A Saga de Ártemis
28 Obrigado por Tudo, Corajosa Amazona de Atena!
Notas iniciais
A batalha em busca da retomada do Santuário continua. Para resgatar Atena e derrotar Artemis, os cavaleiros precisam chegar o mais rápido possível até o Salão do Grande Mestre, aonde Atena está resistindo bravamente pelo futuro da humanidade, sem saber que tudo isso não passa de uma distração para concretizar os planos insanos de sua irmã.
Aldebaran, na casa de Touro, deu tudo de si e conseguiu derrotar uma das amazonas gêmeas, Latona de Sátiro, contando com a ajuda de Tétis, que outrora defendia Poseidon, mas deu sua vida para provar o valor de uma verdadeira amazona.
Em Capricórnio, Seiya de Pégaso luta pela honra dos cavaleiros de ouro, enfrentando ninguém menos que Walleria de Beluga, a caçadora que conseguiu resfriar os cosmos dos poderosos protetores de Atena.
Enquanto isso, Hyoga, Shun, Milo, Shina, Marin e Shiryu, partem para Aquário, visando alcançar o mais rápido possível Artemis.
Em Libra, June de Camaleão procura deter Daphne de Clóris, a gêmea guerreira sobrevivente, buscando aproveitar-se do poder dado às amazonas pela presença de Artemis.
June – então, finalmente pude rever a tão temida guerreira que se rebelou contra o Santuário e até contra as próprias amazonas.
Daphne – June, então você cresceu, e conseguiu a armadura de Camaleão! Como está mestre Albion?— adentrando vagarosamente pela casa de Libra, mostrando toda a sua beleza e os contornos da bela armadura de Clóris.
June – infelizmente foi morto pelo cavaleiro de ouro de Peixes, Afrodite. — mudando um pouco o semblante.
Daphne — ...que pena, ele me parecia ser um bom homem. Bem, Afrodite de Peixes era bem forte, não havia muito o quê ser feito, realmente. Quando o Santuário recebe ordens, não há muito como escapar. Latona e eu ainda conseguimos nos refugiar e sobrevivemos...mas, irá juntar-se a nós, certo? – parando diante de June.
June – acho que não entendeu bem o que eu disse: sou uma amazona de Atena!
Daphne – mesmo tendo seu mestre assassinado por um protetor de Atena, ainda insiste em lutar ao lado deles, e pelo Santuário!?
June – meu mestre já foi vingado por outro discípulo, e não tenho mais o que fazer a esse respeito.
Daphne – esse discípulo foi....Shun de Andrômeda?! Hum, soube que ele derrotou Afrodite com um golpe de sorte, e foi reanimado por Atena à beira da morte.
June – é sobre isso que está querendo conversar?!
Daphne – ...não se apresse... June, quando nos conhecemos e treinamos juntas...eu queria muito ir para a Ilha de Andrômeda...você lembra disso?
Nisso, June relembra de alguns momentos da infância sofrida que teve. A órfã que havia sido encontrada em um pequeno bote no frio Mar Adriático, resgatada por um jovem de bom coração, e levada para casa à beira da morte.
Lá, recebeu comida, calor, afeto, e cresceu escutando as lendas sobre cavaleiros que sempre fizeram história, protegendo a Terra do mal.
Em um dia nebuloso, enquanto treinava por conta própria, achou um riacho, e ao ver uma linda flor lilás, se aproximou para pegá-la. Foi aí que escorregou, e quando estava sendo levada pelas águas, surgiram duas meninas, que lhe jogaram um cipó, no qual ela se agarrou e foi salva.
June – ahhh, obrigada!!!— sendo puxada pelas duas meninas.
Latona – não há de que!— sorrindo e levando os braços à cabeça.
Daphne – melhor se cuidar melhor mocinha, o que faz por aqui?!
June – estava treinando e vi uma flor...aí...
Latona – espera loirinha, você estava treinando?! Hahaha!
