A Saga do Bruxo Bondoso do Norte
1 Capítulo 1 - Conhecendo o passado
Notas iniciais
Cap 1 : Tudo se inicia conhecendo o Passado.
Quem diria que a pessoa mais gentil hoje no acampamento não teve problemas para ser aceito perante seus irmãos e amigos? Pois bem, nessa história que você irá ler, poderá perceber que nem tudo é como lhe contaram sobre os dias de hoje. É.... até que a revolução, os deuses tomando partidos e virando-se uns contra os outros e blá blá blás é verdade, mais sobre a luta de um membro tão humilde, que um dia foi tão ríspido como uma lamina e mais gelado do que a rajada de vento mais fria que pode ser lançada contra uma pessoa, não foi inteiramente contada para vocês: a história... do bruxo bondoso do Norte.
…
Tudo começou... bem, aonde tudo deve começar: Uma casa simples, uma noite tranquila, exatamente as 23:30, com uma criança de 9 anos, com cabelos pretos ondulados na cabeça dormindo tranquilamente, um sono abençoado pelos deuses. Seu nome? Bem... o seu nome...
- psiu! Jimmy! – um garotinho parecendo ser 1 ano mais velho que ele o chamava baixinho, até que ele subiu na cama dele e começou a sacudi-lo.
- Acorda, por favor acorda, eu quero brincar! – dizia o garotinho insistentemente, implorando com que ele o ouvisse.
Brant (ou Victor, tanto faz) tinha 10 anos e tinha os cabelos pretos bem volumosos, parecia Jimmy, só que era um pouco mais cheio de massa do que ele.
-ahn... ung... Brant... – Jimmy disse um pouco sonolento – volte a dormir! Está tarde, e amanhã tenho escola.
- não! Temos de brincar porque está muito claro – ele ficou do lado dele – por favor – ele o olhava com olhos grandes e como se não fosse aceitar um não como resposta.
- Brinque com seus brinquedos – Jimmy se virou para o outro lado querendo dormir – amanhã o Rômulo volta e todos nós iremos brincar.
Mais Brant era persistente. Ele então foi até o rosto dele e levantou a pálpebra de um de seus olhos e o desafiou de novo.
- você quer fazer mágica? — Perguntou ele rindo travessamente fazendo com que Jimmy logo levantasse o humor e saísse correndo com ele até o quintal da casa.
A lua estava cheia e sua luz preenchia todo o quintal, como se fosse uma lâmpada artificial iluminando os dois. Brant estava super animado e Jimmy corria com ele preocupado caso sua mãe adotiva acordasse, pois ela não era muito carinhosa com relação ao dom que seu filho possuía.
Brant pegou um pequeno cano de ferro e o bateu no chão de leve, e fingiu estar cortando um monstro em pleno ar.
- Vamos Jimmy, faz a mágica! Por favor!
Ele o censurou com o olhar por um tempinho, e então o garoto se aproximou de leve e agitou as mãos, fazendo com que uma bola de cor branca surgisse na mão dele, brilhando com graça e beleza.
-pronto? – Ele desafiou Brant dessa vez com uma face travessa também.
- pronto! – ele respondeu feliz.
Ele jogou a bola branca pra cima e ela se desfez em pequenos flocos de algodão que começaram a cair como chuva.
- isso é muito legal! – Brant sorria e então abraçou seu amigo e eles começaram a brincar.
Para você que não está entendendo nada sobre a relação entre Brant e Jimmy e sobre o dom que Jimmy tem, aqui vai uma cola. Brant e Jimmy eram vizinhos e sempre estavam juntos, não importava a situação, eles cresceram muito próximos, fazendo com que tivessem um vínculo de irmãos e eles partilhavam um segredo que era vital para o próprio Jimmy, que era a chave para a diversão deles. Romulo também era o melhor amigo dos dois, era vizinho deles, também tinha a mesma idade que Brant, porém estava em uma viagem com seus pais, em Florianópolis e iria retornar no dia seguinte. Ele também partilhava do segredo de seu melhor amigo Jimmy.
