A Sala

1 Capítulo 1 - Filhos da P***


Notas iniciais
Espero que gostem :)


"Tum", aquele barulho veio rasgando meus tímpanos, era como seu tivesse algum bicho com asas dentro do meu ouvido, como se aquele bicho batesse suas asas la dentro!
— Levanta seu saco de merda! — o homem mais alto pegou Dyllan pega gola da blusa dele, e começou arrasta-lo para o outro lado da sala, minha vontade era de voar em cima dele e encher a cara dele de murros, até sair sangue...
— você vai ficar aqui... — disse o mesmo homem que arrastou Dyllan-... e se continuarem a sussurrar, na próxima não vai ser para o alto que essa belezura vai disparar- ele colocou aquela arma na minha cabeça e começou a meche-la de um lado para o outro, meu corpo automaticamente congelou, eu vi os seus dedos rasparem no gatilho- estamos entendidos?... eu perguntei se estamos entendidos seus filhos da puta?- em segundos tudo escureceu, como se alguém tivesse colocado um saco preto em minha cabeça...
— Michael... Michael... — eu ouvia a voz de Dyllan me chamar, abri meus olhos e instantaneamente a luz do sol que vinha por uma pequena janelinha iluminou minha visão, minha cabeça doía como nunca, como se eu tivesse bebido todas e acordado com uma ressaca da porra- vamos cara acorda! — disse a voz de Dyllan mais uma vez.
— oque...oque aconteceu? — coloquei minha mão sobre o local que doía em minha cabeça e senti algo molhado tocar minha pele, era sangue... aquele cara com certeza tinha me batido com a arma.
— depois que aquele cara atirou para cima ele... ele te deu uma coronhada! — respondeu Dyllan que estava sentando do lado da sala
— aquele... Ai!... — minha cabeça doía muito-... Aquele filho de uma puta!
— fala baixo, ele pode aparecer a qualquer momento Michael- disse Dyllan olhando para o vão que tinha entre a porta e o chão, para se certificar que não havia ninguém por perto.
— está bem...- exclamei -... oque vamos fazer? não podemos ficar aqui sem fazer nada- agente realmente não podíamos ficar naquele lugar, a qualquer momento agente podia morrer.
— eu não sei... — respondeu ele com seus olhos cheios de lagrimas; Dyllan sempre foi aquele tipo de cara sensível, que não tinha vergonha de chorar... eu o admirava!
— não chora cara, agente vai sair daqui- tentei confortar ele pois Dyllan era praticamente meu irmão, agente se conhecia desde a nossa infância... era difícil para mim ver ele naquele estado!
— Eu não consigo lembrar oque aconteceu Michael, eu tento lembrar mais toda vez que eu tento minha cabeça doí... eu quero ir embora! — falava ele em um tom choroso.
— eu também não lembro Dyllan, na verdade lembro de poucas coisas: luzes, gente dançando, copos, bebidas, gritaria, uma van, pessoas encapuzadas, umas garotas bonitas... essas coisas! — eram as únicas coisas que eu conseguia me lembrar, e toda vez que eu tentava minha cabeça também doía, como se alguém socasse ela toda vez que eu tentasse lembrar.
— nem disso eu lembro, eu quero ir para a casa michael... aonde sera que estamos? — perguntou ele indo ate uma pequena janela com imensas e grossas grades que ficava do meu lado direito-... ai meu deus, estamos em uma selva é isso? aqui só tem arvores e matos,arvores e matos, arvores e matos...
— Dyllan para, senta ai! — por mais que eu também quisesse sair daquele lugar, ficar repetindo as mesmas palavras não adiantar em nada- escuta, eu também quero ir embora, mas precisamos manter a calma... você esta com o seu celular? — perguntei para ele.
— não, e você? — eu vagarosamente me sentei e coloquei minha mão nos meus dois bolsos da calça.
— também não! — respondi, "e agora meu? estamos fodidos" eu pensava.
— e agora? estamos ferrados, vamos morrer! — exclamava Dyllan se sentando e afundando sua cabeça em seus braços.
— não, nos não vamos morrer Dyllan, tenha a calma cara... precisamos pensar! — eu tinha que acalma-lo pois um de nos tinha que estar com a cabeça no lugar.
— ai vem alguém! — informou Dyllan se encolhendo na parede, como se fosse uma pequena lesma pronta para se esmagada.
— mantenha a calma, por favor... — pedi para ele

- E ai? como as moças vão?... — perguntou o mesmo homem que me dera um coronhada, ele era alto e forte, havia uma expressão nojenta no rosto dele... como se planejasse algo, algo maldoso, algo nojento; logo depois um outro comparsa entrou na sala.
— por favor...- meu coração disparou quando a voz de Dyllan disse começou a dizer-... deixe agente ir embora, juramos não contar nada, por favor...
— cala essa sua boca! — disse o homem colocando sua imensa mão no rosto de Dyllan, seus dedos apertando a bochecha dele...- acho que você vai ser o primeiro... — falou ele em um tom estranho
— primeiro a que? — perguntou Dyllan choramingando
— deixa ele em paz seu verme! — aquilo saiu da minha boca sem eu querer, mas já havia falado... não tinha como voltar atrás
— ah que lindo, protegendo o companheiro? — disse ele jogando Dyllan brutalmente contra o chão
— meu oque? — "como assim companheiro?" pensei
— se você não calar essa sua boca também, você quem vai ser o primeiro seu viado! — aquela imensa mão veio de encontro ao meu rosto, e com um baque fui novamente ao chão.
— Vem! — disse o homem pegando pelo o pulso de Dyllan e arrastando ele para fora da sala
— MICHAEL, SOCORRO ME AJUDA POR FAVOR, NÃO.. NÃO...ME SOLTA, MICHAEL... — levantei correndo e fui em direção a porta, tentei abrir usando a maçaneta mais a porta fora trancada; aqueles berros de Dyllan me matavam cada vez mais, oque aqueles caras iam fazer com ele? matar? ele tinha que arranjar um jeito de sair daquele lugar...

Notas finais
Espero que tenham gostado, caso queiram que a historia continue por favor me avisem ok? Beijos :)