June – mas, qual é a graça!?
Daphne – minha irmã é muito boba, não ligue! É que queremos muito ser amazonas poderosas! Quero ter o mesmo poder dos lendários cavaleiros de ouro!
June – nossa, então vocês também?!
Daphne – estamos treinando pra isso, quando quiser, pode aparecer lá na Cova do Sussurro, de noitinha. Sempre estamos lá!
June – ah que legal!!! Vou falar com meu mestre!
Latona – ueh, mas você tem um mestre?!
Nisso, escutam-se gritos ecoando pela relva. Era o jovem mestre de June, com seus cabelos loiros e pele morena, que a procurava preocupado.
Mestre – Juuune!!! Juuuune!!! Ainda bem...!— surgindo e ao vê-la, se aproxima correndo.
June – mestre!!! Eu estou bem!!!
Mestre – você está ensopada, o que aconteceu?!
June- eu caí no riacho, e elas me salvaram!
Mestre – isso é verdade?!— olhando para as meninas, com os olhos trêmulos e semblante feliz.
Latona – é, mais um pouquinho e...já era...
Daphne — ...prazer, meu nome é Daphne, e essa é Latona, minha irmã!
Mestre – o prazer é todo meu! Já deu pra perceber que...são gêmeas! Como posso ajudá-las?! — sorrindo.
Latona – ah, dá pra treinar a gente?!
Mestre – como?!
Daphne – ela não disse nada...vamos andando Latona...— meio encabulada, tenta se retirar com a irmã, que retruca.
Latona – é, queremos que nos treine, assim como está fazendo com ela!— nisso, olha para a pequena June, que está sem jeito também
June – mestre, o senhor pode ajudá-las também?!
Daphne – mas não precisa...
Mestre – ora, mas será um prazer!— sorrindo, e passando a mão na cabeça das irmãs.
Latona – ehhh!!! Quando começamos?!— já fazendo alguns golpes e posições desengonçadas, enquanto Daphne está ainda em choque de tanta felicidade.
Mestre – à princípio, treinaremos aqui, mas há um local no qual queria muito que conhecessem, mas só uma de vocês poderá ir pra lá.
June – é a tal Ilha?!
Mestre – isso mesmo, aonde será dado o treinamento para a disputada armadura de Andrômeda.
Daphne – uma...armadura?!— com os olhos brilhando.
Latona – eu quero ser a mais forte!!! Hahhh!— dando um soco em uma árvore, e depois, vendo a mão machucada, e ficando sem graça.
Mestre – sim, fui escolhido para substituir o antigo mestre que ficava por lá! Então, posso levar alguém comigo!
June – que bom meninas! Que vença a melhor!
Daphne/Latona – então vamos!!!— elas se abraçam e trocam olhares felizes entre si, observadas pelo contagiante sorriso de ninguém menos que o jovem mestre Albion.
June no momento está com os olhos úmidos, e não consegue impedir que algumas lágrimas lhe desçam pelo belo rosto, ao relembrar o quanto Albion foi além de mestre, um pai para ela.
June – a família que perdi no naufrágio, reencontrei com ele e os outros. A Ilha de Andrômeda foi muito especial para mim, e mestre Albion me escolheu pois tive sorte.
Daphne – não é disso que lembro, June...
June – como?
Daphne – enquanto treinávamos, lembro dele me falando o quanto poderia ser forte, assim como minha irmã, mas que nossos cosmos eram estranhos e ele apenas tinha confiança em você.
June – mas, como assim!?
Daphne – vai me dizer que não sabia disso?! Quando conhecemos as outras aspirantes à amazonas no Santuário, passamos vergonha! Fomos excluídas, e precisamos treinar por conta própria, já que a palavra de Albion correu feito peste por todo lugar! Fomos ao fundo do poço por sua causa! – dando alguns passos, quase rodeando June.
June – mas, só soube disso depois, mas achei que fosse boato!
