A Saga do Olimpo

4 Capítulo IV - Berserker


No quadrante 13, um homem estava tranquilamente sentado, encostado em um poste. Ouviam-se explosões e gritos de dor, mas o homem não parecia se importar. Ele tinha cabelos prateados, olhos azuis e de aspecto cansado. Seu rosto e sua postura indicavam sinais de extremo cansaço, e sua expressão dava a entender que ele já estava morto antes mesmo de nascer, mesmo assim seu corpo estava em aparente perfeito estadotremo cansaço, e sua expres situaçma-cs dourados de energia. . Seu nome era Higan. Vestia um longo sobretudo branco e um Adidas branco de listas pretas.

Um grupo de pessoas apareceu pela esquina, todos estavam com as mãos ensangüentadas.

- Vamos matar esse aí, além de estarmos em vantagem numérica ele parece estar quase morto. – disse o indivíduo que, pelo jeito, era o líder do grupo.

O grupo concentra uma generosa quantidade de cosmo e atira um raio de energia que causaria uma explosão enorme se não tivesse sido segurado facilmente por uma das mãos de Higan, que agora estava de pé.

- Quanta covardia... Um grupo de 10 pessoas atacar apenas uma... De qualquer maneira, vocês são do nível de uns 3 cavaleiros de prata de Athena. Eu deixaria a morte me levar caso ela fosse guiada por alguém digno de me livrar dessa prisão chamada Vida. Já vocês não merecem nada de mim, nem que eu mesmo os mate com minhas próprias mãos. Ao invés disso...

Higan concentra levemente seu cosmo e aponta o dedo para o grupo e sai andando na direção oposta a eles. O grupo começa a se atacar com ferocidade animalesca. O sangue espirrava pelos pescoços das pessoas que sucumbiam perante a agressividade daquelas pessoas. Todas as 34 pessoas restantes foram mortas pelo grupo que depois se matou. O único que sobreviveu foi Higan.

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Um jovem com aparência de 17 anos anda pelo quadrante 5 com um sorriso no rosto. Os seus cabelos ruivos combinavam com seu rosto angelical e seus olhos verdes. Suas vestes eram longas, e as mangas igualmente, eram psicodelicamente coloridas e suas “imagens” eram organizadas de modo a parecer que estivessem em constante movimento. O jovem estava preste a atravessar a rua quando um carro em altíssima velocidade tenta o atropelar. Antes de o carro concluir o atropelamento, é cortado como se fosse papel por algo invisível e dividido em dois pedaços.

- Vamos, garota. Ataque-me pela frente. Venha, venha... Estou lhe esperando... — diz o jovem sorridente, que se chamava Pã.

A mulher se teletransporta na frente de Pã. Era loura e estava com uma máscara no rosto.

- Se você quer tanto assim, pirralho... – diz a mulher.

- Sabe... Eu preferiria que você tirasse sua máscara. Mas eu mesmo a tirarei e admirarei seu rostinho.

- Maldito!!

A mulher corre atirando pesados objetos com a telecinese. Todos os objetos são picotados antes de chegar perto de Pã.

- Droga – pragueja a mulher – pelo jeito terei que usar a minha técnica especial.

A mulher concentra intensamente seu cosmo, abrindo fendas dimensionais no chão, das quais várias pessoas saem.

- A minha técnica, como vê, consiste em invocar as pessoas derrotadas por mim. Todos que contemplaram minha dimensão podem ser usados como arma.

- Entendo. – diz Pã, dando um leve aceno com a mão direita.

A mulher sente duas mãos sobre o seu ombro, ao virar as costas vê Pã, sorrindo delicadamente.

- Por mais forte que sua técnica seja, não será o suficiente. É uma pena...

Todas as pessoas sob o controle da mulher foram dilaceradas, o sangue escuro daqueles zumbis jorrou e agora só se podia ver a poça de sangue e os pedaços daqueles corpos amontoados assombrosamente. Além de toda essa grotesca carnificina, a máscara da mulher se parte, revelando um lindíssimo rosto.

- Aaah... Você é linda, garota... Eu estou relutante em tirar toda essa beleza em seu rosto e em seu corpo, mas é o jeito...

A cabeça da mulher salta de seu corpo.

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Um homem encapuzado e alto andava entre as ruas desertas de Nova Iorque. Suas mãos eram grandes e tinham garras, além de estarem ensangüentadas. Seu rosto exibia feições lupinas, com caninos bastante longos. Enquanto isso, treze pessoas o observavam de longe, à espreita.

