconfortante, meu coração se retraiu ao ouvir aquilo
Quer saber, eu realmente não conseguiria passar a noite em casa, o melhor que eu tinha a fazer era sair por uma noite nem que fosse com Elijah, ele poderia me explicar algumas coisas, e eu não sabia porque mas no fundo de meu coração ainda sentia que podia confiar nele.
— Eu aceito. – percebi os olhos de Elijah se aliviarem – Mas vamos no meu carro. – falei séria, como se adiantasse algo, ele poderia me matar nesse momento
— Mas é claro – ele deu um leve sorriso, parecia até mesmo divertido
— O que foi? – perguntei curiosa
— Eu senti sua falta – suas palavras tocaram aquela pequena ferida recém-aberta em meu coração, por que eu era tão dura para algumas coisas mas quando se tratava de amor parecia uma adolescente de quinze anos?
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Elijah havia me levado para um hotel que segundo ele era onde estava hospedado. Eu duvidava muito que fosse o único, ele tinha o costume de fazer de quatro a cinco reservas por cidade que íamos. Sentei-me na cama ansiosa, eu queria fazer tantas perguntas a ele e esperava que ele estivesse disposto a respondê-las.
— Só para constar se você tentar me compelir a algo, ou trouxer alguma bruxa, para colocar um feitiço ridículo de nuvem sobre a minha cabeça me avise por que eu... – nem tinha sentido o ameaçar mas eu tentaria mesmo assim
— Eu não vou fazer isso com você. Agora apenas te falarei a verdade. Eu prometo – suas palavras soavam tão sinceras – Mas terá de ser aos poucos, então peço, seja paciente, isso já está acabando... – suas palavras tinham um tom suplicante que me surpreendeu
— Como assim aos poucos?- indaguei levemente curiosa
— Eu não posso te contar tudo agora. É perigoso demais para vocês. Não pense que eu não sei que sua lealdade está com seus primos e família, não tiro sua razão. Mas eu ainda tenho meus acordos – era incrível como ele sabia até mesmo sobre eu já estar ciente de seu acordo com Elena
— Você quer trazer seu amigo assassino para a cidade e depois mata-lo, tudo isso usando a pobre cópia adolescente de dezessete anos. – Já estou a par disso, Elijah deu uma leve risada de meu tom, eu estava realmente exagerando, acho que era a convivência com Damon
— É basicamente isso, só um pouco mais complicado – ele explicou com os olhos estreitos
— E por que deveríamos acreditar que você não trabalha para ele? – revirei os olhos
— Se eu trabalhasse para ele, seus primos já estariam mortos e Elena a caminho. Com a copia em mãos pronto para fazer o sacrifício não seria nem um pouco difícil achar ele – respondeu sendo duro, eu tinha que dar o braço a torcer fazia sentido
— O que ele fez para que você queira tanto mata-lo?- perguntei e uma linha rígida se formou em seus lábios, provavelmente isso fazia parte do “aos poucos” – De onde o conhece? – tentei novamente
— Ele é um original como eu... – respondeu de forma vaga e eu revirei os olhos
— Ótimo. Nada mudou, como sempre você guardando segredos – falei frustrada
— Eu prometi não mentir mais para você Belle. Mas eu disse que as coisas seriam com calma. Eu só te garanto uma coisa, nem por um segundo eu te hipnotizei ou a forcei a fazer algo que não queria durante treze anos. Tudo que vivemos foi verdadeiro e eu realmente a amava, eu só precisei mentir, porque entenda quando se é muito antigo você acumula muitos inimigos e você é tão nova e frágil comparada a eles – o olhar de Elijah para mim naquele momento era tão confortável, a forma protetora quase como se eu fosse quebrar, me lembrava Alex
— E por que eu deveria acreditar nisso? – perguntei séria, meus olhos ainda estavam presos nos dele
— Porque eu poderia simplesmente tê-la obrigado a esquecer tudo. Mas não, eu contratei uma bruxa para que fizesse um feitiço que só poderia ser quebrado quando você me visse novamente, as memorias continuaram e você, e me alertaram que corria o risco de você ainda ter flashes de alguns momentos, mas eu não me importei, porque tudo que eu queria era que você se lembrasse de nós – seus olhos eram tão sinceros que me deixavam confusa
— Eu não entendo... Seria tão mais fácil se eu soubesse das coisas. Você sabia que a Katherine que eu te contava é a mesma que fugiu do seu irmão, por que não fazer nada? –perguntei confusa
— Quando eu te encontrei, minha procurar por Klaus ou por Katerina, perdeu o sentido. Lembro que estava seguindo o rastro dela em Londres, mas quando te conheci eu preferi largar tudo e viver um aventura e só voltei a procurar algo sobre ele muito tempo depois. E é uma historia tão complicada, eu simplesmente preferi viver com você sem a sombra de nossos passados – falou, eu não achava aquilo justo nunca achei, Elijah ainda sabia tudo sobre minha vida enquanto eu estava ali perdida, procurando por migalhas, tentando entender a complexidade da situação
— Ótimo. Mais um que me conhece e antes tem algo em comum com Katherine – revirei os olhos