Daphne – está aqui, hoje, o boato! Trajando a lendária armadura de Flora, reconhecida como amazona de Artemis, e pondo os tão poderosos cavaleiros de ouro aos meus pés...— sorrindo, com um olhar maligno.
June – achei que seria bom revê-la, para acertarmos de uma vez todo esse mal entendido!— virando-se para a guerreira.
Daphne – então, reconheceu o meu cosmo, e me aguardou apenas para procurar saber se realmente a escolha de Albion foi a melhor?
June – nunca tive dúvidas de que ele escolheu bem! Tanto que agora vejo você lutando contra a humanidade, e compreendo a atitude do meu mestre.
Nisso, Daphne para e fica séria, com um olhar um pouco ameaçador. Elas trocam olhares brevemente, enquanto a amazona de Artemis se afasta um pouco, caminhando para o centro da casa zodiacal. June não pretendia deixá-la prosseguir, e estava atento aos movimentos dela, mas a amazona interrompe seu trajeto, e balbucia algumas palavras, ainda de costas.
Daphne – pretendo chegar o mais rápido possível até Artemis, logo, serei breve! Mas, vai se arrepender amargamente por ter atravessado meu caminho novamente!— virando-se — Deveria tê-la deixado morrer naquele rio!
June – vocês salvaram minha vida, mas não têm o direito de tirá-la, assim como a dos outros humanos!— posicionando-se ofensivamente e elevando o cosmo.
Daphne – hum, então me mostre o que perdi ao não treinar com Albion!— elevando brandamente o cosmo. Ambas se encaram, e uma brisa quente sopra pela madrugada que parecia não ter mais fim, levando algumas folhas dos arbustos pelo ar.
Na casa de Capricórnio, Seiya e Walleria estavam se testando. Algumas trocas de golpes estavam acontecendo, mas nada acontecia.
Seiya – droga, ela está se esquivando de todos os meus ataques! Sem fazer esforço algum!— refletindo, enquanto lançava alguns meteoros azulados, que representavam seus punhos, mas vendo que a amazona apenas se esquivava de todos eles.
Em um momento, a guerreira segura o punho de Seiya, detendo seu ataque. Ela está calma e sorri, com seus olhos azuis claros e as sardas no rosto mostradas pela pouca luz da lua que penetrava naquele ponto da casa de Capricórnio, e seus cabelos ruivos e ondulados, que iam até quase na cintura.
Walleria – cavaleiro de Pégaso, não brinque comigo! Sei que tem mais a oferecer! Não foi à toa que derrotou Poseidon!— começando a congelar o punho da armadura com o cosmo brando.
Seiya – argh! Meu punho!
Walleria – será que são apenas lendas? Você é uma farsa, Pégaso?!— congelando e destroçando o punho da armadura de Pégaso, lançado Seiya à alguns metros para trás com o uma pequena pressão de cosmo, que congela algumas partes de sua armadura.
Seiya – droga! Essa não!!! Não consigo sequer ameaçá-la! O que posso fazer!?— vendo a armadura castigada e segurando o punho dormente, buscando alguma ideia.
Walleria – acho que vou brincar um pouco...mas não quero ficar muito tempo aqui! as outras amazonas subestimaram o desespero de vocês e caíram! De certa forma, preciso tomar cuidado com você! – elevando o cosmo, e criando um cenário escuro, de onde surgem algumas correntes marítimas circulando por todos os cantos da casa, circundando os pilares, e Seiya.
Seiya – não pense que vou desistir!!! Salvarei os cavaleiros de ouro e Atena, mesmo que precise dar a minha vida!!! Queime cosmo!!!— cerrando os punhos, em posição de ataque, e explodindo o cosmo.
Walleria – fique quieto garoto! CORRENTES CONGELANTES!— as correntes marítimas procuram envolver Seiya, porém, ele consegue se esquivar de todas elas, e salta em direção à amazona.
