A Salvação

2 Hey, estou acordada, idiota


Notas iniciais
MINHA CAPA JÁ ESTÁ SOBRE CONFECÇÃO!!!! OMG!!! s2 s2

Eu acordei em um hospital, não havia soro em minhas veias, então não precisava fazer aquela dolorosa e agoniante cena de filme se tornar real.

–Meio pacote de bolacha. Meu Deus! O que essa garota tem com chocolates? — pude ouvir uma voz masculina. — Se ela acordar, eu prometo que aviso ela que existem diabeticos no mundo.

Pendi a cabeça para o lado, eu era a única garota naquela sala, então, provavelmente ele se referia a mim. Joguei as pernas para fora da cama, ele estava a minha direita, virado para uma mesa cheia de sacolas. Seus cabelos eram escuros, ele era baixo para um garoto, mas um poste em relação a mim.

Puxei os meus cabelos para frente, eles estavam desbotados e precisavam urgentemente de uma nova pintura. Encontrei um espelho onde pude encarar meus olhos azuis e os dois dedos de cabelo que havia crescido, o marrom em contraste com o azul escuro me fez gemer baixinho de desgosto. Voltei a encarar o garoto que ainda reclamava sobre a "garota que dormia", que, possivelmente era eu.

–Hey! Idiota! — ele se virou para me encarar. — Estou acordada, okay? — Ótimo começo, Holly, desse jeito ele ficará tentado a se casar com você!, pensei com um tom extremamente irônico.

–Oh! Meu Deus! Ela está acordada! — ele devolveu no mesmo tom irônico de meus pensamentos. Como ele era sexy, sendo irônico. Certo, Holly, não pense mais nisso... Mas esses olhos azuis... Meu Deus, Holly, irei te matar!

Ele se sentou ao meu lado e me ofereceu um pedaço de chocolate. Do MEU chocolate.

–Eu não sou, mas... Existem diabeticos no mundo. — ele disse dando uma mordida no chocolate amargo, exatamente, 80% de cacau, aquilo era tão bom que eu já havia decorado o rotulo.

–Eles estão perdendo o que há de melhor — respondi roubando dele a barra inteira de chocolate.

–Estamos com pouca comida, okay? — ele sorriu, pegando de volta a metade da barra que ainda restava e a guardando. — Em um ataque zumbi devemos manter os alimentos.

–Você fala como um geek*. Nunca existirá um ataque zumbi.

–Não? — sua risada contida era fofa. — Me siga então.

Ele me puxou por alguns corredores até chegarmos ao uma ala fechada, ele apontou para um vidro que dividia essa ala da outras. Uma garota... Não, uma zumbi. Encarei seus olhos, antes de voltar para o quarto que estávamos antes. Agora entendia como tudo aquilo era estranho, a sala vazia, apenas eu e ele, o soro não existente que, em segundos, descobri que foi retirado e o amontoado de coisas em nossa sala.

–Eu pensei que era jogos demais em minha mente. — ele riu. — A propósito, não falei meu nome. Nicholas. Nicholas Jackson.

–Uma referencia a James Bond detectada. — disse brincando. — Holly Pamber. — ofereci minha mão, não sabia se devia confiar nela, mas... Bem... Eu já dei até o endereço da minha casa para ele e nem notei.

Ele riu e apontou para uma caderneta, a abri em uma página qualquer.

"Fique aqui pela moça em perigo." estava escrito em todos as páginas. Deus! A letra dele era sexy. Holly Pamber! Pare de achar coisas sexys no garoto!

Foi então que num baque, eu lembrei. Eu lembrei de Jason. Eu pensei em onde ele estaria. Eu pensei em Willa e John. Eu pensei naqueles que não devia pensar. Não agora. Porque só iriam me fazer sofrer... E, bem, fizeram.

Empurrei ele e corri sem direção nenhuma gritando os nomes daquele que havia lembrado. Nicky, como apelidei Nicholas, gritou algo como O barulho os atrai. Mas eu não liguei, porque sou uma idiota... E não sei que portas de vidro quebram se uma grande massa de zumbis se empurra contra ela.

Notas finais
*Geek: Pessoa nerd, viciada em histórias em quadrinhos, jogos, etc.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.