— Senti sua falta – Elijah que ficara de pé todo esse tempo se sentou ao meu lado, suas mãos quase tocavam meu rosto
— É só isso que tinha para falar? – perguntei tentando ser dura
— Na verdade... Eu te prometi a verdade e essa não será fácil de ouvir. Posso ser um idiota em te contar isso. Mas acho que vai ajuda-la a querer se manter longe de Klaus e convencer seus amigos e família disso – Elijah estava intenso novamente, o momento que estava se suavizando voltou a ficar tenso
— Sobre o que você está falando? – o encarei confusa
— Quando eu te vi naquele bar... Eu sabia quem você era. – antes que eu o interrompesse Elijah segurou minha mão, o que me deixou surpresa e impediu minha fala – Me aproximei para te perguntar sobre Alex. – dessa vez ele não pode evitar
— Você o conhecia? – arranquei minha mão de perto da de Elijah
— Não muito bem. Eu havia achado ele certa vez em um festival de música e ele estava com você... Ele obviamente achando que eu ainda estava ligado a Klaus fugiu – eu me lembrava desse festival, Alex havia inventado diversas desculpas para irmos embora dali, acabei que o segui cegamente, no inicio achei que fosse apenas pela presença de Damon, mas agora fazia sentido
— Alex conhecia Klaus? – perguntei chocada, ele nunca havia me contado isso, parte de mim estava magoada, o único que eu achava que nunca havia mentido para mim também mentia
— Klaus o transformou. Você sabe Alex é bem mais velho que você. Mas ele o irritou uma vez e isso rendeu a Alex uma vida de fugitivo. Assim como Rose e trevor. – explicou-me de forma séria – Fique tranquila, não teve nada a ver com Katerina, foi uma coisa boba, mas Klaus é facilmente irritável.
— Mas espera... Porque você queria saber de Alex?- perguntei confusa
— Na verdade... eu já sabia o porque Alex estava morto, eu só não entendia porque ele a deixou viva... Klaus não costuma deixar ninguém que vive muito perto de seus inimigos vivo. – ele me olhou incisivo e eu me lembrei do caso de Katherine
— Espere... o que você está dizendo é que...- eu mal conseguia falar
— Quem provocou o incêndio na sua antiga casa, foi o Klaus. Ele finalmente achou Alex e dessa vez seu namorado nem se deu conta e então ele fez o que fez... – meu peito ardia, era uma mistura de ódio, arrependimento e tudo que havia de ruim
Eu passei anos culpando Damon, anos odiando meu primo mais velho e agora descobrir que ele falava a verdade quando dizia que não matara Alex, era tanto angustiante quanto libertador, eu só não conseguia entender o porque Alex nunca havia me contado nada daquilo, fomos perseguidos durante anos e ele nunca havia dito sequer uma palavra sobre isso, era frustrante ver o quanto eu era facilmente enganada pelos homens que me cercavam.
— Mas que monstro. – falei, minha voz saiu estrangulada devido a dor em meu peito, meus olhos ardiam devido as lágrimas que estavam prestes a cair – E por que nunca me contou isso? – perguntei torturada, eu me sentia tão traída
— Você estava tão valente aquela época, cheia de ideias, me pedindo para que eu a ensinasse a lutar. Eu fiquei com medo de você se meter em besteiras – ele respondeu sincero, Elijah tentou se aproximar, mas eu me afastei dele encostando na porta do quarto
— Eu me sinto tão... – eu não tinha palavras para descrever, apenas coloquei minhas mãos no rosto escondendo minha expressão acabada
— Era isso que eu queria evitar. Agora você entende porque quero mata-lo? Klaus é um monstro – a voz de Elijah era enojada
— Isso não muda o fato de que todos mentem pra mim – respondi, ainda escorriam lagrimas por meus olhos
— Me desculpe... – Elijah parecia torturado sem saber o que fazer, então ele se aproximou de mim e com a ponta dos dedos pegou em meu rosto — Eu nunca quis magoá-la. Se entendesse como me sinto em relação a você – seus olhos escuros prenderam os meus
Fiquei ali o encarando, analisando cada parte de seu rosto perfeito. Seu maxilar duro e forte, seu cabelo que caia sobre a testa, seus lábios que eu sabia que continuavam tão macios quanto antes, aquele leve sentimento de fascínio de anos atrás voltou a me tocar, era inegável a atração que eu sentia por Elijah, chegava a ser irritante. Eu mal notei o que inconscientemente estava fazendo, quando percebi meus lábios já estavam tão próximos aos dele que eu não pude evitar de passar minha língua sobre eles, quase em sincronia perfeita a boca de Elijah se abriu e sua língua retrubuiu o carinho da mesma forma, desse jeito nosso beijo começou calmo e tranquilo, mas em seguida ele se transformou, minha boca estava avida na sua e nossas línguas faziam uma dança sensual, com muita rapidez meu corpo foi parar na cama e Elijah estava sobre mim, como sempre seu jeito calma e contido era revelado o contrario na cama. Porem quando suas mãos estavam muito próximas de tirar alguma peça de roupa minha, eu simplesmente cai na real, o que eu estava fazendo? Transando com o inimigo? Me deixando levar novamente?