Seiya – é agora! METEOROS DE PÉGASO!!!!— lançando um ataque certeiro, quase à queima-roupa, do qual a amazona não teria a menor chance de esquiva.
Walleria – ahn, não vai me acertar novamente!— elevando o cosmo rapidamente, e fazendo com que os meteoros de congelem e caiam ao chão, despedaçando-os antes de chegar nela. E logo em seguida, salta para trás, deixando que Seiya faça um pequeno buraco no chão ao errar o seu último ataque.
Seiya – essa não, meus meteoros!— vendo os estilhaços de gelo ao chão, vindo a se desfazer, e dando alguns passos para trás, um pouco surpreso.
Walleria – você também escapou do meu ataque! Como fez isso? As correntes congelantes sequer tocaram em você!
Seiya – já me mostrou esse golpe! Um mesmo truque não funciona duas vezes quando visto por um cavaleiro!— posicionando-se para atacar novamente, e elevando o cosmo.
Walleria – hum, não fale asneiras! Mas parece que está mostrando algo diferente....até que está me animando para lutar!— elevando o cosmo novamente.
Seiya – enquanto ela se diverte, Atena se aproxima mais e mais do seu limite! Preciso fazer algo rápido! Mas, como superar a sua força?— refletindo.
Logo acima, Artemis saboreia uma uva que crescia em uma parreira que ofuscava a estátua de Atena. Nisso, ela sente o cosmo das amazonas.
Artemis – já é hora de saborear a vitória... a Terra já é minha! Hora de atrair a Lua para mais perto de mim!
No mesmo momento, Atena percebe a mudança no cosmo da irmã, e infelizmente continua caindo na cilada de combater o cosmo de Artemis.
Atena – essa não! Ela está começando uma nova etapa de seus planos malévolos! E, meu cosmo...não tenho como combater seus poderes, seu cosmo cresce cada vez mais... Vamos Seiya, ande logo!
Tatsumi, Kiki e os cavaleiros de bronze que aguardavam a retomada do Santuário logo perto da primeira casa zodiacal sentem o pequeno tremor de terra, e se amedrontam.
Kiki – essa não, mais um tremor de terra!
Tatsumi – droga, a Lua parece cada vez maior! Será que os meninos falharam? E...que som é esses?!
De repente, ouve-se uma vocalização em massa de todo tipo de animal que ali se encontrava. Acaba que todos os animais começam a convergir, indo rumo ao santuário. Quando eles percebem, de repente encontram-se cercados por todo tipo de criatura que ali habitava.
Ban – vejam!!!— apontando para os animais que se aproximavam.
Ichi – essa não! Só faltava isso!— já meio apavorado com a aproximação dos animais.
Kiki – e agora?
Geki – deixem isso comigo!— já estalando os dedos, pronto para pegar alguns ursos que se aproximavam.
Jabu – tenham calma, não reajam de forma alguma!
Nachi – mas....
Nisso, os animais vão passando por eles, sem causar qualquer dano, indo em direção às doze casas.
Kiki – como sabia que não fariam nada, Jabu?
Jabu – eles estão apenas se aproximando de Artemis! O cosmo dela parece estar mais forte que o de Atena!
Tatsumi – essa não, isso significa que Saori....?!
Jabu – ...droga....Seiya, sinto seu cosmo! Sei que estão lutando, mas, apresse-se!!!— caminhando um pouco para frente, e olhando para o alto das doze casas.
De repente, Kiki percebe um animal familiar que passava correndo, acompanhando os outros. Era o cachorro de uma das crianças do orfanato.
Kiki – Mas...aquele é o cachorro do Akira! Hey, espere!!!— correndo para pegar o cão, mas ao se aproximar, o mesmo rosna, mostrando os dentes para ele, e babando.
Tatsumi – Kiki, o que está fazendo?!
Kiki – calma, sou eu, Kiki! Lembra de mim?!— elevando um pouco o cosmo, e pondo a mão na cabeça do cão, que se acalma e parece lembrar do menino, e lambe seu rosto, abanando o rabo. Kiki sorri, e afaga sua cabeça, pegando-o o colo e abaixando o cosmo.