Jimmy nascera com aprumo para a magia. Não a magia simples da deusa Hécate, que contava apenas com manipulação da névoa e criar ilusões, um tipo de magia mais branda, mais… desenvolvida. E ele nasceu com muito dela, e era marcada pela nevoa branca mesmo assim, embora havia nascido de Atena, a deusa da sabedoria. Apenas sua mãe adotiva Simone, sabia disso e rezou ao filho para que mantivesse ao máximo em segredo para não causar pânico nas pessoas do acampamento, coisa que no qual ele visitava desde pequeno e já tinha um chalé pertencente, assim como Brant e Romulo, seus melhores amigos, e seu chalé pertencente não aceitava semideuses com magia, por que para eles era como heresia e deviam ser mortos.
- Olha isso então – chamou Jimmy e então o mais legal aconteceu.
Ele mexeu as duas mãos ao mesmo tempo e a nevoa branca se acumulou na forma de um monstro bem grande, coisa que Brant ficou gamado, porque suas respostas foram pegar o cano e dizer:
- Hora de matar monstro!
Então Brant pulou feliz, e atacou o monstro, esquivando para a esquerda duas vezes e apunhalando ele na barriga e na cabeça, depois de um salto. Outro detalhe que não foi lembrado é: as ilusões de Jimmy conseguiam machucar alguém ou danificar algo, se ele quisesse.
-Jimmy! Estava fácil demais! Manda mais difícil?
- Ok! – Respondeu ele feliz e então continuou com as conjurações. Depois daquilo ele agitou as mãos e conjurou duas ilusões de antigos soldados romanos e uma dama bem arrumada, aparentemente presa.
- aah! Socorro! Socorro cavaleiro! – Disse Jimmy forçando uma voz feminina para incrementar.
Brant não pensou duas vezes e foi atacar as ilusões. Jimmy e ele se divertiam e aprendiam muito com essas pequenas coisas que brincavam. O garoto criava e Brant praticava feliz da vida, por mais que as vezes Jimmy aumentasse um pouco a dificuldade.
- Vamos lutar juntos! – Brant pediu e então Jimmy conjurou uma espada e dois escudos de nevoa, um para ele e outro para seu amigo e então começaram a brincar com as ilusões do garoto. Eles prosseguiram assim por um tempo longo, rindo e aproveitando o que tinham, bom… até que Simone acordasse.
- Agora vamos fazer o corredor polonês! – Brant o desafiava mais e mais, e Jimmy não se cansava daquilo.
Brant começou a correr e Jimmy criava ilusões sucessivas para ele. Aquilo mais parecia ser uma maratona que o garoto cumpria feliz da vida.
- Tentem me pegar! – Brant provocou feliz e cortava um atrás do outro.
- Cuidado! – Jimmy disse mais ao mesmo tempo foi em vão, porque Brant corria animado e não estava se preocupando muito com o que ele disse.
Zapt! Zapt! Zapt! Era os sons que mais se escutavam dali, sendo que ninguém ligava, parecia que todos os vizinhos estavam em um sono bem longo e que não iriam sair facilmente.
- Maiores!
- Saindo! – Jimmy agitou mais as mãos e monstros maiores surgiram, deixando Brant em estado de estase em querer mata-los. Ele engolia monstros como se não tivesse jantado, e ele jantou dois pratos cheios na casa do Jimmy.
- Mais! Manda mais!
Jimmy fez os monstros crescerem mais e mais, e Brant cada vez mais vidrado ficava. Ele aparentava estar cansado, mais não ligava para isso, estava ignorando por completo. Jimmy notou isso, e começou a se preocupar.
- Brant, perai! Reduz ai! – Ele acelerou suas mãos para não ficar fora do ritmo de Brant, ele ficou bastante preocupado com isso.
- Vamos lá! Vou acabar com eles!
- Brant! Maninho, perai!
- Gigantes! Manda… gigantes Jimmy!
- Brant…
- Por favor! – Ele pediu e então ele fez sua vontade. Brant correu e abateu mais monstros e estava indo para o encontro do gigante que Jimmy criara, porém ele estava lento e um medo tomou conta do garoto: de que Brant iria se machucar alguma hora, sem perceber, sua nevoa branca começou a se mesclar com uma nevoa escura, aparentemente nociva.