— Eu não posso – falei me afastando, foi tão rápido que Elijah pareceu tentar pegar o ar – Sinto muito. – eu disse saindo do quarto
Eu não podia me deixar envolver, eu não podia novamente ser feita de boba e eu precisava pensar, então o que fiz foi desligar meu telefone e sumir, estava decidido eu tiraria o dia de folga para mim.
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Enquanto eu dirigia de volta para casa eu observei o ceu. Já estava perfeitamente escuro e cheio de estrelas, só agora eu havia ligado o celular. Notei milhares de mensagens preocupadas de Stefan, algumas ligações de Caroline e várias de Damon, o que ele queria que eu o ajudasse a salvar sua vadia inglesa?
Uma das mensagens de Stefan me chamou a atenção.
De: Stefan
Para: IsB
Estou preocupado. Por sorte Elijah deixou um recado através de Elena sobre você, não eu não contei a Damon onde você está. Mas apenas serviu para não termos mais uma preocupação. Belle, eu sei que você a odiava, mas Rose morreu e Damon está muito abalado por isso, não o provoque e tente cuidar dele, afinal sei que o ama.
Beijos
Eu finalmente consegui sentir algo pela Rose, eu tinha dó. Ela havia passado a vida inteira fugindo, e agora estava morta dessa forma tão trágica, uma maldita lobisomem vingativa que na verdade queria morder a mim e a Damon, havia levado a vida da pobre coitada. Foi por isso que decidi perdoar Alex em meu coração, ele era como Rose um fugitivo com medo e deve ser muito difícil passar a vida toda dessa forma.
Entrei em casa de forma sorrateira, e fiquei surpresa ao me deparar com um Damon bêbado e o que era aquilo em seu rosto? Uma lagrima?
— Eu sinto muito – disse entrando na sala, eu estava sendo sincera
— O que você queria se realizou Isabelle, fiquei feliz – sua voz era mole e afiada como uma navalha
— Eu nunca desejaria a morte de ninguém Damon – retruquei chocada, eu sabia que ele estava magoado? Mas eu também estava destruída
— Sério Isabelle? – seus olhos me cercavam, eu não estava entendendo qual era a de Damon
— Eu sei que você está chateado Damon – falei o olhando – Isso é bom...
— Bom? Eu estar chateado é bom? – ele riu com escarnio – E eu não estou nem ai, não sinto nada.
— Pare de fingir que não sente. Você está tão melhor se preocupando sentindo...
— Mas eu não sou assim! Por que não podemos simplesmente aceitar que somos monstros? Eu sinto tanta vontade de matar a cada instante, você não sente? – ele exclamou, expressando todo seu nervosismo
— Sinto Damon! Mas não quero ser um monstro, por mais que eu saiba que esse monstro habita em mim eu... – seus olhos azuis se intensificavam a cada palavra minha, ele parecia tão irritado e tão magoado ao mesmo tempo que minha vontade era abraça-lo e mostrar a ele que tudo ficaria bem
— Você é uma grande hipócrita Isabelle – ele falou de forma enojada e então saiu pela porta de casa rumo a noite escura
Sem conseguir esboçar muitas reações, me joguei sobre o sofá respirando fundo. Quando acho que Damon está melhorando ele da um de suas crises, e eu me preocupava com isso, por outro lado, estou cansada de ficar apenas me preocupando com Damon e me ocupar por todas as horas para ajuda-lo em suas missões malucas.
Ao ver Elijah, me lembrei de como era viver minha vida sem me preocupar, como era não ter que ficar vigiando por Damon a cada minuto... Era tão fácil.
Bufei irritada enterrando minhas mãos em meus cabelos, eu não sabia o que fazer, e nem ao menos o que pensar, tudo que nesse momento passava em minha cabeça eram as imagens de dois homens e sinceramente, eu sei muito bem com qual deles eu realmente deveria me preocupar...
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