Tatsumi – por que pegou esse cão?!Ficou louco menino?— bravo.
Kiki – prometi que o levaria de volta para uma pessoa, e não vou deixá-lo ir.
Nachi – vejam!!! O que é aquilo!!?
Nisso, Jabu já estava a algum tempo observando o que o cavaleiro de Lobo havia notado. Como os animais haviam cercado o Santuário, e ficaram quietos, como que aguardando algo, a mata que estava dominando as doze casas começa a crescer mais rapidamente.
Nisso, na casa de Libra, June aumentava seu cosmo e atacava Daphne diretamente com seu chicote golpeando várias vezes o chão e os pilares da mansão zodiacal. Em cada contato, seu chicote fazia um estrago, destruindo as estruturas, já qu Daphne era muito rápida.
June – CHICOTE DE CAMALEÃO!!!
Daphne apenas se esquivava, movimentando-se de forma incrível, correndo entre os pilares, ao redor de June. Em um determinado momento, Daphne se lança sobre ela, visando golpeá-la, mas...
Daphne – não percebe que sou mais rápi-....! O quê!?— ao golpear June, ela percebe que acertou apenas um pilar, que se destrói. De repente, ela percebe que algo vinha em sua direção e salta para o lado, vendo apenas o chão trincando.
Daphne – ahn, parece que subestimei você. Usa muito bem o mimetismo do camaleão, mas, posso achá-la de qualquer jeito...
Nisso, seu cosmo brilha em tom esverdeado, e todas os arbustos e trepadeiras que haviam pela casa começam a brilhar com o cosmo. Logo algumas plantas que já dominavam a casa de Libra começam a se retorcer e trepidar, revelando o paradeiro da amazona.
Daphne – ingênua...— lançando-se em direção ao nada, envolvida por seu cosmo esverdeado, ela golpeia o ar, e eis que algumas folhas balançam, e algo sofre um impacto contra um pilar ao fundo. Eis que revela-se a amazona de Camaleão, saindo da sua camuflagem, já caída, sentada ao chão.
June – argh...nem a camuflagem funcionou contra ela....— levando a mão ao lado do rosto que havia sido golpeado, e cuspindo um pouco de sangue.
Daphne – June, não quero dar cabo de você de uma forma cruel, então, passarei e pouparei a sua vida! Foi muito interessante revê-la...e saber que a nossa diferença de poderes ainda é imensa! Valeu a pena ter seguido o meu rumo! – caminhando para a saída da casa.
June – espere Daphne!— erguendo-se do chão, com o cosmo aumentando.
Daphne – mas...o que você quer agora!? Será que não foi o suficiente?!— parando, de costas, sentindo o cosmo da amazona.
June – ainda não terminamos!— de repente, o chicote que não estava em suas mãos, mas sob os pés de Daphne, e envolvido por cosmo, ataca a guerreira de Artemis.
Daphne – mas...o que é...- já envolvida pelo chicote, sem possibilidade de escapar.
June – esse chicote é como a língua viscosa do camaleão! Uma vez presa nela, impossível escapar!— caminhando em direção à Daphne, enquanto limpa o a sangue que lhe escorria pelo canto do lábio esquerdo, o lado no qual seu rosto estava inchado e arroxeado pelo ataque anterior.
Daphne – meus parabéns, mas, o que vai fazer comigo agora, June?! Não tem a coragem suficiente para me matar, não me atacaria fatalmente.
June – isso não...mas não posso deixá-la prosseguir....você atrapalharia os meus amigos!
Daphne – seus amigos....uma amazona com amigos....isso inclui Andrômeda!?
June – isso mesmo! Sei que o matará se tiver oportunidade, assim como qualquer um deles...então, você vai desistir de continuar, de uma forma ou de outra! Por favor Daphne, não quero te machucar!