- Esses caras acham mesmo que estão se escondendo de mim? – murmurou o homem consigo mesmo. – Apareçam logo, estorvos!

Todas as pessoas que o espiavam saíram de seus esconderijos e atacaram o homem, que pulou. Ao mesmo tempo em que mantinha um sorriso desdenhoso no rosto, desceu chutando e abrindo uma fenda no chão. O homem encapuzado corre ferozmente e ataca a primeira pessoa que vê pela frente, abrindo seu corpo com as garras e mordendo seu pescoço com os dentes. Ele olha para os outros, segurando a cabeça decepada da sua presa entre os dentes.

- Meu Deus... O que é essa pessoa?! – pergunta assustado um dos “espiões”.

- O termo correto seria “quem é essa pessoa”, meu caro. E a resposta para essa pergunta é... Greyback. Meu nome é Greyback. – responde o homem encapuzado, após cuspir a cabeça decepada no chão.

Ele eleva seu cosmo prateado, fazendo o chão tremer. O cosmo de Greyback parecia conectar-se com o céu, pois uma espécie de poeira lunar sai do céu e vai de encontro à palma a mão de Greyback, que mixa a poeira com seu cosmo, formando uma esfera energética branca e luminosa. O poder que emana da esfera é enorme e assusta todas as doze pessoas que pretendiam matar Greyback.

- Essa será a última informação que seus cérebros pútridos receberão! Eu mixo um instável tipo de substância existente na Lua com meu cosmo, formando uma intensa reação que desintegra tudo que toca! Agora morram, seus merdas!

Ele lança a esfera de encontro aos inimigos. O contato entre a esfera e o corpo dos inimigos causa uma explosão enorme, cujo clarão pôde ser visto pelo satisfeitíssimo Ares. À frente de Greyback, não havia mais nada. Absolutamente nada, apenas o deserto de antes. O único acréscimo era a cratera ao chão que poderia ser relacionada a um meteorito. E assim, Greyback é o vencedor do quadrante quatro.

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Um alto e estranho choro poderia ser ouvido no quadrante 23. O choro era incomum, pois alguém menos atento confundiria-o com um riso. Um choro de alegria, talvez? Muito provavelmente a pessoa que ouvisse o choro pensaria que era histérico demais para um choro de alegria, mas tampouco o choro parecia expressar um sentimento de tristeza.

A pessoa que chorava dessa forma era apenas uma garotinha, a qual poderia ser atribuída 12 ou 13 anos de idade. Mas o que faria uma garota aparentemente meiga em um lugar violento e sombrio como aquele? Seria esse o motivo de seu pranto?

Na realidade, o motivo do choro da garota estava à sua frente. Era um cadáver, que fora obviamente assassinado. Sua cabeça estava intacta, mas o abdômen era apenas um emaranhado de tripas e intestinos. Até as costelas quebradas do morto estavam à vista. O rosto cadavérico e sem vida exibia espanto e dor. Os olhos estavam abertos, o que deixava o cadáver ainda mais sinistro.

- Não chore Hypolita. – sentencia uma grave voz.

- Papai?!?! – diz, espantada, Hypolita, olhando para os lados.

Não havia ninguém lá. Era como se a voz tivesse soado na mente dela. Ela olhou para os lados. Em torno da sua cintura havia um cinturão que, devido ao seu brilho, não passaria despercebido em qualquer lugar que ela fosse. Analisando, mesmo superficialmente, a estrutura magnífica do cinturão, era possível perceber que o único indivíduo capaz de produzir tal artefato era Hefaísto, o deus artesão. A voz grave e levemente agressiva ecoou novamente na mente de Hypolita:

- Hypolita. Você está livre. Haverá uma porta brilhante logo à sua frente. Entre por ela. Me encontre. Venha a seu pai, querida filha.

A bonita garota finalmente vê a porta. Anda em direção a ela. Hesita uma fração de segundo, mas põe-se a andar novamente. Abre a porta e entra por ela.

Agora Hypolita está de frente a um grande prédio. Olha para cima, tentando observar o topo do prédio. No momento que baixa os olhos, vê-se defronte a uma dúzia de pessoas, algumas delas com sérios ferimentos, mas ainda de pé. Percorre os olhos por aquelas pessoas e finalmente vê aquela a quem procurava. Ela corre rapidamente na direção do alto e robusto homem e abraça-o fortemente. Ares retribui o abraço e volta à posição de antes, de pé, esperando...