- Victor Brant! Para! – Jimmy pediu, até que seu temor veio à tona. Brant tropeçou na frente do gigante, mais teve sorte de o cano sair de sua mão e entrar em contato direto com uma das patas do gigante.
- Não! – Jimmy começou a correr até ele muito preocupado até que tropeçou e caiu na grama. Brant olhou para ele rapidamente e então viu que a ilusão iria ataca-lo repentinamente. Ele teve tempo de desviar apenas e então Jimmy se levantou o mais rápido que pode preocupado com ele.
- BRANT! – Ele gritou seu nome e apontou para ele, esperando que sua nevoa saísse para desfazer a ilusão, mais em vez disso saiu a nevoa mesclada e ela se dividiu em duas.
Uma acertou o gigante de névoa e ele se desfez, a outra foi direto na cabeça de Brant, deixando ele desmaiado. Jimmy correu até ele e o embalou em seu colo com um rosto muito preocupado com seu melhor amigo, ele realmente não queria ter feito aquilo, não queria mesmo. Então parte de seu cabelo virou um topete e alguns fios de cabelo caíram, deixando a situação bem tensa.
- não não não! Brant! Por favor acorda! Braaant! – jimmy começou a chorar e então o que se chama de descontrole aconteceu.
Seu sentimento triste começou a tomar conta do ambiente externo. Um nevoeiro branco começou a se espessar ao redor, parecendo um dia frio em um litoral, onde uma névoa simples toma conta de tudo. Suas ilusões paradas sumiram, alguns grilos que faziam sons pararam e ficaram estáticos. Algumas pessoas se levantaram com olhos bem brancos e ficaram como estátuas o encarando.
- esta tudo bem brant… — jimmy soluçava – eu estou com você.
- meu… meu filho… — Simone surgiu em meio a nevoa criada e percebeu o que estava acontecendo – isso está ficando fora de controle, o que houve aqui?
Ele olhou para sua mãe com uma face de pesar.
- Mama…. Mamãe… eu… — ele fungou e soluçou – eu estava brincando com brant quando… — ele encostou sua testa na dele – quando a magia escapou de mim… o que eu faço?
Ela devolveu o olhar com um tom de decisão e preocupação ao mesmo tempo.
- Lamentar não vai ajudar em nada meu filho, arrume suas coisas, eu sei aonde devemos ir.
Ela olhou preocupada para brant, mais sabia que no final seria possível traze-lo de volta desse leve coma.
Jimmy se arrumou correndo, deixando brant adormecido em sua cama, e então sua mae pegou alguns livros tentando entender o que deveria fazer, e ela então pegou um mapa. Ela chamou seu filho e ele carregou seu amigo até o banco de trás e ficou com ele, mesmo chorando. Simone arrancou velozmente o veículo, e a preocupação de jimmy aumentava ainda mais. Enquanto eles estavam no carro, uma nevoa branca subia junto deles, graças aos céus não estava embaçando a frente do carro, parecia uma névoa que indiretamente fazia com que os mortais recebessem uma mensagem subliminar de deixá-los avançar em meio a uma pista cheia de carros.
- Mamãe… e os monstros?
- São o de menos meu filho – respondeu ela – sua névoa os irrita, porém, ela é espessa, deixando-os confusos.
“ pelo menos, temos uma coisa a menos a nos preocupar” pensou Simone. Por mais que o filho tivesse causado um certo acidente, eles iriam andar seguros porque o descontrole de jimmy era a coisa que estava protegendo eles no momento.
Eles seguiram rapidamente até o parque municipal em plena duas horas da manhã, indo até a única pessoa que poderia salva-los daquela situação e líder do acampamento: Milord, o único semideus com poder e imortalidade suficientes, que poderiam tratar com eficácia a situação de vida ou morte de Brant.
E isso foi o estopim que marcou a vida do bruxo bondoso do norte por muito e muito tempo…
Fale com o autor