Daphne, nessa hora, sente o cosmo de June aumentar e envolvê-la de tal forma, que fica muito difícil pensar em sair daquela situação. Aparece logo atrás da amazona, a imagem de um grande camaleão, com as mandíbulas ameaçadoramente abertas.
Logo acima, já na entrada para a casa de Aquário, Shiryu,Hyoga, Shun, Milo, Marin e Shina estavam parados, olhando para o seu interior.
Hyoga – a casa que era protegida pelo meu mestre, Camus, e onde me passou seu último ensinamento....— vendo repentinamente a imagem do cavaleiro de ouro como que o recebendo na batalha das doze casas, sumindo como uma névoa.
Marin – não sinto cosmo algum vindo dessa casa...
Shiryu – precisamos nos apressar! Parece que o cosmo de Artemis está cada vez mais forte, e todo aquele alvoroço que escutamos vindo dos arredores do Santuário também me preocupa.
Shina – pareciam ruídos de animais...
Milo – não desconcentrem...mas, já perceberam que há várias aves circulando por aqui?— com os olhos fechados.
Shun – é verdade! Nunca vi uma concentração dessas de aves por aqui!— vendo vários bandos circulando o céu enluarado.
Milo – vamos, quanto antes chegarmos, melhor! Sua corrente revelou algo, Shun?
Shun – a corrente...não detecta....- ele sente o que temia, e vira-se para trás, olhando no sentido da casa de Libra.
Hyoga – Shun...esse cosmo...seria...?!— virando-se também, assim como os outros.
Shina – também, sinto um forte cosmo, vindo da casa de Libra!
Shun – June!— com os olhos trêmulos, e o semblante assustado.
Na casa de Libra, a situação era totalmente favorável à amazona de Atena, porém...
Daphne – não pensei que fosse atingir esse nível de poder, cara amiga! Mas, foi muito bom saber que poderia me ferir se pudesse. Esse rompante me obriga a pedir desculpas por ter ridicularizado seu poder. – elevando o cosmo repentinamente.
June – não me obrigue a fazer isso!!!— elevando a mão em sua direção, com o cosmo ardendo, assim como em seu chicote...mas...a cosmo energia parece fluir pelo seu corpo de forma incontrolável.
Daphne – isso, June....continue....
June – mas...o que está acontecendo? Meu cosmo....- percebendo que tudo estava indo para uma esfera de energia em espiral, que se encontrava ao lado dela.
Daphne – você iria me ferir?! É isso mesmo que pretendia fazer! É muito mal-agradecida!— o chicote nessa hora, cai ao chão, e vê-se todo o cosmo que June conseguiu despertar, sendo sugado pela esfera. De um semblante tranquilo, Daphne muda para um olhar de ódio e loucura repentinamente.
June – argh...não tenho forças...parece que....minha cosmo energia está sendo tirada de mim....- caindo de joelhos ao chão.
Daphne – você me deu trabalho! Precisei usar a minha técnica para que pudesse superá-la novamente! Você me obrigou a lutar de forma séria! Via pagar com a vida!
June— não vai me derrotar! Não posso deixar que fira o Shun! — partindo para cima da guerreira com os punhos fechados.
Daphne— Volte para o lugar de onde nunca deveria ter saído, ao lado do seu mestre fraco!!!— com o cosmo ardendo, e os olhos em tom verde turmalina.
June, nessa hora, muda o semblante. Seus olhos se enchem de lágrimas, em uma mistura de emoção e ódio. Ela relembra brevemente de Albion, a acolhendo, treinando na Ilha de Andrômeda com Shun e os outros, e a sua morte pelas mãos de Afrodite. De repente, um novo cosmo começa a emanar de seu corpo.
Daphne – mas...o que é....esse cosmo?— com o cosmo ardendo, percebendo que June emanava um novo cosmo, algo que ela não havia conseguido tirar dela. Um cosmo que vinha do fundo do coração, algo que June despertara naquele momento, dando tudo de si, pela última vez.