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O homem levanta-se da cama lentamente e percorre os olhos pelo aposento escuro. Ele tateia com as mãos à procura de seus óculos e logo após de colocá-los se levanta:

- Aah, maldição! Já é tarde...

O homem anda pelo quarto escuro e tropeça em alguma coisa volumosa no chão. Eram marionetes. “Ah, que sorte a minha! Eu vim dormir logo na casa de um ventríloquo. Isso vai ser definitivamente útil.” Ele vestiu sua roupa, pegou as marionetes e saiu da casa com o cabelo ainda desarrumado. A rua estava praticamente deserta e o barulho imenso já havia cessado.

Um vulto corre pelas ruas desertas. O desespero tinha tomado conta dele. Medo, muito medo. Ele corria cambaleante, até que parou ao ver outra pessoa olhando nervoso para um prédio. Seus cabelos eram desarrumados e negros, ele usava óculos retangulares, tinha altura mediana e olheiras.

- Ah, olá! Viu aquilo? Assustador, não? Tem alguém brincando com a gente. – diz o homem de óculos.

- Então você acha que tem alguém controlando esses espíritos?

Um vulto passou ao lado de um prédio e olhou para os dois homens parados. Seu rosto parecia o de um demônio. Totalmente branco, olhos brilhantes e vidrados. Uma intenção assassina fora do comum, que pressionava o corpo daqueles homens. O que não usava óculos estava suando frio, totalmente assustado, paralisado de temor. Ele olhou para trás e o de óculos perfurou seu corpo com o punho. A velocidade do ataque foi enorme. Era a velocidade da luz. O homem de óculos sorriu:

- Te peguei! Hahahahaha! Aposto que você imaginou que eu estava com medo também. Que ingênuo, não vale nem a pena matar. Ainda bem que eu fui sensato de não acertar nenhum ponto vital com esse soco, assim poderei te dizer meu nome: Karl Ludwig Magnos. Como vê, os tais espíritos são criações minhas. Na verdade, são apenas marionetes comuns que eu mexi com a telecinese. Para ficar algo mais verídico, usei algumas ilusões. Tudo funcionou como eu esperava. Bem, receio que você já saiba seu destino. Nada mais é que a morte, ao menos você fez tudo que dá sentido à vida do homem: lutar. Só por isso dar-te-ei a honra de morrer pelas minhas mãos.

Magnos concentra seu cosmo intenso, de causar arrepios. Uma rocha luminosa de forma na sua mão, em forma de asteróide. Ele a lança no inimigo e a luminosidade do objeto clareia o céu noturno enquanto a vida de um homem de esvai.

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Magnos sai por uma porta dourada e vê-se diante de um arranha-céu. À sua frente, 24 pessoas o fitam, com expressão de impaciência.

- Nossa, fui o último... Que vergonha, não concorda Ares-sama?

- Vamos parar com as besteiras. Finalmente, todos estão aqui. Vocês 23 são dignos de serem chamados de Berserkers, os homens mais fortes do meu exército. Cada um de você liderará uma tropa de homens que só se renderão quando morrerem. Embora, 6 de vocês serão escolhidos por mim e a eles serão dadas a condição de general. Já vi uma pequena demonstração do poder de vocês e sei a intensidade do cosmo de cada um. Higan, Mireille, Pã, Greyback, Hypolita e Magnos. Congratulações, generais berserkers.

- Senhor, tem certeza que deseja que Mireille seja uma dos generais? Não percebo um grande cosmo vindo dela, além de tudo, ela é uma mulher! – protesta Deimos.

- Vejo que você não percebeu, Deimos. Essa mulher esconde um potencial fora do comum, além de tudo, em cinco minutos ela havia matado todos os que estavam em seu quadrante. Ela contém todo o seu cosmo, a fim de não ser percebida. Porém, ela não pode me enganar. Não um deus como eu. Eu vejo seu potencial cósmico. Essa mulher com certeza é a mais poderosa dos Berserkers.

- Ares-sama, eu sei que estou sendo inconveniente, mas deixe-me testá-la.

- À vontade.

Deimos se prepara para atacar Mireille, mas antes que concentrasse seu cosmo, a loura mulher estava atrás de Deimos, com a mão iluminada de um cosmo brilhante perigosamente próxima ao pescoço de Deimos. Não há dúvidas de que se Mireille quisesse, Deimos não estaria mais nesse mundo.

- Ainda tem dúvidas quanto à minha força? – pergunta Mireille.

- Hahahahaha! Ótimo, ótimo! Vamos, Berserkers. À guerra!