June – meu mestre....não era fraco!!!— seu cosmo agora, estava em tom dourado, e parecia equiparável ao dos cavaleiros de ouro.
No mesmo momento, Shun descia alguns degraus, como quem quisesse voltar, observado pelos seus companheiros. Seus olhos já se enchem de lágrimas, mas nenhuma palavra sai de sua boca. Ele parece em estado de choque.
Milo – o cosmo de June diminuiu...e aumentou de tal forma que....
Marin – ela conseguiu!!! Atingiu o limite do cosmo!
Shina – os cosmos estão quase no mesmo nível! Isso quer dizer que...— olhando para baixo, e de certa forma feliz, pois percebera que com o auxílio do cosmo de Artemis, elas poderiam, como amazonas, evoluir o cosmo e atingir o sétimo sentido como os outros!
Em Capricórnio, Seiya e Walleria sentem o cosmo de June e Daphne, e param de combater por um breve instante.
Walleria – sentiu, Seiya? Esse é o cosmo das amazonas de Artemis!— colocando a mão na cintura, e passando a mão pelo cabelo.
Seiya – essa não, me pareceu o mesmo como que senti antes! E, o outro cosmo....é June!— abaixando a guarda.
Walleria – alguém conseguiu deter uma das gêmeas, mas me parece que a outra está cada vez mais próxima!
Seiya – do quê está falando? Quem são essas amazonas?!
Walleria – posso te dizer que Artemis está muito ansiosa pela chegada delas! E isso trará o fim ao reinado de Atena aqui nessa Terra! E os cosmos de seus amigos serão muito úteis!
Seiya – como é?!
A amazona apenas ri, deixando Seiya a imaginar qual seria o propósito da chegada daquela amazona.
Logo acima, no salão do Grande Mestre, Atena sentia um grande incômodo, franzindo a sobrancelha.
Atena – esse cosmo....June?! Está aproveitando o poder de Artemis, por ser uma amazona, e despertando todo o seu cosmo!— vendo as víboras se dispersarem e os portões do salão se abrindo aos poucos. Ela começa a caminhar para a saída, um pouco fraca e cautelosa com o que poderia aguardá-la.
Subindo as escadarias, Aiolia e Shaka sentem o cosmo das amazonas também.
Shaka – as amazonas estão chegando ao nível máximo do cosmo, por estarem sob o cosmo de Artemis, que tomou conta desse lugar!
Aiolia – ainda estamos sob os efeitos das lutas anteriores! Mas, já que os cavaleiros de bronze fizeram proezas com o auxílio do cosmo de Atena, agora, é a vez delas lutarem por nós!
Os dois continuam correndo, já adentrando pela casa de Gêmeos.
Esperando em Áries e tomando conta de Aldebaran, Mu também sente o cosmo das amazonas.
Mu – As amazonas de Atena, assim como Thetis, estão lutando por si mesmas apenas pela honra de serem amazonas! Não estão fazendo isso por Atena, ou Poseidon...nem mesmo as guerreiras de Artemis estão lutando por sua deusa! É o orgulho genuíno das amazonas!— olhando para a lateral da segunda casa, e vendo as estrelas enquanto reflete sobre o momento tenso das batalhas.
Todo o Santuário estava repleto de animais, que aguardavam apenas o desfecho dos acontecimentos, já que Artemis já cantava a vitória. Todos eles estão quietos, e parecem hipnotizados agora, olhando para a lua.
Em Libra, o cosmo de June brilhava ainda mais do que na batalha contra Key de Pantera Nebulosa. Ela estava determinada a dar tudo de si!
Daphne – hum, isso não me será mais útil....— elevando a mão, fazendo com que a esfera de cosmo roubado seja lançado para fora da casa, indo parar em algum lugar logo abaixo. Não muito depois, sente-se um tremor, o mesmo de quando as florestas estavam sendo criadas com os cosmos dos cavaleiros de ouro.
June – ora, decidiu não diminuir mais o meu cosmo?!— o chicote, envolto em cosmo, volta para a sua mão.
Daphne – nada disso, lutaremos em...iguais condições! Me mostre o que pode fazer, June! Realmente acho que merecemos um acerto de contas em igualdade! Lembre-se que Albion está olhando para você nesse momento! Não o decepcione!— com o cosmo ardendo.
June – vai se arrepender de ter insultado meu mestre!!!— segurando e esticando o chicote com as duas mãos, seu cosmo brilhava intensamente. As palavras de Daphne parecem mexer um pouco com seu emocional, e seus ombros pesam com a responsabilidade de honrar o seu mestre. Agora, seu cosmo forma um camaleão, que afronta o cosmo florido de Daphen.
Daphne – você pode ter evoluído, mas, eu sempre serei a melhor! — abrindo as mãos, e posicionando-se, com o cosmo elevado, surgindo a imagem de algumas plantas floridas e pétalas diversas ao seu redor.
Elas partem correndo em alta velocidade para o confronto direto, aquele que seria o último choque entre as duas. June abre mão do chicote e lança seu punho banhado por um cosmo avermelhado e dourado em direção a Daphne, que faz o mesmo com a mão direita aberta e cheia de cosmo esverdeado.
O impacto gera um clarão na casa de Libra, sendo avistado por por todos no Santuário. Inclusive, Shun, que se encontrava mais acima
Shun – Ju-ne....— os olhos já marejados não seguram as lágrimas.
Todo observavam o evento, e logo após, faz-se um silêncio fúnebre.
Na casa de Libra, June está com seu punho estendido, parada, enquanto que Daphne está em sentido oposto, com a mão estendida.
De repente, June se vira, e logo em seguida, Daphne faz o mesmo.
Daphne – June, apesar disso, você me mostrou o quão poderoso era Albion! Saiba que ele não era um fraco, pois você ficou muito forte.
June, com o semblante triste, apenas deixa algumas lágrimas escorrerem pelo rosto. De repente, de seus membros brotam ramos e galhos com folhas, rasgando seu corpo vagarosamente de dentro para fora.
June — não precisa se desculpar... Shun? Eu falhei, mas siga seu caminho para proteger Atena! Mestre Albion, seguirei agora ao seu encontro, hoje é um grande dia. Argh!
Seu corpo tomba no chão, e algumas ervas continuam brotando dele por um breve momento, nascendo pequenas flores logo em seguida pelo seu corpo, enquanto um pouco de sangue escorre pelo chão.
No mesmo instante, uma estrela cadente tinge o céu, chamando a atenção de Shun e dos outros. Todos já percebiam o que havia acontecido, e Shun, olhando por onde a estrela passara, agora vê o belo rosto de June, sorrindo.
As lágrimas descem compulsivamente de seus olhos, e apenas ouve-se brevemente a doce voz da bela e corajosa guerreira.
Todos estão tristes, mas Shun é quem mais sente, e não balbucia uma palavra sequer, sentando-se em um degrau, e abaixando a cabeça e deixando as gotas de suas lágrimas molharem o chão.
Logo acima, Atena percebe o cosmo de June se apagar, e fecha os olhos, já na saída dos portões do salão do Grande Mestre. Mas, o que a aguardaria?
Seiya e Walleria se encaravam em Capricórnio, e com o apagar do cosmo de June, Seiya cerra os punhos, pensando no também no sofrimento que Shun deveria estar passando.
Seiya – essa não! Shun, prometo que irei vingá-la!— elevando o cosmo, e observado a poucos metros por Walleria, que apenas sorria.
Os confrontos nas doze casas tornam-se cada vez mais dolorosos. Conseguirão os cavaleiros salvarem Atena à tempo?
A batalha pela retomada das doze casas deixa mais uma triste perda.
Não desistam, cavaleiros da esperança! Avante, Pégaso!
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